Câncer de bexiga pode ser tratado com radioterapia aliado à preservação do órgão

Diagnóstico precoce do câncer de bexiga

O ex-modelo e empresário Paulo Zulu revelou em suas redes sociais que passou por uma nova cirurgia para a retirada de um câncer na bexiga, sendo o segundo procedimento no mesmo órgão após dois anos da primeira intervenção cirúrgica. Mesmo com um estilo de vida saudável durante os seus 59 anos de vida, Paulo Zulu foi diagnosticado com esse tumor, o que mostra que além de manter hábitos saudáveis é fundamental ficar atento aos sinais e evitar os fatores de risco.

O Instituto Nacional de Câncer – INCA estimou, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, 11.370 novos casos de câncer de bexiga, sendo 7.870 casos em homens e 3.500 em mulheres. Um importante fator de risco modificável é o tabagismo, o qual aumenta também o risco de outras neoplasias e de doenças cardiovasculares. Desse total, 70% dos casos são diagnosticados em fase inicial, uma vez que o câncer de bexiga costuma dar sintomas ainda no começo.

O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o principal sintoma do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina (hematúria), comum a outras doenças do trato urinário, como pedra no rim e infecção urinária. Podem estar presentes também dor pélvica, sintomas irritativos para urinar, dentre outros. “Por não ser um tipo de câncer frequente, não há indicação para rastreamento periódico, como no caso da mamografia ou dos exames para checagem da próstata. Mas, em check-ups de rotina, o médico pode a pedir um ultrassom que já serve para avaliação da bexiga.”

Além da presença de sangue visível na urina, outro sinal de alerta é a alteração do padrão miccional, como aumento da frequência, necessidade de urinar com urgência, dor ou queimação ao urinar. Em casos avançados, a pessoa pode sentir dor e apresentar emagrecimento.

A escolha do tratamento mais adequado acontecerá depois do diagnóstico e da definição do estadiamento da doença. Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode envolver cirurgia – ressecção tumoral ou retirada total da bexiga (cistectomia), terapia intravesical, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Na maioria dos casos, poderá haver uma combinação desses tratamentos para um resultado mais assertivo. “A radioterapia é uma opção que, em pacientes selecionados, permite o tratamento do tumor aliado à preservação da bexiga”, aponta.

Assim como qualquer tipo de câncer, o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento menos agressivo e com melhores taxas de cura.

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