A função do dosimetrista no tratamento radioterápico

A função do dosimetrista no tratamento radioterápico

A radioterapia é uma modalidade terapêutica que tem como principal objetivo inibir e/ou destruir a capacidade de crescimento de células tumorais. Para isso, usa radiação ionizante, que pode ser utilizada para tratar diversos tipos de tumores, que podem ser malignos ou benignos. É considerada um dos pilares no enfrentamento do câncer, juntamente com a cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e a imunoterapia.

Contar com uma equipe multidisciplinar altamente especializada assegura a excelência no tratamento e com isso os resultados podem ser mais assertivos. Além de contar com médicos, físicos médicos, enfermeiros, tecnólogos de radioterapia, a equipe é composta também pelos dosimetristas.

Segundo a American Association of Medical Dosimetrists – AAMD, o dosimetrista é um membro da equipe de radioterapia que tem conhecimento das características gerais e relevância clínica das máquinas e equipamentos de tratamento, está ciente dos procedimentos comumente usados na braquiterapia e tem a educação e perícia necessárias para gerar distribuições de dose (planejamentos) e cálculos de dose com a supervisão do físico médico e com o rádio-oncologista. Esse conceito é pactuado também pela Associação Brasileira dos Dosimetristas – ABD.

No Oncoville, as dosimetristas são responsáveis pela simulação do tratamento radioterápico, delineamentos dos órgãos que estão próximos à região de tratamento, fusão das imagens e cálculo de dose.

De acordo com a dosimetrista Nayara Saty Murakami, do Oncoville, “Na etapa da simulação, confeccionamos os acessórios imobilizadores para conforto do paciente e reprodutibilidade do posicionamento em todos os dias do tratamento. E é nessa etapa também que são feitas as marcações na pele do paciente, com uma caneta permanente e, logo em seguida, é colocado um adesivo transparente para que essas marcações não desapareçam. É importante o paciente manter as marcas na pele até o final do tratamento, porém quando iniciar o tratamento, os tecnólogos irão trocar os adesivos quando houver necessidade. Após a confecção dos acessórios e das marcações, realizamos o exame de tomografia computadorizada (TC) da região de tratamento”.

Delineamento dos órgãos de risco

Após a realização da tomografia computadorizada de planejamento, as imagens são inseridas no sistema de planejamento, e as dosimetristas delineiam os órgãos sadios que estão próximos da região de tratamento para, posteriormente, o médico delinear o local que irá tratar. 

Fusão das imagens

Em muitos casos, para que o médico desenhe o local de tratamento, são necessários outros exames de imagem, como ressonância magnética e PET-CT, por exemplo, e é função do dosimetrista colocar esses exames no sistema de planejamento. “Por isso, é importante que o paciente traga seus exames no dia da simulação, pois poderemos utilizá-los para o planejamento”, cita Thayna Lechenacoski Kreknicki, também dosimetrista do Oncoville.

Cálculo de dose

O dosimetrista pode inserir no sistema de planejamento a melhor composição de campos de tratamento, para que a dose prescrita pelo médico seja entregue na região de tratamento, minimizando a dose nos tecidos circunvizinhos. E sempre com a supervisão de um físico-médico.

Acessórios imobilizadores para os tratamentos radioterápicos

Para fazer uma sessão de radioterapia são necessários acessórios imobilizadores, a depender da localização do tumor.

Colchão a vácuo: um acessório bastante versátil, já que pode ser moldado para tratamentos na região do tórax, abdome, pelve e extremidades. “Esse colchão fica bem rígido, com o formato do paciente e todas as marcas da pele precisam coincidir com as marcas feitas no colchão usado para o tratamento”, cita Nayara.

Suporte para joelho e pé: é um acessório bastante utilizado para tratamentos na região da pelve, em que o paciente precisa encaixar o joelho e o pé nos locais adequados para ficar na posição mais confortável possível.

Máscara termoplástica: é um acessório que é utilizado para tratamentos no crânio e no pescoço. Essa máscara é feita de um material termoplástico que fica flexível em água morna e enrijece com o formato desejado à medida que esfria. É necessário que o paciente fique aproximadamente 15 minutos com a máscara, que é o tempo de ela terminar de enrijecer.

Vale ressaltar que existem outros acessórios imobilizadores, e o melhor acessório imobilizador para o uso durante o tratamento será escolhido pela equipe médica na etapa da simulação. “Lembrando que todos os acessórios imobilizadores ficam no Oncoville, e só o paciente poderá usar”, cita Thayna.

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