Tudo o que você precisa saber sobre o tratamento com braquiterapia
A braquiterapia é mais uma modalidade de tratamento radioterápico que as pacientes podem utilizar dependendo da indicação do rádio-oncologista. É utilizada principalmente nos tumores ginecológicos, como colo do útero e endométrio. Dependendo do estágio da doença, a braquiterapia pode ser usada de maneira isolada ou após tratamento com quimioterapia e radioterapia.
Muitas clínicas e hospitais que prestam o serviço de radioterapia não dispõem da braquiterapia, tendo a necessidade de direcionar seu paciente durante ou após a teleterapia para que execute a braquiterapia. No entanto, o ideal é que tudo ocorra no mesmo local, uma vez que o mesmo rádio-oncologista estará respondendo e acompanhando a paciente em ambos os procedimentos e manejando possíveis efeitos colaterais. O Oncoville possui ambas as modalidades de tratamento o que possibilita maior conforto, comodidade e segurança que esta combinação exige.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica mais sobre como é o tratamento com a braquiterapia. Confira:
Quando a braquiterapia é utilizada?
A indicação cabe ao médico rádio-oncologista que, durante a consulta, fará a análise dos exames trazidos pela paciente e se baseará no estadio clínico para prescrever a braquiterapia exclusiva ou combinada com teleterapia.
Como é realizado o tratamento com a braquiterapia?
Normalmente são realizadas quatros sessões e o processo é dividido em: 1) Inserção dos aplicadores que conduzirão a fonte radioativa até o local de tratamento; 2) Imagem local do aplicador inserido na paciente (pode ser raio-x Anterior e Lateral ou Tomografia); 3) Planejamento do tratamento feito sobre as imagens obtidas; 4) Conexão dos tubos de transferência entre a unidade de tratamento e o(s) aplicador(es) por onde a fonte radioativa alcançará as posições necessárias de tratamento dentro do(s) aplicador(es).
Quais os principais benefícios?
São vários os benefícios da braquiterapia, mas o principal é o reforço de dose na região de tratamento, o que muitas vezes é inviável de ser alcançado com teleterapia exclusiva. A braquiterapia age localmente, uma vez que os aplicadores levam as fontes radioativas até muito próximo, senão, até mesmo dentro da região tumoral, e isso faz com que as regiões sadias ao redor recebam menos dose do que receberiam com feixe externo de teleterapia.
Maio foi escolhido para ser o Mês Internacional de Combate ao Melanoma, um tipo raro de câncer de pele e uma das formas mais agressivas e fatais das neoplasias da pele devido à sua alta possibilidade de provocar metástase. Por isso, é fundamental conhecer os fatores de risco e as formas de diagnóstico.
Confira os fatores de risco, como fazer o diagnóstico e as indicações de tratamento:
Fatores de risco: entre os principais fatores de risco estão a exposição prolongada e repetida ao sol, realização excessiva de bronzeamento artificial, ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Outro fator é ter história familiar, cerca de 10% dos casos são hereditários, ou se a pessoa já teve câncer de pele.
Diagnóstico precoce: o diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, pelo exame clínico. Também pode ser necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos exigem uma biópsia e testes genéticos.
Tratamento individualizado: a cirurgia é o tratamento mais indicado para os pacientes com melanoma. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser indicadas, dependendo do estágio da doença. Quando ocorre a metástase, o melanoma pode ser tratado com novos medicamentos ou radioterapia. Esses novos medicamentos, são os imunoterápicos que foram introduzidos nos últimos anos para o tratamento dessas doenças.
O câncer de próstata é o que mais afeta os homens no Brasil. Dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA mostram que são mais 65 mil casos de câncer de próstata no país anualmente. No entanto, mesmo com altas taxas de diagnóstico, muitos homens ainda não realizam os exames preventivos.
O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata são fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença.”
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.
Os tumores de próstata são silenciosos, por esse motivo é importante fazer exames regularmente para conferir se a saúde está em dia. A doença costuma a apresentar sinais quando o câncer está em estágio avançado. Confira os principais sinais de alerta para o câncer de próstata:

O tratamento ideal para o câncer de próstata localizado ainda causa muita dúvida entre os pacientes e depende de vários fatores como doenças preexistentes do paciente, expectativa de vida e características do câncer de próstata. Saiba mais sobre os tratamentos com radioterapia: https://oncoville.com.br/blog/novembro-azul-alerta-para-diagnostico-e-tratamento-do-cancer-de-prostata/
Contar com uma equipe multidisciplinar altamente especializada assegura a excelência no tratamento e com isso os resultados podem ser mais assertivos. A radioterapia é considerada um dos pilares no enfrentamento do câncer, juntamente com a cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e a imunoterapia. O Oncoville, clínica especializada em radioterapia, conta com uma equipe composta por médicos, físicos médicos, enfermeiros, tecnólogos de radioterapia. Também fazem parte as dosimetristas, que participam ativamente das etapas que antecedem a execução do tratamento radioterápico, sendo um elo de ligação e complementação do fluxo de trabalho de médicos, físicos e tecnólogos de radioterapia.
Tanto a American Association of Medical Dosimetrists – AAMD e a Associação Brasileira dos Dosimetristas – ABD definem o dosimetrista como um membro da equipe de radioterapia que tem conhecimento das características gerais e relevância clínica das máquinas e equipamentos de tratamento. O profissional está ciente dos procedimentos comumente usados na teleterapia e braquiterapia e tem a educação e perícia necessárias para gerar distribuições de dose (planejamentos) e cálculos de dose com a supervisão do físico médico e do rádio-oncologista.
No Oncoville, as dosimetristas realizam a simulação do tratamento radioterápico, delineamentos dos órgãos que estão próximos à região de tratamento, fusão das imagens e cálculo de dose.
De acordo com a dosimetrista Nayara Saty Murakami, do Oncoville, “Na etapa da simulação, confeccionamos os acessórios imobilizadores para conforto do paciente e marcações na pele para a reprodutibilidade do posicionamento em todos os dias do tratamento. Após a confecção dos acessórios e das marcações, realizamos o exame de tomografia computadorizada (TC) da região de tratamento”.
Confecção dos acessórios imobilizadores para tratamentos radioterápicos
Para fazer uma sessão de radioterapia são necessários acessórios imobilizadores, a depender da localização do tumor. São usados, por exemplo, colchão a vácuo confeccionado de forma individual para tratamentos na região do tórax, abdome, pelve e extremidades; suporte para joelho e pés, para tratamentos na região pélvica; máscara termoplástica para posicionamento e imobilização da região de cabeça e pescoço.
Vale ressaltar que existem outros acessórios imobilizadores, porém quem determinará qual o melhor a ser usado durante o tratamento será a equipe médica na etapa da simulação. “Lembrando que todos os acessórios imobilizadores ficam no Oncoville e só o paciente poderá usar”, cita Nayara.
Delineamento dos órgãos de risco
Após a realização da tomografia computadorizada de planejamento, as imagens são inseridas no sistema de planejamento e as dosimetristas delineiam os órgãos sadios que estão próximos da região de tratamento para, posteriormente, o médico delinear o local que irá tratar.
Fusão das imagens
Em muitos casos, para que o médico desenhe o local de tratamento, são necessários outros exames de imagem, como ressonância magnética e PET-CT, por exemplo, e é função do dosimetrista colocar esses exames no sistema de planejamento. “Por isso, é importante que o paciente traga seus exames no dia da simulação, pois poderemos utilizá-los para o planejamento”, cita Thayna Lechenacoski Kreknicki, também dosimetrista do Oncoville.
Cálculo de dose
O dosimetrista, com a supervisão do físico médico, pode inserir a melhor composição de campos de tratamento no sistema de planejamento, para que a dose prescrita pelo médico seja entregue na região de tratamento, minimizando a dose nos tecidos circunvizinhos.
Quando os tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em fase inicial, as taxas de cura chegam a 95% e na doença avançada diminui para 30%. As sequelas da doença também são menores quando o tratamento é realizado precocemente. Dados estatísticos do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que anualmente são diagnosticados cerca de 43 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço que atingem principalmente boca (língua, assoalho da boca, palato duro, gengivas, mucosa da boca, lábio), orofaringe (região das amígdalas, base da língua, palato mole, parte lateral e posterior da garganta), demais regiões da faringe, laringe, etc.
O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, explica que muitas vezes os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, o que leva à demora do diagnóstico. Garantir que a doença seja tratada em fase inicial é fundamental para o sucesso do tratamento. Porém, em 60% dos casos, o paciente chega com o tumor avançado, deixando sequelas para o indivíduo. “Os sintomas mais comuns do câncer de cabeça e pescoço são a presença de feridas que não cicatrizam, nódulos no pescoço, rouquidão e outras alterações da voz, dificuldade de engolir e emagrecimento sem motivo.”
Com medidas simples é possível evitar o desenvolvimento da doença, entre elas refrear ou abandonar os fatores de risco, como o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis por cerca de 90% dos casos. O HPV (papilomavírus humano) também pode ser o agente causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe. “Na fase inicial o tratamento inclui uma única modalidade de tratamento, cirurgia ou radioterapia. Em casos avançados há sequelas como perda da voz, dificuldade ou impossibilidade de se alimentar, deformidades, entre outras. O tratamento inclui várias modalidades de terapia, algumas vezes radioterapia associada à quimioterapia, ou cirurgia associada à radioterapia”, finaliza.
As mulheres tendem a ser mais cuidadosas quando o assunto está relacionado à sua saúde ou à de sua família. Com relação à prevenção do câncer, existem outras atitudes que podem se somar à realização de exames de rastreamento. Confira a lista de ações que podem beneficiar ainda mais a sua saúde:
Alimentação saudável
Tenha uma dieta rica em alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras oleaginosas. É importante evitar os alimentos ultraprocessados e bebidas adoçadas.
Atividades físicas devem ser praticadas
Caminhar, trocar o elevador pelas escadas, passear com o pet, dançar, fazer ginástica e/ou musculação, entre outras. O importante é se movimentar e não deixar o sedentarismo fazer parte da sua vida. É possível encaixar a atividade física na rotina. São diferentes as possibilidades, procure uma que se adeque ao seu estilo de vida.
Diga não ao cigarro
Quando uma pessoa fuma e exala a fumaça, são liberadas no ambiente mais de 7 mil compostos e substâncias químicas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Não fumar pode prevenir principalmente o câncer de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago.
Mantenha o peso corporal adequado
Manter um peso saudável é uma das formas mais importantes de se proteger contra o câncer.
Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos
A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero.
Evite bebidas alcoólicas
Consumir bebidas com álcool, em qualquer quantidade, contribui para desenvolvimento do câncer. Combinar bebidas alcoólicas e tabagismo aumenta ainda mais a possibilidade do surgimento da doença.
Março foi escolhido como o Mês Nacional da História da Mulher para celebrar a luta e as conquistas das mulheres sendo 8 de março adotado oficialmente como o Dia Internacional da Mulher pela Organização das Nações Unidas em 1975, cuja data, relacionada com a greve das operárias em 1917, reforça a importância da mulher na sociedade e a história da luta pelos seus direitos.
Hoje, o mês de Março, adotado genericamente como o mês da Mulher, serve a uma causa que abrange mais do que comemorar aquelas conhecidas conquistas históricas, tornou-se também um mês importante para se destacar todos os aspectos que envolvem as mulheres, como a ampliação da consciência em relação aos cuidados consigo e com a sua saúde, em que se aborda amplamente a prevenção das diversas doenças que atingem as mulheres.
Segundo a rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, as mulheres estão cada vez mais conscientes sobre os exames fundamentais para o diagnóstico precoce dos principais tumores femininos. A conscientização é a chave para uma abordagem preventiva dos tumores femininos: “para detectar o câncer em fase inicial, quando há maior chance de cura e os tratamentos são menos agressivos, é importante realizar os exames de prevenção periodicamente, entre eles mamografia e papanicolau, por exemplo.”
Embora as mulheres tenham hoje maior consciência quanto à importância da prevenção de doenças neoplásicas como o câncer de mama, por exemplo, este é o que mais atinge as brasileiras, com cerca de 29,7% dos casos. Em segundo lugar estão os tumores de cólon e reto com 9,2%. Na terceira posição, os casos de colo do útero com 7,5%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA.
Prevenção e tratamento
Câncer de mama
O autoexame mensal das mamas e a mamografia são os principais aliados no diagnóstico precoce do câncer de mama. O avanço da tecnologia trouxe a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia durante os tratamentos dessas pacientes, em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Hoje, o número total de dias de tratamento pode variar entre 5 e 16 dias, conforme avaliação do rádio-oncologista. Há, ainda, a possibilidade de algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias, de acordo com uma avaliação caso a caso, cujo tempo de cada sessão também é definido individualmente, podendo se dar em torno de 10 minutos ou até menos.
Câncer de colon e reto
O diagnóstico é realizado com exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera de luz para visualização da mucosa dos segmentos intestinais a serem investigados). A colonoscopia é o exame pelo qual é possível retirar materiais para biópsias e é importantíssimo na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal. Em casos iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia. A radioterapia também pode ser empregada em alguns casos na irradicação de metástases, por exemplo, através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia).
Câncer do colo do útero
Causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV, o câncer do colo do útero é uma doença que normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. O câncer de colo uterino tem seu tratamento em radioterapia feito pelas modalidades de Teleterapia exclusiva ou Teleterapia com Braquiterapia associada. A Braquiterapia é um procedimento em que aplicadores específicos são introduzidos por via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Já a Teleterapia consiste no emprego de feixes de raios x à região-alvo, com a finalidade de administrar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures.
Importante: a escolha da melhor técnica de radioterapia a ser utilizada para cada paciente é definida de forma individual e de acordo com uma avaliação efetuada em equipe pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, o que proporciona à paciente a administração segura e efetiva da radiação.
A evolução da radioterapia permite atualmente uma concentração crescente de radiação na área de tratamento e, ao mesmo tempo, a diminuição de dose nos tecidos normais adjacentes. “Temos diferentes técnicas de radioterapia que podem ser aplicadas no tratamento dos tumores, tudo vai depender da localização da área a ser tratada no corpo. Podemos citar como exemplo a radiocirurgia, que é uma técnica usada para tratar tumores pequenos e que estão localizados no cérebro ou no sistema nervoso central”, aponta o físico médico Paulo Petchevist.
No Brasil, as estimativas de novos casos para câncer do sistema cerebral apontam 11.090 novos casos, sendo 5.870 em homens e 5.220 em mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA (2020). O câncer do sistema nervoso central representa de 1,4 a 1,8% de todos tumores malignos no mundo. Cerca de 88% dos tumores de SNC estão localizados no cérebro.
A radiocirurgia craniana é um procedimento não invasivo que envolve a administração de altas doses de radiação em uma pequena região localizada do cérebro em uma única fração de tratamento. “Com a técnica, é possível minimizar os efeitos em tecidos sadios adjacentes ou mesmo em estruturas importantes próximas da região-alvo do tratamento”, diz o físico médico.
Como é feito o tratamento
O paciente usará uma máscara especial de imobilização particularmente confeccionada para ele, na qual marcações de referência serão desenhadas. Uma tomografia de planejamento será realizada, importada no sistema de planejamento, e fundida a uma ressonância magnética recentemente feita pelo paciente. Petchevist explica que com a fusão de imagens de ressonância magnética com a tomografia de planejamento, o médico rádio-oncologista e o neurologista localizarão e delimitarão a região a ser tratada. Após a realização do planejamento pelo físico médico e sua aprovação pelo médico radio-oncologista, o plano é exportado para a máquina de tratamento onde o paciente será posicionado.
O pré-posicionamento do paciente é feito pelos lasers presentes na sala, após a máscara ser colocada. Em seguida, uma espécie de tomografia, chamada de cone beam CT (CBCT), é obtida e comparada à de planejamento. Em caso de qualquer diferença de posicionamento em relação ao planejado, a mesa robótica se encarrega de corrigir, garantindo precisão submilimétrica de posicionamento da região-alvo.
Quando é usada?
A radiocirurgia craniana pode ser empregada para tratar tumores malignos, como é principalmente o caso de pequenas metástases cerebrais, ou benignos, como é o caso principalmente de neurinomas do acústico.
O Dia Nacional da Mamografia é comemorado em 5 de fevereiro. Esse dia serve como uma forma de lembrar a importância de se realizar este exame. A mamografia pode auxiliar na detecção precoce do câncer de mama quando realizada por mulheres assintomáticas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), dentre suas vantagens de se realizar a mamografia estão: a redução da mortalidade pela doença, diminuição dos traumas físicos (tratamento em fases mais precoces), maior sobrevida, arrefecimento dos traumas familiares e o menor custo para sociedade relacionado à perda de um indivíduo produtivo.
A Sociedade Brasileira de Mastologia, o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomendam a mamografia anual para mulheres a partir dos 40 anos de idade. Já o Ministério da Saúde, organismo federal, recomenda o que o exame seja feito a partir dos 50 anos de forma bianual. Vale salientar que uma faixa importante da população (mulheres entre 40-49 anos) é responsável por cerca de 15-20% dos casos de câncer de mama.
O que é a mamografia e como é feita?
A mamografia é como um exame tipo raio x das mamas. É um procedimento simples que pode provocar uma dor passageira ou um desconforto. O aparelho que realiza a mamografia chama-se mamógrafo. Durante o exame, a paciente coloca os seios, alternadamente, entre as duas placas do mamógrafo, que comprime as mamas e gera as imagens.
Recomenda-se realizar a mamografia entre o 5º e o 10º dia após a data de início da última menstruação.
Dia do Mastologista
Neste dia também é comemorado o Dia do Mastologista. A mastologia é uma especialidade médica que estuda, diagnostica e trata as doenças relacionadas às mamas, dentre elas o câncer.
O Dia Mundial do Câncer teve origem em 2000 durante a realização da primeira Cúpula Mundial Contra o Câncer, realizada em Paris. No encontro, líderes governamentais e organizações de câncer de todo o mundo assinam a Carta de Paris Contra o Câncer, um documento contendo artigos que delinearam um compromisso global cooperativo para a qualidade de vida dos pacientes com câncer e para o investimento contínuo e avanço da pesquisa, prevenção e tratamento do câncer. O artigo X da Carta formaliza o dia 4 de fevereiro como Dia Mundial do Câncer. A data tem como objetivo prevenir milhões de mortes, conscientizando com informações de prevenção sobre o câncer.
A União Internacional Contra o Câncer (UICC), organização que se dedica a aumentar a conscientização global sobre o câncer, coordena o Dia Mundial do Câncer e conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações internacionais. A celebração desse dia tomou corpo e hoje muitos países se dedicam a tratar de assuntos relacionados à doença e fazer o chamamento da população para que pela informação conheçam medidas preventivas e busquem os serviços médicos sempre que necessários.
A leucemia é o 9º câncer mais comum no sexo masculino e o 11º no feminino. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que serão diagnosticados mais de 10 mil casos novos de leucemia no Brasil para cada ano do triênio 2020-2022, sendo 5.920 em homens e de 4.890 em mulheres.
Com o objetivo de conscientizar a população sobre a leucemia, uma doença que pode atingir pessoas de qualquer idade, foi criada a campanha Fevereiro Laranja. Além de abordar a necessidade do diagnóstico precoce da leucemia, também visa ressaltar a importância de se tornar um doador de medula óssea.
A leucemia tem o seu início na medula óssea, local onde são fabricadas as células sanguíneas e que dão origem às plaquetas, aos glóbulos vermelhos e aos glóbulos brancos.
Saiba mais sobre os quatro tipos de leucemia:
Leucemia mieloide aguda (LMA)
Pode acontecer em adultos e crianças, mas a incidência aumenta com o avanço da idade e tem o tempo de evolução curto, de poucas semanas. Para o diagnóstico é necessário verificar se existem alterações no paciente pela análise do exame de hemograma. Depois é feito o exame de medula óssea que comprovará o diagnóstico. Também poderão ser solicitados outros exames, como o mielograma, realizado pela punção óssea, a imunofenotipagem, para verificar a linhagem celular, a citogenética, que vai analisar os cromossomos, e, em alguns casos, também é realizada a análise molecular. O tratamento consiste em quimioterapia e, em casos com mau prognóstico, é indicado o transplante de medula óssea.
Leucemia mieloide crônica (LMC)
Na maioria dos casos a doença é diagnosticada em adultos na quinta década de vida. O tempo de evolução é mais longo e às vezes a pessoa fica sem ter conhecimento da doença por meses ou até mesmo anos. Como em muitos casos é assintomática, o paciente só descobrirá quando realizar um exame de rotina. No entanto, quando a pessoa perde peso sem explicação ou apresenta algum sintoma de anemia, é possível realizar hemograma para verificar se existe alguma alteração. Poderá ser solicitado o mielograma, imunofenotipagem, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea. O tratamento consiste em quimioterapia oral e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.
Leucemia linfoblástica aguda (LLA)
Afeta as células linfoides e evolui de maneira rápida. Esse tipo é comum na infância e apresenta cerca de 80% de cura nessa fase da vida. Alguns adultos também podem ser diagnosticados com a doença. Avaliar os sintomas é fundamental, principalmente em se tratando de crianças. Palidez, cansaço, sonolência, hematomas, manchas roxas, sangramentos prolongados, dores de cabeça e óssea são alguns dos sinais que devem servir de alerta. O diagnóstico também será realizado pelo hemograma completo, mielograma, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea. O tratamento vai consistir em quimioterapia com medicamentos específicos para cada paciente e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.
Leucemia linfocítica crônica (LLC)
Afeta as células linfoides e tem desenvolvimento lento. Mais comum em idosos, estudos mostram que a LLC é uma doença dos glóbulos brancos adquirida ao longo da vida, mas ainda não se sabe os fatores para o seu surgimento. Esse tipo de leucemia muitas vezes também não apresenta sintomas e pode ser diagnosticada durante exames de rotina. Hemograma completo, mielograma, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea ajudarão no diagnóstico da doença. O tratamento vai consistir em quimioterapia com medicamentos específicos para cada paciente e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.
O jornalista Tiago Leifert e sua esposa, Diana Garbin, revelaram que a sua filha Lua, de 1 ano e 3 meses, foi diagnosticada com retinoblastoma, um câncer que acomete o olho durante a infância e considerado o tipo mais comum de neoplasia que acomete o olho durante a infância. A maioria dos casos, 90%, é em crianças com menos de cinco anos de idade. É um tumor maligno que se desenvolve na retina, devido a uma mutação num gene no cromossomo 13. Estatísticas mostram que anualmente cerca de 400 crianças são diagnosticadas com esse tumor no Brasil.
O principal sintoma do retinoblastoma é a lecocoria, ou seja, um reflexo branco na pupila, conhecido como reflexo do olho de gato. Essa situação está presente em 90% dos casos diagnosticados. Uma forma de verificar esse sinal é sob luz artificial, quando a pupila está dilatada, ou em fotos com flash. Em crianças com os olhos saudáveis, o reflexo do flash é sempre vermelho e não branco. Outros sintomas são a baixa visão, estrabismo e deformação do globo ocular.
Em fase inicial a doença tem até 90% de cura. Entre os principais tipos de tratamento estão a radioterapia, cirurgia, crioterapia, terapia a laser (fotocoagulação ou termoterapia e quimioterapia. As opções terapêuticos serão baseadas no estágio que a doença foi diagnosticada.
O primeiro mês do ano foi escolhido para a campanha Janeiro Verde com o objetivo de alertar as mulheres sobre a prevenção do câncer do colo do útero, tumor que tem alta chance de cura em estágios inicias, mas com o diagnóstico tardio as taxas diminuem. Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que anualmente mais de 530 mil novos casos de câncer do colo do útero ocorrem no mundo e mais de 16 mil somente em mulheres brasileiras, sendo o quarto tumor feminino mais comum e o primeiro câncer ginecológico com a maior incidência no Brasil.
O médico rádio-oncologista do Oncoville, Daniel Neves, explica que faixa etária mais comum para o surgimento do tumor é entre os 45 e 50 anos: “Esse tipo de tumor é causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV. São conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo uterino. Esta infecção pode, ou não, evoluir para o câncer sendo que, na maioria das vezes, ocorre a eliminação do vírus devido resposta imunológica do indivíduo.”
Fazer o preventivo, também, chamado de Papanicolau (exame de rastreamento) é fundamental para detecção precoce do câncer de colo do útero e visa detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. Este exame de rastreamento é recomendado a quem possui colo do útero, já iniciou atividade sexual e está na faixa etária entre 25 e 64 anos.
Saiba como é realizado o tratamento com radioterapia
O físico médico do Oncoville, Paulo Cesar Dias Petchevist, explica que o câncer de colo uterino tem seu tratamento com radioterapia através das modalidades de Teleterapia ou Teleterapia com Braquiterapia associada. “A Braquiterapia é um procedimento onde aplicadores específicos são introduzidos via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Os aplicadores impedem que haja qualquer contato físico da fonte radioativa em si com a paciente e que apenas a radiação proveniente dela entregue a dose prescrita à região alvo. Normalmente são necessárias quatro aplicações e cada uma delas tem em média duas horas de duração.”
Já Teleterapia consiste no emprego de feixes modulados de raios X à região alvo, com a finalidade de entregar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures. A irradiação é feita de maneira indolor em 25 a 30 aplicações diárias com duração média de 15 minutos cada. “A paciente é posicionada na mesa de tratamento com alguns suportes específicos que garantirão a reprodutibilidade do posicionamento diariamente. Após a localização da região alvo ser feita por imagem radiológica, a irradiação da região iniciará. A paciente verá apenas a máquina girar em torno dela sem qualquer dor ou contato físico durante a aplicação.”
O especialista ressalta, ainda, que é pedido à paciente que esteja com a bexiga cheia tanto para a simulação (tomografia de planejamento) quanto para todos os demais dias de tratamento. A bexiga cheia tem a função de distanciar o intestino da região a ser irradiada, proporcionando menos efeitos colaterais derivados do tratamento.
Em levantamento realizado em 2020 pelo Instituto Oncoguia, uma informação chama muito a atenção: a maioria das pessoas em tratamento oncológico em nosso país não sabe como lidar com a oscilação de humor. Vale salientar que a saúde mental é um dos pontos-chave para quem está realizando o tratamento contra o câncer. O impacto do diagnóstico pode levar o paciente a desenvolver problemas de ordem emocional como ansiedade e depressão, por exemplo. Acompanhamento multidisciplinar é fator importante tanto para o paciente quando para familiares e cuidadores.
Pesquisas apontam que um paciente oncológico tem mais chances de desenvolver um quadro depressivo e por isso é preciso desenvolver estratégias de intervenção para fortalecer o psicológico, minimizando a dor e o sofrimento. Essas medidas poderão ajudar a aceitar e superar este momento pelo qual está passando.
Campanha Janeiro Branco tem como foco a saúde mental
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem no Brasil aproximadamente 12 milhões de pessoas que sofrem de depressão e outras 20 milhões possuem sintomas de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, estresse pós-traumático e até mesmo ataques de pânico. A campanha Janeiro Branco tem como objetivo voltar o olhar para essa questão, com foco nas doenças da mente, no cuidado consigo mesmo. Vale a máxima: Mens sana in corpore sano (mente são em corpo são), citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal.
Mas o que isso significa? Que é preciso viver em harmonia (equilíbrio), cuidando do corpo e da mente, mantendo um constante equilíbrio entre o bem-estar físico e mental para se ter uma qualidade de vida melhor. Muitas vezes, há a necessidade de mudança de comportamento, o que exige uma boa dose de dedicação e prática constante, mas com isso será possível atingir os resultados que a pessoa espera.
Dicas para cuidar do corpo e da mente
1 – Cuide de sua alimentação: de preferência, adote uma alimentação balanceada e rica em nutrientes, evite produtos industrializados, substitua alimentos calóricos e gordurosos por alimentos naturais e saudáveis. Importante: coma menos e melhor e procure escalonar as refeições;
2 – Se hidrate: beba no mínimo dois litros de água por dia. A água é responsável por hidratar, nutrir e limpar o organismo das toxinas e impurezas;
3 – Pratique exercícios físicos: praticar exercícios é tão importante para o corpo quanto para a mente, pois ajudam a reduzir o estresse, aliviar a ansiedade, aumentar a capacidade cerebral e produtividade, melhorar a memória e a produzir substâncias químicas que nos tornam mais felizes.
4 – Preste atenção no seu sono: dormir bem ajuda a ter uma vida melhor e mais saudável, pois diminui a irritabilidade e o estresse, ajuda a emagrecer, melhora a pele, previne o envelhecimento precoce.
5 – Seja feliz: procure fazer atividades que sejam prazerosas. Vale um bate-papo com os amigos, uma ida ao cinema (tomando todos os cuidados possíveis em tempos de pandemia), leia um bom livro, ouça músicas, dance!
Sempre que possível, é bom fazer uma “higiene mental” para afastar os pensamentos negativos. Vale também tentar se livrar de mágoas, ressentimentos e tudo o que não faz bem. E lembre-se: cuide do seu interior, mantenha sua mente são em corpo são.
A campanha Janeiro Branco foi criada com o intuito de disseminar a importância sobre a saúde mental e trazer conhecimento sobre o assunto. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a “saúde é um completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. Diante disso, a campanha tem a seriedade de lembrar as pessoas sobre a urgência em cuidar da saúde mental e não apenas da saúde física, passando a ver o ser humano de forma holística e não desintegrada.
Idealizada pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, a campanha teve seu início janeiro de 2014, quando um grupo de psicólogos de Uberlândia, Minas Gerais, levantou a bandeira para falar sobre saúde mental, saúde emocional, sentido de vida, qualidade de vida e harmonia nas relações humanas.
O Ministério da Saúde em seu site oficial cita a importância de se ter hábitos saudáveis, tanto para o corpo quanto para a mente, e dá algumas orientações que podem contribuir com a qualidade de vida das pessoas.
Saiba mais:
1 – Reserve um tempo para curtir a vida e a convivência com os outros;
2 – Viva intensamente seus momentos em família;
3 – Pratique atividades físicas;
4 – Mantenha uma alimentação saudável;
5 – Reforce seus laços de amizade;
6 – Não abra mão de boas noites de sono;
7 – Não tenha vergonha de buscar ajuda de profissionais.
Chegou o momento tão aguardado: as comemorações de final de ano estão chegando e com elas as delícias típicas do Natal e Ano Novo. Mas aqui vai um alerta para pacientes em tratamento de câncer que fazem quimioterapia e/ou radioterapia: cautela na hora de se alimentar. É preciso evitar os excessos durante a alimentação, como, por exemplo, comidas gordurosas, que podem potencializar alguns efeitos colaterais.
Para a ceia:
1. Faça refeições ao longo do dia
Coma normalmente ao longo do dia, independente do horário da ceia. Ficar sem comer ao longo do dia pode fazer com que você coma exageradamente ou até mesmo de forma compulsiva.
2. Escolha carnes magras como lombo, peru ou tender;
3. Dê preferência aos pratos assados, mas atenção com a gordura na hora do preparo;
4. Evite o uso de embutidos (linguiça, bacon, presunto) no preparo da tradicional farofa. Imperdível nas festividades!
5. E como a estação do ano propicia verduras e muitas frutas, capriche na salada, de preferência bem colorida. Opte por alimentos mais saudáveis como verduras e legumes, mas pode dar aquela incrementada colocando algumas frutas, como maçã, manga, pêssego ou outras de sua preferência e que você tolere ao se alimentar;
6. Na hora do brinde, prefira sucos naturais. Este é o momento ideal para experimentar drinks sem álcool e com frutas variadas. Importante: evite tomar refrigerantes.
7. O que temos para sobremesa? Frutas! Elas darão o toque final a uma ceia bem balanceada.
Aproveite!
Hoje, 21 de dezembro, é o início do verão, a estação mais quente do ano. É fundamental cuidar da pele para evitar problemas futuros. Esses cuidados devem ser redobrados quando o paciente está em tratamento radioterápico. Confira algumas dicas para se proteger do sol e manter a pele saudável:
1) Evite ao máximo a exposição solar, principalmente das 10h às 16h. Se for preciso ir para um local com sol, utilize protetor solar. É importante que o mesmo seja indicado por um especialista que irá verificar qual é a sua necessidade. Também lembre-se de utilizar acessórios, como bonés, chapéus e camisetas de proteção solar UV;
2) Evite expor as áreas que estão em tratamento radioterápico aos raios solares;
3) Não é recomendado utilizar perfumes, cremes e loções com álcool na composição. Usar somente, se for o caso, cremes indicados pelos médicos que acompanham o seu tratamento;
4) Opte por roupas largas para evitar lesões por fricção, ou seja, o atrito da pele com a roupa;
Importante: as marcas de caneta sobre a pele (área demarcada) ou adesivos colocados sobre a pele durante a programação do seu tratamento não podem ser retirados, mas caso aconteça delas apagarem ou os adesivos caírem, eles não devem ser retocados ou recolocados. Em sua próxima sessão, a equipe de Enfermagem do Oncoville se encarregará de fazer.
Aproveite o verão, mas com responsabilidade!
último mês do ano foi escolhido para promover a campanha Dezembro Laranja que, desde 2014, visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele, tipo mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Para esses pacientes com câncer de pele em estágio inicial, os casos têm mais de 90% de chances de cura. A campanha nacional é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A médica rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele ainda é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como a predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta. “Estatísticas mostram que a região Sul do país apresenta os maiores índices de câncer de pele, então, é de muita importância que o indivíduo tenha atenção com a própria pele, porque se trata de um tumor mais fácil para diagnosticar, pois está na parte exterior do corpo.”
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que para cada ano do triênio 2020/2022 sejam diagnosticados no Brasil 176.930 novos casos de câncer de pele basocelular e espinocelular, sendo 83.770 em homens e 93.160 em mulheres. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce. “É muito simples a realização do autoexame. Basta se olhar sem roupa em frente ao espelho para verificar a presença de qualquer sinal de mancha diferente ou novas pintas acompanhadas ou não de coceiras e sangramentos. Ele deve ser feito mensalmente e se algum sinal aparecer, procure imediatamente um dermatologista”, expõe a médica Paula Soares.
Tratamento com radioterapia
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que uma das formas de radioterapia de câncer de pele mais difundida no mundo é a Eletronterapia, uma técnica onde elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, são empregados para a irradiação superficial. “Normalmente a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica onde é possível então extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.”
O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. “Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Esta blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos”, complementa Paulo Petchevist.
Conheça o ABCDE do câncer de pele
Com o objetivo de facilitar para a população a percepção de alterações em manchas e pintas ou algum sinal diferente na pele, foi criada uma regra chamada de ABCDE, que consiste na avaliação de cinco características distintas que podem aparecer na pele. Confira:
- Assimetria: verifique se os lados opostos de uma pinta são iguais;
- Bordas: veja se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme;
- Cor: verifique se a pinta ou mancha apresenta várias tonalidades: negro, vermelho, marrom, cinza, azul aumentam muito o risco de melanoma;
- Diâmetro: preste atenção no tamanho da pinta ou mancha, geralmente o melanoma está em lesões maiores de 6 mm;
- Evolução: caso uma pinta ou mancha cresça de forma rápida, mude de cor ou formato, procure um médico especialista na área.
O câncer de próstata é o mais comum entre os homens. Você conhece os fatores de risco para o desenvolvimento da doença? O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, explica para a rádio Mundo Livre FM quais são os hábitos que podem ser perigosos. Confira:
Apresentadora: De volta com o Por Dentro do Mundo e neste mês a Mundo Livre abraça novamente a campanha Novembro Azul com o objetivo de chamar a atenção para a saúde masculina especialmente sobre a importância da prevenção do câncer de próstata. O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens e existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença, conforme explica o Dr. Henrique Balloni rádio-oncologista do Oncoville.
Dr. Henrique Balloni: Diversos fatores estão relacionados ao câncer de próstata, como idade avançada, histórico familiar ou mesmo fatores ambientais que podem ser modificados como sedentarismo, obesidade, uso de álcool e cigarro. A mensagem que fica é: tenha hábitos de vida saudável na prevenção do câncer de próstata.
Apresentadora: Esse foi o recado do Dr. Henrique Balloni do Oncoville. Lembrando que os homens devem começar a realizar exames periódicos que podem identificar precocemente o câncer de próstata a partir dos 45 anos de idade.
Uma das perguntas mais frequentes é o motivo que causou o câncer de próstata. Existem duas causas principais: a primeira é a questão genética, que é do nosso próprio DNA. A segunda é ambiental. Esses dois fatores são os principais responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de próstata. A questão genética não tem como ser mudada, mas a ambiental sim, com hábitos de vida saudável, alimentação balanceada, praticando exercícios físicos regularmente, evitando o consumo do álcool e tabagismo.
A idade também é um dos fatores de risco para o câncer de próstata, já que mais de 90% dos tumores afetam homens acima de 50 anos. A hereditariedade também deve ser analisada, principalmente quando a pessoa apresenta na família um parente de primeiro grau, avô, pai, tio ou irmão que já teve ou tem câncer de próstata, isso pode dobrar o risco de também desenvolver a doença.
A realização de exames periódicos também deve fazer parte da prevenção e diagnóstico precoce da doença. É importante ficar atento aos fatores de risco e iniciar os exames de detecção precoce na faixa dos 45 anos.
Lembre-se: quanto antes diagnosticado o câncer de próstata, maiores as taxas de cura.

