Enfermagem do Oncoville encerra ações do Novembro Azul

Durante todo o mês de novembro, a equipe de Enfermagem do Oncoville deixou um ambiente especialmente preparado para o acolhimento dos pacientes masculinos. A ação realizada foi em função do Novembro Azul, movimento global de conscientização sobre a saúde masculina. O principal objetivo da campanha é chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens.

Cuidar-se é um ato de coragem

O responsável pela Enfermagem do Oncoville, Fernando Popovicz, salienta que o cuidado com a saúde não deve ser visto como um sinal de fraqueza, mas como uma demonstração de autoconsciência e responsabilidade. “É um ato de coragem e autocuidado. O câncer de próstata, por exemplo, é uma doença que, quando detectada precocemente, apresenta altas chances de cura. No entanto, o preconceito e o tabu em relação a exames preventivos ainda afastam muitos homens de buscarem ajuda médica”.

Para Fernando Popovicz, colocar a saúde em primeiro lugar é um passo indispensável para viver plenamente e com mais segurança. “A campanha Novembro Azul inspira e nos lembra, ano após ano, que quebrar tabus salva vidas.”

Além de ser o mês para reforçar a importância da prevenção contra o câncer de próstata, o Novembro Azul alerta também para a saúde geral do homem

A campanha Novembro Azul iniciou a sua história a 15.569 km de distância do Brasil, em 2003, na Austrália. Apesar da longa distância, o objetivo do mês colorido chegou ao continente americano para chamar a atenção dos homens em relação à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de próstata, segunda doença que mais mata homens no mundo.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que serão mais de 71 mil novos casos de câncer de próstata por ano até 2025. Mesmo com os dados alarmantes e que crescem anualmente, muitos homens ainda deixam a saúde de lado. Ou por falta de conhecimento ou por tabus em relação aos exames preventivos.

O médico rádio-oncologista do Oncoville, Dr. Henrique Balloni, explica que o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata são fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.

O tumor de próstata, frequentemente, é assintomático durante sua fase inicial e quando alguns sintomas começam a aparecer, entre eles dor óssea e emagrecimento, o risco de que o tumor esteja disseminado é alto. Por essa razão, é fundamental manter os exames de rotina em dia. A escolha do melhor tratamento vai depender de determinados aspectos, como o estado de saúde geral do paciente, estadiamento da doença, expectativa de vida e, em casos iniciais, da preferência do paciente.

Homens também precisam cuidar da saúde metal

Em um mundo pós-pandemia, muitas questões relacionadas à rotina de vida das pessoas mudaram. Muitas criaram hábitos que antes não tinham, sendo que alguns deles foram positivos, como o início da prática de exercícios físicos, mas outras pessoas acabaram fazendo o oposto, ficando sedentárias e passando a ocupar muito tempo do seu dia em contato com redes sociais e sites da internet. Essa nova realidade afeta diretamente a saúde física e mental.

O Novembro Azul tem como foco a prevenção do câncer de próstata, mas é importante abrir o leque do cuidado e englobar todo o bem-estar do homem. A saúde mental, por exemplo, não costuma ser levada muito a sério pela maioria dos homens, principalmente quando está relacionada à ansiedade, depressão e demais problemas psicológicos. Por isso, é preciso fazer com que o mês de novembro, também, seja de alerta sobre a importância da saúde mental e saúde física.

“Hoje somos usuários de redes sociais em demasia e isso acaba afetando a saúde mental e, por consequência, muitas pessoas tornam-se sedentárias, que é um fator que acaba contribuindo para diversos tipos de doença. Temos o Novembro Azul para lembrar não somente do câncer próstata, mas também da saúde mental e física, que está relacionada a altas taxas de mortalidade ao homem, além de problemas relacionados à qualidade de vida. Todos devem ter hábitos saudáveis e cuidados com a saúde mental, já que ela tem afetado a vida de muitas pessoas no mundo moderno atual”, reforça Dr. Henrique Balloni.

Como parte da programação do Outubro Rosa, mês destinado à campanha Outubro Rosa, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero, o Oncoville, clínica de radioterapia, realiza, na próxima quinta-feira (31), um dia especial dedicado às pacientes com massagens relaxantes (quick massage) feitas por ex-alunas do curso de massoterapia da Faculdade Ibrate – Cursos de Gestão e Saúde. Como diferencial também, haverá distribuição de brindes.

De acordo com o enfermeiro Fernando Popovicz, responsável pelo serviço de Enfermagem do Oncoville, neste ano, as comemorações alusivas ao Outubro Rosa foram mais intimistas, com a decoração de um espaço onde as pacientes, além de terem à disposição uma mesa de chás muito gostosos, podiam deixar recados de estímulo uma para as outras. “Vimos muitas mensagens falando de trajetórias, da importância de se manter com uma boa saúde mental, de garra, superação, de força. Esse nosso ‘varal de recados’ trouxe alento, conforto e acolhimento para nossas pacientes, que se enxergavam, muitas vezes, em histórias semelhantes às suas”, conta Fernando.

Vale lembrar que a prevenção é fundamental o ano todo. Pequenas mudanças na rotina podem fazer a diferença. Alimentação saudável, atividades físicas regulares, pelo menos 150 minutos distribuídos durante a semana, evitando tabagismo e álcool são medidas importantes que podem ser adotadas”, destaca Fernando Popovicz.

Além disso, ele destaca a importância dos exames de rastreamento: “Mamografia e exame Papanicolau são fundamentais para detectar alterações precoces no câncer de mama e colo do útero. Mantenha o foco na prevenção e cuidado o ano todo”.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM, houve um aumento de casos da doença entre mulheres abaixo dos 35 anos

74 mil novos casos de câncer de mama por ano até 2025! Esse é o número estimado do Instituto Nacional de Câncer – INCA para esse tipo de tumor que, nas mulheres, exceto o câncer de pele não melanoma, representa 29,7% dos diagnósticos positivos. Com a chegada de mais um Outubro Rosa e com números tão expressivos, é cada vez mais fundamental que a população se conscientize sobre as formas de prevenção contra o câncer de mama de forma efetiva.

A prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença. A médica rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, conta que com o diagnóstico inicial, ou seja, detectando a doença no começo, as chances de cura são maiores – cerca de 95% – e possibilita um tratamento menos radical. “A realização de exames periódicos é uma peça-chave para evitar os tumores de mama. O autoexame mensal das mamas e a mamografia (exame de rastreamento) são os principais aliados no diagnóstico precoce do câncer de mama.”

Avanços no controle e tratamento do câncer de mama

O avanço da tecnologia trouxe a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia durante os tratamentos dessas pacientes, em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Hoje, o número total de dias de tratamento, conforme avaliação de um médico rádio-oncologista, pode variar entre 5 e 16 dias, com uso do TrueBeam, acelerador linear que permite a realização do tratamento com alguns recursos importantes para situações específicas. Há, ainda, a possibilidade de algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias, de acordo com uma avaliação caso a caso, cujo tempo de cada sessão também é definido individualmente, podendo se dar em torno de 10 minutos ou até menos.

Mulheres mais jovens também podem ser diagnosticadas

Muitos pensam que apenas mulheres com mais idade, principalmente a partir da quinta década de vida, têm maior risco de desenvolver câncer de mama. Agora, esse tipo de câncer não pode ser mais considerado exclusivo de pessoas com mais idade. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM, nos últimos anos houve um aumento de casos da doença entre mulheres abaixo dos 35 anos. Além dos fatores de risco, como obesidade, etilismo e tabagismo, também é necessário ficar atento à pré-disposição genética.

A principal mutação associada ao câncer de mama é a dos genes BRCA1 e BRCA2. Dados da SMB apontam que a alteração genética representa até 80% de “riscos para desenvolver o câncer de mama nesse grupo de pacientes”.

Busque hábitos saudáveis

Realizar atividades físicas durante 30 a 60 minutos ao dia ajuda a reduzir as chances de desenvolver câncer de mama. A OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda entre 150 e 300 minutos de exercício moderado ou 75 a 150 minutos para atividade intensa por semana. “Com alimentação saudável, atividade física constante, gordura corporal adequada, diminuição no consumo de álcool e evitar o tabagismo é possível reduzir cerca de 28% o risco de se desenvolver o câncer de mama”, ressalta a médica rádio-oncologista Paula Soares.

O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, clínica de radioterapia, será um dos palestrantes da quarta edição do MoonShot – Congresso Internacional do IOP, que será realizado entre os dias 2 e 5 de outubro no Auditório Poty Lazzarotto do Museu Oscar Nyemeyer – MON, em Curitiba-PR.

Dr. Daniel Neves será integrante do Módulo Pulmão, Sessão II: Tratamento da Doença Inicial/Avançada. Simpósio: A jornada da imunoterapia no câncer de pulmão não pequenas células: da neoadjuvância à primeira linha paliativa. O tema de sua palestra será “Técnicas de Radioterapia para doença inicial e localmente avançada”, a ser apresentada no dia 2 de outubro, quarta-feira, a partir das 20h30.

O câncer de pulmão não pequenas células é mais comum em adultos com mais idade fumantes e ex-fumantes. A maioria dos pacientes apresenta a doença local avançada ou metastática no momento do diagnóstico. Entre os sintomas possíveis desse tipo de câncer estão tosse persistente, falta de ar, perda de peso ou tosse com sangue. Os tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, clínica de radioterapia, é um dos palestrantes convidados do IV MoonShot – Congresso Internacional do IOP, que será realizado entre os dias 2 e 5 de outubro no Auditório Poty Lazzarotto do Museu Oscar Nyemeyer – MON, em Curitiba-PR.

O evento é composto pelos módulos Mama, Ginecologia, Pulmão, Uro-Oncologia, Trato Gastrointestinal, Hematologia e Equipe Multiprofissional e Pesquisa Clínica e abordará algumas especialidades, incluindo a radioterapia.

Dr. Henrique Balloni participa do módulo Urologia, que acontece na quinta-feira, e abordará em sua palestra o tema “Tratamento local em câncer de próstata de algo risco – perspectivas RT”, com horário previsto para 18h30.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A idade é um fator a ser levando em consideração, pois a incidência é maior em pessoas com mais de 60 anos. O histórico familiar de câncer de próstata é, também, um fator de risco, além de outros como sobrepeso, obesidade, tabagismo e exposição a produtos químicos.

O tratamento curativo do câncer de próstata é o uso exclusivo ou combinado de cirurgia ou radioterapia e hormonioterapia.

Os profissionais do Oncoville são referência em todo o país. Para compartilhar as experiências sobre os melhores tratamentos para os nossos pacientes, recentemente, o físico médico Paulo Petchevist participou do podcast Por Dentro da Imagem. O programa, que já está em sua terceira temporada, abordou o Futuro da Radioterapia: inovações, desafios e experiências.

Entre os assuntos explorados está como a Tomografia Computadorizada 4DCT está transformando o futuro dos tratamentos radioterápicos.

Confira a entrevista completa:

No último dia 3 de agosto, o médico rádio-oncologista do Oncoville, Dr. Daniel Neves, participou da segunda edição do GI Update Curitiba, que discutiu as novidades no tratamento dos tumores gastrointestinais apresentadas em grandes eventos internacionais, como a ASCO Gastrointestinal Symposium, ASCO Annual Meeting e ESMO World Congress on Gastrointestinal Cancer.

As áreas abordadas durante as palestras e discussões foram cirurgia, oncologia clínica e radioterapia. Dr. Daniel Neves participou do bloco Reto e Canal Anal, destinado às novidades sobre os tumores colorretal.

“Participar de eventos dessa magnitude é muito importante para a troca de experiências com os colegas, permitindo avaliação/discussão de melhores opções de tratamento para os nossos pacientes”, destaca o rádio-oncologista.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam para 2024 mais de 45 mil novos casos de câncer colorretal (cólon, reto e canal anal), sendo que desse total 18% serão na população da região Sul. Os dados colocam esse tipo de câncer como o terceiro mais prevalente em homens e mulheres.

Agosto é o mês de conscientização sobre os linfomas. A campanha Agosto Verde-Claro foi instituída pela Organização Mundial da Saúde – OMS e visa conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce dessa doença que apresenta mais de 40 tipos.

O linfoma é um tipo de câncer no sangue que afeta os glóbulos brancos chamados linfócitos. Também é chamado de câncer do sistema linfático, pois começa nos gânglios linfáticos ou em outros órgãos do sistema linfático. Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, são estimados 14 mil casos por ano (período 2023/2025).

Existem dois tipos principais de linfoma: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin (NHL). O linfoma de Hodgkin é um câncer de um tipo de glóbulo branco chamado linfócitos. Já o linfoma não-Hodgkin (LNH) é um câncer do sistema linfático. Existem mais de 60 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin. Eles podem se comportar de maneiras muito diferentes e precisam de tratamentos diferentes.

De acordo com Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia – Abrale, nos últimos 25 anos, o número de novos casos de linfoma não-Hodgkin duplicou, em especial em pessoas acima dos 60 anos de idade. E a idade é um fator de risco, pois a incidência dos linfomas tende a aumentar com o evoluir dos anos. Outros fatores de risco são pacientes com imunodepressão crônica (com o sistema imunológico comprometido por infecções virais específicas), uso contínuo de medicamentos imunossupressores, geralmente utilizados por pacientes diagnosticados com doenças autoimunes.

A avaliação médica regular é a melhor forma de prevenção e de se conseguir um diagnóstico precoce.

Sintomas

Os sintomas podem incluir inchaço dos gânglios linfáticos, comichão na pele, suores noturnos que encharcam roupas e lençóis, febre (alta temperatura), fadiga persistente, perda de peso inexplicável e falta de ar.

Com os gânglios linfáticos inchados (glândulas), é possível a pessoa apresentar inchaços indolores no pescoço, clavícula, axila, virilha ou outras partes do corpo. Os gânglios linfáticos inchados podem pressionar órgãos e causar dor no peito, tosse, falta de ar ou dor na região do estômago.

Radioterapia

Pessoas com linfoma podem receber quimioterapia de forma isolada ou uma combinação de tratamentos quimioterápicos e não quimioterápicos, entre eles está a radioterapia.

A radioterapia utiliza feixes de energia de alta potência, como raios-X e prótons, para matar as células cancerosas. Para certos tipos de linfoma não-Hodgkin, a radioterapia pode ser o único tratamento necessário, especialmente se o linfoma for de crescimento lento e estiver localizado em apenas um ou dois pontos. Mais comumente, a radiação é utilizada após a quimioterapia para matar quaisquer células de linfoma que possam ter permanecido.

Durante o inverno muitos lembram de cuidados para evitar resfriados, gripes ou que a imunidade fica baixa. No entanto, se esquecem que a saúde bucal também deve ter atenção redobrada nas épocas mais frias do ano, principalmente para os pacientes oncológicos. 

É comum que no inverno haja uma redução do consumo de água e uma tendência à ingestão de alimentos “mais pesados”, o que pode causar impacto na saúde bucal. Sem hidratação suficiente a boca fica mais seca, e a alimentação inadequada e higiene bucal deficiente são condições capazes de provocar cáries, por exemplo.

Os pacientes oncológicos devem reforçar ainda mais os cuidados. O câncer não precisa ser necessariamente em região de boca ou face para causar complicações diretamente na cavidade oral durante e após o tratamento oncológico.

“As complicações bucais agudas e tardias do tratamento oncológico podem ser prevenidas ou minimizadas se o paciente for corretamente orientado e assistido por um cirurgião-dentista especialista. O acompanhamento odontológico causa um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes oncológicos”, ressalta a cirurgiã-dentista do Oncoville, Aristilia P. Tahara Kemp.

Prevenção durante todas as estações do ano

O encerramento da campanha Julho Verde não significa que os cuidados devem ser deixados de lado, muito ao contrário. Vale ressaltar que sempre é melhor prevenir do que remediar. E a prevenção, neste caso, é muito importante. Há um ditado que diz que “a saúde começa pela boca”, afinal, o aparecimento de doenças bucais pode ser reflexo de alguma doença do corpo ou mesmo a alteração da boca pode levar a alguma doença sistêmica. Por isso, os cuidados devem permanecer durante o ano todo. Escovar os dentes após as refeições e fazer consultas regulares com o cirurgião-dentista são métodos importantes de prevenção das patologias bucais.

Independente da época do ano, cada estação merece o devido cuidado. E fica o alerta: ao perceber qualquer alteração na região bucal ou no organismo, e que não passam rapidamente ou que surgiram sem motivo aparente, procure a ajuda de um especialista. Ele irá te encaminhar para os profissionais que podem avaliar e diagnosticar de forma correta qualquer doença benigna ou maligna. Fique atento aos sinais do seu corpo!

O câncer de boca afeta lábios, estruturas da boca, como gengiva, língua, céu da boca, soalho bucal (região embaixo da língua), palato e região retromolar (atrás dos dentes do siso). A doença é mais comum em homens acima dos 40 anos, sendo a maioria dos casos diagnosticados em estágios avançados.

“Com diagnóstico precoce, que é o fator principal para a cura da doença, tem-se 90% de chance cura, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP)”, destaca a cirurgiã-dentista do Oncoville, clínica de radioterapia, Dra. Aristilia Pricila Tahara Kemp.

HPV: causador do câncer de boca

Já é senso comum que bebidas alcoólicas em excesso e o tabagismo são os vilões do câncer de boca. Porém, há outro fator de risco que merece muita atenção: o HPV – sigla em inglês para papilomavírus humano.

O HPV é um vírus que favorece o aparecimento do câncer na região de orofaringe, mas está presente apenas em um pequeno número de casos de tumores malignos na boca. Ele é mais comum em garganta, amígdalas e o terço mais posterior da língua – cerca de 70% dos pacientes com cânceres nessas regiões têm o vírus. A família do vírus HPV compreende mais de 200 tipos diferentes, porém, somente nove são caracterizados como de alto risco para câncer. O HPV16, por exemplo, é fortemente associado ao câncer de orofaringe.

Estimativa do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos aponta que 80% das pessoas serão infectadas pelo HPV em algum momento de suas vidas e que 99% delas estarão livres do vírus em função de seu próprio sistema imunológico. Mas ainda se tem esse 1%.

Por isso, a recomendação é tomar a vacina contra o HPV. Desde 2014, o programa de vacinação brasileiro oferece a vacina para meninas de 9 a 15 anos e para meninos de 11 a 14 anos nos postos de saúde. É fundamental a população ter consciência da importância da vacinação contra o HPV, pois, além do câncer de cabeça e pescoço, ajuda na prevenção contra outros tipos de câncer, como do colo do útero.

Higiene bucal

Em 2019, o Indian   Journal of Surgical Oncology publicou um estudo que concluiu que a má higiene oral está fortemente associada ao câncer oral. A doutora Aristilia Pricila Tahara Kemp alerta sobre a importância da escovação adequada, o uso correto do fio dental e a utilização de dentifrícios fluoretados e enxaguante oral. “Se você perceber qualquer alteração na cavidade bucal, é importante consultar um especialista em estomatologia, cirurgião-dentista especializado no diagnóstico de lesões de boca, que irá ajudá-lo no correto diagnóstico.”

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam para o ano de 2024 o número de 39.550 novos casos de câncer de cabeça e pescoço – neste total, estão incluídos os tumores de boca (cavidade oral), laringe e tireoide. Mesmo diante desse elevado número de casos, a boa notícia fica pela grande possibilidade de cura, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). Segundo a entidade, que lançou a Campanha Julho Verde há 10 anos para intensificar os alertas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer, o índice de cura pode chegar a 90%, se tratado precocemente.

O câncer de cabeça e pescoço se caracteriza pelo surgimento de tumores malignos que aparecem na boca, faringe, laringe, seios da face, tireoide, glândulas salivares e tumor da paratireoide.

A cirurgiã-dentista do Oncoville, clínica de radioterapia, Aristilia Pricila Tahara Kemp, faz o alerta: “Ao sentir qualquer desconforto ou incômodo na garganta, por exemplo, ou caso tenha surgido uma ferida na boca ou região da cabeça e do pescoço, a orientação é procurar um especialista para que a lesão seja precocemente avaliada e tratada”.

Vale a pena lembrar que o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura, porém, muitas vezes as pessoas não se dão conta de sinais que podem apontar alguma doença. Por isso, fica a orientação de fazer um autoexame da boca. Em frente ao espelho, abra bem a boca e procure por alterações nas mucosas e na língua. “Muito importante estar atento a feridas que não doem e não cicatrizam há mais de 15 dias. Isso pode representar sinal de malignidade. Olhe também a parte lateral da língua e no soalho bucal, procurando por placas brancas ou vermelhas que não são removíveis”, ressalta a cirurgiã-dentista.

Além desses sinais na parte interna da boca, é preciso ficar atento aos lábios, pois a exposição intensa ao sol – pessoas que realizam trabalho externo e expostas, por exemplo – pode favorecer o aparecimento de pequenas feridas, que aparentemente não doem. “É preciso consultar um cirurgião-dentista ou médico para uma avaliação mais detalhada para que se possa fazer o diagnóstico precoce e realizar o melhor tratamento”, sentencia Aristilia Pricila Tahara Kemp.

Começou o inverno no Hemisfério Sul, estação que traz uma preocupação a mais com para a saúde e, principalmente, a imunidade. Neste período, são frequentes as doenças respiratórias, como gripe, resfriado, rinite alérgica, asma, bronquiolite e pneumonia. Em geral, o aumento do número de doenças é consequência do tempo seco que estamos vivendo e também da instabilidade climática, típica dessa época do ano, que acabam favorecendo a disseminação de doenças virais e o desencadeamento das crises alérgicas.

Pacientes que estão em tratamento quimioterápico (que tem principal função destruir as células cancerígenas do organismo, mas também pode afetar células sadias, inclusive as do sistema imunológico) devem ter cuidado redobrado para evitar as infecções típicas do inverno.

Gripes e resfriados são as doenças mais comuns e são causadas por vírus, mas a gripe causa um quadro mais grave e duradouro que o resfriado. Em ambos os casos pode ocorrer tosse, fraqueza, congestão nasal, espirro e coriza, mas a gripe pode evoluir e a pessoa apresentar febre e dor de cabeça.

Um dado importante que a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – SBOC, apresenta é que a imunização de pacientes oncológicos contra o vírus da Influenza pode reduzir em até 58% o risco de mortalidade por esse tipo de infecção. Por isso, é fundamental que todos os pacientes com câncer, a partir dos 6 meses de idade, recebam o imunizante, mas desde que o médico do paciente tenha consentido.

Prevenção

Veja algumas dicas para se proteger melhor no inverno:

Beba mais água: em dias mais frios, a tendência é beber pouco líquido. Fique atento à ingestão de água, ela pode prevenir a pele seca e dores de garganta. Consuma de acordo com a recomendação para seu peso e estilo de vida, mesmo que não tenha muita sede. Lembre-se: a água ajuda a manter o corpo e o sistema imunológico funcionando adequadamente.

Exercite-se regularmente: pratique, de preferência, regularmente, mesmo que o frio reduza sua motivação para se exercitar. O exercício faz bem à nossa saúde física e mental.

Cuide da alimentação: invista em bebidas e alimentos quentes, eles são uma forma de manter o corpo aquecido. Caldos, sopas e chás são excelentes para esta época do ano e ajudam na regulação da temperatura corporal.

Melhore a circulação do ar em sua casa: esta é a época do ano em que a incidência de doenças virais transmitidas pelo ar é alta. Por isso, mantenha uma boa circulação de ar para evitar ambientes poluídos. Além disso, vale colocar roupas, cobertores, tapetes e outros tecidos ao sol. Essa é uma tática que ajuda a eliminar fungos e outros micróbios causadores de doenças.

Use protetor solar: é essencial proteger a pele do sol mesmo no inverno, já que os raios ultravioleta permanecem com potencial de causar câncer de pele e manchas, ainda mais para os pacientes em tratamento com quimioterapia e radioterapia.

Umidifique o ambiente: no inverno, o clima costuma ser mais seco, ressecando a pele e as vias respiratórias, deixando nossos corpos vulneráveis a doenças e outros problemas respiratórios. Umidificar os cômodos de casa é uma ótima maneira de prevenir isso e proteger a sua saúde. Você pode usar um umidificador, deixar a porta do banheiro aberta durante o banho para que a umidade se distribua pela casa ou até mesmo colocar uma toalha ou uma vasilha com água no cômodo, pois a evaporação vai umidificar o ambiente.

Os dois principais tipos são o carcinoma de pequenas células e o carcinoma de não pequenas células

Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que o câncer de pulmão é o segundo tipo mais comum entre homens e mulheres no Brasil (exceção do câncer de pele não melanoma), atingindo cerca de 30 mil brasileiros anualmente. Em 90% dos casos esse tumor está relacionado ao tabagismo. Além disso, há, também, fatores ligados à poluição do ar e à exposição a agentes químicos ou físicos. 

As estimativas do INCA reforçam a importância de conscientizar a população sobre esse tipo de câncer que afetará em homens, cerca de 18 mil novos casos, e em mulheres 14 mil novos casos. Uma das melhores formas de prevenção é evitar o consumo de tabaco e manter o distanciamento de pessoas que fumam, evitando a exposição passiva.

Os dois principais tipos de câncer de pulmão são o carcinoma de pequenas células e o carcinoma de não pequenas células. Eles se diferenciam pela aparência de suas células. O carcinoma de pequenas células é o tipo mais agressivo de câncer e pode se disseminar rapidamente para outras partes do corpo, gerando metástases. Está fortemente vinculado ao consumo de tabaco. Já o carcinoma de não pequenas células é o tipo mais frequente, sendo responsável por 90% dos casos. 

Ao perceber algum sintoma, busque um especialista

Os sintomas do câncer de pulmão costumam aparecer quando a doença já está em um estágio avançado, como tosse ou rouquidão persistentes, escarro com sangue, cansaço e falta de ar, dor no peito e perda de peso e apetite. Ao sentir alguns desses sintomas, é recomendado procurar orientação médica imediatamente. Caso o diagnóstico da doença se confirme, é preciso dar início ao tratamento, visando um melhor prognóstico.

Pessoas que fumam devem estar em alerta e fazer os exames de rotina regularmente. Para fumantes acima de 50 anos é recomendado, como forma de rastreamento, a Tomografia Computadorizada de Tórax com baixa dose de radiação (TCBD), que deverá ser feita anualmente. A TCBD deverá ser indicada sob orientação médica.

Tratamento pode ser feito com radioterapia

Assim como qualquer tipo de câncer, o tratamento vai depender do estágio da doença, podendo ser utilizadas a cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. O físico-médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que as sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para atingir o local afetado para o controle da doença, com o objetivo de reduzir os sintomas e diminuir a possibilidade de progressão.

“Hoje em dia, os serviços de radioterapia dispõem de alta tecnologia para estudar o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação. Neste estudo é possível entender como o tumor se movimenta durante o ciclo respiratório e assim irradiá-lo de forma focada, precisa e em poucas aplicações. A técnica utilizada é a SBRT (Radioterapia Estereotáxica do Corpo), onde muitos campos pequenos de irradiação são dispostos para entregar altas de doses de tratamento em até 5 frações ao volume-alvo no pulmão”.

Ao realizar a programação do tratamento, que é feita inicialmente antes do tratamento propriamente dito, também é realizado um estudo do movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação, assim é possível entender como ele se movimenta durante o ciclo respiratório e possibilitando a irradiação de forma focada, precisa e com poucas aplicações. “Técnicas que conformam e/ou modulam o feixe de radiação quando associadas a técnicas de localização, como a IGRT (Radioterapia Guiada por imagem), trazem resultados muito consistentes, pois têm a capacidade de entregar altas doses ao volume-alvo, preservando muito os tecidos e órgãos circunvizinhos a ele. Outra possibilidade é usar a tomografia 4DCT aliada à Radioterapia, então chamada de técnica de Radioterapia 4D, torna possível tratar um alvo móvel num instante específico em que ele se afasta dos órgãos sadios próximos. Para isso, esta técnica utiliza o próprio movimento respiratório do paciente para ligar e desligar o feixe de radiação de acordo com a posição do volume-alvo”, ressalta.

Hábitos saudáveis devem permanecer após o tratamento

Estudos indicam que a probabilidade de retorno da doença varia de acordo com o estágio, de 1 a 4, com o tipo de câncer e com os hábitos da pessoa. Essa possibilidade de o tumor voltar não é exclusivo do câncer de pulmão. No entanto, esses pacientes, em alguns casos, voltam a fumar após o tratamento, contribuindo para o retorno da doença. Mesmo depois do tratamento, é fundamental a pessoa manter hábitos saudáveis e não deixar de realizar exames de rotina indicados pelos médicos.

O tabagismo está diretamente relacionado ao desenvolvimento do câncer bucal, neoplasia que está entre as dez mais comuns entre os brasileiros. O câncer bucal é um conjunto de tumores malignos que afeta várias regiões da boca como os lábios, língua, gengiva e “céu” da boca.

Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que o câncer de boca surge como um dos mais incidentes entre os fumantes, principalmente em homens acima de 40 anos e predileção a raça branca. Estimativas mostram que anualmente são diagnosticados mais de 15 mil novos casos do câncer bucal, sendo que somente na população masculina o número chega a 11 mil. As regiões Sul e Sudeste têm o maior índice de tabagismo e a maior taxa de mortalidade decorrente do câncer bucal.

A cirurgiã-dentista do Oncoville, Aristilia P. Tahara Kemp, explica a relação entre o desenvolvimento dos tumores na boca e o abuso de substâncias como o tabaco. “Tabagistas representam 80% dos casos de câncer bucal com o risco proporcional à quantidade consumida. Além disso, a chance de os tabagistas desenvolverem câncer bucal é de 6 a 16 vezes maior que os não tabagistas. Vale ressaltar que o fumante é exposto a quase 5 mil substâncias tóxicas, sendo 60 destas carcinogênicas. Adicionalmente, além do cigarro convencional, é preciso evitar o consumo de seus derivados, como os nargilés e agora, mais recentemente, os cigarros eletrônicos”, destaca. O tabagismo é apontado como o principal fator de risco para esse tipo de tumor, seguido pela infecção por Papilomavírus Humano (HPV).

“Entre os principais sintomas do câncer de boca está a presença de uma lesão, como uma afta que não cicatriza. Outras mudanças que a pessoa deve ficar atenta é quando surgem nódulos no pescoço, sangramento bucal, dificuldade na abertura bucal ou mastigação, mobilidade ou perda dentária sem motivo aparente, mau hálito persistente, manchas brancas ou avermelhadas na boca, perda de peso, rouquidão ou alteração na voz, entre outros. Surgindo qualquer sintoma, é fundamental buscar um atendimento odontológico”, destaca Aristilia P. Tahara Kemp.

Além de evitar os hábitos nocivos, é importante que a população se conscientize sobre a importância de manter a saúde bucal em dia com avaliações clínicas periódicas e preventivas para o câncer bucal. O diagnóstico precoce do câncer na região da boca pode apresentar até 80% de chances de cura. O diagnóstico dessa neoplasia geralmente é feito por meio de exame clínico com o cirurgião-dentista e biópsia da lesão. Já as principais formas de tratamento podem envolver a cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Com o objetivo principal de proporcionar uma experiência marcada pelo acolhimento, o Oncoville oferece ao paciente o Serviço de Concierge, desde 2020, com a premissa de auxiliá-lo nas mais diversas necessidades, como, por exemplo, tirar dúvidas, agilizar solicitações de exames, realizar busca ativa por exames e laudos de outras instituições, assegurando que o período em que o paciente estiver na clínica seja voltado ao seu tratamento e da forma mais tranquila possível.

A responsável pelo Serviço de Concierge do Oncoville, Juliani Barbist Lisboa, explica que essa assistência é prestada de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e está disponível desde a admissão do paciente. Por meio desse serviço se estabelece uma ponte entre o paciente e o atendimento médico, encurtando os caminhos com contato e orientações sobre exames, agendamentos, preparos e retorno, ou seja, o paciente recebe auxílio durante todo o processo, desde sua chegada até o final do tratamento. “Todo o trabalho foi desenvolvido para que o nosso paciente esteja focado somente no seu tratamento, agilizando as questões burocráticas a fim de lhe proporcionar tranquilidade nesse momento delicado de sua etapa de vida.”   

Com esse serviço, o Oncoville também tem um ganho ainda maior em relação à eficiência na prestação dos serviços dentro da clínica, tendo em vista que o concierge atua diretamente com o paciente para assegurar sua satisfação. A função do concierge é transmitir toda a confiança e segurança possível ao paciente durante o período completo do seu processo de tratamento, trata-se de um profissional apto para orientar, acolher e suprir integralmente as suas necessidades. “Todos os pacientes que buscam tratamento no Oncoville têm à sua disposição os serviços citados, além de contar com um número de WhatsApp exclusivo para atendimento”, destaca Juliani Barbist Lisboa.

O Dia Internacional da Luta contra a Endometriose é hoje, 7 de maio, e serve como mais um alerta para as mulheres ficarem atentas a essa doença que atinge entre 6% e 10% da população mundial feminina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 190 milhões de mulheres enfrentam o problema no mundo. Por ser uma doença dependente das variações cíclicas de estrogênio, afeta mulheres em idade reprodutiva, ou seja, período em que a mulher pode ter filhos.

Dados do Ministério da Saúde apontam que uma em cada dez mulheres brasileiras tem endometriose, acometendo cerca de 7 milhões de mulheres, o que torna a doença um problema de saúde pública no país devido à sua alta prevalência.


Entre as formas de tratamento está a radioterapia convencional, além da possibilidade de utilizar a braquiterapia, braquiterapia de baixa taxa de dose (LDR), braquiterapia de alta taxa de dose (HDR). No Oncoville, uma das formas de tratamento é a braquiterapia ginecológica 3D, que pode ser usada também como forma terapêutica para os tumores de colo uterino e de endométrio. O uso desta técnica garante maior precisão e menor efeito colateral. É importante lembrar que cada paciente deverá seguir um tratamento indicado para o seu tipo de tumor, estágio e os aspectos de sua saúde em geral.

Ao primeiro sinal de indisposição, dor ou mal-estar, apesar de não ser o mais indicado, a maioria das pessoas se automedica, o que pode acarretar em uma série de problemas para o organismo. Na tentativa de solucionar o incômodo, a automedicação pode causar uma intoxicação medicamentosa e até a piora dos sintomas.

O uso de medicamentos deve ser feito sempre com cautela, com prescrição médica e sempre com orientação de um profissional farmacêutico ou da saúde capacitado para esse fim.

Com o intuito de aumentar a conscientização da população sobre a importância de evitar a prática, foi criado o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 5 de maio. A data é focada em ações que alertam sobre os riscos de utilizar medicamentos sem prescrição médica, já que essa prática pode causar alergias, intoxicações, interações medicamentosas, dependência, resistência a microrganismos, até casos mais graves, podendo inclusive levar à morte.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Uso Racional de Medicamentos foi definido como a situação em que “os pacientes recebem medicamentos adequados às suas necessidades clínicas, em doses que atendam às suas necessidades individuais, por um período de tempo adequado e ao menor custo possível”.

Cuide-se, não tome medicamentos por conta própria. Faça uso de forma segura. Proteja você e sua família.

Por Michelle Ramanzin, farmacêutica Responsável técnica do Oncoville.

O melanoma é o tipo de câncer de pele mais agressivo que existe e tem origem nas células que produzem a melanina, substância responsável pela cor da pele. Pensando em aumentar a conscientização sobre a prevenção, o mês de maio foi escolhido para a realização da campanha que visa à prevenção do melanoma. Esse tipo de câncer é o mais raro e letal, sendo o mais agressivo tipo de câncer da pele e registra 8,4 mil casos anualmente, representando 3% das neoplasias malignas da pele.

Assim como qualquer outro tipo de neoplasia, as chances de cura do melanoma são maiores quando descoberto nos estágios iniciais, com até 99% de taxa de sobrevida. Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Entre os principais fatores de risco estão a exposição prolongada e repetida ao sol, realização excessiva de bronzeamento artificial, ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino.

Outro fator de risco é ter história familiar ou pessoal de câncer de pele. O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, pelo exame clínico. Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos exigem uma biópsia.

Principais formas de tratamento

A cirurgia é o tratamento mais indicado para os pacientes com melanoma. No entanto, dependendo do estágio da doença, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser indicadas. Em casos de metástase, o melanoma é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico, uma vez que nos últimos anos novos medicamentos imunoterápicos foram introduzidos no tratamento.

ABCDE do câncer de pele

Com o objetivo de facilitar para a população a percepção de alterações em manchas e pintas ou algum sinal diferente na pele, foi criada uma regra chamada de ABCDE, que consiste na avaliação de cinco características distintas que podem aparecer na pele. Confira:

Assimetria: verifique se os lados opostos de uma pinta são iguais;

Bordas: veja se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme;

Cor: verifique se a pinta ou mancha apresenta várias tonalidades: negro, vermelho, marrom, cinza, azul aumentam muito o risco de melanoma;

Diâmetro: preste atenção no tamanho da pinta ou mancha, geralmente o melanoma está em lesões maiores de 6 mm;

Evolução: caso uma pinta ou mancha cresça de forma rápida, mude de cor ou formato, procure um médico especialista na área.

A atriz Olivia Munn, de 43 anos, divulgou recentemente que está se enfrentando um tipo de câncer de mama agressivo conhecido como Luminal B. Olivia, que já trabalhou no filme “X-Men”, passou por uma mastectomia dupla, medida preventiva tomada apenas um mês após a biópsia que confirmou a presença do câncer. Ainda segundo divulgação na imprensa, a atriz mencionou ter se submetido a três cirurgias diferentes em um período de 10 meses.

Existem subtipos de câncer de mama, classificados de acordo com a condição molecular. É ela que define a presença, nas células do tumor, de proteínas chamadas receptores hormonais (estrogênio e/ou progesterona) e de proteína HER2 em grande quantidade.

Os quatro subtipos são: Luminal A, Luminal B, HER2 e Triplo negativo.

A forma de tratamento para o subtipo Luminal B pode incluir cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e hormonioterapia, variando caso a caso. Conhecer o subtipo de câncer de mama é fundamental, pois, a depender de outras características do tumor, como tamanho, por exemplo, é possível a adoção de um protocolo que consiga o melhor tratamento para a paciente.

Tratamento com radioterapia

De acordo com o físico médico Otávio Riani de Oliveira, do Oncoville, clínica de radioterapia, o uso de tecnologia de ponta, como o acelerador linear TrueBeam, trouxe ganhos às pacientes que tratam câncer de mama. “Com o novo aparelho é possível realizar a técnica conhecida como Deep Inspiration Breath Hold (DIBH), quando a paciente enche o pulmão de ar e segura por um tempo. Importante para o tratamento do câncer de mama, quando o tumor está no lado esquerdo, já que é possível afastar, com essa respiração profunda, o coração da paciente do local onde será realizada a radioterapia. Se antes era possível causar algum efeito colateral cardíaco a longo prazo, essa probabilidade hoje é minimizada.”

Outro benefício para as mulheres em tratamento de câncer de mama é a possibilidade de elevar as doses durante as sessões para realizar um tratamento mais ágil, com alta precisão, número reduzido de sessões e menor risco de efeitos colaterais, o que traz maior qualidade, conforto e comodidade para a paciente.