
Julho Verde: conhecer os sinais é o primeiro passo para o diagnóstico precoce
A campanha Julho Verde chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço, grupo de tumores que figura entre os mais incidentes no país. A iniciativa busca conscientizar a população sobre fatores de risco, sinais de alerta e opções de tratamento.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA, o Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026-2028. Os tumores de cabeça e pescoço devem somar aproximadamente 17.190 casos anuais, da glândula tireoide, com 16.450 casos por ano, e da laringe, com cerca de 8.510 novos diagnósticos anuais.
O câncer de cabeça e pescoço engloba tumores malignos que podem surgir na boca, língua, garganta (faringe), laringe, cavidade nasal, seios da face, glândulas salivares e tireoide. Esse tipo de tumor está associado a fatores de risco evitáveis. “O tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas permanecem entre as principais causas da doença. Outros fatores causadores são a infecção pelo HPV (papilomavírus humano), a má higiene bucal, a exposição excessiva ao sol sem proteção (lábios) e o contato frequente com agentes carcinogênicos, como amianto, pó de madeira, níquel e determinadas substâncias químicas”, alerta a rádio-oncologista Luana Guerreiro, do Oncoville Radioterapia
É preciso ficar atento a feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, inchaços ou nódulos na boca, no pescoço ou na mandíbula, manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na cavidade oral, dificuldade para engolir, alterações na fala, dor ao movimentar a boca e dificuldades respiratórias requerem avaliação médica. O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico e pode ser complementado por exames de imagem e procedimentos específicos, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e endoscopia.
Precisão da Radioterapia
A radioterapia ocupa papel fundamental no tratamento de muitos tumores de cabeça e pescoço. Atualmente, a Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) e a Arcoterapia Volumétrica Modulada (VMAT) são considerados padrões modernos de tratamento.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, destaca que essas tecnologias permitem maior precisão na aplicação da radiação. “O emprego de técnicas como IMRT e VMAT possibilitam modular a intensidade dos feixes de radiação, protegendo melhor estruturas sensíveis como glândulas salivares, medula espinhal, mandíbula e músculos envolvidos na deglutição. Além disso, contribui para a redução de efeitos colaterais importantes, como a xerostomia (boca seca) e a dificuldade para engolir”.
Se os sintomas persistirem por mais de 15 dias, procure avaliação médica.












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