Previna-se contra o câncer de pele

A radioterapia também é uma forma de tratamento para esse tipo de neoplasia que representa 31,3% dos casos totais

O último mês do ano foi escolhido, em 2014, para promover a campanha Dezembro Laranja, instituída pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBDhttps://sbdpr.com.br/), que visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele, tipo mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores, por isso, pacientes com câncer de pele em estágio inicial têm mais de 90% de chances de cura.

Estudo do Instituto Nacional de Câncer – INCA prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos por ano até 2025, sendo que a maior parte deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste. O estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres e o câncer de pele não melanoma – tumor mais comum no Brasil – representa 31,3% dos casos.

Um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta. Estatísticas mostram que a região Sul do país apresenta os maiores índices de câncer de pele, por isso é fundamental que a pessoa preste atenção à própria pele, porque se trata de um tumor mais fácil para diagnosticar, pois está na parte exterior do corpo.

Tratamento com radioterapia

O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que uma das técnicas de radioterapia mais difundidas no mundo para o tratamento do câncer de pele é a Eletronterapia, que usa elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, empregados para a irradiação superficial. “Normalmente, a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica, onde é possível então extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.”

O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. “Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Esta blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos”, complementa Paulo Petchevist.

Muito se fala em como se detectar precocemente e prevenir o câncer de próstata com a realização de exames periódicos, entre os mais difundidos estão o toque retal, o exame físico do urologista e o exame de sangue que também é feito para detectar os tumores de próstata: o conhecido PSA. A sigla em inglês para Prostate-Specific Antigens significa Antígeno Prostático Específico. Porém, muitos não sabem quando de fato ele deve ser realizado.

O médico rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame do PSA detecta a proteína que a próstata expressa no sangue e, dependendo do nível da proteína, quanto mais alta estiver no sangue maior a probabilidade de ter câncer de próstata. “No entanto, existem casos onde o exame apresenta números elevados, mas não significa que pode ser câncer de próstata, uma vez que o indivíduo que tem a próstata grande pode ter um PSA elevado. Esse exame não é específico do câncer de próstata, mas sim da próstata.” 

O PSA é um dos primeiros exames solicitados quando o paciente apresenta sintomas do câncer ou quando o médico deseja pesquisar a existência da doença e examinar a saúde da próstata. “É importante que a análise do exame seja feita por um profissional que esteja habilitado para analisar o contexto da próstata e do valor do PSA. É muito comum alguns pacientes com o PSA um pouco mais elevado ficarem preocupados achando que estão com câncer de próstata, mas não. A detecção do câncer é feita pela realização de uma biopsia, não necessariamente uma elevação do PSA significa um câncer de próstata”, expõe o médico.

Por outro lado, têm pacientes que tem câncer próstata e apresentam um PSA baixo, mas isso é uma exceção. Também existem pessoas com PSA normal, mas quando é realizado o toque ou exame de imagem esse paciente é diagnosticado com o câncer de próstata, apesar de ter um PSA baixo. “No contexto do rastreamento, da identificação e da análise do câncer de próstata, é muito importante ter um especialista qualificado que consiga juntar esse quebra-cabeça para que se peça ou se faça exames desnecessários ou deixe o paciente preocupado com um exame isolado pensando que é um câncer”, destaca Henrique Balloni. 

Outras doenças que utilizam o exame de PSA

Uma das principais funções do exame de PSA é auxiliar no diagnóstico de alterações existentes na próstata. Entre as doenças que o exame é um aliado estão:

A prostatite, uma inflamação na próstata, que provoca um crescimento desordenado do órgão e causa dor, desconforto e impede a passagem da urina. A prostatite pode ser aguda ou crônica.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) também pode ser analisada através do exame de PSA. Trata-se de uma das doenças benignas mais comuns entre os homens, geralmente acima dos 50 anos. É fundamental o diagnóstico precoce, pelo fato de ser uma doença progressiva, que se caracteriza por provocar um aumento do volume da próstata.

Depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente no homem e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Dados do Instituto Nacional de Câncer — INCA mostram que são mais 65 mil casos de câncer de próstata no país anualmente.

Mesmo com campanhas como a do Novembro Azul, ainda falta muita conscientização sobre a prevenção e os exames que ajudam no diagnóstico precoce do câncer de próstata, mas o tabu ainda é um dos fatores que fazem com que os homens evitem este assunto.

O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata são fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença.”

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.

Radioterapia é opção de tratamento do câncer de próstata

A escolha do melhor tratamento vai depender de determinados aspectos, como o estado de saúde do paciente, estadiamento da doença, expectativa de vida e, em casos iniciais, da preferência do paciente.

O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que hoje em dia o câncer de próstata tem seu tratamento com radioterapia externa (Teleterapia) de forma segura, prática e em poucas aplicações. “A radioterapia de próstata aplicada em centros de excelência tem empregado esquemas de tratamento cada vez mais curtos com doses por aplicação cada vez maiores. Isso só é possível com a combinação de técnicas de localização de alta precisão obtida com Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT) e técnicas de modulação de dose, como Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) ou Radioterapia em Arco Modulada Volumetricamente (VMAT)”, cita.

O IGRT é muito importante uma vez que a próstata é um alvo de tratamento que se localiza entre estruturas móveis que podem estar total ou parcialmente preenchidas, como é o caso do reto e da bexiga, que levam a deslocamentos da próstata entre uma aplicação e outra. Por isso, visualizar radiologicamente a posição da próstata antes de iniciar a entrega de altas doses de radiação e poder efetuar uma correção de posição através da mesa robótica de tratamento é tão fundamental. “Com a correção submilimétrica da posição da próstata executada será então possível entregar a alta dose de tratamento por uma das técnicas de modulação (IMRT ou VMAT). No Oncoville, a combinação das técnicas de IGRT e VMAT tem mostrado grande êxito nos tratamentos hipofracionados de próstata feitos em 28 frações e em radiocirurgias de próstata feitas em cinco frações, duas vezes por semana”, destaca Paulo Petchevist.

A prevenção e o diagnóstico precoce possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença

O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que 73.610 novos casos de câncer de mama serão diagnosticados até dezembro de 2023. Com a chegada de mais um Outubro Rosa, é o momento certo para reforçar a importância da prevenção contra esse tipo de tumor que afeta as mulheres e homens, mesmo em casos raros. Nas mulheres, exceto o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama representa 29,7% dos diagnósticos positivos.

A médica rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, explica que é fundamental que as mulheres se conscientizem sobre a prevenção e o diagnóstico precoce. “Em outubro, dedicamos em particular a orientação das pacientes sobre os cuidados que devem ter durante a vida em relação aos tratamentos, rastreamento e aos exames que precisam ser realizados regularmente. Com o diagnóstico inicial, ou seja, detectando a doença no começo, as chances de cura são maiores – cerca de 95% – e possibilita um tratamento menos radical.”

Diagnóstico em pessoas jovens

Mulheres com mais Idade , principalmente a partir da quinta década de vida, têm maior risco de desenvolver câncer de mama. Porém, recentemente, a Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM destacou que houve um aumento de casos da doença entre mulheres abaixo dos 35 anos. Além dos fatores de risco, como obesidade, etilismo e tabagismo, também é necessário ficar atento à pré-disposição genética. “Se existem casos de câncer de mama em parentes próximos, como mãe, irmãs, avós, tias ou primas, é preciso que a mulher inicie os exames de rastreamento precocemente, possibilitando que o diagnóstico seja realizado com a doença em estádio inicial”.  

Tratamento com radioterapia

Uma das formas de tratamento do câncer de mama é a radioterapia. Com o avanço da tecnologia, abriu-se a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações.

Com a evolução, novos estudos mostraram que esse número pode baixar consideravelmente. Agora, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias nos casos que é possível, conforme avaliação do rádio-oncologista”, cita Dra. Paula Soares. Ainda haverá a possibilidade para algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias (conforme avaliação de cada caso especificamente) e o tempo de cada sessão é definido individualmente.

“A prevenção e o diagnóstico precoce possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença. Por esse motivo, é fundamental manter os exames em dia e, sempre que perceber algo diferente no corpo, procurar um especialista. Quanto mais cedo diagnosticado, melhores as chances de cura”, reforça Dra. Paula Soares.

A radiocirurgia é uma técnica de tratamento usada em tumores pequenos localizados no cérebro ou no sistema nervoso central. O procedimento, considerado não invasivo, conta com altas doses de radiação enquanto minimiza a exposição ou acometimento dos tecidos sadios ou estruturas importantes próximas da região do alvo do tratamento.

Com a fusão de imagens de ressonância magnética e/ou PET_CT com a tomografia de planejamento, o médico rádio-oncologista localizará e delimitará a região a ser tratada. Após a realização do planejamento pelo físico-médico e sua aprovação pelo médico rádio-oncologista, o plano é exportado para a máquina de tratamento onde o paciente será posicionado. O processo permite tratar alvos em locais de difícil acesso com altas doses e em poucas sessões.

Segundo o físico-médico Paulo Cesar Dias Petchevist, do Oncoville, “com a radiocirurgia é possível tratar lesões em locais muitas vezes inacessíveis cirurgicamente, irressecáveis pela proximidade com as estruturas críticas ao redor da lesão ou quando os pacientes são inoperáveis pelo risco cirúrgico que representam individualmente”.

Onde pode ser usada a radiocirurgia?

  • Para tratar lesões benignas ou alvos que não são oncológicos, tumores malignos e metástases.
  • Lesões malignas: astrocitomas, glioblastomas e metástases de tumores primários de outros locais fora do sistema nervoso central.
  • Lesões benignas: adenomas de hipófise, neurinoma de acústico (schwannomas), neurofibromas, meningiomas, malformações arteriovenosas, entre outras formas não malignas em que o uso da radioterapia tem efeito comprovado.

A radiocirurgia também pode ser empregada em locais fora do crânio, ou seja, extracraniana, que é conhecida como radioterapia estereotática ablativa (SBRT ou SABR).

Outros órgãos também podem usufruir da técnica

Tórax: pulmão
Gastrointestinal: fígado
Sistema genitourinário: próstata
Coluna: cervical, toráxica ou lombar
Outros locais: linfonodos, reirradiação de locais previamente irradiados e metástases ósseas.

Radioterapia de cabeça e pescoço teve grande avanço com a implementação de técnicas de IMRT e VMAT

Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que anualmente são diagnosticados cerca de 43 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço que atingem principalmente boca (língua, assoalho da boca, palato duro, gengivas, mucosa da boca, lábio), orofaringe (região das amígdalas, base da língua, palato mole, parte lateral e posterior da garganta), demais regiões da faringe, laringe, etc. A Campanha Julho Verde foi idealizada justamente para conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer de cabeça e pescoço.

O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, explica que muitas vezes os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, o que leva à demora do diagnóstico e isso é um problema, já que o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Porém, em 60% dos casos, o paciente chega com o tumor avançado, deixando sequelas para o indivíduo. “Por ser uma doença curável, fica o alerta para a importância da detecção precoce. Estes tumores possuem grandes chances de prevenção e com medidas simples é possível evitar o desenvolvimento da doença, entre elas refrear ou abandonar os fatores de risco, como o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis por cerca de 90% dos casos. O HPV (papilomavírus humano) também pode ser o agente causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe”, aponta.

Os principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço são: aparecimento de nódulo no pescoço, manchas brancas ou avermelhadas na boca, ferida que não cicatriza em duas semanas, dor de garganta que não melhora em 15 dias, dificuldade ou dor para engolir e alterações na voz ou rouquidão por mais de 15 dias. Qualquer sinal de alerta é fundamental procurar um especialista.

Tratamento do câncer de cabeça e pescoço tem suas particularidades

A região de cabeça e pescoço possui diversas estruturas funcionais muito próximas umas das outras, como é o caso da cavidade oral, mandíbula, medula, parótidas, glândulas submandibulares, laringe, esôfago, tireoide, etc. O físico médico do Oncoville, Paulo Petchevist, explica que é por isso “quando um tratamento radioterápico precisa ser feito neste local é necessário uma apropriada imobilização para que o paciente não se mova e por consequência as estruturas que desejamos proteger não entrem na região de tratamento. Isso é feito através de uma máscara termoplástica moldada ao rosto do paciente no momento da tomografia de planejamento. Quando encaixada ao rosto diariamente, a máscara permitirá que a região da cabeça e do pescoço do paciente fique posicionada e alinhada para o tratamento.”    

A radioterapia de cabeça e pescoço teve um avanço muito grande com a implementação de feixes modulados como nas técnicas de IMRT – Radioterapia de Intensidade Modulada e mais recentemente pelo VMAT – Arcoterapia Volumétrica Modulada. O uso dessas técnicas possibilita entregar doses altíssimas à região-alvo reduzindo ao máximo as doses em estruturas sadias circunvizinhas. “Uma boa imobilização com máscaras termoplásticas, aliada a técnicas de irradiação moduladas, como IMRT ou VMAT, completam-se com a utilização de técnicas refinadas de imagem pré-tratamento (IGRT –

Radioterapia Guiada por Imagem). Com ela é possível fazer imagens do local que está sendo tratado, antes do início de cada sessão, e fundi-la com aquelas de planejamento. Quando qualquer discrepância entre as imagens, por mais que seja  submilimétrica, é corrigida pela mesa robótica que o paciente está deitado. A aplicação dessa técnica de imagem garante a reprodutibilidade necessária para a correta entrega de dose ao volume tumoral diariamente.”  

Participação dos dosimetristas durante o tratamento

A garantia de que a máquina de radioterapia entregará a dose prescrita pelo médico rádio-oncologista à região-alvo do paciente depende diretamente do controle de qualidade e dosimetria que os físicos médicos da instituição realizam continuamente.  As estruturas sadias na região de cabeça e pescoço são muito próximas umas às outras e para concentrar a dose alta de radiação ao volume-alvo, com a menor irradiação possível dos órgãos sadios, é necessário que a máquina responda elétrica, dosimétrica e mecanicamente ao que se espera dela. Para isso, testes de desempenho diários, mensais, trimestrais e anuais são feitos para garantir a precisão de posicionamento e entrega de dose ao paciente. “Além disso, um desses testes de controle de qualidade para feixes modulados é feito de forma personalizada, avaliando se a distribuição de dose que foi planejada será entregue precisamente ao paciente. Isso é feito anteriormente ao primeiro dia de tratamento, trazendo ainda mais segurança na execução de irradiação para cada caso”, destaca Paulo Petchevist.

Instituição conta com a Acreditação Nível 1 que atesta a segurança do paciente e a qualidade na assistência prestada

O Oncoville Atendimento Oncológico Integral recebeu no dia 30 de maio a acreditação ONA Nível 1, Acreditado, que avalia a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada, considerando os recursos disponíveis e sua complexidade.

O Oncoville foi avaliado pela Instituição Acreditadora Credenciada Instituto de Planejamento e Pesquisa para Acreditação em Serviços de Saúde – IPASS, de acordo com o manual Brasileiro de Acreditação – Versão 2022, e recebeu a recertificação como um reconhecimento de que a instituição atende aos rigorosos padrões que a metodologia exige.

“Estamos muito satisfeitos com a recertificação da ONA, sinal de que estamos todos empenhados em continuar trabalhando, tanto para conquistar novos níveis da Certificação como para desenvolver e implementar ações de melhoria contínua em toda a instituição, visando, sempre, a segurança do paciente”, destaca Allan Moraes, supervisor Operacional do Oncoville.

Campanha Junho Preto reforça ações sobre o câncer de pele de menor incidência, porém o mais grave

Estudo do Instituto Nacional de Câncer – INCA prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos de câncer por ano até 2025, sendo que a maior parte deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste. O estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres e o câncer de pele não melanoma é o tumor mais comum no Brasil, representando 31,3% dos casos. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – SBCO, ocorre um melanoma no país a cada 20 cânceres de pele do tipo não melanoma.

No entanto, muitas pessoas pensam que os cuidados com a proteção da pele devem acontecer apenas no verão e se esquecem que durante os meses mais frios do ano essa atenção deve permanecer. Denominado Junho Preto, o mês foi escolhido para alertar e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce no combate ao melanoma, considerado entre os três tipos de câncer de pele (carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma) o mais agressivo deles.

O câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos, que são células que produzem a melanina, substância que determina a cor da pele, sendo mais frequente em adultos brancos. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais, inclusive nos olhos.

A médica rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que o prognóstico do melanoma pode ser considerado bom se detectado em sua fase inicial. “Com a evolução da ciência, nos últimos anos houve grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente no que diz respeito à detecção precoce do tumor e à introdução dos novos medicamentos, como os imunoterápicos, por exemplo.

Prevenção

As orientações para prevenção do melanoma incluem evitar a exposição excessiva e sem proteção à radiação ultravioleta, principalmente no período entre 10 e 16 horas. “No caso de exposição ao sol, recomenda-se o uso de chapéus e protetor solar, que deve ser reaplicado a cada duas horas e com fator de proteção solar de no mínimo 15. E o mais importante: se algum sinal aparecer, procure imediatamente um dermatologista”, expõe a médica Paula Soares.

O hábito de fumar é um dos maiores problemas de saúde do mundo

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência da nicotina presente nos produtos à base de tabaco, que é fator de risco para muitas doenças oncológicas e não oncológicas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o tabaco é responsável pela morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo. Desse total, mais de 7 milhões são resultado do uso direto desse produto e cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo. Pensando nesses números alarmantes, em 1987 a OMS criou o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. Ainda segundo a OMS, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Dados do Instituto Nacional de Câncer — INCA mostram que o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil e é o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade. O levantamento ainda aponta que cerca de 13% de todos os casos novos de câncer são de pulmão. O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que a data tem como principal objetivo alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, entre elas o câncer. “Entre os tipos de neoplasias que apresentam o tabagismo como fator de risco estão: câncer de pulmão, câncer de estômago, câncer de cólon e reto, tumores de cabeça e pescoço, câncer de rim e ureter, câncer do colo do útero, câncer de esôfago, câncer de bexiga, câncer de pâncreas, câncer de fígado e leucemia mieloide aguda.” 

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam o tabagismo como o responsável pela morte de mais de 150 mil pessoas a cada ano no Brasil. Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas são fumantes no país, mas, graças às campanhas feitas em território nacional nos últimos anos, este número está caindo. Campanhas para a população parar de fumar são fundamentais, ainda mais pelo fato de o tabagismo, segundo a OMS, ser considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. “Já é de conhecimento popular que o cigarro é um dos grandes agentes causadores de problemas pulmonares, cardíacos e também a associação do cigarro ao risco de mortalidade de câncer não só pulmonar, como em outras partes do corpo”, destaca Henrique Balloni

O tabagismo na América Latina

Estudos mostram que nos últimos 12 anos a quantidade de fumantes no Brasil caiu mais de 40%, fazendo do país um exemplo mundial na redução do tabagismo. Várias medidas e campanhas foram implantadas para reduzir o consumo das substâncias derivadas do tabaco nas últimas décadas, principalmente a partir da década de 1990. 

Enquanto apenas 11% da população brasileira fuma – com a maior prevalência no Sul e Sudeste e menor no Norte e Nordeste –, os nossos vizinhos chilenos lideram com a maior taxa de fumantes na América do Sul. No Chile, 36% da população faz uso do tabaco, seguido pelo Suriname, com 25%, Argentina, com 21%, e Uruguai, com 16%.

Vale o lembrete para parar de fumar, pois o risco de desenvolver diversas doenças diminui gradativamente e o organismo vai se restabelecendo. É fundamental procurar ajuda de um especialista para o sucesso desse processo.

Além do câncer, doenças do aparelho respiratório, por exemplo, doença pulmonar obstrutiva crônica e doenças cardiovasculares, como, por exemplo, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral, o tabagismo também contribui para o desenvolvimento de outras doenças, como impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata e ainda contribui para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos que podem ser fatais.

A prevenção e o diagnóstico precoce são as formas mais eficazes para proteger as mulheres contra esse tipo de tumor

Foi apresentado recentemente um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e publicado no International Journal Public Health (IJPH) que mostrou um aumento de 26% nos casos de câncer de mama nos estágios mais graves da doença. A rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, explica que um dos principais motivos desse avanço nos casos mais graves foi a pandemia da Covid-19. “Muitas pessoas deixaram de fazer os exames de rastreamento no momento correto devido ao medo de contrair o vírus durante seu período nas clínicas, mesmo as instituições e pacientes tomando todas as medidas de segurança contra a propagação do novo coronavírus.”

O medo tomou conta da população diante do novo coronavírus e isso acabou afetando o diagnóstico inicial de pacientes com câncer. O risco de um diagnóstico tardio se tornou determinante para se ter a cura ou não do câncer. O aumento de 26% diz respeito a tumores nos estágios III e IV. “São aqueles tumores mais avançados localmente ou com doença fora do local onde se originou”, aponta Paula Soares. Para chegar a essa porcentagem alarmante, os pesquisadores compararam dados entre 2013 a 2019 e 2020 a 2021, época mais difícil da pandemia. Para o estudo foram analisadas mulheres de 50 a 69 anos, a faixa etária de maior risco, que deveriam realizar esse exame periodicamente.

O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que 73.610 novos casos de câncer de mama serão diagnosticados até dezembro de 2023. “A prevenção e o diagnóstico precoce possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença. Por esse motivo, é fundamental manter os exames em dia e, sempre que perceber algo diferente no corpo, procurar um especialista. Quanto mais cedo diagnosticado, melhores as chances de cura”, ressalta Paula Soares, rádio-oncologista.

O ex-modelo e empresário Paulo Zulu revelou em suas redes sociais que passou por uma nova cirurgia para a retirada de um câncer na bexiga, sendo o segundo procedimento no mesmo órgão após dois anos da primeira intervenção cirúrgica. Mesmo com um estilo de vida saudável durante os seus 59 anos de vida, Paulo Zulu foi diagnosticado com esse tumor, o que mostra que além de manter hábitos saudáveis é fundamental ficar atento aos sinais e evitar os fatores de risco.

O Instituto Nacional de Câncer – INCA estimou, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, 11.370 novos casos de câncer de bexiga, sendo 7.870 casos em homens e 3.500 em mulheres. Um importante fator de risco modificável é o tabagismo, o qual aumenta também o risco de outras neoplasias e de doenças cardiovasculares. Desse total, 70% dos casos são diagnosticados em fase inicial, uma vez que o câncer de bexiga costuma dar sintomas ainda no começo.

O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o principal sintoma do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina (hematúria), comum a outras doenças do trato urinário, como pedra no rim e infecção urinária. Podem estar presentes também dor pélvica, sintomas irritativos para urinar, dentre outros. “Por não ser um tipo de câncer frequente, não há indicação para rastreamento periódico, como no caso da mamografia ou dos exames para checagem da próstata. Mas, em check-ups de rotina, o médico pode a pedir um ultrassom que já serve para avaliação da bexiga.”

Além da presença de sangue visível na urina, outro sinal de alerta é a alteração do padrão miccional, como aumento da frequência, necessidade de urinar com urgência, dor ou queimação ao urinar. Em casos avançados, a pessoa pode sentir dor e apresentar emagrecimento.

A escolha do tratamento mais adequado acontecerá depois do diagnóstico e da definição do estadiamento da doença. Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode envolver cirurgia – ressecção tumoral ou retirada total da bexiga (cistectomia), terapia intravesical, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Na maioria dos casos, poderá haver uma combinação desses tratamentos para um resultado mais assertivo. “A radioterapia é uma opção que, em pacientes selecionados, permite o tratamento do tumor aliado à preservação da bexiga”, aponta.

Assim como qualquer tipo de câncer, o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento menos agressivo e com melhores taxas de cura.

Receber o diagnóstico positivo para o câncer, para muitos, é um momento em que os sentimentos podem se misturar. A sensação de ficar sem chão, do medo de perder a vida, as tantas dúvidas e incertezas que podem surgir. Para muito além da doença, o câncer muda a perspectiva do indivíduo sobre a vida. Mas, hoje, além de poder contar com tratamentos modernos, tecnologia de ponta (equipamentos de última geração), novos tipos de terapia, duas palavras estão fazendo a diferença na vida dos pacientes oncológicos: acolhimento e humanização, visando ao atendimento integral.

Esse atendimento humanizado funciona como auxiliar no tratamento dos pacientes oncológicos. No Oncoville, essa prática já é considerada como o “DNA” da clínica e implementada pelos profissionais do corpo clínico, equipe de enfermagem, tecnólogos e demais colaboradores da instituição, desde a chegada do paciente na recepção.

O atendimento humanizado é aquele em que todos os envolvidos atuam para que o paciente tenha um tratamento digno e apropriado, sendo ouvido, respeitado, compreendido e aconselhado. Em poucas palavras, no lugar de dedicar todo o foco para o combate de uma enfermidade ou na condição de saúde na qual em que o paciente se encontra, os profissionais da clínica mantêm a atenção no indivíduo em si e nas suas necessidades.

“A humanização do cuidado é essencial para a promoção do bem-estar durante a estada do paciente no ambiente da clínica”, destaca Fernando Popovicz, Responsável Técnico da Enfermagem no Oncoville. Sobre acolhimento humanizado, ele explica que é a busca pelo equilíbrio entre um bom tratamento e uma boa experiência para o paciente. “O acolhimento cria vínculo, faz com que os profissionais possam se colocar no lugar do outro. Ao ouvir o que o paciente tem a falar, pode-se realizar um atendimento que contribua com o bem-estar do paciente e dos seus familiares. O estar próximo, conhecer e acolher de forma humanizada acalma o estigma cultural sobre a doença, a angústia, e auxilia o paciente nesta fase de tratamento. Isso acaba diminuindo a resistência dele diante do tratamento, aumentando as chances de melhora. Há ainda o estreitamento de laços entre o paciente e os componentes das equipes. O importante é o paciente se sentir bem e o resultado de seu tratamento o melhor possível”.

A força de um testemunho – de enfermeira a paciente

Cleusa Bastos Campregher mora em Jaguariúna, São Paulo, tem 83 anos e faz exames de rastreamento regularmente. Em (ano), foi diagnosticada com câncer de endométrio de alta malignidade, Grau lll. “Senti-me desabar, dolorida, perdida sobre como contar isso à família. Recebi apoio e esclarecimentos do meu médico e explicações detalhadas sobre o tratamento que faria. Tive muita fé, orei e me mantive otimista. Com ajuda de minha irmã, fiz em São Paulo uma cirurgia robótica chamada pan-histerectomia (retirada de ovários e trompas). Em dois dias, voltei para casa, sem nenhuma dor ou desconforto. Passada esta primeira fase, vinha mais uma etapa do tratamento, que era a radioterapia, devido à malignidade do tumor, mas não seria essa nossa conhecida e sim braquiterapia, quatro sessões.”

A escolha por fazer o tratamento de braquiterapia no Oncoville se deu em função de sua filha morar na cidade. A enfermeira aposentada, que viveu o “outro lado da moeda”, conta que em sua idade, viu renascer a esperança e percebeu como a ciência, a tecnologia e o conhecimento estavam ao seu alcance. Ela conclui com esta afirmação: “Ter tudo isso alinhado a um atendimento humanizado era exatamente o que eu precisava e encontrei aqui no Oncoville. Agora preciso aprender a celebrar a vida até quando Deus permitir”.

A cantora Rita Lee anunciou que estava em tratamento contra um câncer no pulmão esquerdo, diagnosticado em fase inicial durante a realização de exames de rotina. Após o tratamento, o tumor foi considerado eliminado, e até então não apresentou sinais de retorno. Com essa notícia, a palavra remissão vem sendo utilizada frequentemente, no entanto a remissão não se trata de uma fase final do tratamento do câncer. O termo está relacionado à eliminação da doença, mas não é o mesmo que cura.

Porém, é difícil afirmar quando o paciente está totalmente curado do câncer, uma vez que existem casos de tumores que voltam a aparecer, mesmo após a eliminação. Um exemplo recente desta situação foi o da jornalista Glória Maria, que teve metástases no cérebro após o tratamento contra um câncer de pulmão.

Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que o câncer de pulmão é o segundo tipo mais comum entre homens e mulheres no Brasil (exceção do câncer de pele não melanoma), atingindo cerca de 30 mil brasileiros anualmente. Em 90% dos casos esse tumor está relacionado ao tabagismo.

Tratamento assertivo é fundamental

O tratamento que Rita Lee realizou foi uma combinação de radioterapia e imunoterapia. As sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para aplicar a radiação no local afetado para o controle da doença, evitando o risco de metástase, que é quando o câncer se espalha pelo organismo atingindo outros órgãos.

O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que o tratamento do câncer é focado para que as células saudáveis não sejam atingidas, proporcionando mais qualidade de vida durante a radioterapia. “Hoje em dia, os serviços de radioterapia dispõem de alta tecnologia para estudar o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação. Neste estudo é possível entender como o tumor se movimenta durante o ciclo respiratório e assim irradiá-lo de forma focada, precisa e em poucas aplicações. A técnica utilizada é a SBRT (Radioterapia Estereotáxica do Corpo), onde muitos campos pequenos de irradiação são dispostos para entregar altas de doses de tratamento em até 5 frações ao volume-alvo no pulmão”, destaca Petchvist.

Já a imunoterapia, um dos tratamentos mais modernos e eficazes para o câncer de pulmão e que tem o seu uso aprovado há cerca de quatro anos no Brasil, será responsável para que o próprio sistema imunológico do organismo reconheça as células do câncer e inicie o combate contra elas. Assim como qualquer tumor, as chances de cura vão depender muito do tipo de câncer no pulmão, do estágio da doença e da resposta ao tratamento.

Mantenha hábitos saudáveis mesmo após o tratamento

Estudos indicam que a probabilidade de retorno da doença varia de acordo com o estágio, de 1 a 4, com o tipo de câncer e com os hábitos da pessoa. Essa possibilidade de o tumor voltar não é exclusivo do câncer de pulmão. No entanto, esses pacientes, em alguns casos, voltam a fumar após o tratamento, consequentemente têm mais chances de contrair a doença novamente. Mesmo depois do tratamento, é fundamental a pessoa manter hábitos saudáveis e não deixar de realizar os seus exames de rotina e indicados pelos seus médicos.

IGRT é a técnica de tratamento utilizada

Em questão de dias, o esporte brasileiro sofreu duas perdas. Primeiro, Pelé, o Atleta do Século, ocorrido em 29 de dezembro. No começo do ano (dia 8), foi a vez de Roberto Dinamite, ídolo do Vasco da Gama, clube que jogou por mais de 20 anos. A cantora Preta Gil, 48 anos, distribuiu um comunicado à imprensa informando que está em tratamento contra um câncer. Em comum, todos com câncer de intestino.

O câncer de intestino, também chamado colorretal, é um dos mais prevalentes no mundo e está entre os que registram o maior número de mortes. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, são esperados para cada ano do triênio (2023-2025) um total de 45.630 novos casos, sendo 23.660 em mulheres e 21.970 em homens.

Em geral, esse tipo de câncer costuma acometer pessoas com mais de 50 anos e pode surgir a partir da evolução de pólipos intestinais, que, caso não sejam removidos, podem se transformar em lesões malignas.

Fatores de risco

De acordo com o INCA, a maioria dos casos desse tipo de câncer não tem causa conhecida, porém, a doença poderá ocorrer com mais frequência em pessoas com idade superior a 50 anos. Entre os fatores de risco estão:
. Excesso de gordura corporal;
. Consumo excessivo de carnes vermelhas e processadas, como bacon, presunto, mortadela, salame, peito de peru defumado, salsicha e linguiça;
. Em geral, a pessoa tem uma alimentação pobre em fibras;
. Fumantes;
. Consumo de bebida alcoólica.
. História pessoal ou familiar de pólipos, doenças inflamatórias intestinais ou câncer de intestino.

Prevenção

Todos podem adotar ações de prevenção contra o câncer de intestino, para tanto, basta seguir as orientações abaixo:

. Praticar de atividades físicas – pelo menos 30 minutos por dia ou 150 minutos durante a semana;
. Evitar o consumo de carne processada;
. Diminuir o consumo de carne vermelha;
. Manter uma alimentação saudável, com o consumo de alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras, legumes e grãos;
. Evitar o tabagismo
. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Diagnóstico e tratamento com IGRT

O exame de rastreamento é a colonoscopia, indicada regularmente a partir dos 50 anos. Porém, para quem tem parentes de primeiro grau com tumores desse tipo, doenças intestinais inflamatórias ou é portador de síndromes hereditárias, a colonoscopia poderá ser indicada de forma mais precocemente.

Em geral, o tratamento é a cirurgia, quimioterapia, terapia-alvo e radioterapia. “A radioterapia é mais indicada para o tratamento local do câncer de reto. Há estudos científicos que apontam aumento no controle da doença com o uso da radioterapia após cirurgia, especialmente nos tumores avançados, indica o rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville.

Ainda segundo o médico, a radioterapia com uso de técnicas avançadas de localização da lesão durante a aplicação da radiação como IGRT (radioterapia guiada por imagem) com monitorização do ciclo respiratório (4D) é possível ablação das metástases substituindo a ressecção cirúrgica dessas células doentes que já se espalharam para outras partes do corpo. “Geralmente, as metástases dos tumores de intestino afetam o fígado, os pulmões, ossos e cérebro”, salienta Henrique Balloni.

O Instituto Nacional de Câncer – INCA divulgou recentemente um estudo que prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos por ano até 2025, sendo que a maior parte dos casos deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste. O estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres e o câncer de pele não melanoma é o tumor mais comum no Brasil, representando 31,3% dos casos. Pensando em reforçar a prevenção contra os tumores de pele, o último mês do ano foi escolhido para promover a campanha Dezembro Laranja que, desde 2014, visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele.

A médica rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele ainda é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como a predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta. “Estatísticas mostram que a região Sul do país apresenta os maiores índices de câncer de pele, então, é de muita importância que o indivíduo tenha atenção com a própria pele, porque se trata de um dos tumores mais fácil para diagnosticar, pois está na parte exterior do corpo”, aponta.

Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Para esses pacientes com câncer de pele em estágio inicial, os casos têm mais de 90% de chances de cura. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce. “É muito simples a realização do autoexame. Basta se olhar sem roupa em frente ao espelho para verificar a presença de qualquer sinal de mancha diferente ou novas pintas acompanhadas ou não de coceiras e sangramentos. Ele deve ser feito mensalmente e se algum sinal aparecer, procure imediatamente um dermatologista”, expõe a médica Paula Soares.

Como funciona o tratamento do câncer de pele com radioterapia?

O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que uma das formas de radioterapia de câncer de pele mais difundida no mundo é a Eletronterapia, uma técnica onde elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, são empregados para a irradiação superficial. “Normalmente a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica onde é possível então extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.”

O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. “Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Esta blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos”, complementa Paulo Petchevist.

Depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente no homem e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Mesmo com campanhas como a do Novembro Azul, ainda falta muita conscientização sobre a prevenção e os exames que ajudam no diagnóstico precoce do câncer de próstata, mas o tabu ainda é um dos fatores que fazem com que os homens evitem este assunto.

O Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelou dados que mostram que entre 2019 e 2021 foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo de tumor. Somente em 2021, mais de 16 mil homens morreram em consequência do câncer de próstata. Para 2022, o Instituto Nacional do Câncer – INCA estima mais de 65 mil novos casos.

O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata são fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença”, aponta.

Os tumores de próstata são silenciosos, por esse motivo é importante fazer exames regularmente para conferir se a saúde está em dia. A doença costuma apresentar sinais quando o câncer está em estágio avançado. A Sociedade Brasileira de Urologia – SBU recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.

Radioterapia externa para tratamento do câncer de próstata

A escolha do melhor tratamento vai depender de determinados aspectos, como o estado de saúde do paciente, estadiamento da doença, expectativa de vida e, em casos iniciais, da preferência do paciente.

O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que hoje em dia o câncer de próstata tem seu tratamento com radioterapia externa (Teleterapia) de forma segura, prática e em poucas aplicações. “A radioterapia de próstata aplicada em centros de excelência tem empregado esquemas de tratamento cada vez mais curtos com doses por aplicação cada vez maiores. Isso só é possível com a combinação de técnicas de localização de alta precisão obtida com Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT) e técnicas de modulação de dose, como Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) ou Radioterapia em Arco Modulada Volumetricamente (VMAT)”, cita.

O IGRT é muito importante uma vez que a próstata é um alvo de tratamento que se localiza entre estruturas móveis que podem estar total ou parcialmente preenchidas, como é o caso do reto e da bexiga, que levam a deslocamentos da próstata entre uma aplicação e outra. Por isso, visualizar radiologicamente a posição da próstata antes de iniciar a entrega de altas doses de radiação e poder efetuar uma correção de posição através da mesa robótica de tratamento é tão fundamental. “Com a correção submilimétrica da posição da próstata executada será então possível entregar a alta dose de tratamento por uma das técnicas de modulação (IMRT ou VMAT). No Oncoville, a combinação das técnicas de IGRT e VMAT tem mostrado grande êxito nos tratamentos hipofracionados de próstata feitos em 28 frações e em radiocirurgias de próstata feitas em cinco frações, duas vezes por semana”, destaca Paulo Petchevist.

Nas mulheres, exceto o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama representa 29,7% dos diagnósticos positivos. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA pontam que em 2022 são esperados aproximadamente 66 mil novos casos de câncer de mama. Com esses números alarmantes, cada vez mais é necessário que as mulheres se conscientizem sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. E o Outubro Rosa é um dos principais momentos para chamar a atenção, embora o ano todo deva ser dedicado à prevenção.

É fundamental que as mulheres se conscientizem sobre a prevenção e o diagnóstico precoce. A rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, reforça que com o diagnóstico inicial, ou seja, detectando a doença no começo, as chances de cura são maiores e possibilita um tratamento menos radical. “Em outubro, dedicamos em particular a orientação das pacientes sobre os cuidados que devem ter durante a vida em relação aos tratamentos, rastreamento e aos exames que precisam ser realizados regularmente.” 

Radioterapia

Uma das formas de tratamento do câncer de mama é a radioterapia. Com o avanço da tecnologia, abriu-se a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações. “Com a evolução do tempo esse número pode baixar consideravelmente. Agora, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias nos casos que é possível, conforme avaliação do rádio- oncologista”, cita. Ainda haverá a possibilidade para algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias (conforme avaliação de cada caso especificamente) e o tempo de cada sessão é definido individualmente, mas poderá ficar em torno de 10 minutos ou até menos.

“A definição da melhor técnica de radioterapia a ser utilizada é definida para cada paciente, ou seja, de forma individual, e de acordo com uma avaliação efetuada pela equipe composta pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, que assegura a administração da radiação à paciente de forma segura e efetiva”, destaca Paula Soares.

O Instituto Nacional de Câncer – INCA aponta que em 2022 deverão ocorrer no país cerca de 20.540 novos casos de câncer colorretal em homens e 20.470 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 para cada 100 mil mulheres. Para reforçar a importância da prevenção, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) promove a campanha Setembro Verde, com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos do câncer de intestino (colorretal – cólon e reto) e as formas de prevenção. Vale lembrar que diagnosticado na fase inicial esse tipo de tumor alcança índices de cura entre 90% e 95%.

Esse tipo de neoplasia, que vem crescendo no país, abrange tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon) e no reto. Os principais sintomas de alerta são sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, com presença de diarreia e prisão de ventre alternados, dor ou desconforto abdominal, sinais de fraqueza, anemia, perda de peso sem explicação e aparecimento de massa abdominal. Caso a pessoa tenha sintomas como os citados, deverá ser avaliada por um especialista o quanto antes.

As principais formas de prevenção são a adoção de um estilo de vida mais saudável aliada à prática de exercícios físicos, evitar o consumo de álcool e cigarro, estar atento ao histórico familiar bem como realizar exames preventivos de colonoscopia após os 45 anos, segundo algumas diretrizes atuais americanas. E o mais importante: diagnóstico precoce de lesão pré-maligna, pólipo com displasia de alto grau, pode evitar o desenvolvimento do câncer colorretal em alguns anos e com grandes chances de cura.

Fatores de risco

Saiba quais fatores de risco que devem ser levados em consideração:

  • Idade superior a mais de 50 anos – embora tenha havido aumento de incidência em pacientes mais jovens nos últimos anos;
  • Histórico pessoal e/ou familiar de câncer colorretal prévio ou pólipos com displasia de alto grau;
  • Síndromes genéticas: Polipomatose familiar ou Síndrome de Lynch;
  • Fatores ambientais também têm sido associados ao aumento do risco de tumores colorretais;
  • Alimentação pobre em fibras e rica em gordura;
  • Sedentarismo;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo.

Diagnóstico precoce aumenta as taxas de cura

Exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera para visualização da luz intestinal) são a escolha para rastreamento e diagnóstico desse tipo de tumor. Realiza-se uma biópsia, que é a análise de um pequeno pedaço de tecido removido da lesão suspeita, que é enviada para análise do médico patologista. Com o diagnóstico confirmado, a escolha do tratamento para o câncer colorretal depende de diversos fatores. A estratégia de tratamento deve ser discutida com a equipe multidisciplinar de cirurgia, oncologista clínico e radioterapia.

Radioterapia como forma de tratamento

O rádio-oncologista Henrique Balloni, da clínica Oncoville, cita que em tumores de reto iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. “O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia”, aponta o médico.

A radioterapia também pode ser empregada, em casos selecionados, na irradiação de metástases através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia)

A Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anses) publicou recentemente um estudo que serve de alerta para a população sobre a relação entre os alimentos com nitrato e nitrito e o aumento para o risco de desenvolver câncer colorretal. Quanto maior a exposição a esses compostos, maior o risco de câncer na população e de outras doenças.

Segundo a publicação da Anses, o principal problema é a adição de nitrato em alimentos, principalmente nos embutidos e carnes processadas. Além desses alimentos, a sociedade também é exposta de maneira constante aos nitratos, que estão presentes, inclusive, na água e nos vegetais, uma vez que atividades humanas contribuem para aumentar a concentração do elemento em recursos hídricos ou solos.

A adição pelo mercado de alimento de nitratos e nitritos nos embutidos visa limitar o desenvolvimento de bactérias que causam doenças, como a salmonela. Para a Anses, a redução da utilização dessas substâncias pode acontecer com medidas adicionais para o controle do risco de contaminação por outros meios, sendo adaptadas a cada categoria de produto.

Fica a dica: a recomendação para o melhor do bem-estar da população é de que o consumo desses alimentos não seja de mais de 150 gramas por semana.

A campanha Agosto Branco tem como objetivo alertar e sensibilizar a população sobre o diagnóstico, fatores de risco e formas de tratamento do câncer de pulmão, um dos tumores mais comuns e o maior responsável pelas mortes decorrentes de câncer no mundo e especialmente no Brasil. Sua causa principal é o tabagismo e a exposição passiva, responsáveis por 85% dos diagnósticos. Além disso, há, também, fatores ligados à poluição do ar e à exposição a agentes químicos ou físicos. 

Em 2023, serão diagnosticados 32.560 novos casos de câncer de pulmão no Brasil. Essas estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA reforçam a importância de conscientizar a população sobre esse tipo de câncer que afetará 18.020 em homens e 14.540 em mulheres. Uma das melhores formas de prevenção é evitar o consumo de tabaco e manter o distanciamento de pessoas que fumam, evitando a exposição passiva.

A rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, explica que os dois principais tipos de câncer de pulmão são o carcinoma de pequenas células e o carcinoma de não pequenas células. Eles se diferenciam pela aparência de suas células. “O carcinoma de pequenas células é o tipo mais agressivo de câncer e pode se disseminar rapidamente para outras partes do corpo, gerando metástases. Está fortemente vinculado ao consumo de tabaco. Já o carcinoma de não pequenas células é o tipo mais frequente, sendo responsável por 90% dos casos.” 

Fique atento aos sintomas!

Os sintomas desse tipo de neoplasia costumam aparecer quando a doença já está em um estágio avançado, como tosse ou rouquidão persistentes, escarro com sangue, cansaço e falta de ar, dor no peito e perda de peso e apetite. “Ao sentir alguns desses sintomas, recomendamos que se busque orientação médica imediatamente, caso o diagnóstico da doença seja confirmado, é preciso dar início ao tratamento, visando um melhor prognóstico”, aponta Paula Regia Soares.

Pessoas que fumam devem estar em alerta e fazer os exames de rotina regularmente. Para fumantes acima de 50 anos é recomendado, como forma de rastreamento, a Tomografia Computadorizada de Tórax com baixa dose de radiação (TCBD), que deverá ser feita anualmente. A TCBD deverá ser indicada sob orientação médica.

Radioterapia é uma das formas de tratamento

Assim como qualquer tipo de câncer, o tratamento vai depender do estágio da doença, podendo ser utilizadas a cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. O físico-médico Paulo Petchvist, do Oncoville, explica que as sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para atingir o local afetado para o controle da doença, com o objetivo de reduzir os sintomas e diminuir a possibilidade de progressão.

“Ao realizar a programação do tratamento, que é feita inicialmente antes do tratamento propriamente dito, estudamos o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação, assim é possível entender como ele se movimenta durante o ciclo respiratório e podemos irradiá-lo de forma focada, precisa e com poucas aplicações. Técnicas que conformam e/ou modulam o feixe de radiação quando associadas a técnicas de localização, como a IGRT (Radioterapia Guiada por imagem), trazem resultados muito consistentes pois têm a capacidade de entregar altas doses ao volume-alvo, preservando muito os tecidos e órgãos circunvizinhos a ele”, ressalta.