Importância do IGRT no planejamento do paciente

Entre os principais tratamentos curativos do câncer está a radioterapia, para muitos tumores, essa é a melhor maneira de realizar procedimentos mais assertivos. A equipe de físicos médicos do Oncoville explica que no momento em que a sessão de radioterapia é feita, há uma entrega gigantesca de energia à região acometida pelo tumor através da radiação. Importância do IGRT no planejamento do paciente.

Diante disso, entendemos que a entrega de energia deve ser feita da forma mais precisa possível à região a ser tratada, pois, do contrário, órgãos e tecidos vizinhos à região comprometida receberão doses de radiação desnecessariamente, podendo ter seu funcionamento comprometido temporária ou permanentemente. 

Na radioterapia a precisão está na capacidade de reproduzir, em todas a sessões de tratamento, essa entrega de energia de forma concentrada na região a ser tratada, minimizando ou até mesmo evitando possíveis efeitos colaterais nos tecidos e órgãos vizinhos a esta região. A técnica responsável pela localização precisa da região a ser tratada é a Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT) e uma das formas mais eficientes de se fazer IGRT é utilizando o Exactrac @Brainlab. 

Esse equipamento é composto de uma câmera de infravermelho, dois tubos de RX e dois painéis receptores, além de uma mesa robótica com movimentos de translação e rotação automáticos. A câmera de infravermelho fica acoplada ao teto da sala de Radioterapia e tem a função de pré-posicionamento do paciente após ele deitar-se na mesa de tratamento. Os dois tubos de RX, localizados no piso da sala, farão duas exposições, que serão captadas pelos dois painéis presos ao teto da sala após os RXs passarem pelo paciente, proporcionando duas imagens distintas. 

O software do Exactrac se encarregará de comparar essas imagens àquelas utilizadas no planejamento do tratamento. Qualquer diferença entre o posicionamento atual do paciente em relação ao que foi planejado será automaticamente corrigida submilimetricamente por translação e/ou rotação da mesa robótica. Só depois de cumpridas essas etapas, que garantirão precisão de posicionamento, o tratamento começará.

O mês de julho foi escolhido para conscientizar a população sobre os sintomas, fatores de risco e o aumento da incidência do câncer de bexiga. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou para 2020 a incidência de 10.640 novos casos de câncer de bexiga no Brasil, sendo 7.590 em homens (sétimo lugar em incidência) e 3.050 em mulheres. Um importante fator de risco modificável é o tabagismo, o qual aumenta também o risco de outras neoplasias e de doenças cardiovasculares.

O principal sintoma do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina (hematúria), comum a outras doenças do trato urinário, como pedra no rim e infecção urinária. Podem estar presentes também dor pélvica, sintomas irritativos para urinar, dentre outros. 

O tratamento local de tumor de bexiga que invade o músculo (chamado doença músculo-invasiva) pode ser cirurgia ou radioterapia. A radioterapia é uma opção que, em pacientes selecionados (idealmente pacientes com estádio cT2N0, mas também é possível de ser avaliado em outros estadiamentos), permite o tratamento do tumor aliado à preservação da bexiga. 

Esta modalidade de tratamento consiste em irradiar o tumor e áreas de risco com doses fracionadas respeitando a tolerância dos órgãos normais próximos (principalmente reto, intestino e fêmures). Geralmente, o tratamento é realizado entre 4 e 6 semanas com frações diárias que levam em torno de 5-10 minutos e são administradas de segunda a sexta-feira. 

Para avaliação de quais são as melhores opções de tratamento de forma individualizada, é necessária a realização de história clínica, exame físico, avaliação de exames laboratoriais, radiológicos e anatomopatológicos (biópsia, a qual é feita geralmente por um procedimento chamado RTU (ressecção transuretral), que visa a retirada máxima do tumor, o que melhora o resultado de controle e preservação de bexiga.

Mesmo diante da pandemia, é importante investigar sinais e sintomas suspeitos, uma vez que o diagnóstico em estágios mais iniciais tem melhor resultado de controle. “No Oncoville, estamos tomando todas as medidas de segurança para conter a disseminação do novo coronavírus (COVID-19), a fim de prosseguir em nossa missão de cuidar de sua saúde com amor e carinho. Qualquer dúvida, fique à vontade e agende uma avaliação com nossos profissionais”, cita a equipe de rádio-oncologistas.