Setembro Dourado: quando diagnosticado no início o câncer infantojuvenil pode ter até 80% de cura
O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que para o triênio 2020/2022 sejam diagnosticados 8.460 novos casos de câncer infantojuvenil, o que representa 3% do total dos 625 mil novos casos de câncer diagnosticados em cada período. A campanha Setembro Dourado foi criada para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. Os três tipos de câncer mais frequentes em crianças são as leucemias, os linfomas e os tumores cerebrais e do sistema nervoso central (26%). O câncer infantojuvenil é também associado a alterações genéticas e a malformações congênitas, as síndromes.
Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando é diagnosticado precocemente e realizado tratamento adequado as chances de cura para os tumores juvenis são de até 80%. O INCA ainda aponta que o câncer é a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes – representam de 1 a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados. O câncer juvenil é a principal causa de mortalidade na faixa de 5 a 19 anos no Brasil.
Os sintomas do câncer infantojuvenil podem ser confundidos muitas vezes com os de outras doenças comuns na infância, por isso é fundamental procurar um especialista quando aparecerem sintomas ou sinais que não acabam ou desaparecem. O tratamento do câncer do infantojuvenil vai depender do diagnóstico, estadiamento e evolução do tumor, mas é baseado em cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, centro de radioterapia, conta que o tratamento radioterápico em crianças e adolescentes deve ser realizado com extremo critério, pelo fato de poderem apresentar maiores possibilidades de efeitos colaterais nos tecidos e órgãos em desenvolvimento. “O devido posicionamento e imobilização do paciente garante que a região-alvo a ser tratada receba a dose prescrita e que os órgãos de risco circunvizinhos sejam protegidos segundo o planejamento radioterápico aprovado. Quando se trata de um caso infantojuvenil a preocupação com o posicionamento aumenta, uma vez que o entendimento da necessidade de ficar imóvel durante a aplicação radioterápica se torna um desafio extra. Nesses casos, a humanização empregada na clínica Oncoville através da confecção de suportes e imobilizadores personalizados, como as máscaras termoplásticas de personagens mostradas abaixo, têm ajudado muito no êxito dos tratamentos de alta precisão. Com esses dispositivos desenvolvidos a criança/adolescente se sente mais confiante e segura para manter-se imóvel pelo tempo necessário.”

O Oncoville, clínica de radioterapia, vai promover nos dias 29 e 30 de setembro, a partir das 19h, com transmissão ao vivo via plataforma digital, seu I Oncoville Gineco Meeting, encontro para discutir sobre câncer do colo uterino e endométrio. O evento conta com apoio da SOGIPA – Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná.
Segundo o rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, “O objetivo desses módulos é discutir aspectos modernos do tratamento de dois dos tumores ginecológicos mais frequentes, visando com isso agregar conhecimento e experiência de palestrantes e moderadores que são referência no cenário da onco-ginecologia”.
No dia 29 (quarta-feira), a programação é destinada ao Módulo Colo Uterino e serão discutidos temas como “Indicações e resultados de tratamento cirúrgicos preservadores de fertilidade”; “Papel de linfadenectomia estadiadora em tumores de colo uterino”; Estratégias terapêuticas em tumores de colo uterinos metastáticos. Finalizando o módulo, será discutida a “Braquiterapia conformacional guiada por tomografia”.
Na programação do dia 30 (quinta-feira) serão abordados os seguintes assuntos: “Cirurgia aberta vs Videolaparoscopia vs Robótica: prós e contras”; “Papel da pesquisa de linfonodo sentinela”; “Indicações de quimioterapia adjuvante em função de histologia e estadiamento”. Encerrando o I Oncoville Gineco Meeting haverá a aula sobre “Avanços em radioterapia na adjuvância de tumores endometriais?”.
Após cada módulo haverá espaço para perguntas e respostas, momento em que os participantes poderão interagir e sanar suas dúvidas. Moderadores de renome nacional vão dar sua contribuição para um debate instrutivo e desafiador.
Serviço
Evento: I Oncoville Gineco Meeting
Datas: dias 29 (quarta-feira) e 30 (quinta-feira), de setembro
Horário: a partir das 19h
Inscrição e programação completa no link: https://www.sympla.com.br/i-oncoville-gineco-meeting__1334888
Você sabia que ao fumar uma pessoa inala cerca de 4.700 substâncias, sendo 69 delas reconhecidas como cancerígenas?
O tabagismo é fortemente associado ao câncer. De cada 100 pacientes que desenvolvem a doença, 30 são fumantes. A relação do cigarro com o câncer de pulmão é ainda mais próxima: 90% dos casos da doença ocorrem entre fumantes. Mas o tabagismo também pode causar outros tipos de câncer,como laringe, faringe, esófago, cavidade oral,estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo do útero e leucemias.
Existe algum exame preventivo (rastreamento) para pacientes que fumam ou fumaram no passado?
Sim. Pacientes tabagistas por mais de 20 anos, por terem risco mais elevado de câncer de pulmão que a população não fumante, devem fazer acompanhamento com pneumologista realizando tomografia anual de rastreamento para detecção de tumores de pulmão em fases mais precoces. Sem exames de rotina 70% dos casos são detectados em fases mais avançadas, o que torna os tratamentos mais agressivos e menos eficazes.
O câncer de pulmão é um dos tumores mais comuns e o maior responsável pelas mortes decorrentes de câncer no mundo e especialmente no Brasil. Sua causa principal é o tabagismo e a exposição passiva, responsáveis por 85% dos diagnósticos. Além disso, há, também, fatores ligados à poluição do ar e à exposição a agentes químicos ou físicos. A campanha Agosto Branco tem como objetivo alertar e sensibilizar a população para esse tipo de doença, seu diagnóstico e formas de tratamento.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam 30.200 novos casos para este ano, sendo 17.760 em homens e 12.440 em mulheres. Uma das melhores formas de prevenção é evitar o consumo de tabaco e manter o distanciamento de pessoas que fumam, evitando a exposição passiva.
Os dois principais tipos de câncer de pulmão são o carcinoma de pequenas células e o carcinoma de não pequenas células. Eles se diferenciam pela aparência de suas células. O carcinoma de pequenas células é o tipo mais agressivo de câncer e pode se disseminar rapidamente para outras partes do corpo, gerando metástases. Está fortemente vinculado ao consumo de tabaco. Já o carcinoma de não pequenas células é o tipo mais frequente, sendo responsável por 90% dos casos.
Sintomas
Os sintomas desse tipo de neoplasia costumam aparecer quando a doença já está em um estágio avançando. Os principais sintomas são a tosse ou rouquidão persistentes, escarro com sangue, cansaço e falta de ar, dor no peito e perda de peso e apetite. “Ao sentir alguns desses sintomas, recomendamos que se busque orientação médica, caso o diagnóstico da doença seja confirmado, é preciso dar início ao tratamento, visando um melhor prognóstico”, aponta a rádio-oncologista Paula Regia Soares, da Clínica Oncoville.
Pessoas que fumam devem estar em alerta e fazer os exames de rotina regularmente. Para fumantes acima de 50 anos é recomendado, como forma de rastreamento, a Tomografia Computadorizada de Tórax com baixa dose de radiação (TCBD), que deverá ser feita anualmente. A TCBD deverá ser indicada sob orientação médica.
Tratamento
O tratamento vai depender do estágio da doença. Hoje, de forma individualizada e conforme o caso, podem ser usadas a cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. A terapia a ser utilizada será definida individualmente, conforme avaliação médica.
Radioterapia
As sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para atingir o local afetado para o controle da doença, com o objetivo de reduzir os sintomas e diminuir a possibilidade de progressão local da doença.
De acordo com o físico-médico Paulo Petchvist, do Oncoville, “Ao realizar a programação do tratamento, que é feita inicialmente antes do tratamento propriamente dito, estudamos o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação, assim é possível entender como ele se movimenta durante o ciclo respiratório e podemos irradiá-lo de forma focada, precisa e com poucas aplicações. Técnicas que conformam e/ou modulam o feixe de radiação quando associadas a técnicas de localização, como o IGRT (Radioterapia Guiada por imagem), trazem resultados muito consistentes pois têm a capacidade de entregar altas doses ao volume-alvo, preservando muito os tecidos e órgãos circunvizinhos a ele.
O Dia Nacional da Campanha Educativa de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de agosto, tem a intenção de conscientizar as pessoas e enfatizar que com pequenas mudanças de hábitos e atitudes a doença pode ser evitada.
Alimentação saudável e a prática regular de exercícios contribuem para a prevenção do câncer. Estudos científicos apontam os benefícios do exercício físico como medida preventiva, reduzindo os riscos de pelo menos 7 tipos de tumores.
Já que estamos no Agosto Branco, todos sabem que parar de fumar é fundamental para evitar tumores de pulmão, porém, pacientes tabagistas por mais de 20 anos, por terem risco mais elevado de câncer de pulmão que a população não fumante, devem fazer acompanhamento com pneumologista realizando tomografia anual de rastreamento para detecção de tumores de pulmão em fases mais precoces. Sem exames de rotina 70% dos casos são detectados em fases mais avançadas, o que torna os tratamentos mais agressivos e menos eficazes.
A radioterapia é um dos principais tratamentos curativos dos tumores de cabeça e pescoço. De acordo com Fabíola Weber, Enfermeira Responsável Técnica pelo Setor e especialista em Gerenciamento dos Serviços de Enfermagem do Oncoville, os pacientes que realizam tratamento de radioterapia na região de Cabeça e Pescoço exigem alguns cuidados. “A equipe de Enfermagem do Oncoville avalia diariamente os pacientes orientando cuidados bem como apoio fundamental à equipe médica”.
Saiba sobre os possíveis efeitos colaterais a depender do tipo de tumor tratado:
- Perda ou alteração de paladar; Dor ou dificuldade para engolir;
- Xerostomia (ressecamento da boca provocado por diminuição ou ausência do fluxo salivar);
- Presença de muco site ou aftas na mucosa oral;
- Alteração na pele da região do pescoço (vermelhidão, dor e descamação).
Orientações de enfermagem:
- Evitar exposição direta à região de tratamento ao sol;
- Não utilizar cremes ou pomadas antes da sessão de radioterapia;
- Utilizar o hidratante ou pomada indicados pela equipe de Enfermagem sempre após a sessão de radioterapia;
- Evitar fazer a barba durante o tratamento;
- Utilizar escova dental de cerdas macias;
- Utilizar enxague bucal e spray hidratante para a mucosa oral indicados pela equipe de Enfermagem várias vezes ao dia;
- Acompanhamento com o serviço de Odontologia para laser terapia a fim de evitar e minimizar o incômodo das aftas. O Oncoville disponibiliza serviço de laser terapia a todos os pacientes.
- Realizar acompanhamento com um serviço de Nutrição para o controle do peso corporal e orientações sobre a alimentação;
- Manter-se hidratado durante o tratamento, ingerir pelo menos 2 litros de água por dia.
O serviço de Enfermagem do Oncoville está à disposição caso tenha alguma dúvida sobre os cuidados com a pele e mucosa oral. “O serviço de Enfermagem atua na prevenção, avaliação e indicação do tratamento adequado, de acordo com as características individuais do paciente”, cita Fabíola.
A Campanha Julho Verde visa conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer de cabeça e pescoço. Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que anualmente são diagnosticados cerca de 43 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço que atingem principalmente boca (língua, assoalho da boca, palato duro, gengivas, mucosa da boca, lábio), orofaringe (região das amígdalas, base da língua, palato mole, parte lateral e posterior da garganta), demais regiões da faringe, laringe, etc.
Diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Porém, em 60% dos casos, o paciente chega com o tumor avançado, deixando sequelas para o indivíduo. O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, explica que muitas vezes os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, o que leva à demora do diagnóstico. “Por ser uma doença curável, fica o alerta para a importância da detecção precoce. Estes tumores possuem grandes chances de prevenção e com medidas simples é possível evitar o desenvolvimento da doença, entre elas refrear ou abandonar os fatores de risco, como o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis por cerca de 90% dos casos. O HPV (papilomavírus humano) também pode ser o agente causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe”, aponta.
Os sintomas mais comuns do câncer de cabeça e pescoço são a presença de feridas que não cicatrizam, nódulos no pescoço, rouquidão e outras alterações da voz, dificuldade de engolir e emagrecimento sem motivo.
Taxas de cura e radioterapia
Quando diagnosticado em fase inicial, as taxas de cura chegam a 95% e na doença avançada diminui para 30%. As sequelas da doença também são menores quando o tratamento é realizado precocemente. Na fase inicial o tratamento inclui uma única modalidade de tratamento, cirurgia ou radioterapia. Em casos avançados há sequelas como perda da voz, dificuldade ou impossibilidade de se alimentar, deformidades, dentre outras. O tratamento inclui várias modalidades de terapia, algumas vezes radioterapia associada à quimioterapia, ou cirurgia associada à radioterapia.
O físico-médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que o tratamento radioterápico de cabeça e pescoço é complexo, pois essa localização possui muitas estruturas sadias circunvizinhas à região alvo de tratamento. Por isso se faz necessário adotar técnicas de modulação de feixe como IMRT (Radioterapia de Intensidade Modulada) ou VMAT (Terapia em Arco Volumétrico), que permitem entregar doses altas à região tumoral e reduzir muito a irradiação das estruturas sadias ao redor. “A modulação do feixe de tratamento é feita através de dispositivos acoplados ao cabeçote do acelerador linear chamados de Colimadores multilâminas (MLC). Como o próprio nome diz, eles são compostos de várias lâminas que se movimentam de forma independente umas das outras e permitem que hora o feixe de radiação passe por elas, atingindo o volume alvo, hora não passe, poupando as estruturas sadias. Tudo isso é feito de forma dinâmica e quase imperceptível no momento da aplicação, já que o paciente apenas perceberá o acelerador linear girando ao seu redor sem qualquer contato físico.”
Para garantir a eficiência e reprodutibilidade na aplicação dessas técnicas de modulação é preciso também que o paciente seja bem imobilizado por máscaras termoplásticas confeccionadas de forma personalizada. Esta imobilização associada a dispositivos de imagem, acoplados ao acelerador linear, permite checar o posicionamento da região alvo antes de iniciar a entrega da dose em cada fração e assim garantir dose alta ao que necessita e dose baixa ao que se deve proteger.
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Postado no Facebook na quarta-feira, 7 de julho de 2021
Sobre o Oncoville
O Oncoville é uma clínica de excelência em radioterapia que oferece tratamento para o câncer de forma integral e personalizada, seguindo padrões internacionais de qualidade. O centro de oncologia dispõe de uma infraestrutura ampla e moderna para garantir bem-estar e conforto aos pacientes. Dispõe de equipamentos modernos e com tecnologia de ponta, como aparelhos de imagem IGRT, IMRT e Braquiterapia em 3D, de alta precisão, que, aliados a uma equipe multidisciplinar especializada, garantem um tratamento oncológico de qualidade com alto nível de satisfação. A clínica mantém uma equipe de profissionais especializados e atualizados para aplicar técnicas altamente avançadas como Radiocirurgia craniana, Radioterapia com Intensidade Modulada – IMRT, Radioterapia Guiada por Imagens – IGRT e Braquiterapia em 3D. A conjugação de um tratamento eficaz aliado à excelência do atendimento de uma equipe altamente especializada é nosso maior referencial.
Recentemente, a cantora Rita Lee anunciou que está em tratamento contra um câncer no pulmão esquerdo. O tumor está em fase inicial e foi diagnosticado após a realização de exames de rotina. Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que o câncer de pulmão é o segundo tipo mais comum entre homens e mulheres no Brasil (exceção do câncer de pele não melanoma), atingindo cerca de 30 mil brasileiros anualmente. Em 90% dos casos esse tumor está relacionado ao tabagismo.
O tratamento que a cantora está realizando é uma combinação de radioterapia e imunoterapia, segundo comunicado divulgado em seu perfil na rede social. As sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para aplicar a radiação no local afetado para o controle da doença, evitando o risco de metástase, que é quando o câncer se espalha pelo organismo atingindo outros órgãos.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que o tratamento do câncer é focado para que as células saudáveis não sejam atingidas, proporcionando mais qualidade de vida durante a radioterapia. “Hoje em dia, os serviços de Radioterapia, como os do Oncoville, dispõem de alta tecnologia para estudar o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação. Neste estudo é possível entender como o tumor se movimenta durante o ciclo respiratório e assim irradiá-lo de forma focada, precisa e em poucas aplicações. A técnica utilizada é a SBRT (Radioterapia Estereotáxica do Corpo), onde muitos campos pequenos de irradiação são dispostos para entregar altas de doses de tratamento em até 5 frações ao volume-alvo no pulmão”, destaca Petchvist.
Já a imunoterapia, um dos tratamentos mais modernos e eficazes para o câncer de pulmão e que tem o seu uso aprovado há cerca de quatro anos no Brasil, será responsável para que o próprio sistema imunológico do organismo reconheça as células do câncer e inicie o combate contra elas. Assim como qualquer tumor, as chances de cura vão depender muito do tipo de câncer no pulmão, do estágio da doença e da resposta ao tratamento.
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco, que é fator de risco para muitas doenças oncológicas e não oncológicas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o tabaco é responsável pela morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo. Desse total, mais de 7 milhões são resultado do uso direto desse produto e cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo. Pensando nesses números alarmantes, em 1987 a OMS criou o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio.
A data tem como principal objetivo alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, entre elas o câncer. Dentre os tipos de neoplasias que apresentam o tabagismo como fator de risco estão: câncer de pulmão, câncer de estômago, câncer de cólon e reto, tumores de cabeça e pescoço, câncer de rim e ureter, câncer do colo do útero, câncer de esôfago, câncer de bexiga, câncer de pâncreas, câncer de fígado e leucemia mieloide aguda.
Além do câncer, doenças do aparelho respiratório, por exemplo, doença pulmonar obstrutiva crônica, e doenças cardiovasculares, como, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral, o tabagismo também contribui para o desenvolvimento de outras doenças, como impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata e ainda contribui para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos que podem ser fatais.
Estimativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa apontam o tabagismo como o responsável pela morte de mais de 150 mil pessoas a cada ano no Brasil. Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas são fumantes no país, mas, graças às campanhas feitas em território nacional nos últimos anos, este número está caindo. Campanhas para a população parar de fumar são de extrema importância, ainda mais pelo fato de o tabagismo, segundo a OMS, ser considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
Lembre-se: ao parar de fumar o risco de desenvolver diversas doenças diminui gradativamente e o organismo vai se restabelecendo. É fundamental procurar ajuda de um especialista para o sucesso desse processo.
Com a evolução da tecnologia em radioterapia é possível reduzir o tempo total do tratamento do câncer de mama e com isso aumentar o conforto da paciente. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações. Com a evolução do tempo esse número pode baixar consideravelmente.
“A grande maioria das pacientes de câncer de mama poderá fazer o tratamento mais curto, porém, isso vai depender da avaliação individual de cada caso, que será definida pelo médico que acompanha a paciente e irá individualizar o seu tratamento”, aponta a rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, clínica de radioterapia de Curitiba.
O avanço da tecnologia abriu a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Uma das técnicas usadas é chamada de hipofracionamento, na qual poderá ser realizado o tratamento do câncer de mama. Mas doutora Paula Soares alerta: “A definição da melhor técnica a ser utilizada é definida individualmente, ou seja, para cada paciente, e de acordo com uma avaliação efetuada pela equipe composta pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, que assegura a administração da radiação (dose) ao paciente de forma segura e efetiva”, destaca.
De acordo com a médica, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias e o tempo de cada sessão é definido especificamente para cada paciente, mas poderá ficar em torno de 10 minutos ou até menos. Quanto aos efeitos colaterais, eles não se modificam quando comparados com os tratamentos mais longos do câncer de mama, sendo as reações de pele um dos mais frequentes.
A principal vantagem da realização de um tratamento mais curto é ficar menos tempo no Serviço de Radioterapia, principalmente para pacientes que residem longe do local onde será realizado o tratamento. Com isso, é possível evitar viagens longas e preservar ainda mais a qualidade dos dias durante o período em que estão realizando a radioterapi
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que no triênio 2020 a 2022 serão diagnosticados 625 mil novos casos de câncer a cada ano. O câncer de pele não melanoma será o mais incidente, com 177 mil casos, seguido pelos cânceres de mama e próstata, com 66 mil ocorrências cada, cólon e reto 41 mil, pulmão 30 mil e estômago 21 mil casos. No entanto, é fundamental ficar em alerta sobre os outros tipos de câncer, entre eles o melanoma.
O mês de maio foi escolhido para reforçar a importância da conscientização da população em relação à prevenção do melanoma, um tipo raro de câncer de pele, mas uma das formas mais agressivas e fatais da doença devido à sua alta possibilidade de provocar metástase. Segundo o INCA, em 2020, foram diagnosticados 8.450 novos casos, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres.
Assim como qualquer outro tipo de neoplasia, as chances de cura do melanoma são maiores quando o melanoma é descoberto nos estágios iniciais. Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Saiba mais sobre as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento:
Fatores de risco
Entre os principais fatores de risco estão a exposição prolongada e repetida ao sol, realização excessiva de bronzeamento artificial, ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Outro fator é ter história familiar ou pessoal de câncer de pele.
Diagnóstico
O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, pelo exame clínico. Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos exigem uma biópsia.
Tratamento
A cirurgia é o tratamento mais indicado para os pacientes com melanoma. No entanto, dependendo do estágio da doença, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser indicadas. Em casos de metástase, o melanoma é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico, uma vez que nos últimos anos novos medicamentos imunoterápicos foram introduzidos no tratamento.
ABCDE do câncer de pele
Para descobrir sinais de um possível tumor de pele, foi adotada a regra internacional “ABCDE”:
Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;
Bordas irregulares: contorno mal definido;
Dados apontam que cerca de dois terços dos pacientes portadores de câncer apresentarão metástases ósseas, mais comumente para a coluna vertebral. Uma metástase ocorre quando as células do câncer se espalham pelo corpo e invadem ossos, órgãos e tecidos adjacentes. Qualquer tipo de câncer é capaz de gerar metástase óssea, porém os que mais causam são justamente alguns dos mais incidentes na população brasileira, como os de mama, próstata e pulmão.
“A ocorrência de metástase óssea poderá ser em poucos meses ou até mesmo depois de anos a partir do diagnóstico da doença. A radioterapia tem um papel fundamental no tratamento da metástase óssea, que pode ser ablativo (curativo) da lesão óssea (geralmente em pacientes com poucas lesões) ou, às vezes, para alívio da dor causada pela lesão óssea. Usualmente, são tratamentos ambulatoriais muito efetivos, de curta duração e realizados em uma a cinco sessões, cita o rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, clínica de radioterapia.
Um dos problemas também apresentados pela metástase óssea é a dor e o risco de fraturas que podem ser minimizados quando submetidos à radioterapia local.
Técnicas de radioterapia
“Existem diversas técnicas de radioterapia que podem ser utilizadas no tratamento das metástases ósseas. A definição da melhor técnica e do número de sessões dependem das condições clínicas do paciente, do tipo de tumor, da localização da lesão óssea bem como dos tratamentos associados de quimioterapia, hormonioterapia ou imunoterapia utilizados pelo paciente”, cita Dr. Balloni.
A radioterapia é uma modalidade terapêutica que tem como principal objetivo inibir e/ou destruir a capacidade de crescimento de células tumorais. Para isso, usa radiação ionizante, que pode ser utilizada para tratar diversos tipos de tumores, que podem ser malignos ou benignos. É considerada um dos pilares no enfrentamento do câncer, juntamente com a cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e a imunoterapia.
Contar com uma equipe multidisciplinar altamente especializada assegura a excelência no tratamento e com isso os resultados podem ser mais assertivos. Além de contar com médicos, físicos médicos, enfermeiros, tecnólogos de radioterapia, a equipe é composta também pelos dosimetristas.
Segundo a American Association of Medical Dosimetrists – AAMD, o dosimetrista é um membro da equipe de radioterapia que tem conhecimento das características gerais e relevância clínica das máquinas e equipamentos de tratamento, está ciente dos procedimentos comumente usados na braquiterapia e tem a educação e perícia necessárias para gerar distribuições de dose (planejamentos) e cálculos de dose com a supervisão do físico médico e com o rádio-oncologista. Esse conceito é pactuado também pela Associação Brasileira dos Dosimetristas – ABD.
No Oncoville, as dosimetristas são responsáveis pela simulação do tratamento radioterápico, delineamentos dos órgãos que estão próximos à região de tratamento, fusão das imagens e cálculo de dose.
De acordo com a dosimetrista Nayara Saty Murakami, do Oncoville, “Na etapa da simulação, confeccionamos os acessórios imobilizadores para conforto do paciente e reprodutibilidade do posicionamento em todos os dias do tratamento. E é nessa etapa também que são feitas as marcações na pele do paciente, com uma caneta permanente e, logo em seguida, é colocado um adesivo transparente para que essas marcações não desapareçam. É importante o paciente manter as marcas na pele até o final do tratamento, porém quando iniciar o tratamento, os tecnólogos irão trocar os adesivos quando houver necessidade. Após a confecção dos acessórios e das marcações, realizamos o exame de tomografia computadorizada (TC) da região de tratamento”.
Delineamento dos órgãos de risco
Após a realização da tomografia computadorizada de planejamento, as imagens são inseridas no sistema de planejamento, e as dosimetristas delineiam os órgãos sadios que estão próximos da região de tratamento para, posteriormente, o médico delinear o local que irá tratar.
Fusão das imagens
Em muitos casos, para que o médico desenhe o local de tratamento, são necessários outros exames de imagem, como ressonância magnética e PET-CT, por exemplo, e é função do dosimetrista colocar esses exames no sistema de planejamento. “Por isso, é importante que o paciente traga seus exames no dia da simulação, pois poderemos utilizá-los para o planejamento”, cita Thayna Lechenacoski Kreknicki, também dosimetrista do Oncoville.
Cálculo de dose
O dosimetrista pode inserir no sistema de planejamento a melhor composição de campos de tratamento, para que a dose prescrita pelo médico seja entregue na região de tratamento, minimizando a dose nos tecidos circunvizinhos. E sempre com a supervisão de um físico-médico.
Acessórios imobilizadores para os tratamentos radioterápicos
Para fazer uma sessão de radioterapia são necessários acessórios imobilizadores, a depender da localização do tumor.
Colchão a vácuo: um acessório bastante versátil, já que pode ser moldado para tratamentos na região do tórax, abdome, pelve e extremidades. “Esse colchão fica bem rígido, com o formato do paciente e todas as marcas da pele precisam coincidir com as marcas feitas no colchão usado para o tratamento”, cita Nayara.
Suporte para joelho e pé: é um acessório bastante utilizado para tratamentos na região da pelve, em que o paciente precisa encaixar o joelho e o pé nos locais adequados para ficar na posição mais confortável possível.
Máscara termoplástica: é um acessório que é utilizado para tratamentos no crânio e no pescoço. Essa máscara é feita de um material termoplástico que fica flexível em água morna e enrijece com o formato desejado à medida que esfria. É necessário que o paciente fique aproximadamente 15 minutos com a máscara, que é o tempo de ela terminar de enrijecer.
Vale ressaltar que existem outros acessórios imobilizadores, e o melhor acessório imobilizador para o uso durante o tratamento será escolhido pela equipe médica na etapa da simulação. “Lembrando que todos os acessórios imobilizadores ficam no Oncoville, e só o paciente poderá usar”, cita Thayna.
O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado hoje, 8 de abril. A data surgiu para reforçar a importância sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), o número de casos de neoplasias vem crescendo nas duas últimas décadas, fazendo com que a prevenção continue sendo a principal arma contra a doença.
Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que no período de 2020 a 2022 serão 625 mil novos casos de câncer no Brasil por ano, sendo o câncer de pele não melanoma o mais incidente no país, com 177 mil novos casos. Em segundo lugar estão os tumores de mama e próstata, com 66 mil casos cada.
O INCA ainda reforça que cerca de 80% a 90% de todos os casos de câncer estão associados a fatores externos, como o tabagismo, exposição excessiva ao sol, hábitos alimentares, alcoolismo em excesso, fatores ocupacionais, entre outros que podem ser evitados.
Os números mostram que é fundamental a conscientização da população em manter hábitos saudáveis e também realizar os exames preventivos com frequência. Se você estiver com alguma dúvida ou reparou algo diferente em sua saúde, procure um especialista. Quando diagnosticado em caso inicial, as taxas de cura aumentam e os tratamentos são menos invasivos.
O Dia da Saúde e Nutrição, comemorado em 31 de março, tem como principal objetivo chamar a atenção sobre a importância de manter hábitos saudáveis e uma alimentação balanceada, com essa união é possível evitar diversos tipos de doenças, entre elas o câncer. No entanto, essa preocupação também vale para as pessoas que estão em processo de tratamento de algum tumor. Saiba um pouco mais sobre a importância de manter uma alimentação saudável durante a radioterapia:
- Uma dieta equilibrada oferecerá os nutrientes e energia fundamentais para que o organismo continue trabalhando corretamente, possibilitando uma melhor reação aos efeitos colaterais do tratamento;
- Especialistas apontam que é importante ingerir diferentes grupos de alimentos diariamente, uma vez que nenhum alimento contém todos os nutrientes necessários para uma dieta saudável;
- A alimentação deve conter porções de proteínas animal e vegetal, verduras, legumes, grãos e carboidratos;
- O consumo de no mínimo dois litros de água por dia também é de extrema importância;
- O paciente também pode adicionar outros líquidos para ajudar na hidratação, como chás, sucos naturais e água de coco;
- Bebidas alcoólicas podem ser utilizadas socialmente durante o tratamento. Mas atenção: vai depender do caso ou do uso de tratamento combinado. Pergunte ao seu médico.
Atenção: antes de iniciar qualquer plano alimentar, recomenda-se procurar a ajuda de um profissional capacitado, neste caso nutricionista. Dessa maneira, será possível elaborar uma dieta com cardápios individualizados e que atendam à necessidade do organismo
O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, é fonte na reportagem do Jornal Mundial News, da Rede Mundial, sobre a importância da vacina do HPV na prevenção de tumores, entre eles o câncer de colo do útero. Confira a entrevista completa.
Oncoville conquista certificação ONA Acreditação Nível 1 pela segurança do paciente e qualidade na assistência prestada
O Oncoville recebeu no dia 23 de fevereiro a acreditação ONA Nível 1, Acreditado, que avalia a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada, considerando os recursos disponíveis e sua complexidade.
Com foco na segurança do paciente, o Oncoville passou por uma avaliação detalhada feita por uma Instituição Acreditadora Credenciada – IAC e também por uma equipe de avaliadores habilitada pela ONA, que buscou evidências de conformidade com os padrões do Manual Brasileiro de Acreditação nas diversas áreas, incluindo a gestão organizacional, a segurança na assistência e as áreas de apoio.
De acordo com o superintendente técnico da ONA, Dr. Péricles Cruz, a certificação de uma organização de saúde mediante acreditação é um reconhecimento de que a instituição atende aos rigorosos padrões que a metodologia exige. Em mais de 20 anos de atuação, a ONA já certificou várias organizações de saúde. “A acreditação do Oncoville é válida por dois anos e será acompanhada por nossos avaliadores por meio de visitas periódicas de manutenção. O processo de acreditação é de caráter voluntário e educativo, não configurando uma fiscalização. No decorrer da avaliação todas as áreas da instituição são visitadas e mais de 1,7 mil requisitos verificados antes da homologação da acreditação”, explica.
“Estamos muito satisfeitos com a acreditação recebida, o que nos motivou ainda mais em alcançar a Acreditação em Excelência, Nível 2 e, posteriormente, o Nível 3, que é Acreditado Pleno. Os colaboradores continuam trabalhando para desenvolver e implementar ações de melhoria contínua em toda a instituição, visando primordialmente a segurança do paciente”, relata Allan Moraes, do setor de Qualidade do Oncoville.
Hoje, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Vamos aproveitar essa data para reforçar a importância de vocês, mulheres, cuidarem da saúde e principalmente de manter a prevenção do câncer.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA, o câncer de mama é o que mais atinge as brasileiras, sem contar o de pele não melanoma, com cerca de 29,7% dos casos. Em segundo lugar estão os tumores de cólon e reto com 9,2%. Na terceira posição, os casos de colo do útero com 7,5%. No TOP 5 ainda estão os casos de pulmão, que representam 6,2% dos diagnósticos, e os de tireoide com 4%.
Para detectar o câncer em fase inicial, quando há maior chance de cura e os tratamentos são menos agressivos, é de extrema importância fazer exames de prevenção periodicamente. Entre eles o autoexame das mamas, mamografia e papanicolau, por exemplo.
Feliz dia para todas as mulheres! Não apenas hoje, mas durante os 365 dias do ano.
Os dias parecem passar cada vez mais rápidos devido aos compromissos profissionais e pessoais assumidos. Nessas horas de correria, muitos optam por alimentos de fast food e se esquecem que precisam deixar um tempo para praticar exercícios físicos.
Além disso, quando se tem um tempo livre, muitas pessoas o utilizam para fumar, consumir bebidas alcoólicas, entre outros hábitos desfavoráveis à boa saúde. No entanto, manter essa rotina desregrada por muito tempo pode acarretar diversos problemas para a saúde, como o desenvolvimento de algum tipo de neoplasia, por exemplo.
Além de manter os exames periódicos em dia, o Instituto Nacional de Câncer – INCA aponta que as estratégias mais eficazes para prevenir o câncer são: a prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada, peso corporal adequado e manter hábitos saudáveis, como não fumar e evitar o consumo do álcool.
Estudos mostram que um estilo de vida com hábitos saudáveis pode reduzir o risco de quase todos os tipos de câncer.
Confira algumas dicas que irão te ajudar a manter uma vida saudável e a combater o desenvolvimento do câncer:
- Invista em uma alimentação rica em produtos de origem vegetal;
- Evite o consumo de alimentos ultraprocessados;
- Mantenha o peso corporal adequado;
- Não fume;
- Evite o consumo excessivo do álcool;
- Evite exposição ao sol prolongada sem filtro solar.
O câncer de próstata quando detectado em fases iniciais e tratado com cirurgia ou radioterapia tem taxa de cura equivalente que se aproxima de 100% em 5 anos. Dessa forma, o tratamento ideal para o câncer de próstata localizado ainda causa muita dúvida entre os pacientes e depende de vários fatores como doenças pré-existentes do paciente, expectativa de vida e características do câncer de próstata.
As opções de tratamento precisam ser esclarecidas aos pacientes por profissionais especialistas na área como urologistas oncológicos e rádio-oncologistas, principalmente em relação aos efeitos adversos, como complicações urinárias, sexual e intestinal, de cada modalidade de tratamento.
Estudos da literatura médica expõem uma grande variação nos efeitos colaterais de impotência sexual em casos tratados com cirurgia ou radioterapia. O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, explica que a impotência, por exemplo, está associada a diversos fatores, tanto físicos como psicológicos. A impotência sexual pode acontecer após a realização da cirurgia para a retirada da próstata ou após alguns anos do tratamento de radioterapia. “Vale lembrar que não existem estudos comparativos de toxicidade (efeitos colaterais) entre as técnicas de tratamentos modernas de cirurgia ou radioterapia”, cita.
Devido à escassez de dados e a necessidade de informar os pacientes no momento da escolha do tratamento do tumor de próstata em relação aos efeitos na qualidade de vida, um estudo com mais de 1.500 pacientes foi publicado no The Journal of the American Medical Association – JAMA, uma das revistas médicas de maior relevância mundial, em dezembro de 2019.
Os participantes do estudo submetidos a tratamento de câncer de próstata nos últimos dez anos com técnicas modernas de Radioterapia (IMRT) ou cirurgia (robótica) foram avaliados periodicamente por questionários em relação à função sexual, intestinal e urinária. O resultado mostrou que pacientes tratados com radioterapia de intensidade modulada reportaram nos questionários de qualidade de vida menor efeito urinários e sexual.

