A função do dosimetrista no tratamento radioterápico

A radioterapia é uma modalidade terapêutica que tem como principal objetivo inibir e/ou destruir a capacidade de crescimento de células tumorais. Para isso, usa radiação ionizante, que pode ser utilizada para tratar diversos tipos de tumores, que podem ser malignos ou benignos. É considerada um dos pilares no enfrentamento do câncer, juntamente com a cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e a imunoterapia.

Contar com uma equipe multidisciplinar altamente especializada assegura a excelência no tratamento e com isso os resultados podem ser mais assertivos. Além de contar com médicos, físicos médicos, enfermeiros, tecnólogos de radioterapia, a equipe é composta também pelos dosimetristas.

Segundo a American Association of Medical Dosimetrists – AAMD, o dosimetrista é um membro da equipe de radioterapia que tem conhecimento das características gerais e relevância clínica das máquinas e equipamentos de tratamento, está ciente dos procedimentos comumente usados na braquiterapia e tem a educação e perícia necessárias para gerar distribuições de dose (planejamentos) e cálculos de dose com a supervisão do físico médico e com o rádio-oncologista. Esse conceito é pactuado também pela Associação Brasileira dos Dosimetristas – ABD.

No Oncoville, as dosimetristas são responsáveis pela simulação do tratamento radioterápico, delineamentos dos órgãos que estão próximos à região de tratamento, fusão das imagens e cálculo de dose.

De acordo com a dosimetrista Nayara Saty Murakami, do Oncoville, “Na etapa da simulação, confeccionamos os acessórios imobilizadores para conforto do paciente e reprodutibilidade do posicionamento em todos os dias do tratamento. E é nessa etapa também que são feitas as marcações na pele do paciente, com uma caneta permanente e, logo em seguida, é colocado um adesivo transparente para que essas marcações não desapareçam. É importante o paciente manter as marcas na pele até o final do tratamento, porém quando iniciar o tratamento, os tecnólogos irão trocar os adesivos quando houver necessidade. Após a confecção dos acessórios e das marcações, realizamos o exame de tomografia computadorizada (TC) da região de tratamento”.

Delineamento dos órgãos de risco

Após a realização da tomografia computadorizada de planejamento, as imagens são inseridas no sistema de planejamento, e as dosimetristas delineiam os órgãos sadios que estão próximos da região de tratamento para, posteriormente, o médico delinear o local que irá tratar. 

Fusão das imagens

Em muitos casos, para que o médico desenhe o local de tratamento, são necessários outros exames de imagem, como ressonância magnética e PET-CT, por exemplo, e é função do dosimetrista colocar esses exames no sistema de planejamento. “Por isso, é importante que o paciente traga seus exames no dia da simulação, pois poderemos utilizá-los para o planejamento”, cita Thayna Lechenacoski Kreknicki, também dosimetrista do Oncoville.

Cálculo de dose

O dosimetrista pode inserir no sistema de planejamento a melhor composição de campos de tratamento, para que a dose prescrita pelo médico seja entregue na região de tratamento, minimizando a dose nos tecidos circunvizinhos. E sempre com a supervisão de um físico-médico.

Acessórios imobilizadores para os tratamentos radioterápicos

Para fazer uma sessão de radioterapia são necessários acessórios imobilizadores, a depender da localização do tumor.

Colchão a vácuo: um acessório bastante versátil, já que pode ser moldado para tratamentos na região do tórax, abdome, pelve e extremidades. “Esse colchão fica bem rígido, com o formato do paciente e todas as marcas da pele precisam coincidir com as marcas feitas no colchão usado para o tratamento”, cita Nayara.

Suporte para joelho e pé: é um acessório bastante utilizado para tratamentos na região da pelve, em que o paciente precisa encaixar o joelho e o pé nos locais adequados para ficar na posição mais confortável possível.

Máscara termoplástica: é um acessório que é utilizado para tratamentos no crânio e no pescoço. Essa máscara é feita de um material termoplástico que fica flexível em água morna e enrijece com o formato desejado à medida que esfria. É necessário que o paciente fique aproximadamente 15 minutos com a máscara, que é o tempo de ela terminar de enrijecer.

Vale ressaltar que existem outros acessórios imobilizadores, e o melhor acessório imobilizador para o uso durante o tratamento será escolhido pela equipe médica na etapa da simulação. “Lembrando que todos os acessórios imobilizadores ficam no Oncoville, e só o paciente poderá usar”, cita Thayna.

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado hoje, 8 de abril. A data surgiu para reforçar a importância sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), o número de casos de neoplasias vem crescendo nas duas últimas décadas, fazendo com que a prevenção continue sendo a principal arma contra a doença.

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que no período de 2020 a 2022 serão 625 mil novos casos de câncer no Brasil por ano, sendo o câncer de pele não melanoma o mais incidente no país, com 177 mil novos casos. Em segundo lugar estão os tumores de mama e próstata, com 66 mil casos cada.

O INCA ainda reforça que cerca de 80% a 90% de todos os casos de câncer estão associados a fatores externos, como o tabagismo, exposição excessiva ao sol, hábitos alimentares, alcoolismo em excesso, fatores ocupacionais, entre outros que podem ser evitados. 

Os números mostram que é fundamental a conscientização da população em manter hábitos saudáveis e também realizar os exames preventivos com frequência. Se você estiver com alguma dúvida ou reparou algo diferente em sua saúde, procure um especialista. Quando diagnosticado em caso inicial, as taxas de cura aumentam e os tratamentos são menos invasivos. 

O Dia da Saúde e Nutrição, comemorado em 31 de março, tem como principal objetivo chamar a atenção sobre a importância de manter hábitos saudáveis e uma alimentação balanceada, com essa união é possível evitar diversos tipos de doenças, entre elas o câncer. No entanto, essa preocupação também vale para as pessoas que estão em processo de tratamento de algum tumor. Saiba um pouco mais sobre a importância de manter uma alimentação saudável durante a radioterapia:

  • Uma dieta equilibrada oferecerá os nutrientes e energia fundamentais para que o organismo continue trabalhando corretamente, possibilitando uma melhor reação aos efeitos colaterais do tratamento;
  • Especialistas apontam que é importante ingerir diferentes grupos de alimentos diariamente, uma vez que nenhum alimento contém todos os nutrientes necessários para uma dieta saudável;
  • A alimentação deve conter porções de proteínas animal e vegetal, verduras, legumes, grãos e carboidratos;
  • O consumo de no mínimo dois litros de água por dia também é de extrema importância;
  • O paciente também pode adicionar outros líquidos para ajudar na hidratação, como chás, sucos naturais e água de coco; 
  • Bebidas alcoólicas podem ser utilizadas socialmente durante o tratamento. Mas atenção: vai depender do caso ou do uso de tratamento combinado. Pergunte ao seu médico.

Atenção: antes de iniciar qualquer plano alimentar, recomenda-se procurar a ajuda de um profissional capacitado, neste caso nutricionista. Dessa maneira, será possível elaborar uma dieta com cardápios individualizados e que atendam à necessidade do organismo

O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, é fonte na reportagem do Jornal Mundial News, da Rede Mundial, sobre a importância da vacina do HPV na prevenção de tumores, entre eles o câncer de colo do útero. Confira a entrevista completa.

Oncoville conquista certificação ONA Acreditação Nível 1 pela segurança do paciente e qualidade na assistência prestada

O Oncoville recebeu no dia 23 de fevereiro a acreditação ONA Nível 1, Acreditado, que avalia a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada, considerando os recursos disponíveis e sua complexidade. 

Com foco na segurança do paciente, o Oncoville passou por uma avaliação detalhada feita por uma Instituição Acreditadora Credenciada – IAC e também por uma equipe de avaliadores habilitada pela ONA, que buscou evidências de conformidade com os padrões do Manual Brasileiro de Acreditação nas diversas áreas, incluindo a gestão organizacional, a segurança na assistência e as áreas de apoio.

De acordo com o superintendente técnico da ONA, Dr. Péricles Cruz, a certificação de uma organização de saúde mediante acreditação é um reconhecimento de que a instituição atende aos rigorosos padrões que a metodologia exige.  Em mais de 20 anos de atuação, a ONA já certificou várias organizações de saúde. “A acreditação do Oncoville é válida por dois anos e será acompanhada por nossos avaliadores por meio de visitas periódicas de manutenção. O processo de acreditação é de caráter voluntário e educativo, não configurando uma fiscalização. No decorrer da avaliação todas as áreas da instituição são visitadas e mais de 1,7 mil requisitos verificados antes da homologação da acreditação”, explica.

“Estamos muito satisfeitos com a acreditação recebida, o que nos motivou ainda mais em alcançar a Acreditação em Excelência, Nível 2 e, posteriormente, o Nível 3, que é Acreditado Pleno. Os colaboradores continuam trabalhando para desenvolver e implementar ações de melhoria contínua em toda a instituição, visando primordialmente a segurança do paciente”, relata Allan Moraes, do setor de Qualidade do Oncoville.

Hoje, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Vamos aproveitar essa data para reforçar a importância de vocês, mulheres, cuidarem da saúde e principalmente de manter a prevenção do câncer.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA, o câncer de mama é o que mais atinge as brasileiras, sem contar o de pele não melanoma, com cerca de 29,7% dos casos. Em segundo lugar estão os tumores de cólon e reto com 9,2%. Na terceira posição, os casos de colo do útero com 7,5%. No TOP 5 ainda estão os casos de pulmão, que representam 6,2% dos diagnósticos, e os de tireoide com 4%.

Para detectar o câncer em fase inicial, quando há maior chance de cura e os tratamentos são menos agressivos, é de extrema importância fazer exames de prevenção periodicamente. Entre eles o autoexame das mamas, mamografia e papanicolau, por exemplo.

Feliz dia para todas as mulheres! Não apenas hoje, mas durante os 365 dias do ano.

Os dias parecem passar cada vez mais rápidos devido aos compromissos profissionais e pessoais assumidos. Nessas horas de correria, muitos optam por alimentos de fast food e se esquecem que precisam deixar um tempo para praticar exercícios físicos. 

Além disso, quando se tem um tempo livre, muitas pessoas o utilizam para fumar, consumir bebidas alcoólicas, entre outros hábitos desfavoráveis à boa saúde. No entanto, manter essa rotina desregrada por muito tempo pode acarretar diversos problemas para a saúde, como o desenvolvimento de algum tipo de neoplasia, por exemplo. 

Além de manter os exames periódicos em dia, o Instituto Nacional de Câncer – INCA aponta que as estratégias mais eficazes para prevenir o câncer são: a prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada, peso corporal adequado e manter hábitos saudáveis, como não fumar e evitar o consumo do álcool.

Estudos mostram que um estilo de vida com hábitos saudáveis pode reduzir o risco de quase todos os tipos de câncer.

Confira algumas dicas que irão te ajudar a manter uma vida saudável e a combater o desenvolvimento do câncer:

  • Invista em uma alimentação rica em produtos de origem vegetal;
  • Evite o consumo de alimentos ultraprocessados;
  • Mantenha o peso corporal adequado;
  • Não fume;
  • Evite o consumo excessivo do álcool;
  • Evite exposição ao sol prolongada sem filtro solar.

O câncer de próstata quando detectado em fases iniciais e tratado com cirurgia ou radioterapia tem taxa de cura equivalente que se aproxima de 100% em 5 anos. Dessa forma, o tratamento ideal para o câncer de próstata localizado ainda causa muita dúvida entre os pacientes e depende de vários fatores como doenças pré-existentes do paciente, expectativa de vida e características do câncer de próstata. 

As opções de tratamento precisam ser esclarecidas aos pacientes por profissionais especialistas na área como urologistas oncológicos e rádio-oncologistas, principalmente em relação aos efeitos adversos, como complicações urinárias, sexual e intestinal, de cada modalidade de tratamento.

Estudos da literatura médica expõem uma grande variação nos efeitos colaterais de impotência sexual em casos tratados com cirurgia ou radioterapia. O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, explica que a impotência, por exemplo, está associada a diversos fatores, tanto físicos como psicológicos. A impotência sexual pode acontecer após a realização da cirurgia para a retirada da próstata ou após alguns anos do tratamento de radioterapia. “Vale lembrar que não existem estudos comparativos de toxicidade (efeitos colaterais) entre as técnicas de tratamentos modernas de cirurgia ou radioterapia”, cita.

Devido à escassez de dados e a necessidade de informar os pacientes no momento da escolha do tratamento do tumor de próstata em relação aos efeitos na qualidade de vida, um estudo com mais de 1.500 pacientes foi publicado no The Journal of the American Medical Association – JAMA, uma das revistas médicas de maior relevância mundial, em dezembro de 2019. 

Os participantes do estudo submetidos a tratamento de câncer de próstata nos últimos dez anos com técnicas modernas de Radioterapia (IMRT) ou cirurgia (robótica) foram avaliados periodicamente por questionários em relação à função sexual, intestinal e urinária. O resultado mostrou que pacientes tratados com radioterapia de intensidade modulada reportaram nos questionários de qualidade de vida menor efeito urinários e sexual.

Meninas e meninos de 9 a 15 podem tomar para se proteger. Adultos também!

O papilomavírus humano (HPV na sigla em inglês) é responsável por infectar cerca de 80% da população sexualmente ativa, sendo um dos principais causadores do câncer de colo de útero. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, esse tipo de câncer afeta mais de 500 mil mulheres por ano. O câncer do colo do útero é o quarto tipo que mais acomete as mulheres no Brasil e, de acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), deverão ocorrer aproximadamente 16 mil novos casos neste ano no país, quase todos decorrentes de infecção pelo HPV.

Até o momento, são conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por até 70% dos casos de colo uterino. O tipo 16 é conhecido como sendo de alta probabilidade de se desenvolver a doença – cerca de 400 vezes. Já o tipo 68 é considerado provável alto risco, com probabilidade de 50 vezes de se ter a doença. O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, clínica de radioterapia em Curitiba, afirma que “em sua maioria, os casos de câncer do colo do útero resultam de infecção genital causada pelo HPV.

Transmitido por meio de relações sexuais, o HPV pode ou não evoluir para o câncer. O papanicolau é o exame de rastreamento para detecção precoce do câncer de colo do útero e visa detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. Este exame é recomendado a todas as mulheres que já iniciaram atividade sexual.

O HPV também é uma das causas do tumor de cabeça e pescoço (amígdalas, língua), principalmente em pacientes jovens de 40 e 50 anos que não fazem uso de tabaco e álcool. A incidência desses tumores nessa população tem aumentado anualmente em função da infecção previa do HPV. A transmissão ocorre principalmente por meio de relações sexuais orais. Até o momento não existe exame de rastreamento como o papanicolau em tumores de colo uterino. Uma ferida “afta” na boca que não cicatriza (mais de 14 dias) ou mesmo linfonodo no pescoço (gânglio) pode ser um sinal de alerta para procurar especialista para avaliação.

Quem pode tomar a vacina?
Diante deste cenário, a vacina do HPV entra como protagonista e uma poderosa aliada contra o principal fator causal, o papilomavírus. Preventivas, as vacinas têm como função principal evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos. Desde 2014, o programa de vacinação brasileiro oferece a vacina para meninas de 9 a 15 anos e para meninos de 11 a 14 anos nos postos de saúde.

“No Brasil, o Ministério da Saúde oferece à população brasileira a vacina quadrivalente, usada para a prevenção de lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e de câncer do colo do útero em mulheres, além de verrugas genitais em mulheres e homens, relacionados ao HPV 6, 11, 16 e 18. Outros subtipos do HPV têm cobertura vacinal pelas redes privadas”, cita Dr. Balloni.

Estudo publicado na revista The Lancet (junho de 2019) aponta uma diminuição nas taxas de infecção entre as pessoas mais jovens desde que a vacina foi introduzida. “Com isso, será significativo o número de pessoas que não irão desenvolver cânceres ligados ao HPV, ou seja, fora o câncer de útero, temos o de cabeça e pescoço”, aponta o rádio-oncologista.

Adultos também podem?
Adultos se perguntam se vale a pena se vacinar agora. “A resposta é sim. A vacina tomada tardiamente não curará o HPV se uma pessoa já tiver um tipo de cepa, mas auxiliará contra outras cepas que podem incluir as formas de alto risco”, cita o médico.  As vacinas podem ser encontradas na rede privada que oferecem dois tipos de imunização, a bivalente, que protege contra dois tipos cancerígenos, o 16 e o 18, e a quadrivalente, que além desses dois tipos protege contra os tipos de baixo risco.

O Dia Mundial do Câncer é celebrado hoje, 4 de fevereiro, e tem como principal objetivo aumentar a conscientização da população sobre a doença. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que serão diagnosticados no Brasil cerca de 625 mil novos casos para o triênio 2020-2022, sendo os tipos mais frequentes os tumores de pele não melanoma, mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago.  

Para evitar o desenvolvimento da doença é fundamental seguir medidas de prevenção, entre elas adotar um estilo de vida saudável com redução de exposição aos fatores de risco. Realizar atividades físicas frequentemente, possuir uma alimentação balanceada e evitar o consumo do álcool e o tabagismo são grandes aliados na manutenção da saúde como um todo. A realização dos exames preventivos corretamente também ajuda na prevenção, principalmente para detectar algum tumor em fase inicial. 

Quanto mais cedo a neoplasia for diagnosticada, melhores são as taxas de cura. Desde 2005 o Oncoville oferece tratamento para o câncer de forma integral e personalizada, seguindo padrões internacionais de qualidade, tornando-se referência nacional.

A vacinação contra o novo coronavírus teve início oficial no último dia 20 de janeiro em todo o Brasil. A primeira fase da vacinação está em andamento contemplando os profissionais de saúde e idosos institucionalizados. A partir da segunda fase, a população geral será imunizada começando pelos grupos de maior risco.

No mundo atual, onde é possível encontrar informações em todas as partes, é primordial que os dados estejam corretos, principalmente quando nos deparamos com as inúmeras fake news ou comentários nas redes sociais e aplicativos de mensagem que não são – e não devem ser – fontes confiáveis. A partir de hoje, faremos uma série de postagens para tirar as dúvidas sobre a vacinação da Covid-19 em pacientes oncológicos. 

Mesmo com o diagnóstico positivo de câncer eu devo me vacinar?
Sim, inclusive os que estão em tratamento, abrindo exceção apenas para casos de contraindicação a um dos componentes do imunizante.

Se eu faço radioterapia posso me vacinar?
Sim, inclusive a recomendação para os pacientes que fazem radioterapia é que não é obrigatório distanciar a vacina das sessões. 

Em caso de dúvidas, informe-se com o seu médico para ter maiores indicações sobre a fase do seu tratamento e o período recomendado para aplicação da vacina contra a COVID-19.

No passado eu já tive câncer e não estou mais em tratamento. Devo me vacinar?
Sim, basta verificar o calendário oficial de vacinação da sua região para saber em qual fase você deverá ser imunizado. 

Pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, diabetes, cirrose, pressão alta, cardiopatia, epilepsia ou tatuagem podem se vacinar?
Sim, não existe nenhuma proibição para indivíduos nessas situações.

Em relação à febre? Eu estou com febre, tive febre nas últimas 24 horas ou se tive febre há mais de um dia?
Quando você está com febre NÃO deve tomar a vacina.
Se você teve febre nas últimas 24 horas NÃO deve tomar a vacina.
Se a febre foi há mais de um dia, então você PODE tomar a vacina.  

Já tive alergia a outras vacinas. E agora?
É fundamental saber se você tem alergia a qualquer um dos componentes da vacina: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio.

Se o paciente toma corticoide, imunossupressor, imunobiológico (os anticorpos monoclonais) ou imunoglobulina pode se vacinar?
Sim, não existe nenhuma proibição para pessoas nessas situações.

Se o paciente é transplantado ou possui uma doença autoimune está apto para a vacinação?
Sim, a pessoa está apta para tomar a vacina quando chegar a sua vez no plano de imunização da região onde mora. 

A radioterapia está entre os principais tratamentos oncológicos, além de ajudar na destruição das células cancerígenas, é uma grande aliada para oferecer procedimentos de forma integral, personalizada, com mais assertividade e sessões mais rápidas. No entanto, além dos rádio-oncologistas, é preciso contar com uma equipe multiprofissional altamente especializada. Entre esses profissionais fundamentais para o sucesso dos tratamentos com radioterapia estão os físicos médicos.  As áreas mais importantes onde esse profissional pode atuar são a radioterapia, medicina nuclear ou radiodiagnóstico. Sempre pensando nos melhores resultados para os pacientes, o Oncoville possui dois físicos médicos, Otávio Riani de Oliveira e Paulo Cesar Dias Petchevist. 

De acordo com o físico médico Otávio Riani, entre as principais funções dos físicos médicos está a dosimetria clínica, ou seja, o monitoramento para que as doses de radiação durante o tratamento sejam entregues de maneira precisa na área determinada pelo rádio-oncologista. “Mesmo utilizando aparelhos com alta tecnologia, como o TrueBeam, é fundamental que todo o controle seja feito para que o paciente receba a radiação somente no tumor, preservando os órgãos próximos. Também é necessário que seja realizado um controle de qualidade eficaz para evitar erros no processo e riscos que envolvam a utilização de qualquer tipo de radiação.”

O físico médico Paulo Petchevist explica que a rotina no Oncoville é bem dinâmica pois cada planejamento é único, individual e personalizado. O planejamento para cada tratamento é feito em conjunto com o rádio-oncologista uma vez que é preciso conciliar o “o que fazer” com o “como fazer”. O radio-oncologista dá as diretrizes do que quer para o plano de tratamento e o físico médico encontra as formas de alcançar esse objetivo. Juntos eles constroem o melhor plano de tratamento e avaliam se a dose prevista foi entregue em todo o volume alvo e se os limites de dose nos demais órgãos sadios foram respeitados, de acordo com os mais atuais protocolos científicos internacionalmente aceitos. 

A física médica evoluiu muito desde a descoberta dos Raios X e da radioatividade em 1890 e, cada vez mais, novas formas de tratamento e técnicas estão surgindo e contribuem para o avanço dos diagnósticos e tratamento sempre com o mesmo objetivo: o melhor para o paciente.

O diagnóstico de um câncer muitas vezes é um baque para o paciente e seus familiares, principalmente por não terem conhecimento do que poderá acontecer durante o tratamento. Alguns são casos mais leves e outros necessitam de mais cuidados e atenção especial. Entre os principais procedimentos para o tratamento do câncer está a radioterapia, que vem se destacando cada vez mais pela sua alta precisão e diminuição da intensidade dos efeitos colaterais.

Saiba um pouco mais sobre o tratamento com a radioterapia:

– A intensidade dos efeitos da radioterapia irá depender da dose do tratamento, do local do corpo tratado, do tamanho da área irradiada e do tipo de radiação;

– Os cuidados com a pele devem ser permanentes, principalmente deve-se evitar a exposição solar durante o tratamento e, quando precisar se expor, cobrir a parte do corpo que recebeu a radiação;

– A parte da pele que recebeu a radiação poderá ficar avermelha, irritada, seca, descamar e também coçar. Nunca passe nenhum produto na pele sem perguntar para o seu rádio-oncologista; 

– A alimentação do paciente deve ser mais leve. Sugere-se a variação dos componentes da dieta para melhorar o apetite. Em alguns casos acontece a perda de apetite e dificuldade para ingerir os alimentos;

– O cansaço pode aparecer em alguns pacientes, por isso é importante intercalar as atividades cotidianas com pausas para descanso.

Dados divulgados pela Nurses’ Health Study, responsável por estudos que examinam a epidemiologia e os efeitos a longo prazo da nutrição na saúde e no desenvolvimento de doenças, apontaram que as mulheres que optaram por uma dieta para a redução do risco de diabetes antes e depois do diagnóstico de câncer de mama tiveram menores taxas de mortalidade quando comparadas com aquelas que não mantiveram uma dieta saudável.

Foi verificado que o diabetes tipo 2 está relacionado a prognósticos ruins para mulheres com tumores de mama. Por esse motivo, mudanças nos hábitos alimentares ajudam na prevenção desse tipo de diabetes, auxiliando nas taxas de sobrevida das pacientes. Cerca de 8 mil mulheres participaram do estudo e, desse total, as que aderiram a um estilo alimentar associado ao menor risco de diabetes tipo 2 tiveram 13% menos risco de mortalidade por câncer de mama e 31% menos risco para morte por qualquer outra causa. Assim como em qualquer tumor, uma alimentação saudável é fundamental para melhores resultados, mas lembre-se: procure um especialista que irá indicar os melhores nutrientes para a sua dieta.

Neste sábado, dia 12, Dr. Henrique Balloni, rádio-oncologista do Oncoville participa de simpósio do INC Glioma Symposium 2020. Durante o evento on-line, realizado pelo Hospital INC – Instituto de Neurologia de Curitiba a partir das 10h, Dr. Henrique será o moderador da palestra Immunobiology and Gliomas, que será proferida por Amy B. Heimberger, professora do Departamento de Neurocirurgia da Universidade do Texas e profissional do MD Anderson Cancer Center, instituição voltada para o atendimento de pacientes, pesquisa, ensino e prevenção, nos Estados Unidos. “É muito importante essa troca de informações que acontecem quando encontramos, mesmo que virtualmente, com especialistas renomados. Dessa maneira, conseguimos potencializar cada vez mais os nossos atendimentos e o tratamento dos pacientes”, ressalta Dr. Balloni.

Sobre o Oncoville
O Oncoville é uma clínica de excelência em radioterapia que oferece tratamento para o câncer de forma integral e personalizada, seguindo padrões internacionais de qualidade. O centro de oncologia dispõe de uma infraestrutura ampla e moderna para garantir bem-estar e conforto aos pacientes. Dispõe de equipamentos modernos e com tecnologia de ponta, como aparelhos de imagem IGRT, IMRT e Braquiterapia em 3D, de alta precisão, que, aliados a uma equipe multidisciplinar especializada, garantem um tratamento oncológico de qualidade com alto nível de satisfação. A clínica mantém uma equipe de profissionais especializados e atualizados para aplicar técnicas altamente avançadas como Radiocirurgia craniana, Radioterapia com Intensidade Modulada – IMRT, Radioterapia Guiada por Imagens – IGRT e Braquiterapia em 3D. A conjugação de um tratamento eficaz aliado à excelência do atendimento de uma equipe altamente especializada é nosso maior referencial.


Muito se fala do câncer de próstata (e muitos mitos também existem), mas você realmente sabe com o que deve se preocupar quando o assunto são os fatores de risco? Nós, do Oncoville, queremos mostrar a importância do diagnóstico precoce. Confira como enfrentar o câncer de próstata e realizar a detecção no estágio inicial da doença com esses fatores-chave:

Fatores de risco

A idade é um dos fatores de risco para o câncer de próstata mais objetivo, já que mais de 90% dos tumores afetam pacientes acima de 50 anos. Vale ressaltar outros fatores de hábito de vida relacionados ao tumor de próstata: sedentarismo, obesidade e, principalmente, o tabagismo e etilismo. Manter atividades físicas regulares, alimentação rica em legumes, fibras com baixa quantidade de carboidratos e gorduras é fundamenta para prevenção de diversas doenças. Lembre-se: evite cigarro e álcool!

Mudanças na quantidade e maneira (se sente dificuldade) para urinar nem sempre são um sinal de câncer de próstata, geralmente está associado ao aumento benigno (não câncer) da glândula.

Histórico familiar

Atenção! Se você teve ou tem avô, pai, tio ou irmão com câncer de próstata, isso pode dobrar o risco de também desenvolver a doença. Fique atento aos fatores de risco e inicie os exames de detecção precoce na faixa dos 45 anos.

Qualquer dúvida ou se você se enquadra em um desses fatores, busque imediatamente um especialista.

Dr. Henrique Balloni
CRM 27193

Com o intuito de proporcionar uma experiência marcada pela excelência no acolhimento ao paciente, o Oncoville passa a contar agora com o Serviço de Concierge. Sob a responsabilidade de Marcelo Nakamura, o profissional irá auxiliar os pacientes em tratamento na clínica em diversas questões, como tirar dúvidas, agilizar solicitações de exames, por exemplo, assegurando que o período de tratamento seja o mais tranquilo possível.

Atendimento personalizado

A criação do serviço de concierge visa atender às demandas de pacientes e dos seus acompanhantes, que se tornaram personalizadas e individualizadas. Com isso, o Oncoville espera ter um ganho ainda maior em eficiência na prestação dos serviços na clínica, atuando diretamente com o cliente para assegurar sua satisfação.

A rotina de trabalho do concierge será acompanhar os pacientes de primeira consulta dos médicos elegíveis, colocando-se à disposição para sanar suas dúvidas, facilitando agendamentos, exames e mantendo contato telefônico constante. A ideia é transmitir toda a confiança e segurança possível ao paciente durante todo o processo de seu tratamento, com um profissional apto para orientar, acolher e suprir todas as suas necessidades.

Horário
O concierge estará à disposição de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e o primeiro atendimento é feito logo após a admissão do paciente.

Sobre o Oncoville
O Oncoville é uma clínica de excelência em radioterapia que oferece tratamento para o câncer de forma integral e personalizada, seguindo padrões internacionais de qualidade. O centro de oncologia dispõe de uma infraestrutura ampla e moderna para garantir bem-estar e conforto aos pacientes. Dispõe de equipamentos modernos e com tecnologia de ponta, como aparelhos de imagem IGRT, IMRT e Braquiterapia em 3D, de alta precisão, que, aliados a uma equipe multidisciplinar especializada, garantem um tratamento oncológico de qualidade com alto nível de satisfação. A clínica mantém uma equipe de profissionais especializados e atualizados para aplicar técnicas altamente avançadas como Radiocirurgia craniana, Radioterapia com Intensidade Modulada – IMRT, Radioterapia Guiada por Imagens – IGRT e Braquiterapia em 3D. A conjugação de um tratamento eficaz aliado à excelência do atendimento de uma equipe altamente especializada é nosso maior referencial.

O corpo clínico do Oncoville participará nos próximos dias 20 e 21 de novembro da segunda edição do MoonShot Brasil Sul – VIII Congresso Internacional do IOP. O evento, que será totalmente online e gratuito, é realizado pelo Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) e considerado um dos mais importantes na área de saúde no Brasil. Os rádio-oncologistas do Oncoville, Dr. Daniel Neve, Dr. Henrique Balloni e Dra. Paula Soares apresentaram palestras com as novidades no tratamento do câncer de mama e próstata. Faça hoje mesmo a sua inscrição: http://moonshotbrasilsul.com.br

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens – atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) de novos casos para este ano é de 65.840. No Paraná, são estimados 3.560 novos casos.

O tumor de próstata, frequentemente, é assintomático durante sua fase inicial e quando alguns sintomas começam a aparecer, entre eles dor óssea e emagrecimento, o risco de que o tumor esteja disseminado é alto. Por essa razão, é fundamental manter os exames de rotina. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento, as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos. 

As formas mais comuns de rastreamento são o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame de toque retal. O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença. 

Tratamento para câncer de próstata

A escolha do melhor tratamento vai depender de determinados aspectos, como o estado de saúde do paciente, estadiamento da doença, expectativa de vida e, em casos iniciais, da preferência do paciente, cita Henrique Balloni, rádio-oncologista do Oncoville. Em casos iniciais, a prostatectomia radical (remoção completa da próstata) ou radioterapia, os dois últimos tratamentos com mesma taxa de controle, porém com diferentes riscos de efeitos colaterais.

A radioterapia para câncer de próstata nos últimos anos apresentou evolução tecnológica que resultou em melhores resultados na cura do câncer associada à segurança no tratamento. Atualmente, é planejado com auxílio de computadores em imagens 3D, na qual se define o local de tratamento e os órgãos normais adjacentes a serem protegidos garantindo a entrega de dose no local do tumor e a proteção dos órgãos sadios.

Uma alimentação correta e a prática regular de exercícios físicos são importantes para a nossa vida, mas quando pensamos que essas atitudes também podem nos proteger contra o desenvolvimento de algum tipo de câncer, como evitar o câncer de mama, essas ações se tornam fundamentais dentro da rotina. 

Dados do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, estimam mais de 66 mil novos casos de câncer de mama para cada ano do triênio 2020-2022 no Brasil. A incidência desse câncer se configura entre as primeiras posições das neoplasias femininas. Em muitos casos os riscos de desenvolver essa neoplasia são determinados por fatores genéticos, mas estudos apontam que cerca de 30% dos diagnósticos poderiam ser evitados com hábitos de vida saudáveis, principalmente no que diz respeito à alimentação, assim evitar o câncer de mama.

Além de evitar o consumo excessivo do álcool, tabagismo e sedentarismo, é importante não consumir produtos ultraprocessados, sal, açúcar, aditivos artificiais, carne vermelha em excesso, farinha branca, frituras e produtos industrializados em grande quantidade.

Invista em alimentos com original vegetal, como frutas, verduras, legumes e cereais, além daqueles com antixoxidantes naturais. Mas lembre-se: mesmo mantendo uma dieta balanceada e mantendo atividades físicas regulares, é fundamental realizar os exames periódicos regularmente, mesmo em tempos de pandemia. Quanto mais cedo o câncer de mama for diagnosticado, melhores as taxas de cura e os tratamentos terão melhores resultados.

Os pacientes que se encontram em tratamento também devem tomar certos cuidados com a alimentação, conforme orientação do seu médico. Confira: https://oncoville.com.br/blog/a-importancia-da-alimentacao-saudavel-durante-a-radioterapia/