Você sabe o que é um linfoma?

Você sabe o que é um linfoma?

O linfoma é um tipo de câncer do sangue que ocorre no sistema linfático, desenvolvendo-se em linfonodos – chamados popularmente de gânglios linfáticos – encontrados em diferentes partes do corpo humano, principalmente no pescoço, axila e virilha. A ocorrência desse tipo de câncer é associada a mutações genéticas, mas também pode estar relacionada a alguns fatores de risco, como pessoas com sistema imune comprometido.

Existem dois tipos de linfomas: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin, sendo diferenciados pelos tipos de células encontradas, pelo comportamento biológico existente e pela resposta aos tratamentos realizados. O linfoma de Hodgkin corresponde a cerca de 11% de todos os linfomas. Sua maior incidência é em adolescentes, adultos jovens e idosos na faixa de 60 anos. Já o linfoma não-Hodgkin é o mais comum entre os linfomas e corresponde a 40% dos tumores. Costuma acometer idosos com idade média de 64 anos.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam para cada ano do triênio 2020/2022 o diagnóstico no Brasil de 12.030 novos casos de linfoma não-Hodgkin (6.580 em homens e 5.450 em mulheres). Esses valores correspondem a um risco estimado de 6,31 casos novos a cada 100 mil homens e 5,07 para cada 100 mil mulheres.

Os linfomas possuem altos índices de cura, porém, quanto mais cedo diagnosticados, melhores serão os resultados. A taxa de cura é grande, porém é de extrema importância que as pessoas fiquem atentas aos principais sintomas.

Sintomas

Em geral, a pessoa costuma apresentar sinais como, por exemplo, cansaço ou fraqueza, febre, sudorese noturna, perda de peso sem motivo aparente, dores no corpo, coceira na pele. Caso encontre nódulos (caroços) no corpo, principalmente na região da virilha, axilas, pescoço, clavícula e mandíbula deve procurar um médico para que este indique ao especialista da área.

Tratamento

A quimioterapia é o tratamento padrão, podendo ou não, ser associada à radioterapia, o que vai depender do tipo do linfoma, estágio da doença, sintomas e o estado de saúde do paciente. Alguns linfomas não agressivos podem ser apenas acompanhados pelo médico, sem necessidade de um tratamento específico.

“A radioterapia é adotada como parte do tratamento para a maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin e consiste na radiação do órgão-alvo com doses fracionadas. Já em linfomas, a radioterapia atua como tratamento adjuvante, ou seja, após a quimioterapia, explica a rádio-oncologista Paula Regia Soares.

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