Radioterapia estereotáxica corporal é segura e eficaz para pacientes com lesão óssea não espinhal

Radioterapia estereotáxica corporal é segura e eficaz para pacientes com lesão óssea não espinhal

O artigo intitulado “Meta-Análise da radiodifusão corporal Stereotática em metástases ósseas não espinhais”, publicado no International Journal of Radiation Oncology, Biology, Physics, em janeiro deste ano, teve como propósito mostrar a eficácia e segurança da radiação corporal estereotáxica (SBRT) para pacientes com metástases ósseas não espinhais. Foi realizada, também, uma revisão sistemática metanálise para avaliar os resultados do tratamento da SBRT na NSBM.

Dados agrupados mostraram que a radioterapia estereotáxica corporal (SBRT) é um tratamento seguro e eficaz, tem baixas taxas de falhas locais e fraturas, bem como toxicidade grave mínima.

“A SBRT adota vários conceitos empregados em radiocirurgia craniana para lesões extracranianas. A utilização de campos de radiação estreitos, altas doses em poucas sessões (de uma até cinco) utilizando técnicas de localização estereotáxica são algumas das características que tornam possível tratar lesões localizadas principalmente em pulmão, fígado e vértebra”, aponta o físico-médico Paulo Petchevist, da clínica de Radioterapia Oncoville.

Os pesquisadores do estudo realizaram uma metanálise de sete ensaios, incluindo 807 pacientes com 1.048 metástases ósseas não espinhais tratados com radiação corporal estereotáxica. Os indivíduos tiveram período de acompanhamento mediano de 7,6 a 26,5 meses.

Informação relevante destaca que os ossos são locais comumente afetados por metástase neoplásicas, e as lesões não espinhais são cerca de 30% das metástases ósseas. A radiação corporal estereotáxica pode ser uma opção de tratamento viável, mas, neste cenário, a segurança e a eficácia desse tratamento em longo prazo são limitadas.

O estudo destaca que os locais mais comuns para realização da SBRT foram pelve (39,2%), costelas (25,8%), fêmur (16,7%) e região do úmero/ombro (8,7%). A dose mediana biologicamente eficaz de SBRT foi de 56,7 Gy, correspondendo a uma dose de 33 a 34 Gy em cinco frações ou 28 a 29 Gy em três frações. Foi utilizada a metarregressão para examinar fatores clínicos e de tratamento associados a desfechos de interesse, como falha local, fratura patológica, sobrevida global, sobrevida livre de progressão e toxicidade.

Uma das conclusões que o estudo apresenta é que embora a metanálise demonstre segurança e eficácia da SBRT com toxicidades “incomuns” de grau 3, os autores enfatizam que “a consideração cuidadosa do volume-alvo é crucial devido à sua associação com um maior risco de fratura”.

Sobre o estudo

A pesquisa foi liderada pelo Dr. Fabio Ynoe Moraes, Ph.D., afiliado à Divisão de Radioterapia Oncológica do Kingston General Hospital, no Canadá.

O desenho retrospectivo da maioria dos estudos levou à heterogeneidade na amostra de pacientes, com diferentes volumes-alvo de tratamento, dose/fracionamento da SBRT e locais tratados. Não houve avaliação do alívio da dor com a radioterapia, principalmente devido a uma alta taxa de lesões ósseas não espinhais assintomáticas tratadas.

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