Novidades da vacina contra o HPV

Recentemente, o Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização da Organização Mundial da Saúde (OMS – SAGE) divulgou que apenas uma única dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), vírus que causa o câncer do colo do útero, é eficaz para a prevenção de 70% desse tipo de tumor feminino, fornecendo eficácia comparável à utilização de duas ou três doses.

A OMS aponta que o câncer do colo do útero afeta mais de 500 mil mulheres por ano no mundo. No Brasil, ele é o quarto tipo mais comum entre as mulheres. Até o momento, são conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por até 70% dos casos de colo uterino. O tipo 16 é conhecido como sendo de alta probabilidade de se desenvolver a doença – cerca de 400 vezes. Já o tipo 18 é considerado provável alto risco, com probabilidade de 50 vezes de se ter a doença.

A rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que o HPV, transmitido por meio de relações sexuais, pode ou não evoluir para o câncer, porém, em sua maioria, os casos de câncer do colo do útero resultam de infecção genital causada pelo HPV. “A vacina do HPV entra como uma das protagonistas e uma poderosa aliada contra o principal fator causal, o papilomavírus. Preventivas, as vacinas têm como função principal evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos. O exame papanicolau também é um forte aliado como exame de rastreamento para detecção precoce do câncer de colo do útero e visa detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença, sendo recomendado a todas as mulheres que já iniciaram atividade sexual.”

Desde 2014, o programa de vacinação brasileiro oferece a vacina para meninas de 9 a 15 anos e para meninos de 11 a 14 anos nos postos de saúde. Para o grupo da OMS, as campanhas de vacinação devem atualizar os esquemas de dose para HPV. O formato ideal indicado pela OMS é: uma ou duas doses de imunização primária para as meninas de 9 a 14 anos, uma ou duas doses para mulheres jovens entre 15 a 20 anos e duas doses com intervalo de 6 meses para as mulheres acima dos 21 anos. “Cada vez mais a ciência evolui para trazer novas alternativas para a prevenção de diversas doenças. É fundamental a população ter consciência da importância da vacinação contra o HPV”, destaca Paula Soares.

Publicado no American Journal of Managed Care – AJMC, em 22 de abril, artigo sobre “Review Highlights Progress and Potential in Immunotherapy Plus Radiotherapy for Cancer Treatment” que destaca como a imunoterapia e a radioterapia melhoraram as taxas de sobrevivência do câncer, e que as terapias combinadas têm potencial para serem ainda mais eficazes e reduzir a recidiva. Uma revisão recente publicada na Frontiers in Oncology analisou os mecanismos de imunoterapia e radioterapia e como eles podem ser combinados e administrados para máxima eficácia.

O artigo cita ainda que os avanços tecnológicos tornaram a radioterapia mais precisa e eficaz, com a terapia de íons pesados de prótons sendo a opção mais avançada no cenário atual do tratamento. “Com o avanço dos equipamentos e tecnologia de terapia de íons pesados, o declínio dos custos de tratamento e o avanço da pesquisa, a terapia de íons pesados será gradualmente popularizada em vários países do mundo”, escreveram os autores do estudo.

Saiba mais: https://www.ajmc.com/view/review-highlights-progress-and-potential-in-immunotherapy-plus-radiotherapy-for-cancer-treatment

A braquiterapia é mais uma modalidade de tratamento radioterápico que as pacientes podem utilizar dependendo da indicação do rádio-oncologista. É utilizada principalmente nos tumores ginecológicos, como colo do útero e endométrio. Dependendo do estágio da doença, a braquiterapia pode ser usada de maneira isolada ou após tratamento com quimioterapia e radioterapia.

Muitas clínicas e hospitais que prestam o serviço de radioterapia não dispõem da braquiterapia, tendo a necessidade de direcionar seu paciente durante ou após a teleterapia para que execute a braquiterapia. No entanto, o ideal é que tudo ocorra no mesmo local, uma vez que o mesmo rádio-oncologista estará respondendo e acompanhando a paciente em ambos os procedimentos e manejando possíveis efeitos colaterais. O Oncoville possui ambas as modalidades de tratamento o que possibilita maior conforto, comodidade e segurança que esta combinação exige. 

O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica mais sobre como é o tratamento com a braquiterapia. Confira:

Quando a braquiterapia é utilizada?

A indicação cabe ao médico rádio-oncologista que, durante a consulta, fará a análise dos exames trazidos pela paciente e se baseará no estadio clínico para prescrever a braquiterapia exclusiva ou combinada com teleterapia.   

Como é realizado o tratamento com a braquiterapia?

Normalmente são realizadas quatros sessões e o processo é dividido em: 1) Inserção dos aplicadores que conduzirão a fonte radioativa até o local de tratamento; 2) Imagem local do aplicador inserido na paciente (pode ser raio-x Anterior e Lateral ou Tomografia); 3) Planejamento do tratamento feito sobre as imagens obtidas; 4) Conexão dos tubos de transferência entre a unidade de tratamento e o(s) aplicador(es) por onde a fonte radioativa alcançará as posições necessárias de tratamento dentro do(s) aplicador(es).    

Quais os principais benefícios?

São vários os benefícios da braquiterapia, mas o principal é o reforço de dose na região de tratamento, o que muitas vezes é inviável de ser alcançado com teleterapia exclusiva. A braquiterapia age localmente, uma vez que os aplicadores levam as fontes radioativas até muito próximo, senão, até mesmo dentro da região tumoral, e isso faz com que as regiões sadias ao redor recebam menos dose do que receberiam com feixe externo de teleterapia.

O câncer de próstata é o que mais afeta os homens no Brasil.  Dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA mostram que são mais 65 mil casos de câncer de próstata no país anualmente. No entanto, mesmo com altas taxas de diagnóstico, muitos homens ainda não realizam os exames preventivos.

O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata são fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença.”

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.

Os tumores de próstata são silenciosos, por esse motivo é importante fazer exames regularmente para conferir se a saúde está em dia. A doença costuma a apresentar sinais quando o câncer está em estágio avançado. Confira os principais sinais de alerta para o câncer de próstata:

O tratamento ideal para o câncer de próstata localizado ainda causa muita dúvida entre os pacientes e depende de vários fatores como doenças preexistentes do paciente, expectativa de vida e características do câncer de próstata. Saiba mais sobre os tratamentos com radioterapia: https://oncoville.com.br/blog/novembro-azul-alerta-para-diagnostico-e-tratamento-do-cancer-de-prostata/

Contar com uma equipe multidisciplinar altamente especializada assegura a excelência no tratamento e com isso os resultados podem ser mais assertivos. A radioterapia é considerada um dos pilares no enfrentamento do câncer, juntamente com a cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e a imunoterapia. O Oncoville, clínica especializada em radioterapia, conta com uma equipe composta por médicos, físicos médicos, enfermeiros, tecnólogos de radioterapia. Também fazem parte as dosimetristas, que participam ativamente das etapas que antecedem a execução do tratamento radioterápico, sendo um elo de ligação e complementação do fluxo de trabalho de médicos, físicos e tecnólogos de radioterapia.

Tanto a American Association of Medical Dosimetrists – AAMD e a Associação Brasileira dos Dosimetristas – ABD definem o dosimetrista como um membro da equipe de radioterapia que tem conhecimento das características gerais e relevância clínica das máquinas e equipamentos de tratamento. O profissional está ciente dos procedimentos comumente usados na teleterapia e braquiterapia e tem a educação e perícia necessárias para gerar distribuições de dose (planejamentos) e cálculos de dose com a supervisão do físico médico e do rádio-oncologista.

No Oncoville, as dosimetristas realizam a simulação do tratamento radioterápico, delineamentos dos órgãos que estão próximos à região de tratamento, fusão das imagens e cálculo de dose.

De acordo com a dosimetrista Nayara Saty Murakami, do Oncoville, “Na etapa da simulação, confeccionamos os acessórios imobilizadores para conforto do paciente e marcações na pele para a reprodutibilidade do posicionamento em todos os dias do tratamento.  Após a confecção dos acessórios e das marcações, realizamos o exame de tomografia computadorizada (TC) da região de tratamento”.

Confecção dos acessórios imobilizadores para tratamentos radioterápicos

Para fazer uma sessão de radioterapia são necessários acessórios imobilizadores, a depender da localização do tumor. São usados, por exemplo, colchão a vácuo confeccionado de forma individual para tratamentos na região do tórax, abdome, pelve e extremidades; suporte para joelho e pés, para tratamentos na região pélvica; máscara termoplástica para posicionamento e imobilização da região de cabeça e pescoço.

Vale ressaltar que existem outros acessórios imobilizadores, porém quem determinará qual o melhor a ser usado durante o tratamento será a equipe médica na etapa da simulação. “Lembrando que todos os acessórios imobilizadores ficam no Oncoville e só o paciente poderá usar”, cita Nayara.

Delineamento dos órgãos de risco

Após a realização da tomografia computadorizada de planejamento, as imagens são inseridas no sistema de planejamento e as dosimetristas delineiam os órgãos sadios que estão próximos da região de tratamento para, posteriormente, o médico delinear o local que irá tratar.  

Fusão das imagens

Em muitos casos, para que o médico desenhe o local de tratamento, são necessários outros exames de imagem, como ressonância magnética e PET-CT, por exemplo, e é função do dosimetrista colocar esses exames no sistema de planejamento. “Por isso, é importante que o paciente traga seus exames no dia da simulação, pois poderemos utilizá-los para o planejamento”, cita Thayna Lechenacoski Kreknicki, também dosimetrista do Oncoville.

Cálculo de dose

O dosimetrista, com a supervisão do físico médico, pode inserir a melhor composição de campos de tratamento no sistema de planejamento, para que a dose prescrita pelo médico seja entregue na região de tratamento, minimizando a dose nos tecidos circunvizinhos.

Quando os tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em fase inicial, as taxas de cura chegam a 95% e na doença avançada diminui para 30%. As sequelas da doença também são menores quando o tratamento é realizado precocemente. Dados estatísticos do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que anualmente são diagnosticados cerca de 43 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço que atingem principalmente boca (língua, assoalho da boca, palato duro, gengivas, mucosa da boca, lábio), orofaringe (região das amígdalas, base da língua, palato mole, parte lateral e posterior da garganta), demais regiões da faringe, laringe, etc.

O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, explica que muitas vezes os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, o que leva à demora do diagnóstico. Garantir que a doença seja tratada em fase inicial é fundamental para o sucesso do tratamento. Porém, em 60% dos casos, o paciente chega com o tumor avançado, deixando sequelas para o indivíduo. “Os sintomas mais comuns do câncer de cabeça e pescoço são a presença de feridas que não cicatrizam, nódulos no pescoço, rouquidão e outras alterações da voz, dificuldade de engolir e emagrecimento sem motivo.” 

Com medidas simples é possível evitar o desenvolvimento da doença, entre elas refrear ou abandonar os fatores de risco, como o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis por cerca de 90% dos casos. O HPV (papilomavírus humano) também pode ser o agente causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe. “Na fase inicial o tratamento inclui uma única modalidade de tratamento, cirurgia ou radioterapia. Em casos avançados há sequelas como perda da voz, dificuldade ou impossibilidade de se alimentar, deformidades, entre outras. O tratamento inclui várias modalidades de terapia, algumas vezes radioterapia associada à quimioterapia, ou cirurgia associada à radioterapia”, finaliza.

Março foi escolhido como o Mês Nacional da História da Mulher para celebrar a luta e as conquistas das mulheres sendo 8 de março adotado oficialmente como o Dia Internacional da Mulher pela Organização das Nações Unidas em 1975, cuja data, relacionada com a greve das operárias em 1917, reforça a importância da mulher na sociedade e a história da luta pelos seus direitos. 

Hoje, o mês de Março, adotado genericamente como o mês da Mulher, serve a uma causa que abrange mais do que comemorar aquelas conhecidas conquistas históricas, tornou-se também um mês importante para se destacar todos os aspectos que envolvem as mulheres, como a ampliação da consciência em relação aos cuidados consigo e com a sua saúde, em que se aborda amplamente a prevenção das diversas doenças que atingem as mulheres. 

Segundo a rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, as mulheres estão cada vez mais conscientes sobre os exames fundamentais para o diagnóstico precoce dos principais tumores femininos. A conscientização é a chave para uma abordagem preventiva dos tumores femininos: “para detectar o câncer em fase inicial, quando há maior chance de cura e os tratamentos são menos agressivos, é importante realizar os exames de prevenção periodicamente, entre eles mamografia e papanicolau, por exemplo.” 

Embora as mulheres tenham hoje maior consciência quanto à importância da prevenção de doenças neoplásicas como o câncer de mama, por exemplo, este é o que mais atinge as brasileiras, com cerca de 29,7% dos casos. Em segundo lugar estão os tumores de cólon e reto com 9,2%. Na terceira posição, os casos de colo do útero com 7,5%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA.

Prevenção e tratamento

Câncer de mama

O autoexame mensal das mamas e a mamografia são os principais aliados no diagnóstico precoce do câncer de mama. O avanço da tecnologia trouxe a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia durante os tratamentos dessas pacientes, em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade.  Hoje, o número total de dias de tratamento pode variar entre 5 e 16 dias, conforme avaliação do rádio-oncologista. Há, ainda, a possibilidade de algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias, de acordo com uma avaliação caso a caso, cujo tempo de cada sessão também é definido individualmente, podendo se dar em torno de 10 minutos ou até menos.

Câncer de colon e reto

O diagnóstico é realizado com exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera de luz para visualização da mucosa dos segmentos intestinais a serem investigados). A colonoscopia é o exame pelo qual é possível retirar materiais para biópsias e é importantíssimo na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal. Em casos iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia. A radioterapia também pode ser empregada em alguns casos na irradicação de metástases, por exemplo, através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia). 

Câncer do colo do útero 

Causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV, o câncer do colo do útero é uma doença que normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. O câncer de colo uterino tem seu tratamento em radioterapia feito pelas modalidades de Teleterapia exclusiva ou Teleterapia com Braquiterapia associada. A Braquiterapia é um procedimento em que aplicadores específicos são introduzidos por via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Já a Teleterapia consiste no emprego de feixes de raios x à região-alvo, com a finalidade de  administrar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures. 

Importante: a escolha da melhor técnica de radioterapia a ser utilizada para cada paciente é definida de forma individual e de acordo com uma avaliação efetuada em equipe pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, o que proporciona à paciente a administração segura e efetiva da radiação.

O primeiro mês do ano foi escolhido para a campanha Janeiro Verde com o objetivo de alertar as mulheres sobre a prevenção do câncer do colo do útero, tumor que tem alta chance de cura em estágios inicias, mas com o diagnóstico tardio as taxas diminuem. Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que anualmente mais de 530 mil novos casos de câncer do colo do útero ocorrem no mundo e mais de 16 mil somente em mulheres brasileiras, sendo o quarto tumor feminino mais comum e o primeiro câncer ginecológico com a maior incidência no Brasil.

O médico rádio-oncologista do Oncoville, Daniel Neves, explica que faixa etária mais comum para o surgimento do tumor é entre os 45 e 50 anos: “Esse tipo de tumor é causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV. São conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo uterino. Esta infecção pode, ou não, evoluir para o câncer sendo que, na maioria das vezes, ocorre a eliminação do vírus devido resposta imunológica do indivíduo.”

Fazer o preventivo, também, chamado de Papanicolau (exame de rastreamento) é fundamental para detecção precoce do câncer de colo do útero e visa detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. Este exame de rastreamento é recomendado a quem possui colo do útero, já iniciou atividade sexual e está na faixa etária entre 25 e 64 anos.

Saiba como é realizado o tratamento com radioterapia

O físico médico do Oncoville, Paulo Cesar Dias Petchevist, explica que o câncer de colo uterino tem seu tratamento com radioterapia através das modalidades de Teleterapia ou Teleterapia com Braquiterapia associada. “A Braquiterapia é um procedimento onde aplicadores específicos são introduzidos via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Os aplicadores impedem que haja qualquer contato físico da fonte radioativa em si com a paciente e que apenas a radiação proveniente dela entregue a dose prescrita à região alvo. Normalmente são necessárias quatro aplicações e cada uma delas tem em média duas horas de duração.”

Já Teleterapia consiste no emprego de feixes modulados de raios X à região alvo, com a finalidade de entregar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures. A irradiação é feita de maneira indolor em 25 a 30 aplicações diárias com duração média de 15 minutos cada. “A paciente é posicionada na mesa de tratamento com alguns suportes específicos que garantirão a reprodutibilidade do posicionamento diariamente. Após a localização da região alvo ser feita por imagem radiológica, a irradiação da região iniciará. A paciente verá apenas a máquina girar em torno dela sem qualquer dor ou contato físico durante a aplicação.”

O especialista ressalta, ainda, que é pedido à paciente que esteja com a bexiga cheia tanto para a simulação (tomografia de planejamento) quanto para todos os demais dias de tratamento. A bexiga cheia tem a função de distanciar o intestino da região a ser irradiada, proporcionando menos efeitos colaterais derivados do tratamento.

Em levantamento realizado em 2020 pelo Instituto Oncoguia, uma informação chama muito a atenção: a maioria das pessoas em tratamento oncológico em nosso país não sabe como lidar com a oscilação de humor. Vale salientar que a saúde mental é um dos pontos-chave para quem está realizando o tratamento contra o câncer. O impacto do diagnóstico pode levar o paciente a desenvolver problemas de ordem emocional como ansiedade e depressão, por exemplo. Acompanhamento multidisciplinar é fator importante tanto para o paciente quando para familiares e cuidadores.

Pesquisas apontam que um paciente oncológico tem mais chances de desenvolver um quadro depressivo e por isso é preciso desenvolver estratégias de intervenção para fortalecer o psicológico, minimizando a dor e o sofrimento. Essas medidas poderão ajudar a aceitar e superar este momento pelo qual está passando.

Campanha Janeiro Branco tem como foco a saúde mental

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem no Brasil aproximadamente 12 milhões de pessoas que sofrem de depressão e outras 20 milhões possuem sintomas de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, estresse pós-traumático e até mesmo ataques de pânico. A campanha Janeiro Branco tem como objetivo voltar o olhar para essa questão, com foco nas doenças da mente, no cuidado consigo mesmo. Vale a máxima: Mens sana in corpore sano (mente são em corpo são), citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal.

Mas o que isso significa? Que é preciso viver em harmonia (equilíbrio), cuidando do corpo e da mente, mantendo um constante equilíbrio entre o bem-estar físico e mental para se ter uma qualidade de vida melhor. Muitas vezes, há a necessidade de mudança de comportamento, o que exige uma boa dose de dedicação e prática constante, mas com isso será possível atingir os resultados que a pessoa espera.

Dicas para cuidar do corpo e da mente

1 – Cuide de sua alimentação: de preferência, adote uma alimentação balanceada e rica em nutrientes, evite produtos industrializados, substitua alimentos calóricos e gordurosos por alimentos naturais e saudáveis. Importante: coma menos e melhor e procure escalonar as refeições;

2 – Se hidrate: beba no mínimo dois litros de água por dia. A água é responsável por hidratar, nutrir e limpar o organismo das toxinas e impurezas;

3 – Pratique exercícios físicos: praticar exercícios é tão importante para o corpo quanto para a mente, pois ajudam a reduzir o estresse, aliviar a ansiedade, aumentar a capacidade cerebral e produtividade, melhorar a memória e a produzir substâncias químicas que nos tornam mais felizes.

4 – Preste atenção no seu sono: dormir bem ajuda a ter uma vida melhor e mais saudável, pois diminui a irritabilidade e o estresse, ajuda a emagrecer, melhora a pele, previne o envelhecimento precoce.

5 – Seja feliz: procure fazer atividades que sejam prazerosas. Vale um bate-papo com os amigos, uma ida ao cinema (tomando todos os cuidados possíveis em tempos de pandemia), leia um bom livro, ouça músicas, dance!

Sempre que possível, é bom fazer uma “higiene mental” para afastar os pensamentos negativos. Vale também tentar se livrar de mágoas, ressentimentos e tudo o que não faz bem. E lembre-se: cuide do seu interior, mantenha sua mente são em corpo são.

último mês do ano foi escolhido para promover a campanha Dezembro Laranja que, desde 2014, visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele, tipo mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Para esses pacientes com câncer de pele em estágio inicial, os casos têm mais de 90% de chances de cura. A campanha nacional é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A médica rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele ainda é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como a predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta. “Estatísticas mostram que a região Sul do país apresenta os maiores índices de câncer de pele, então, é de muita importância que o indivíduo tenha atenção com a própria pele, porque se trata de um tumor mais fácil para diagnosticar, pois está na parte exterior do corpo.”

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que para cada ano do triênio 2020/2022 sejam diagnosticados no Brasil 176.930 novos casos de câncer de pele basocelular e espinocelular, sendo 83.770 em homens e 93.160 em mulheres. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce. “É muito simples a realização do autoexame. Basta se olhar sem roupa em frente ao espelho para verificar a presença de qualquer sinal de mancha diferente ou novas pintas acompanhadas ou não de coceiras e sangramentos. Ele deve ser feito mensalmente e se algum sinal aparecer, procure imediatamente um dermatologista”, expõe a médica Paula Soares.

Tratamento com radioterapia

O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que uma das formas de radioterapia de câncer de pele mais difundida no mundo é a Eletronterapia, uma técnica onde elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, são empregados para a irradiação superficial. “Normalmente a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica onde é possível então extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.”

O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. “Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Esta blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos”, complementa Paulo Petchevist.

Conheça o ABCDE do câncer de pele

Com o objetivo de facilitar para a população a percepção de alterações em manchas e pintas ou algum sinal diferente na pele, foi criada uma regra chamada de ABCDE, que consiste na avaliação de cinco características distintas que podem aparecer na pele. Confira:

  • Assimetria: verifique se os lados opostos de uma pinta são iguais;
  • Bordas: veja se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme;
  • Cor: verifique se a pinta ou mancha apresenta várias tonalidades: negro, vermelho, marrom, cinza, azul aumentam muito o risco de melanoma;
  • Diâmetro: preste atenção no tamanho da pinta ou mancha, geralmente o melanoma está em lesões maiores de 6 mm;
  • Evolução: caso uma pinta ou mancha cresça de forma rápida, mude de cor ou formato, procure um médico especialista na área.

O câncer de próstata é o mais comum entre os homens. Você conhece os fatores de risco para o desenvolvimento da doença? O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, explica para a rádio Mundo Livre FM quais são os hábitos que podem ser perigosos. Confira:

Apresentadora: De volta com o Por Dentro do Mundo e neste mês a Mundo Livre abraça novamente a campanha Novembro Azul com o objetivo de chamar a atenção para a saúde masculina especialmente sobre a importância da prevenção do câncer de próstata. O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens e existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença, conforme explica o Dr. Henrique Balloni rádio-oncologista do Oncoville.

Dr. Henrique Balloni: Diversos fatores estão relacionados ao câncer de próstata, como idade avançada, histórico familiar ou mesmo fatores ambientais que podem ser modificados como sedentarismo, obesidade, uso de álcool e cigarro. A mensagem que fica é: tenha hábitos de vida saudável na prevenção do câncer de próstata.

Apresentadora: Esse foi o recado do Dr. Henrique Balloni do Oncoville. Lembrando que os homens devem começar a realizar exames periódicos que podem identificar precocemente o câncer de próstata a partir dos 45 anos de idade.

Uma das perguntas mais frequentes é o motivo que causou o câncer de próstata. Existem duas causas principais: a primeira é a questão genética, que é do nosso próprio DNA. A segunda é ambiental. Esses dois fatores são os principais responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de próstata. A questão genética não tem como ser mudada, mas a ambiental sim, com hábitos de vida saudável, alimentação balanceada, praticando exercícios físicos regularmente, evitando o consumo do álcool e tabagismo. 
 
A idade também é um dos fatores de risco para o câncer de próstata, já que mais de 90% dos tumores afetam homens acima de 50 anos. A hereditariedade também deve ser analisada, principalmente quando a pessoa apresenta na família um parente de primeiro grau, avô, pai, tio ou irmão que já teve ou tem câncer de próstata, isso pode dobrar o risco de também desenvolver a doença. 
 
A realização de exames periódicos também deve fazer parte da prevenção e diagnóstico precoce da doença. É importante ficar atento aos fatores de risco e iniciar os exames de detecção precoce na faixa dos 45 anos.
 
Lembre-se: quanto antes diagnosticado o câncer de próstata, maiores as taxas de cura.

A campanha Novembro Azul teve a sua origem na Austrália, em 2003, e desde então se espalhou pelo mundo como forma de alertar e conscientizar os homens sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). 
 
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que foram diagnosticados 65.840 novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2020. Apesar dos números elevados, muitos homens não realizam os exames preventivos, entre eles o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata.
 
O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, explica que a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento, as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença.”

Tratamento contra o câncer de próstata 

O tratamento ideal para o câncer de próstata localizado ainda causa muita dúvida entre os pacientes e depende de vários fatores como doenças preexistentes do paciente, expectativa de vida e características do câncer de próstata. O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que hoje em dia o câncer de próstata tem seu tratamento com radioterapia externa (Teleterapia) de forma segura, prática e em poucas aplicações. “A radioterapia de próstata aplicada em centros de excelência tem empregado esquemas de tratamento cada vez mais curtos com doses por aplicação cada vez maiores. Isso só é possível com a combinação de técnicas de localização de alta precisão obtida com Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT) e técnicas de modulação de dose, como Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) ou Radioterapia em Arco Modulada Volumetricamente (VMAT)”, cita.

O IGRT é muito importante uma vez que a próstata é um alvo de tratamento que se localiza entre estruturas móveis que podem estar total ou parcialmente preenchidas, como é o caso do reto e da bexiga, que levam a deslocamentos da próstata entre uma aplicação e outra. Por isso, visualizar radiologicamente a posição da próstata antes de iniciar a entrega de altas doses de radiação e poder efetuar uma correção de posição através da mesa robótica de tratamento é tão fundamental. “Com a correção submilimétrica da posição da próstata executada será então possível entregar a alta dose de tratamento através de uma das técnicas de modulação (IMRT ou VMAT). No Oncoville, a combinação das técnicas de IGRT e VMAT tem mostrado grande êxito nos tratamentos hipofracionados de próstata feitos em 28 frações e em radiocirurgias de próstata feitas em cinco frações, duas vezes por semana”, destaca Paulo Petchevist.

A campanha Outubro Rosa acontece no Brasil desde 2002 e tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente do câncer de colo do útero, causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV. São conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo uterino. A transmissão ocorre por contato direto com a pele ou mucosa infectada, sendo a principal via a sexual. Está infecção pode, ou não, evoluir para o câncer sendo que, na maioria das vezes, ocorre a eliminação do vírus devido resposta imunológica do indivíduo.


De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer — INCA, deverão ocorrer aproximadamente 16 mil novos casos neste ano no país, quase todos decorrentes de infecção pelo HPV. Atualmente, é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil e, sem contar o câncer de pele não melanoma, é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal.
O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, clínica de radioterapia, explica que a “prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada, principalmente, a evitar o contágio pelo HPV. Já a prevenção secundária é realizada através do Papanicolau, exame de rastreamento que visa descobrir lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. Este exame deve ser oferecido a pacientes na faixa etária de 25 a 64 anos, com colo do útero e que já iniciaram atividade sexual.”


O câncer do colo do útero é uma doença que normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. Sinais e sintomas como sangramento vaginal, corrimento e dor podem indicar que o tumor está em fase mais avançadas. “Por esse motivo, a prevenção é fundamental. Apesar de sempre recomendado, o uso de preservativo durante contato sexual não protege totalmente da infecção pelo HPV, porque não cobre todas as áreas possíveis de serem infectadas. Uma estratégia muito interessante de prevenção é a vacina do HPV, as quais tem como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos”, cita o rádio-oncologista.


Tratamento radioterápico


O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que o câncer de colo uterino tem seu tratamento em radioterapia feito pelas modalidades de Teleterapia exclusiva ou Teleterapia com Braquiterapia associada. “A Braquiterapia é um procedimento onde aplicadores específicos são introduzidos via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Os aplicadores impedem que haja qualquer contato físico da fonte radioativa em si com a paciente e que apenas a radiação proveniente dela entregue a dose prescrita à região-alvo. Normalmente são necessárias quatro aplicações e cada uma delas tem em média duas horas de duração.”


Já a Teleterapia consiste no emprego de feixes de raios X à região-alvo, com a finalidade de entregar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures. “A irradiação é feita de maneira indolor em 25 a 30 aplicações diárias com duração média de 15 minutos cada. A paciente é posicionada na mesa de tratamento com alguns suportes específicos que garantirão a reprodutibilidade do posicionamento diariamente. Após a localização da região-alvo ser feita por imagem radiológica, a irradiação da região iniciará. A paciente verá apenas a máquina girar em torno dela sem qualquer dor ou contato físico durante a aplicação”, finaliza Paulo Petchevist.

Para fazer o autoexame das mamas é melhor se posicionar em frente ao espelho ou durante o banho ou mesmo deitada na cama.

Em frente ao espelho: Posicione-se em frente ao espelho e observe os dois seios, primeiro com os braços para baixo. Depois, coloque as mãos na cintura, pressionando. Em seguida, coloque as mãos atrás da cabeça e observe o tamanho das mamas, a posição e a forma do mamilo. Pressione levemente o mamilo e veja se há alguma secreção saindo.

Durante o banho, em pé: Levante o braço esquerdo e apoie-o sobre a cabeça. Em seguida, com a mão direita esticada, examine a mama esquerda. Use a polpa dos dedos e vá percorrendo toda a mama com movimentos circulares de cima para baixo. Faça a mesma coisa com a mama direita, invertendo os braços.

Caso sinta algum caroço durante o autoexame de mamas, procure seu mastologista ou cirurgião oncológico. Vale lembrar que esse exame é apenas precaução. O importante é realizar exames periodicamente! 

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é realizado basicamente pela mamografia, ultrassonografia e, eventualmente quando solicitado pelo médico, a ressonância magnética. Com o diagnóstico precoce é possível levar as pacientes a uma cura em até 98% dos casos.

Mamografia

A mamografia é um exame que pode causar um certo desconforto, mas realizado rapidamente. É necessária a compressão das mamas para verificar o tecido mamário. O desconforto varia de mulher para mulher.

A mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos de idade. Se a paciente é de risco (conforme avaliação médica) os exames devem começar a partir dos 35 anos.

A mamografia e a ecografia da mama são de grande valor no diagnóstico precoce, pois é nela que serão descobertos microcalcificações ou nódulos, podendo iniciar o tratamento o quanto antes.

Exercícios físicos ajudam na prevenção do câncer de mama

Realizar atividades físicas durante 30 a 60 minutos ao dia ajuda a reduzir as chances de desenvolver câncer de mama. A orientação é fazer 150 minutos de exercícios físicos durante a semana, ou seja, uma média de 30 minutos por dia, cinco vezes na semana.

Você sabia que…

1. Cerca de 60% dos casos de câncer de mama são percebidos pela própria mulher ou seu parceiro ao palpar as mamas?

2. Com alimentação saudável, atividade física constante, gordura corporal adequada, diminuição no consumo de álcool é possível reduzir em até 28% o risco de se desenvolver câncer de mama?

Testes genéticos para identificação do câncer de mama – BRCA1 e BRCA2

Os testes genéticos de sequenciamento dos genes BRCA1 e BRCA2 são importantes para a identificação de mulheres com maior predisposição para o desenvolvimento da síndrome de câncer de mama e ovário hereditários. A realização do teste – coleta de sangue ou saliva – é indicada principalmente para mulheres que possuem casos de câncer de mama e/ou ovário presentes na família, em várias gerações. É o mesmo teste que a atriz Angelina Jolie fez e como prevenção retirou as mamas.

Chegamos novamente em mais um mês da campanha Outubro Rosa, que tem como principal objetivo alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA pontam que em 2021 são esperados aproximadamente 66 mil novos casos de câncer de mama.

A rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, especializado em radioterapia, explica que é fundamental que as mulheres se conscientizem sobre a prevenção e diagnóstico precoce. “Em outubro, dedicamos em particular a orientação das pacientes sobre os cuidados que devem ter durante a vida em relação aos tratamentos, rastreamento e aos exames que precisam ser realizados regularmente. Com o diagnóstico inicial, ou seja, detectando a doença no começo, as chances de cura são maiores e possibilita um tratamento menos radical.”

O avanço da tecnologia abriu a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações. “Com a evolução do tempo esse número pode baixar consideravelmente. Agora, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias nos casos que é possível, conforme avaliação do rádio- oncologista”, cita. Ainda haverá a possibilidade para algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias (conforme avaliação de cada caso especificamente) e o tempo de cada sessão é definido individualmente, mas poderá ficar em torno de 10 minutos ou até menos.

A definição da melhor técnica de radioterapia a ser utilizada é definida para cada paciente, ou seja, de forma individual, e de acordo com uma avaliação efetuada pela equipe composta pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, que assegura a administração da radiação à paciente de forma segura e efetiva.

O consumo de álcool é fator de risco para doenças não oncológicas e oncológicas, como, por exemplo, tumores de boca, faringe, laringe, esôfago, cólon, reto, fígado e mama (em mulheres). Dados publicados no mês de julho na revista científica The Lancet Oncology apontaram uma estimativa global de que 4% de todos os novos diagnósticos de câncer em 2020 têm relação com consumo de álcool, representando mais de 700 mil casos.

Relação entre o consumo de bebida alcoólica e o câncer

O consumo de álcool foi classificado como moderado (até 20 gramas de álcool/dia – dois drinques por dia), de risco (entre 20 e 60 gramas de álcool/dia – entre dois e seis drinques por dia) ou intenso (mais de 60 gramas de álcool/dia – mais de seis drinques por dia). 

Estratificando o risco em relação a esta classificação, o consumo moderado foi responsável por 14% dos casos (mais de 100 mil), o de risco por 39% (mais de 290 mil casos) e o intenso por 47% (mais de 345 mil casos). Subestratificando o risco em acréscimos de 10 gramas/dia, o consumo de até 10 g/dia (até um drinque) contribuiu com, aproximadamente, 5,5% dos casos.

As taxas mais altas de incidência de câncer relacionadas ao consumo de álcool foram em homens e mulheres que consumiam, respectivamente, de 30 a 50 gramas por dia e de 10 a 30 gramas por dia. 

Leia a reportagem original sobre o estudo da The Lancet Oncology: https://edition.cnn.com/2021/07/13/health/drinking-alcohol-cancer-risk-study-wellness/index.html

A campanha Setembro Verde, promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos do câncer de intestino (colorretal – cólon e reto) e as formas de prevenção. Vale lembrar que diagnosticado na fase inicial esse tipo de tumor alcança índices de cura entre 90% e 95%.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, estimativas apontam para 2021 cerca de 20.540 novos casos de câncer colorretal em homens e 20.470 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 para cada 100 mil mulheres. Descartando os tumores de pele não melanoma, o câncer colorretal é o terceiro tumor mais frequente na região Sul, com 25,11/100 mil, sendo que no Estado do Paraná são estimados para este ano 1.250 novos casos em homens e 1.230 em mulheres.

Esse tipo de neoplasia, que vem crescendo no país, abrange tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon) e no reto. Os principais sintomas de alerta são sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, com presença de diarreia e prisão de ventre alternados, dor ou desconforto abdominal, sinais de fraqueza, anemia, perda de peso sem explicação e aparecimento de massa abdominal. Caso a pessoa tenha sintomas como os citados, deverá ser avaliada por um especialista o quanto antes.

Diagnóstico

Exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera para visualização da luz intestinal) é o exame de escolha para rastreamento e diagnóstico desse tipo de tumor. Realiza-se uma biópsia, que é a análise de um pequeno pedaço de tecido removido da lesão suspeita e enviada para análise do médico patologista. Com o diagnóstico confirmado, a escolha do tratamento para o câncer colorretal depende de diversos fatores. A estratégia de tratamento deve ser discutida em equipes multidisciplinares de cirurgia, oncologista clínico e radioterapia.

Fatores de risco

Saiba quais fatores de risco devem ser levados em consideração:

  • Idade superior a mais de 50 anos – embora tenha havido aumento de incidência em pacientes mais jovens nos últimos anos;
  • Histórico pessoal e/ou familiar de câncer colorretal prévio ou pólipos com displasia de alto grau;
  • Síndromes genéticas: Polipomatose Familiar ou Síndrome de Lynch;
  • Fatores ambientais também têm sido associados ao aumento do risco de tumores colorretais;
  • Alimentação pobre em fibras e rica em gordura;
  • Sedentarismo;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo.

Tratamento com radioterapia

O rádio-oncologista Henrique Balloni, da clínica Oncoville, cita que em tumores de reto iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. “O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia”, aponta o médico.

A radioterapia também pode ser empregada, em casos selecionados, na irradição de metástases através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia). 

Prevenção

Adoção de um estilo de vida mais saudável aliada à prática de exercícios físicos, evitar o consumo de álcool e cigarro, estar atento ao histórico familiar, bem como realizar exames preventivos de colonoscopia após os 45 anos, segundo algumas diretrizes atuais americanas. E o mais importante: diagnóstico precoce de lesão pré-maligna, pólipo com displasia de alto grau, pode evitar o desenvolvimento do câncer colorretal em alguns anos ou mesmo quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura são grandes.

Comemora-se no dia 17 de setembro, o Dia Mundial da Segurança do Paciente, que visa conscientizar profissionais de saúde, gestores, órgãos governamentais, pacientes, educadores e sociedade civil sobre a necessidade da implementação das práticas de segurança dentro dos serviços de saúde, visando minimizar riscos e danos ao paciente, refletindo na melhoria da qualidade do cuidado prestado nos serviços de saúde do país.

Nós, da Oncoville, dedicamos atenção especial aos cuidados necessários para proteger nossos profissionais e pacientes. Além de garantir segurança a todos, os colaboradores também são estimulados a praticar a cultura da qualidade e segurança do paciente com ações traduzidas por cuidado e atenção nos processos, acompanhamentos de dados e informações monitoradas de forma contínua que permitem a implementação de melhorias.

Um reconhecimento de nosso cuidado é a acreditação ONA Nível 1, Acreditado, certificação concedida pela Organização Nacional de Acreditação – ONA, que avalia a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada, considerando os recursos disponíveis e sua complexidade.

15 de setembro, é o Dia do Mundial da Conscientização dos Linfomas. Existem dois tipos de linfomas: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin, sendo diferenciados pelos tipos de células encontradas, pelo comportamento biológico existente e pela resposta aos tratamentos realizados. Os linfomas possuem altos índices de cura, porém, quanto mais cedo diagnosticados, melhores serão os resultados.

Sintomas do Linfoma

Em geral, a pessoa costuma apresentar sinais como, por exemplo, cansaço ou fraqueza, febre, sudorese noturna, perda de peso sem motivo aparente, dores no corpo, coceira na pele. Caso encontre nódulos (caroços) no corpo, principalmente na região da virilha, axilas, pescoço, clavícula e mandíbula, deve procurar um médico para que este indique ao especialista da área.

Tratamento do Linfoma

A quimioterapia é o tratamento padrão, podendo ou não, ser associada à radioterapia, o que vai depender do tipo do linfoma, estágio da doença, sintomas e o estado de saúde do paciente. Alguns linfomas não agressivos podem ser apenas acompanhados pelo médico, sem necessidade de um tratamento específico.

A radioterapia é adotada como parte do tratamento para a maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin e consiste na radiação do órgão-alvo com doses fracionadas. Já em linfomas, a radioterapia atua como tratamento adjuvante, ou seja, após a quimioterapia.