Uso da radioterapia no tratamento de linfomas

O linfoma é um dos tipos mais comuns de câncer no sangue. Afeta os linfócitos, que são um tipo de glóbulo branco, que viajam pelo sangue e pelo sistema linfático para defender o corpo contra invasores estranhos. Os linfomas possuem altos índices de cura, porém, quanto mais cedo diagnosticados ou com estádio mais inicial da doença, melhores serão os resultados. A taxa de cura é grande, porém é de relevante importância que as pessoas fiquem atentas aos principais sintomas.

De acordo com a rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, a radioterapia é adotada como parte do tratamento para a maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin e consiste na radiação do órgão-alvo com doses fracionadas. “A radioterapia atua como tratamento adjuvante, ou seja, após a quimioterapia”, explica.

Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam, para o Linfoma de Hodgkin (LH), uma estimativa anual média de casos novos (triênio 2023–2025): 3.080 casos, sendo 1.500 em homens, 1.580 em mulheres, com taxa bruta de aproximadamente 1,4 casos por 100 mil habitantes para ambos os sexos. Para o Linfoma não Hodgkin (LNH), a estimativa anual média de casos novos é de 12.040 casos, sendo 6.420 em homens e 5.620 em mulheres. Esse tipo de LNH é o nono tipo de câncer mais frequente nos homens, e o nono em mulheres, excluindo tumores de pele não melanoma. O tratamento pode envolver radioterapia, quimioterapia e transplante de medula óssea.

Os linfomas geralmente se desenvolvem quando uma alteração ou mutação ocorre dentro de um linfócito, fazendo com que a célula anormal se replique mais rápido ou viva mais do que um linfócito normal. Como os linfócitos normais, os linfócitos cancerosos podem viajar pelo sangue e pelo sistema linfático e se espalhar e crescer em muitas partes do corpo, incluindo os gânglios linfáticos, baço, medula óssea e outros órgãos. São divididos em dois tipos: Linfoma de Hodgkin e Linfoma não-Hodgkin, sendo que ambos os tipos afetam os linfócitos.

O principal exame para diagnosticar o linfoma de Hodgkin é a biópsia de um dos linfonodos comprometidos. Caso seja confirmado, é preciso realizar mais exames para verificar extensão da doença ou o seu estadio.

Quais os sintomas?

Um sintoma característico de linfoma são os caroços ou nódulos, que são gânglios linfáticos inchados (glândulas). Outros sintomas do linfoma são febre, perda de peso, suor noturno.

Ainda não se sabe o que faz surgir um linfoma, mas existem alguns fatores que podem aumentar um pouco o risco de desenvolver a doença, como idade, sexo (já que costuma afetar um pouco mais os homens), história da família, imunidade reduzida e infecções.

Tratamento com IMRT

Os tratamentos para linfoma podem variar dependendo do tipo de linfoma e incluem quimioterapia, radioterapia e terapias direcionadas. “A decisão de usar radioterapia vai depender do tipo de linfoma, do estágio da doença, da resposta à quimioterapia bem como idade, condições gerais de saúde do paciente e da localização do tumor. Atualmente, são usadas técnicas modernas, como, por exemplo, a IMRT (Radioterapia de Intensidade Modulada), quando indicada. Essa técnica ajuda a proteger tecidos saudáveis e reduzir efeitos colaterais, conforme aponta Paulo Petchevist, físico médico do Oncoville.

A radioterapia tem como objetivo principal eliminar doenças residuais, consolidar a resposta ao tratamento, evitar recidivas locais, paliar sintomas (em doença avançada ou recidivada).

Uma notícia pegou todos os amantes do rock nacional de surpresa. O guitarrista da banda Titãs, Tony Belloto, divulgou em suas redes sociais que foi diagnosticado com câncer de pâncreas durante exames de rotina. Na nota, o marido da atriz Malu Mader também comunicou que passará por uma cirurgia e ficará afastado dos palcos.

Para o triênio de 2023 a 2025, o Instituto Nacional de Câncer – INCA estima a ocorrência de 10.980 novos casos anuais de câncer de pâncreas. A detecção precoce é desafiadora devido à natureza silenciosa dos sintomas iniciais. Portanto, é fundamental estar atento aos fatores de risco e buscar orientação médica diante de quaisquer sinais suspeitos.

A radioterapia desempenha um papel significativo no tratamento desse tipo de câncer, que afeta ligeiramente mais os homens do que as mulheres. Em alguns casos, a radioterapia pode ser usada antes da cirurgia para tentar reduzir o tumor e aumentar as chances de uma remoção completa. No Oncoville utilizamos a técnica Radiocirurgia Estereotáxica Corpórea (SBRT).

Lembre-se: a escolha pelo uso da radioterapia depende de uma avaliação multidisciplinar entre oncologistas clínicos, cirurgiões e rádio-oncologistas. Seu papel depende do estágio da doença e das condições do paciente.

A Organização Mundial da Saúde – OMS fez um alerta importante no Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro): a cada minuto, 40 pessoas são diagnosticadas com a doença em todo o mundo e submetidas a tratamentos oncológicos.

O diretor-geral da entidade mundial, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a OMS trabalha com parceiros para criar coalisões globais, catalisar ações locais e amplificar as vozes de pessoas afetadas pelo câncer. A OMS atua em diversas áreas, desde o fornecimento de medicações para tratamentos oncológicos pediátricos até campanhas globais para a eliminação do câncer cervical. “Estamos trabalhando para melhorar a vida de milhões de pessoas”, disse Tedros.

Veja as orientações publicadas pela OMS para reduzir o risco de câncer:
√ Não fumar;
√ Praticar atividade física regularmente;
√ Comer frutas e verduras;
√ Manter um peso corporal saudável;
√ Limitar o consumo de álcool.

→ E não se esqueça: consulte o médico regularmente, faça check-up anual e exames preventivos. Sua saúde agradece.

No último dia 3 de agosto, o médico rádio-oncologista do Oncoville, Dr. Daniel Neves, participou da segunda edição do GI Update Curitiba, que discutiu as novidades no tratamento dos tumores gastrointestinais apresentadas em grandes eventos internacionais, como a ASCO Gastrointestinal Symposium, ASCO Annual Meeting e ESMO World Congress on Gastrointestinal Cancer.

As áreas abordadas durante as palestras e discussões foram cirurgia, oncologia clínica e radioterapia. Dr. Daniel Neves participou do bloco Reto e Canal Anal, destinado às novidades sobre os tumores colorretal.

“Participar de eventos dessa magnitude é muito importante para a troca de experiências com os colegas, permitindo avaliação/discussão de melhores opções de tratamento para os nossos pacientes”, destaca o rádio-oncologista.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam para 2024 mais de 45 mil novos casos de câncer colorretal (cólon, reto e canal anal), sendo que desse total 18% serão na população da região Sul. Os dados colocam esse tipo de câncer como o terceiro mais prevalente em homens e mulheres.

Durante o inverno muitos lembram de cuidados para evitar resfriados, gripes ou que a imunidade fica baixa. No entanto, se esquecem que a saúde bucal também deve ter atenção redobrada nas épocas mais frias do ano, principalmente para os pacientes oncológicos. 

É comum que no inverno haja uma redução do consumo de água e uma tendência à ingestão de alimentos “mais pesados”, o que pode causar impacto na saúde bucal. Sem hidratação suficiente a boca fica mais seca, e a alimentação inadequada e higiene bucal deficiente são condições capazes de provocar cáries, por exemplo.

Os pacientes oncológicos devem reforçar ainda mais os cuidados. O câncer não precisa ser necessariamente em região de boca ou face para causar complicações diretamente na cavidade oral durante e após o tratamento oncológico.

“As complicações bucais agudas e tardias do tratamento oncológico podem ser prevenidas ou minimizadas se o paciente for corretamente orientado e assistido por um cirurgião-dentista especialista. O acompanhamento odontológico causa um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes oncológicos”, ressalta a cirurgiã-dentista do Oncoville, Aristilia P. Tahara Kemp.

Prevenção durante todas as estações do ano

O encerramento da campanha Julho Verde não significa que os cuidados devem ser deixados de lado, muito ao contrário. Vale ressaltar que sempre é melhor prevenir do que remediar. E a prevenção, neste caso, é muito importante. Há um ditado que diz que “a saúde começa pela boca”, afinal, o aparecimento de doenças bucais pode ser reflexo de alguma doença do corpo ou mesmo a alteração da boca pode levar a alguma doença sistêmica. Por isso, os cuidados devem permanecer durante o ano todo. Escovar os dentes após as refeições e fazer consultas regulares com o cirurgião-dentista são métodos importantes de prevenção das patologias bucais.

Independente da época do ano, cada estação merece o devido cuidado. E fica o alerta: ao perceber qualquer alteração na região bucal ou no organismo, e que não passam rapidamente ou que surgiram sem motivo aparente, procure a ajuda de um especialista. Ele irá te encaminhar para os profissionais que podem avaliar e diagnosticar de forma correta qualquer doença benigna ou maligna. Fique atento aos sinais do seu corpo!

O câncer de boca afeta lábios, estruturas da boca, como gengiva, língua, céu da boca, soalho bucal (região embaixo da língua), palato e região retromolar (atrás dos dentes do siso). A doença é mais comum em homens acima dos 40 anos, sendo a maioria dos casos diagnosticados em estágios avançados.

“Com diagnóstico precoce, que é o fator principal para a cura da doença, tem-se 90% de chance cura, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP)”, destaca a cirurgiã-dentista do Oncoville, clínica de radioterapia, Dra. Aristilia Pricila Tahara Kemp.

HPV: causador do câncer de boca

Já é senso comum que bebidas alcoólicas em excesso e o tabagismo são os vilões do câncer de boca. Porém, há outro fator de risco que merece muita atenção: o HPV – sigla em inglês para papilomavírus humano.

O HPV é um vírus que favorece o aparecimento do câncer na região de orofaringe, mas está presente apenas em um pequeno número de casos de tumores malignos na boca. Ele é mais comum em garganta, amígdalas e o terço mais posterior da língua – cerca de 70% dos pacientes com cânceres nessas regiões têm o vírus. A família do vírus HPV compreende mais de 200 tipos diferentes, porém, somente nove são caracterizados como de alto risco para câncer. O HPV16, por exemplo, é fortemente associado ao câncer de orofaringe.

Estimativa do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos aponta que 80% das pessoas serão infectadas pelo HPV em algum momento de suas vidas e que 99% delas estarão livres do vírus em função de seu próprio sistema imunológico. Mas ainda se tem esse 1%.

Por isso, a recomendação é tomar a vacina contra o HPV. Desde 2014, o programa de vacinação brasileiro oferece a vacina para meninas de 9 a 15 anos e para meninos de 11 a 14 anos nos postos de saúde. É fundamental a população ter consciência da importância da vacinação contra o HPV, pois, além do câncer de cabeça e pescoço, ajuda na prevenção contra outros tipos de câncer, como do colo do útero.

Higiene bucal

Em 2019, o Indian   Journal of Surgical Oncology publicou um estudo que concluiu que a má higiene oral está fortemente associada ao câncer oral. A doutora Aristilia Pricila Tahara Kemp alerta sobre a importância da escovação adequada, o uso correto do fio dental e a utilização de dentifrícios fluoretados e enxaguante oral. “Se você perceber qualquer alteração na cavidade bucal, é importante consultar um especialista em estomatologia, cirurgião-dentista especializado no diagnóstico de lesões de boca, que irá ajudá-lo no correto diagnóstico.”

Os dois principais tipos são o carcinoma de pequenas células e o carcinoma de não pequenas células

Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que o câncer de pulmão é o segundo tipo mais comum entre homens e mulheres no Brasil (exceção do câncer de pele não melanoma), atingindo cerca de 30 mil brasileiros anualmente. Em 90% dos casos esse tumor está relacionado ao tabagismo. Além disso, há, também, fatores ligados à poluição do ar e à exposição a agentes químicos ou físicos. 

As estimativas do INCA reforçam a importância de conscientizar a população sobre esse tipo de câncer que afetará em homens, cerca de 18 mil novos casos, e em mulheres 14 mil novos casos. Uma das melhores formas de prevenção é evitar o consumo de tabaco e manter o distanciamento de pessoas que fumam, evitando a exposição passiva.

Os dois principais tipos de câncer de pulmão são o carcinoma de pequenas células e o carcinoma de não pequenas células. Eles se diferenciam pela aparência de suas células. O carcinoma de pequenas células é o tipo mais agressivo de câncer e pode se disseminar rapidamente para outras partes do corpo, gerando metástases. Está fortemente vinculado ao consumo de tabaco. Já o carcinoma de não pequenas células é o tipo mais frequente, sendo responsável por 90% dos casos. 

Ao perceber algum sintoma, busque um especialista

Os sintomas do câncer de pulmão costumam aparecer quando a doença já está em um estágio avançado, como tosse ou rouquidão persistentes, escarro com sangue, cansaço e falta de ar, dor no peito e perda de peso e apetite. Ao sentir alguns desses sintomas, é recomendado procurar orientação médica imediatamente. Caso o diagnóstico da doença se confirme, é preciso dar início ao tratamento, visando um melhor prognóstico.

Pessoas que fumam devem estar em alerta e fazer os exames de rotina regularmente. Para fumantes acima de 50 anos é recomendado, como forma de rastreamento, a Tomografia Computadorizada de Tórax com baixa dose de radiação (TCBD), que deverá ser feita anualmente. A TCBD deverá ser indicada sob orientação médica.

Tratamento pode ser feito com radioterapia

Assim como qualquer tipo de câncer, o tratamento vai depender do estágio da doença, podendo ser utilizadas a cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. O físico-médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que as sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para atingir o local afetado para o controle da doença, com o objetivo de reduzir os sintomas e diminuir a possibilidade de progressão.

“Hoje em dia, os serviços de radioterapia dispõem de alta tecnologia para estudar o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação. Neste estudo é possível entender como o tumor se movimenta durante o ciclo respiratório e assim irradiá-lo de forma focada, precisa e em poucas aplicações. A técnica utilizada é a SBRT (Radioterapia Estereotáxica do Corpo), onde muitos campos pequenos de irradiação são dispostos para entregar altas de doses de tratamento em até 5 frações ao volume-alvo no pulmão”.

Ao realizar a programação do tratamento, que é feita inicialmente antes do tratamento propriamente dito, também é realizado um estudo do movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação, assim é possível entender como ele se movimenta durante o ciclo respiratório e possibilitando a irradiação de forma focada, precisa e com poucas aplicações. “Técnicas que conformam e/ou modulam o feixe de radiação quando associadas a técnicas de localização, como a IGRT (Radioterapia Guiada por imagem), trazem resultados muito consistentes, pois têm a capacidade de entregar altas doses ao volume-alvo, preservando muito os tecidos e órgãos circunvizinhos a ele. Outra possibilidade é usar a tomografia 4DCT aliada à Radioterapia, então chamada de técnica de Radioterapia 4D, torna possível tratar um alvo móvel num instante específico em que ele se afasta dos órgãos sadios próximos. Para isso, esta técnica utiliza o próprio movimento respiratório do paciente para ligar e desligar o feixe de radiação de acordo com a posição do volume-alvo”, ressalta.

Hábitos saudáveis devem permanecer após o tratamento

Estudos indicam que a probabilidade de retorno da doença varia de acordo com o estágio, de 1 a 4, com o tipo de câncer e com os hábitos da pessoa. Essa possibilidade de o tumor voltar não é exclusivo do câncer de pulmão. No entanto, esses pacientes, em alguns casos, voltam a fumar após o tratamento, contribuindo para o retorno da doença. Mesmo depois do tratamento, é fundamental a pessoa manter hábitos saudáveis e não deixar de realizar exames de rotina indicados pelos médicos.

O tabagismo está diretamente relacionado ao desenvolvimento do câncer bucal, neoplasia que está entre as dez mais comuns entre os brasileiros. O câncer bucal é um conjunto de tumores malignos que afeta várias regiões da boca como os lábios, língua, gengiva e “céu” da boca.

Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que o câncer de boca surge como um dos mais incidentes entre os fumantes, principalmente em homens acima de 40 anos e predileção a raça branca. Estimativas mostram que anualmente são diagnosticados mais de 15 mil novos casos do câncer bucal, sendo que somente na população masculina o número chega a 11 mil. As regiões Sul e Sudeste têm o maior índice de tabagismo e a maior taxa de mortalidade decorrente do câncer bucal.

A cirurgiã-dentista do Oncoville, Aristilia P. Tahara Kemp, explica a relação entre o desenvolvimento dos tumores na boca e o abuso de substâncias como o tabaco. “Tabagistas representam 80% dos casos de câncer bucal com o risco proporcional à quantidade consumida. Além disso, a chance de os tabagistas desenvolverem câncer bucal é de 6 a 16 vezes maior que os não tabagistas. Vale ressaltar que o fumante é exposto a quase 5 mil substâncias tóxicas, sendo 60 destas carcinogênicas. Adicionalmente, além do cigarro convencional, é preciso evitar o consumo de seus derivados, como os nargilés e agora, mais recentemente, os cigarros eletrônicos”, destaca. O tabagismo é apontado como o principal fator de risco para esse tipo de tumor, seguido pela infecção por Papilomavírus Humano (HPV).

“Entre os principais sintomas do câncer de boca está a presença de uma lesão, como uma afta que não cicatriza. Outras mudanças que a pessoa deve ficar atenta é quando surgem nódulos no pescoço, sangramento bucal, dificuldade na abertura bucal ou mastigação, mobilidade ou perda dentária sem motivo aparente, mau hálito persistente, manchas brancas ou avermelhadas na boca, perda de peso, rouquidão ou alteração na voz, entre outros. Surgindo qualquer sintoma, é fundamental buscar um atendimento odontológico”, destaca Aristilia P. Tahara Kemp.

Além de evitar os hábitos nocivos, é importante que a população se conscientize sobre a importância de manter a saúde bucal em dia com avaliações clínicas periódicas e preventivas para o câncer bucal. O diagnóstico precoce do câncer na região da boca pode apresentar até 80% de chances de cura. O diagnóstico dessa neoplasia geralmente é feito por meio de exame clínico com o cirurgião-dentista e biópsia da lesão. Já as principais formas de tratamento podem envolver a cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Com o objetivo principal de proporcionar uma experiência marcada pelo acolhimento, o Oncoville oferece ao paciente o Serviço de Concierge, desde 2020, com a premissa de auxiliá-lo nas mais diversas necessidades, como, por exemplo, tirar dúvidas, agilizar solicitações de exames, realizar busca ativa por exames e laudos de outras instituições, assegurando que o período em que o paciente estiver na clínica seja voltado ao seu tratamento e da forma mais tranquila possível.

A responsável pelo Serviço de Concierge do Oncoville, Juliani Barbist Lisboa, explica que essa assistência é prestada de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e está disponível desde a admissão do paciente. Por meio desse serviço se estabelece uma ponte entre o paciente e o atendimento médico, encurtando os caminhos com contato e orientações sobre exames, agendamentos, preparos e retorno, ou seja, o paciente recebe auxílio durante todo o processo, desde sua chegada até o final do tratamento. “Todo o trabalho foi desenvolvido para que o nosso paciente esteja focado somente no seu tratamento, agilizando as questões burocráticas a fim de lhe proporcionar tranquilidade nesse momento delicado de sua etapa de vida.”   

Com esse serviço, o Oncoville também tem um ganho ainda maior em relação à eficiência na prestação dos serviços dentro da clínica, tendo em vista que o concierge atua diretamente com o paciente para assegurar sua satisfação. A função do concierge é transmitir toda a confiança e segurança possível ao paciente durante o período completo do seu processo de tratamento, trata-se de um profissional apto para orientar, acolher e suprir integralmente as suas necessidades. “Todos os pacientes que buscam tratamento no Oncoville têm à sua disposição os serviços citados, além de contar com um número de WhatsApp exclusivo para atendimento”, destaca Juliani Barbist Lisboa.

O Dia Internacional da Luta contra a Endometriose é hoje, 7 de maio, e serve como mais um alerta para as mulheres ficarem atentas a essa doença que atinge entre 6% e 10% da população mundial feminina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 190 milhões de mulheres enfrentam o problema no mundo. Por ser uma doença dependente das variações cíclicas de estrogênio, afeta mulheres em idade reprodutiva, ou seja, período em que a mulher pode ter filhos.

Dados do Ministério da Saúde apontam que uma em cada dez mulheres brasileiras tem endometriose, acometendo cerca de 7 milhões de mulheres, o que torna a doença um problema de saúde pública no país devido à sua alta prevalência.


Entre as formas de tratamento está a radioterapia convencional, além da possibilidade de utilizar a braquiterapia, braquiterapia de baixa taxa de dose (LDR), braquiterapia de alta taxa de dose (HDR). No Oncoville, uma das formas de tratamento é a braquiterapia ginecológica 3D, que pode ser usada também como forma terapêutica para os tumores de colo uterino e de endométrio. O uso desta técnica garante maior precisão e menor efeito colateral. É importante lembrar que cada paciente deverá seguir um tratamento indicado para o seu tipo de tumor, estágio e os aspectos de sua saúde em geral.

Ao primeiro sinal de indisposição, dor ou mal-estar, apesar de não ser o mais indicado, a maioria das pessoas se automedica, o que pode acarretar em uma série de problemas para o organismo. Na tentativa de solucionar o incômodo, a automedicação pode causar uma intoxicação medicamentosa e até a piora dos sintomas.

O uso de medicamentos deve ser feito sempre com cautela, com prescrição médica e sempre com orientação de um profissional farmacêutico ou da saúde capacitado para esse fim.

Com o intuito de aumentar a conscientização da população sobre a importância de evitar a prática, foi criado o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 5 de maio. A data é focada em ações que alertam sobre os riscos de utilizar medicamentos sem prescrição médica, já que essa prática pode causar alergias, intoxicações, interações medicamentosas, dependência, resistência a microrganismos, até casos mais graves, podendo inclusive levar à morte.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Uso Racional de Medicamentos foi definido como a situação em que “os pacientes recebem medicamentos adequados às suas necessidades clínicas, em doses que atendam às suas necessidades individuais, por um período de tempo adequado e ao menor custo possível”.

Cuide-se, não tome medicamentos por conta própria. Faça uso de forma segura. Proteja você e sua família.

Por Michelle Ramanzin, farmacêutica Responsável técnica do Oncoville.

A atriz Olivia Munn, de 43 anos, divulgou recentemente que está se enfrentando um tipo de câncer de mama agressivo conhecido como Luminal B. Olivia, que já trabalhou no filme “X-Men”, passou por uma mastectomia dupla, medida preventiva tomada apenas um mês após a biópsia que confirmou a presença do câncer. Ainda segundo divulgação na imprensa, a atriz mencionou ter se submetido a três cirurgias diferentes em um período de 10 meses.

Existem subtipos de câncer de mama, classificados de acordo com a condição molecular. É ela que define a presença, nas células do tumor, de proteínas chamadas receptores hormonais (estrogênio e/ou progesterona) e de proteína HER2 em grande quantidade.

Os quatro subtipos são: Luminal A, Luminal B, HER2 e Triplo negativo.

A forma de tratamento para o subtipo Luminal B pode incluir cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e hormonioterapia, variando caso a caso. Conhecer o subtipo de câncer de mama é fundamental, pois, a depender de outras características do tumor, como tamanho, por exemplo, é possível a adoção de um protocolo que consiga o melhor tratamento para a paciente.

Tratamento com radioterapia

De acordo com o físico médico Otávio Riani de Oliveira, do Oncoville, clínica de radioterapia, o uso de tecnologia de ponta, como o acelerador linear TrueBeam, trouxe ganhos às pacientes que tratam câncer de mama. “Com o novo aparelho é possível realizar a técnica conhecida como Deep Inspiration Breath Hold (DIBH), quando a paciente enche o pulmão de ar e segura por um tempo. Importante para o tratamento do câncer de mama, quando o tumor está no lado esquerdo, já que é possível afastar, com essa respiração profunda, o coração da paciente do local onde será realizada a radioterapia. Se antes era possível causar algum efeito colateral cardíaco a longo prazo, essa probabilidade hoje é minimizada.”

Outro benefício para as mulheres em tratamento de câncer de mama é a possibilidade de elevar as doses durante as sessões para realizar um tratamento mais ágil, com alta precisão, número reduzido de sessões e menor risco de efeitos colaterais, o que traz maior qualidade, conforto e comodidade para a paciente.

Durante o tratamento com radioterapia toda a equipe multiprofissional fica envolvida com o paciente. Além do médico radioterapeuta, oncologista clínico, físico médico, nutricionista, enfermagem, entre outros, a equipe da Farmácia também é parte primordial para o sucesso de um tratamento oncológico com uso da radioterapia.

O Oncoville possui a recertificação de Acreditado Nível 1 – Acreditado, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), sendo assim, a Farmácia trabalha obedecendo padrões de certificação, de forma multidisciplinar e multissetorial, visando garantir a segurança e a qualidade no atendimento oferecido. A farmacêutica responsável técnica do Oncoville, Michelle Ramanzin, explica que a Farmácia Clínica é uma das áreas mais importantes da farmácia, onde o farmacêutico pode conhecer um pouco melhor o estado geral de saúde do paciente, seus medicamentos de uso contínuo e avaliar se esses medicamentos terão algum tipo de interação com os que serão utilizados por ele durante seu tratamento com radioterapia.

A farmácia é responsável por toda a cadeia de insumos, desde a sua aquisição até a sua dispensação final aos setores de destinos e pacientes. “Todos os nossos fornecedores são qualificados seguindo critérios rigorosos de especificação e constantes avaliações de desempenho e qualidade. Na Farmácia são preparados os kits de materiais e medicamentos necessários para o tratamento do paciente. Esses kits são personalizados de acordo com o tratamento radioterápico que o paciente irá receber”, ressalta a farmacêutica do Oncoville. 

Processo totalmente digitalizado

O processo de dispensação de medicamentos é totalmente digitalizado. Com o uso de código de barras, é possível garantir a rastreabilidade dos medicamentos dispensados, aumentando a segurança no uso dos medicamentos, evitando assim erros de dispensação e administração dos medicamentos.

Michelle Ramanzin destaca que para a farmácia clínica o farmacêutico utiliza um formulário padronizado onde as informações são coletadas: sobre o estado de saúde geral, medicamentos que já utiliza (MUC), como dose, via, frequência e outros dados que possam ajudar a identificar uma possível interação medicamentosa ou algum evento adverso. 

Caso seja identificado algum risco potencial ao paciente, o farmacêutico entra em contato com o médico para um posicionamento, se altera o item ou se esse item é mantido. “O farmacêutico sempre trabalha em conjunto com a equipe multiprofissional, garantindo a segurança do paciente, de seu tratamento, bem-estar e promovendo o uso racional dos medicamentos”, finaliza Michelle Ramanzin.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que são esperados 704 mil casos novos de câncer no Brasil para 2024, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência. Estudos mostram que um estilo de vida com hábitos saudáveis pode reduzir o risco de quase todos os tipos de câncer. Além de manter os exames periódicos em dia, o INCA aponta que as estratégias mais eficazes para prevenir o câncer são: a prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada, peso corporal adequado e manter hábitos saudáveis, como não fumar e evitar o consumo do álcool.

É importante lembrar que manter hábitos saudáveis é uma das maneiras para ajudar no combate ao desenvolvimento de doenças como o câncer. Já é de conhecimento que uma parte significativa dos tumores está associada a fatores de risco modificáveis, ou seja, aqueles que podem ser evitados. Saiba o que fazer para reduzir o risco de desenvolver um câncer:

Movimente-se e deixe o sedentarismo de lado

A prática de atividade física regular é uma estratégia importante para se manter saudável, independentemente da idade. Segundo estudos, a atividade física pode diminuir o risco de certos tipos de câncer, além de impactar na redução de uma série de outras condições médicas sérias e comuns. A recomendação é 150 minutos por semana ou 30 minutos por dia.

O seu peso corporal está ideal?

Estudos populacionais sugerem que a obesidade e o sobrepeso estão ligados a um aumento geral do risco de desenvolver diversos tipos de tumores. Entre eles, destaque para o câncer de mama, principalmente em mulheres que estão na pós-menopausa, câncer colorretal, de endométrio, de esôfago e de fígado.

Evite o excesso de bebidas alcoólicas

O uso de álcool é responsável por cerca de 6% de todos os cânceres e 4% de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos. O consumo excessivo está relacionado a tumores de cabeça e pescoço (boca, garganta), esôfago, fígado e mama, entre outros. Por isso, a recomendação é tolerância zero para bebidas alcoólicas.

Pare de fumar! O uso do tabaco continua sendo uma das principais causas de mortes evitáveis em todo mundo. Em média, as pessoas que fumam morrem cerca de 10 anos mais cedo do que as pessoas que nunca fumaram. Além de aumentar o risco de câncer, fumar pode causar várias doenças, como infecções respiratórias, impotência sexual, osteoporose, catarata, entre outras, e danificar quase todos os órgãos do corpo.

O Oncoville, clínica de radioterapia, recebeu na noite da última terça-feira, dia 2 de abril, o Prêmio Consagração Pública Municipal, proposto pelo vereador Alexandre Leprevost (Solidariedade), como forma de homenagem em relação à excelência aos serviços prestados, desde 2005, para a população de Curitiba e outras regiões do estado e do Brasil. A premiação faz parte das celebrações do aniversário da cidade e Câmara legislativa, celebrados no dia 29 de março.

A homenagem foi realizada pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no Palácio Rio Branco, localizado na região central da capital paranaense. Para Otávio Riani de Oliveira, físico-médico do Oncoville que representou a clínica na premiação, esse reconhecimento é muito importante, pois reafirma o trabalho que é realizado para oferecer tratamento para o câncer de forma integral, personalizada e, acima de tudo, humanizada.

Imagem: Carlos Costa/CMC

O artigo intitulado “Meta-Análise da radiodifusão corporal Stereotática em metástases ósseas não espinhais”, publicado no International Journal of Radiation Oncology, Biology, Physics, em janeiro deste ano, teve como propósito mostrar a eficácia e segurança da radiação corporal estereotáxica (SBRT) para pacientes com metástases ósseas não espinhais. Foi realizada, também, uma revisão sistemática metanálise para avaliar os resultados do tratamento da SBRT na NSBM.

Dados agrupados mostraram que a radioterapia estereotáxica corporal (SBRT) é um tratamento seguro e eficaz, tem baixas taxas de falhas locais e fraturas, bem como toxicidade grave mínima.

“A SBRT adota vários conceitos empregados em radiocirurgia craniana para lesões extracranianas. A utilização de campos de radiação estreitos, altas doses em poucas sessões (de uma até cinco) utilizando técnicas de localização estereotáxica são algumas das características que tornam possível tratar lesões localizadas principalmente em pulmão, fígado e vértebra”, aponta o físico-médico Paulo Petchevist, da clínica de Radioterapia Oncoville.

Os pesquisadores do estudo realizaram uma metanálise de sete ensaios, incluindo 807 pacientes com 1.048 metástases ósseas não espinhais tratados com radiação corporal estereotáxica. Os indivíduos tiveram período de acompanhamento mediano de 7,6 a 26,5 meses.

Informação relevante destaca que os ossos são locais comumente afetados por metástase neoplásicas, e as lesões não espinhais são cerca de 30% das metástases ósseas. A radiação corporal estereotáxica pode ser uma opção de tratamento viável, mas, neste cenário, a segurança e a eficácia desse tratamento em longo prazo são limitadas.

O estudo destaca que os locais mais comuns para realização da SBRT foram pelve (39,2%), costelas (25,8%), fêmur (16,7%) e região do úmero/ombro (8,7%). A dose mediana biologicamente eficaz de SBRT foi de 56,7 Gy, correspondendo a uma dose de 33 a 34 Gy em cinco frações ou 28 a 29 Gy em três frações. Foi utilizada a metarregressão para examinar fatores clínicos e de tratamento associados a desfechos de interesse, como falha local, fratura patológica, sobrevida global, sobrevida livre de progressão e toxicidade.

Uma das conclusões que o estudo apresenta é que embora a metanálise demonstre segurança e eficácia da SBRT com toxicidades “incomuns” de grau 3, os autores enfatizam que “a consideração cuidadosa do volume-alvo é crucial devido à sua associação com um maior risco de fratura”.

Sobre o estudo

A pesquisa foi liderada pelo Dr. Fabio Ynoe Moraes, Ph.D., afiliado à Divisão de Radioterapia Oncológica do Kingston General Hospital, no Canadá.

O desenho retrospectivo da maioria dos estudos levou à heterogeneidade na amostra de pacientes, com diferentes volumes-alvo de tratamento, dose/fracionamento da SBRT e locais tratados. Não houve avaliação do alívio da dor com a radioterapia, principalmente devido a uma alta taxa de lesões ósseas não espinhais assintomáticas tratadas.

A conscientização é a chave para uma abordagem preventiva dos tumores femininos. Para detectar o câncer em fase inicial, quando há maior chance de cura e os tratamentos são menos agressivos, é importante realizar os exames de prevenção periodicamente. Embora as mulheres tenham hoje maior consciência quanto à importância da prevenção de doenças como o câncer de mama, por exemplo, este é o que mais atinge as brasileiras, com cerca de 29,7% dos casos. Em segundo lugar estão os tumores de cólon e reto com 9,2%. Na terceira posição, os casos de colo do útero com 7,5%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA.

Saiba mais como é a prevenção e o tratamento com a radioterapia dos principais tipos de câncer femininos:

Câncer de mama

O autoexame mensal das mamas e a mamografia são os principais aliados no diagnóstico precoce do câncer de mama. O avanço da tecnologia trouxe a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia durante os tratamentos dessas pacientes, em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. 

Hoje, o número total de dias de tratamento pode variar entre 5 e 16 dias, conforme avaliação do rádio-oncologista. Há, ainda, a possibilidade de algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias, de acordo com uma avaliação caso a caso, cujo tempo de cada sessão também é definido individualmente, podendo se dar em torno de 10 minutos ou até menos.

Câncer de colon e reto

O diagnóstico é realizado com exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera de luz para visualização da mucosa dos segmentos intestinais a serem investigados). A colonoscopia é o exame pelo qual é possível retirar materiais para biópsias e é importantíssimo na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal.

Em casos iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia. A radioterapia também pode ser empregada em alguns casos na irradicação de metástases, por exemplo, através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia). 

Câncer do colo do útero

Causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV, o câncer do colo do útero é uma doença que normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. O câncer de colo uterino tem seu tratamento em radioterapia feito pelas modalidades de Teleterapia exclusiva ou Teleterapia com Braquiterapia associada.

A Braquiterapia é um procedimento em que aplicadores específicos são introduzidos por via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Já a Teleterapia consiste no emprego de feixes de raios x à região-alvo, com a finalidade de  administrar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures. 

Quando alguém recebe o diagnóstico positivo para algum tipo de câncer começa a pensar em diversas mudanças na vida e como deve manter a sua rotina com os hábitos para conciliar com os tratamentos com quimioterapia ou radioterapia, por exemplo. Porém, o que muitos não imaginam é que também devem dar atenção à saúde bucal durante o período de tratamento. O câncer não precisa ser necessariamente em região de boca ou face para causar complicações diretamente na cavidade oral durante e após o tratamento oncológico.

A cirurgiã-dentista Aristilia P. Tahara Kemp, do Oncoville, clínica de radioterapia, ressalta a importância de os pacientes que serão submetidos à quimioterapia e/ou radioterapia serem avaliados e orientados por um cirurgião-dentista especializado antes da terapia oncológica ser iniciada, para implementação de medidas preventivas das complicações bucais. “A odontologia, assim como na área médica, apresenta várias especialidades que habilitam o profissional que optar seguir com excelência no atendimento especializado na área onco-hematológica. Para o especialista é indispensável o conhecimento das terapias onco-hematológicas disponíveis para o reconhecimento das complicações bucais que podem se manifestar em decorrência do tratamento e, assim, definir condutas a partir de protocolos internacionalmente reconhecidos e validados por centros de estudos de referência mundial.”

O papel do cirurgião-dentista, nessa área de atuação específica, está na prevenção, diagnóstico e tratamento das complicações bucais inerentes ao tipo de tratamento proposto. Na fase aguda, podemos ter como efeitos colaterais a mucosite (aftas), disgeusia (alteração do paladar), disfagia (dificuldade na deglutição), infecções oportunistas (fúngicas ou virais), trismo (limitação na abertura bucal) e, na fase tardia, xerostomia (boca seca), osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos, osteorradionecrose e cárie de radiação.

“As complicações bucais agudas e tardias do tratamento oncológico podem ser prevenidas ou minimizadas se o paciente for corretamente orientado e assistido. Isso pode causar um impacto significativo em sua qualidade de vida”, ressalta a cirurgiã-dentista Aristilia P. Tahara Kemp.

Embora não vise a cura, pode ser indicada para redução de sintomas

A radioterapia é a terapêutica que utiliza radiação ionizante em algumas etapas do tratamento oncológico. A maioria dos pacientes oncológicos necessitará de radioterapia em alguma fase da doença. A forma do tratamento dependerá do tipo de tumor, localização e estágio, bem como as condições gerais do paciente.

Uma das formas em que a radioterapia é utilizada, é aquela que chamamos de radioterapia paliativa que embora não vise a cura da doença, pode ser indicada para a redução ou alívio de sintomas, como dor, sangramento ou compressão sobre alguns órgãos.

A rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que a indicação e o momento desse tratamento é definido em conjunto com a equipe que assiste o paciente. “Geralmente são tratamentos com duração de poucos dias e com doses mais elevadas, com o objetivo de manter o paciente por menos tempo possível na estrutura hospitalar, assim como alívio mais rápido dos sintomas.”

Dra. Paula Soares destaca que a radioterapia paliativa é utilizada em situações específicas. E esta, quando realizada busca trazer ao paciente melhora na sua qualidade de vida.

Com o início de um novo ano, muitos criam metas para cumprir durante os próximos 366 dias que virão em 2024. Independente do que a pessoa deseja para os próximos meses, é preciso que ela também se lembre de cuidar da saúde, principalmente quando falamos sobre a prevenção contra o câncer. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que são esperados 704 mil casos novos da doença no Brasil para 2024, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência.

Com esses números elevados, é mais uma chance de ressaltar a importância de se ter hábitos saudáveis. O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que já é de conhecimento que uma parte significativa dos tumores está associada a fatores de risco modificáveis, ou seja, aqueles que podem ser evitados. Dentre eles destacamos o excesso de peso como fator de risco para desenvolvimento de algumas causa de câncer no Brasil.

O uso do tabaco também continua sendo uma das principais causas de mortes evitáveis em todo mundo. Em média, as pessoas que fumam morrem cerca de 10 anos mais cedo do que as pessoas que nunca fumaram. Além de aumentar o risco de câncer, fumar pode causar várias outras doenças, como infecções respiratórias, impotência sexual, osteoporose, catarata, por exemplo, e danificar quase todos os órgãos do corpo. “Outro hábito, muitas vezes associado ao tabagismo, é o uso de álcool. O etilismo é responsável por cerca de 6% de todos os cânceres e 4% de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos. Por isso, a recomendação, quando pensamos em fatores associados a câncer, é tolerância zero para bebidas alcoólicas”, salienta.

A prática de atividade física regular é uma estratégia importante para se manter saudável, independentemente da idade. Segundo estudos, a atividade física pode diminuir o risco de certos tipos de câncer, além de impactar na redução de uma série de outras condições médicas sérias e comuns. A recomendação é 30 minutos por dia, podendo ser atividades domésticas, caminhadas ou mesmo optar por subir escadas ao invés do uso de elevadores. Outro cuidado fundamental que a população deve ter está relacionado à exposição solar. “Como vivemos em um país tropical, é preciso evitar exposição ao sol, sobretudo no horário compreendido entre 10h e 16h, usar protetor solar, com FPS mínimo de 30, usar óculos escuros com proteção UV, roupas que protegem o corpo (proteção UV), chapéus, bonés. A maioria dos cânceres de pele está intimamente relacionada à exposição aos raios ultravioleta da luz solar ou de fontes artificiais, as já conhecidas câmaras de bronzeamento.”

Para finalizar, Henrique Balloni lembra que alguns tipos de tumores sólidos podem estar ligados a infecções virais prévias, como o câncer de colo do útero e à infecção por HPV; o hepatocarcinoma (tipo de câncer do fígado) e à infecção por vírus da hepatite B ou C. Existem vacinas contra vários desses vírus, então, recomenda-se dar a devida atenção à carteira de vacinação e deixar tudo em dia.