Segunda edição do GI Update Curitiba tem presença de médico rádio-oncologista do Oncoville
No último dia 3 de agosto, o médico rádio-oncologista do Oncoville, Dr. Daniel Neves, participou da segunda edição do GI Update Curitiba, que discutiu as novidades no tratamento dos tumores gastrointestinais apresentadas em grandes eventos internacionais, como a ASCO Gastrointestinal Symposium, ASCO Annual Meeting e ESMO World Congress on Gastrointestinal Cancer.
As áreas abordadas durante as palestras e discussões foram cirurgia, oncologia clínica e radioterapia. Dr. Daniel Neves participou do bloco Reto e Canal Anal, destinado às novidades sobre os tumores colorretal.
“Participar de eventos dessa magnitude é muito importante para a troca de experiências com os colegas, permitindo avaliação/discussão de melhores opções de tratamento para os nossos pacientes”, destaca o rádio-oncologista.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam para 2024 mais de 45 mil novos casos de câncer colorretal (cólon, reto e canal anal), sendo que desse total 18% serão na população da região Sul. Os dados colocam esse tipo de câncer como o terceiro mais prevalente em homens e mulheres.
Agosto é o mês de conscientização sobre os linfomas. A campanha Agosto Verde-Claro foi instituída pela Organização Mundial da Saúde – OMS e visa conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce dessa doença que apresenta mais de 40 tipos.
O linfoma é um tipo de câncer no sangue que afeta os glóbulos brancos chamados linfócitos. Também é chamado de câncer do sistema linfático, pois começa nos gânglios linfáticos ou em outros órgãos do sistema linfático. Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, são estimados 14 mil casos por ano (período 2023/2025).
Existem dois tipos principais de linfoma: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin (NHL). O linfoma de Hodgkin é um câncer de um tipo de glóbulo branco chamado linfócitos. Já o linfoma não-Hodgkin (LNH) é um câncer do sistema linfático. Existem mais de 60 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin. Eles podem se comportar de maneiras muito diferentes e precisam de tratamentos diferentes.
De acordo com Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia – Abrale, nos últimos 25 anos, o número de novos casos de linfoma não-Hodgkin duplicou, em especial em pessoas acima dos 60 anos de idade. E a idade é um fator de risco, pois a incidência dos linfomas tende a aumentar com o evoluir dos anos. Outros fatores de risco são pacientes com imunodepressão crônica (com o sistema imunológico comprometido por infecções virais específicas), uso contínuo de medicamentos imunossupressores, geralmente utilizados por pacientes diagnosticados com doenças autoimunes.
A avaliação médica regular é a melhor forma de prevenção e de se conseguir um diagnóstico precoce.
Sintomas
Os sintomas podem incluir inchaço dos gânglios linfáticos, comichão na pele, suores noturnos que encharcam roupas e lençóis, febre (alta temperatura), fadiga persistente, perda de peso inexplicável e falta de ar.
Com os gânglios linfáticos inchados (glândulas), é possível a pessoa apresentar inchaços indolores no pescoço, clavícula, axila, virilha ou outras partes do corpo. Os gânglios linfáticos inchados podem pressionar órgãos e causar dor no peito, tosse, falta de ar ou dor na região do estômago.
Radioterapia
Pessoas com linfoma podem receber quimioterapia de forma isolada ou uma combinação de tratamentos quimioterápicos e não quimioterápicos, entre eles está a radioterapia.
A radioterapia utiliza feixes de energia de alta potência, como raios-X e prótons, para matar as células cancerosas. Para certos tipos de linfoma não-Hodgkin, a radioterapia pode ser o único tratamento necessário, especialmente se o linfoma for de crescimento lento e estiver localizado em apenas um ou dois pontos. Mais comumente, a radiação é utilizada após a quimioterapia para matar quaisquer células de linfoma que possam ter permanecido.

