Novembro Azul alerta para diagnóstico e tratamento do câncer de próstata
A campanha Novembro Azul teve a sua origem na Austrália, em 2003, e desde então se espalhou pelo mundo como forma de alertar e conscientizar os homens sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma).
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que foram diagnosticados 65.840 novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2020. Apesar dos números elevados, muitos homens não realizam os exames preventivos, entre eles o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata.
O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, explica que a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento, as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença.”
Tratamento contra o câncer de próstata
O tratamento ideal para o câncer de próstata localizado ainda causa muita dúvida entre os pacientes e depende de vários fatores como doenças preexistentes do paciente, expectativa de vida e características do câncer de próstata. O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que hoje em dia o câncer de próstata tem seu tratamento com radioterapia externa (Teleterapia) de forma segura, prática e em poucas aplicações. “A radioterapia de próstata aplicada em centros de excelência tem empregado esquemas de tratamento cada vez mais curtos com doses por aplicação cada vez maiores. Isso só é possível com a combinação de técnicas de localização de alta precisão obtida com Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT) e técnicas de modulação de dose, como Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) ou Radioterapia em Arco Modulada Volumetricamente (VMAT)”, cita.
O IGRT é muito importante uma vez que a próstata é um alvo de tratamento que se localiza entre estruturas móveis que podem estar total ou parcialmente preenchidas, como é o caso do reto e da bexiga, que levam a deslocamentos da próstata entre uma aplicação e outra. Por isso, visualizar radiologicamente a posição da próstata antes de iniciar a entrega de altas doses de radiação e poder efetuar uma correção de posição através da mesa robótica de tratamento é tão fundamental. “Com a correção submilimétrica da posição da próstata executada será então possível entregar a alta dose de tratamento através de uma das técnicas de modulação (IMRT ou VMAT). No Oncoville, a combinação das técnicas de IGRT e VMAT tem mostrado grande êxito nos tratamentos hipofracionados de próstata feitos em 28 frações e em radiocirurgias de próstata feitas em cinco frações, duas vezes por semana”, destaca Paulo Petchevist.
A campanha Outubro Rosa acontece no Brasil desde 2002 e tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente do câncer de colo do útero, causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV. São conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo uterino. A transmissão ocorre por contato direto com a pele ou mucosa infectada, sendo a principal via a sexual. Está infecção pode, ou não, evoluir para o câncer sendo que, na maioria das vezes, ocorre a eliminação do vírus devido resposta imunológica do indivíduo.
De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer — INCA, deverão ocorrer aproximadamente 16 mil novos casos neste ano no país, quase todos decorrentes de infecção pelo HPV. Atualmente, é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil e, sem contar o câncer de pele não melanoma, é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal.
O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, clínica de radioterapia, explica que a “prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada, principalmente, a evitar o contágio pelo HPV. Já a prevenção secundária é realizada através do Papanicolau, exame de rastreamento que visa descobrir lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. Este exame deve ser oferecido a pacientes na faixa etária de 25 a 64 anos, com colo do útero e que já iniciaram atividade sexual.”
O câncer do colo do útero é uma doença que normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. Sinais e sintomas como sangramento vaginal, corrimento e dor podem indicar que o tumor está em fase mais avançadas. “Por esse motivo, a prevenção é fundamental. Apesar de sempre recomendado, o uso de preservativo durante contato sexual não protege totalmente da infecção pelo HPV, porque não cobre todas as áreas possíveis de serem infectadas. Uma estratégia muito interessante de prevenção é a vacina do HPV, as quais tem como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos”, cita o rádio-oncologista.
Tratamento radioterápico
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que o câncer de colo uterino tem seu tratamento em radioterapia feito pelas modalidades de Teleterapia exclusiva ou Teleterapia com Braquiterapia associada. “A Braquiterapia é um procedimento onde aplicadores específicos são introduzidos via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Os aplicadores impedem que haja qualquer contato físico da fonte radioativa em si com a paciente e que apenas a radiação proveniente dela entregue a dose prescrita à região-alvo. Normalmente são necessárias quatro aplicações e cada uma delas tem em média duas horas de duração.”
Já a Teleterapia consiste no emprego de feixes de raios X à região-alvo, com a finalidade de entregar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures. “A irradiação é feita de maneira indolor em 25 a 30 aplicações diárias com duração média de 15 minutos cada. A paciente é posicionada na mesa de tratamento com alguns suportes específicos que garantirão a reprodutibilidade do posicionamento diariamente. Após a localização da região-alvo ser feita por imagem radiológica, a irradiação da região iniciará. A paciente verá apenas a máquina girar em torno dela sem qualquer dor ou contato físico durante a aplicação”, finaliza Paulo Petchevist.
Para fazer o autoexame das mamas é melhor se posicionar em frente ao espelho ou durante o banho ou mesmo deitada na cama.
Em frente ao espelho: Posicione-se em frente ao espelho e observe os dois seios, primeiro com os braços para baixo. Depois, coloque as mãos na cintura, pressionando. Em seguida, coloque as mãos atrás da cabeça e observe o tamanho das mamas, a posição e a forma do mamilo. Pressione levemente o mamilo e veja se há alguma secreção saindo.
Durante o banho, em pé: Levante o braço esquerdo e apoie-o sobre a cabeça. Em seguida, com a mão direita esticada, examine a mama esquerda. Use a polpa dos dedos e vá percorrendo toda a mama com movimentos circulares de cima para baixo. Faça a mesma coisa com a mama direita, invertendo os braços.
Caso sinta algum caroço durante o autoexame de mamas, procure seu mastologista ou cirurgião oncológico. Vale lembrar que esse exame é apenas precaução. O importante é realizar exames periodicamente!
Diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é realizado basicamente pela mamografia, ultrassonografia e, eventualmente quando solicitado pelo médico, a ressonância magnética. Com o diagnóstico precoce é possível levar as pacientes a uma cura em até 98% dos casos.
Mamografia
A mamografia é um exame que pode causar um certo desconforto, mas realizado rapidamente. É necessária a compressão das mamas para verificar o tecido mamário. O desconforto varia de mulher para mulher.
A mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos de idade. Se a paciente é de risco (conforme avaliação médica) os exames devem começar a partir dos 35 anos.
A mamografia e a ecografia da mama são de grande valor no diagnóstico precoce, pois é nela que serão descobertos microcalcificações ou nódulos, podendo iniciar o tratamento o quanto antes.
Exercícios físicos ajudam na prevenção do câncer de mama
Realizar atividades físicas durante 30 a 60 minutos ao dia ajuda a reduzir as chances de desenvolver câncer de mama. A orientação é fazer 150 minutos de exercícios físicos durante a semana, ou seja, uma média de 30 minutos por dia, cinco vezes na semana.
Você sabia que…
1. Cerca de 60% dos casos de câncer de mama são percebidos pela própria mulher ou seu parceiro ao palpar as mamas?
2. Com alimentação saudável, atividade física constante, gordura corporal adequada, diminuição no consumo de álcool é possível reduzir em até 28% o risco de se desenvolver câncer de mama?
Testes genéticos para identificação do câncer de mama – BRCA1 e BRCA2
Os testes genéticos de sequenciamento dos genes BRCA1 e BRCA2 são importantes para a identificação de mulheres com maior predisposição para o desenvolvimento da síndrome de câncer de mama e ovário hereditários. A realização do teste – coleta de sangue ou saliva – é indicada principalmente para mulheres que possuem casos de câncer de mama e/ou ovário presentes na família, em várias gerações. É o mesmo teste que a atriz Angelina Jolie fez e como prevenção retirou as mamas.
Chegamos novamente em mais um mês da campanha Outubro Rosa, que tem como principal objetivo alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA pontam que em 2021 são esperados aproximadamente 66 mil novos casos de câncer de mama.
A rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, especializado em radioterapia, explica que é fundamental que as mulheres se conscientizem sobre a prevenção e diagnóstico precoce. “Em outubro, dedicamos em particular a orientação das pacientes sobre os cuidados que devem ter durante a vida em relação aos tratamentos, rastreamento e aos exames que precisam ser realizados regularmente. Com o diagnóstico inicial, ou seja, detectando a doença no começo, as chances de cura são maiores e possibilita um tratamento menos radical.”
O avanço da tecnologia abriu a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações. “Com a evolução do tempo esse número pode baixar consideravelmente. Agora, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias nos casos que é possível, conforme avaliação do rádio- oncologista”, cita. Ainda haverá a possibilidade para algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias (conforme avaliação de cada caso especificamente) e o tempo de cada sessão é definido individualmente, mas poderá ficar em torno de 10 minutos ou até menos.
A definição da melhor técnica de radioterapia a ser utilizada é definida para cada paciente, ou seja, de forma individual, e de acordo com uma avaliação efetuada pela equipe composta pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, que assegura a administração da radiação à paciente de forma segura e efetiva.
O consumo de álcool é fator de risco para doenças não oncológicas e oncológicas, como, por exemplo, tumores de boca, faringe, laringe, esôfago, cólon, reto, fígado e mama (em mulheres). Dados publicados no mês de julho na revista científica The Lancet Oncology apontaram uma estimativa global de que 4% de todos os novos diagnósticos de câncer em 2020 têm relação com consumo de álcool, representando mais de 700 mil casos.

O consumo de álcool foi classificado como moderado (até 20 gramas de álcool/dia – dois drinques por dia), de risco (entre 20 e 60 gramas de álcool/dia – entre dois e seis drinques por dia) ou intenso (mais de 60 gramas de álcool/dia – mais de seis drinques por dia).
Estratificando o risco em relação a esta classificação, o consumo moderado foi responsável por 14% dos casos (mais de 100 mil), o de risco por 39% (mais de 290 mil casos) e o intenso por 47% (mais de 345 mil casos). Subestratificando o risco em acréscimos de 10 gramas/dia, o consumo de até 10 g/dia (até um drinque) contribuiu com, aproximadamente, 5,5% dos casos.
As taxas mais altas de incidência de câncer relacionadas ao consumo de álcool foram em homens e mulheres que consumiam, respectivamente, de 30 a 50 gramas por dia e de 10 a 30 gramas por dia.
Leia a reportagem original sobre o estudo da The Lancet Oncology: https://edition.cnn.com/2021/07/13/health/drinking-alcohol-cancer-risk-study-wellness/index.html
A campanha Setembro Verde, promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos do câncer de intestino (colorretal – cólon e reto) e as formas de prevenção. Vale lembrar que diagnosticado na fase inicial esse tipo de tumor alcança índices de cura entre 90% e 95%.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, estimativas apontam para 2021 cerca de 20.540 novos casos de câncer colorretal em homens e 20.470 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 para cada 100 mil mulheres. Descartando os tumores de pele não melanoma, o câncer colorretal é o terceiro tumor mais frequente na região Sul, com 25,11/100 mil, sendo que no Estado do Paraná são estimados para este ano 1.250 novos casos em homens e 1.230 em mulheres.
Esse tipo de neoplasia, que vem crescendo no país, abrange tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon) e no reto. Os principais sintomas de alerta são sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, com presença de diarreia e prisão de ventre alternados, dor ou desconforto abdominal, sinais de fraqueza, anemia, perda de peso sem explicação e aparecimento de massa abdominal. Caso a pessoa tenha sintomas como os citados, deverá ser avaliada por um especialista o quanto antes.
Diagnóstico
Exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera para visualização da luz intestinal) é o exame de escolha para rastreamento e diagnóstico desse tipo de tumor. Realiza-se uma biópsia, que é a análise de um pequeno pedaço de tecido removido da lesão suspeita e enviada para análise do médico patologista. Com o diagnóstico confirmado, a escolha do tratamento para o câncer colorretal depende de diversos fatores. A estratégia de tratamento deve ser discutida em equipes multidisciplinares de cirurgia, oncologista clínico e radioterapia.
Fatores de risco
Saiba quais fatores de risco devem ser levados em consideração:
- Idade superior a mais de 50 anos – embora tenha havido aumento de incidência em pacientes mais jovens nos últimos anos;
- Histórico pessoal e/ou familiar de câncer colorretal prévio ou pólipos com displasia de alto grau;
- Síndromes genéticas: Polipomatose Familiar ou Síndrome de Lynch;
- Fatores ambientais também têm sido associados ao aumento do risco de tumores colorretais;
- Alimentação pobre em fibras e rica em gordura;
- Sedentarismo;
- Diabetes;
- Obesidade;
- Tabagismo;
- Alcoolismo.
Tratamento com radioterapia
O rádio-oncologista Henrique Balloni, da clínica Oncoville, cita que em tumores de reto iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. “O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia”, aponta o médico.
A radioterapia também pode ser empregada, em casos selecionados, na irradição de metástases através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia).
Prevenção
Adoção de um estilo de vida mais saudável aliada à prática de exercícios físicos, evitar o consumo de álcool e cigarro, estar atento ao histórico familiar, bem como realizar exames preventivos de colonoscopia após os 45 anos, segundo algumas diretrizes atuais americanas. E o mais importante: diagnóstico precoce de lesão pré-maligna, pólipo com displasia de alto grau, pode evitar o desenvolvimento do câncer colorretal em alguns anos ou mesmo quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura são grandes.
Comemora-se no dia 17 de setembro, o Dia Mundial da Segurança do Paciente, que visa conscientizar profissionais de saúde, gestores, órgãos governamentais, pacientes, educadores e sociedade civil sobre a necessidade da implementação das práticas de segurança dentro dos serviços de saúde, visando minimizar riscos e danos ao paciente, refletindo na melhoria da qualidade do cuidado prestado nos serviços de saúde do país.
Nós, da Oncoville, dedicamos atenção especial aos cuidados necessários para proteger nossos profissionais e pacientes. Além de garantir segurança a todos, os colaboradores também são estimulados a praticar a cultura da qualidade e segurança do paciente com ações traduzidas por cuidado e atenção nos processos, acompanhamentos de dados e informações monitoradas de forma contínua que permitem a implementação de melhorias.
Um reconhecimento de nosso cuidado é a acreditação ONA Nível 1, Acreditado, certificação concedida pela Organização Nacional de Acreditação – ONA, que avalia a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada, considerando os recursos disponíveis e sua complexidade.
15 de setembro, é o Dia do Mundial da Conscientização dos Linfomas. Existem dois tipos de linfomas: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin, sendo diferenciados pelos tipos de células encontradas, pelo comportamento biológico existente e pela resposta aos tratamentos realizados. Os linfomas possuem altos índices de cura, porém, quanto mais cedo diagnosticados, melhores serão os resultados.
Sintomas do Linfoma
Em geral, a pessoa costuma apresentar sinais como, por exemplo, cansaço ou fraqueza, febre, sudorese noturna, perda de peso sem motivo aparente, dores no corpo, coceira na pele. Caso encontre nódulos (caroços) no corpo, principalmente na região da virilha, axilas, pescoço, clavícula e mandíbula, deve procurar um médico para que este indique ao especialista da área.
Tratamento do Linfoma
A quimioterapia é o tratamento padrão, podendo ou não, ser associada à radioterapia, o que vai depender do tipo do linfoma, estágio da doença, sintomas e o estado de saúde do paciente. Alguns linfomas não agressivos podem ser apenas acompanhados pelo médico, sem necessidade de um tratamento específico.
A radioterapia é adotada como parte do tratamento para a maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin e consiste na radiação do órgão-alvo com doses fracionadas. Já em linfomas, a radioterapia atua como tratamento adjuvante, ou seja, após a quimioterapia.
O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que para o triênio 2020/2022 sejam diagnosticados 8.460 novos casos de câncer infantojuvenil, o que representa 3% do total dos 625 mil novos casos de câncer diagnosticados em cada período. A campanha Setembro Dourado foi criada para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. Os três tipos de câncer mais frequentes em crianças são as leucemias, os linfomas e os tumores cerebrais e do sistema nervoso central (26%). O câncer infantojuvenil é também associado a alterações genéticas e a malformações congênitas, as síndromes.
Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando é diagnosticado precocemente e realizado tratamento adequado as chances de cura para os tumores juvenis são de até 80%. O INCA ainda aponta que o câncer é a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes – representam de 1 a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados. O câncer juvenil é a principal causa de mortalidade na faixa de 5 a 19 anos no Brasil.
Os sintomas do câncer infantojuvenil podem ser confundidos muitas vezes com os de outras doenças comuns na infância, por isso é fundamental procurar um especialista quando aparecerem sintomas ou sinais que não acabam ou desaparecem. O tratamento do câncer do infantojuvenil vai depender do diagnóstico, estadiamento e evolução do tumor, mas é baseado em cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, centro de radioterapia, conta que o tratamento radioterápico em crianças e adolescentes deve ser realizado com extremo critério, pelo fato de poderem apresentar maiores possibilidades de efeitos colaterais nos tecidos e órgãos em desenvolvimento. “O devido posicionamento e imobilização do paciente garante que a região-alvo a ser tratada receba a dose prescrita e que os órgãos de risco circunvizinhos sejam protegidos segundo o planejamento radioterápico aprovado. Quando se trata de um caso infantojuvenil a preocupação com o posicionamento aumenta, uma vez que o entendimento da necessidade de ficar imóvel durante a aplicação radioterápica se torna um desafio extra. Nesses casos, a humanização empregada na clínica Oncoville através da confecção de suportes e imobilizadores personalizados, como as máscaras termoplásticas de personagens mostradas abaixo, têm ajudado muito no êxito dos tratamentos de alta precisão. Com esses dispositivos desenvolvidos a criança/adolescente se sente mais confiante e segura para manter-se imóvel pelo tempo necessário.”

O Oncoville, clínica de radioterapia, vai promover nos dias 29 e 30 de setembro, a partir das 19h, com transmissão ao vivo via plataforma digital, seu I Oncoville Gineco Meeting, encontro para discutir sobre câncer do colo uterino e endométrio. O evento conta com apoio da SOGIPA – Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná.
Segundo o rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, “O objetivo desses módulos é discutir aspectos modernos do tratamento de dois dos tumores ginecológicos mais frequentes, visando com isso agregar conhecimento e experiência de palestrantes e moderadores que são referência no cenário da onco-ginecologia”.
No dia 29 (quarta-feira), a programação é destinada ao Módulo Colo Uterino e serão discutidos temas como “Indicações e resultados de tratamento cirúrgicos preservadores de fertilidade”; “Papel de linfadenectomia estadiadora em tumores de colo uterino”; Estratégias terapêuticas em tumores de colo uterinos metastáticos. Finalizando o módulo, será discutida a “Braquiterapia conformacional guiada por tomografia”.
Na programação do dia 30 (quinta-feira) serão abordados os seguintes assuntos: “Cirurgia aberta vs Videolaparoscopia vs Robótica: prós e contras”; “Papel da pesquisa de linfonodo sentinela”; “Indicações de quimioterapia adjuvante em função de histologia e estadiamento”. Encerrando o I Oncoville Gineco Meeting haverá a aula sobre “Avanços em radioterapia na adjuvância de tumores endometriais?”.
Após cada módulo haverá espaço para perguntas e respostas, momento em que os participantes poderão interagir e sanar suas dúvidas. Moderadores de renome nacional vão dar sua contribuição para um debate instrutivo e desafiador.
Serviço
Evento: I Oncoville Gineco Meeting
Datas: dias 29 (quarta-feira) e 30 (quinta-feira), de setembro
Horário: a partir das 19h
Inscrição e programação completa no link: https://www.sympla.com.br/i-oncoville-gineco-meeting__1334888
Você sabia que ao fumar uma pessoa inala cerca de 4.700 substâncias, sendo 69 delas reconhecidas como cancerígenas?
O tabagismo é fortemente associado ao câncer. De cada 100 pacientes que desenvolvem a doença, 30 são fumantes. A relação do cigarro com o câncer de pulmão é ainda mais próxima: 90% dos casos da doença ocorrem entre fumantes. Mas o tabagismo também pode causar outros tipos de câncer,como laringe, faringe, esófago, cavidade oral,estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo do útero e leucemias.
Existe algum exame preventivo (rastreamento) para pacientes que fumam ou fumaram no passado?
Sim. Pacientes tabagistas por mais de 20 anos, por terem risco mais elevado de câncer de pulmão que a população não fumante, devem fazer acompanhamento com pneumologista realizando tomografia anual de rastreamento para detecção de tumores de pulmão em fases mais precoces. Sem exames de rotina 70% dos casos são detectados em fases mais avançadas, o que torna os tratamentos mais agressivos e menos eficazes.
O câncer de pulmão é um dos tumores mais comuns e o maior responsável pelas mortes decorrentes de câncer no mundo e especialmente no Brasil. Sua causa principal é o tabagismo e a exposição passiva, responsáveis por 85% dos diagnósticos. Além disso, há, também, fatores ligados à poluição do ar e à exposição a agentes químicos ou físicos. A campanha Agosto Branco tem como objetivo alertar e sensibilizar a população para esse tipo de doença, seu diagnóstico e formas de tratamento.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam 30.200 novos casos para este ano, sendo 17.760 em homens e 12.440 em mulheres. Uma das melhores formas de prevenção é evitar o consumo de tabaco e manter o distanciamento de pessoas que fumam, evitando a exposição passiva.
Os dois principais tipos de câncer de pulmão são o carcinoma de pequenas células e o carcinoma de não pequenas células. Eles se diferenciam pela aparência de suas células. O carcinoma de pequenas células é o tipo mais agressivo de câncer e pode se disseminar rapidamente para outras partes do corpo, gerando metástases. Está fortemente vinculado ao consumo de tabaco. Já o carcinoma de não pequenas células é o tipo mais frequente, sendo responsável por 90% dos casos.
Sintomas
Os sintomas desse tipo de neoplasia costumam aparecer quando a doença já está em um estágio avançando. Os principais sintomas são a tosse ou rouquidão persistentes, escarro com sangue, cansaço e falta de ar, dor no peito e perda de peso e apetite. “Ao sentir alguns desses sintomas, recomendamos que se busque orientação médica, caso o diagnóstico da doença seja confirmado, é preciso dar início ao tratamento, visando um melhor prognóstico”, aponta a rádio-oncologista Paula Regia Soares, da Clínica Oncoville.
Pessoas que fumam devem estar em alerta e fazer os exames de rotina regularmente. Para fumantes acima de 50 anos é recomendado, como forma de rastreamento, a Tomografia Computadorizada de Tórax com baixa dose de radiação (TCBD), que deverá ser feita anualmente. A TCBD deverá ser indicada sob orientação médica.
Tratamento
O tratamento vai depender do estágio da doença. Hoje, de forma individualizada e conforme o caso, podem ser usadas a cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. A terapia a ser utilizada será definida individualmente, conforme avaliação médica.
Radioterapia
As sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para atingir o local afetado para o controle da doença, com o objetivo de reduzir os sintomas e diminuir a possibilidade de progressão local da doença.
De acordo com o físico-médico Paulo Petchvist, do Oncoville, “Ao realizar a programação do tratamento, que é feita inicialmente antes do tratamento propriamente dito, estudamos o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação, assim é possível entender como ele se movimenta durante o ciclo respiratório e podemos irradiá-lo de forma focada, precisa e com poucas aplicações. Técnicas que conformam e/ou modulam o feixe de radiação quando associadas a técnicas de localização, como o IGRT (Radioterapia Guiada por imagem), trazem resultados muito consistentes pois têm a capacidade de entregar altas doses ao volume-alvo, preservando muito os tecidos e órgãos circunvizinhos a ele.
O Dia Nacional da Campanha Educativa de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de agosto, tem a intenção de conscientizar as pessoas e enfatizar que com pequenas mudanças de hábitos e atitudes a doença pode ser evitada.
Alimentação saudável e a prática regular de exercícios contribuem para a prevenção do câncer. Estudos científicos apontam os benefícios do exercício físico como medida preventiva, reduzindo os riscos de pelo menos 7 tipos de tumores.
Já que estamos no Agosto Branco, todos sabem que parar de fumar é fundamental para evitar tumores de pulmão, porém, pacientes tabagistas por mais de 20 anos, por terem risco mais elevado de câncer de pulmão que a população não fumante, devem fazer acompanhamento com pneumologista realizando tomografia anual de rastreamento para detecção de tumores de pulmão em fases mais precoces. Sem exames de rotina 70% dos casos são detectados em fases mais avançadas, o que torna os tratamentos mais agressivos e menos eficazes.
A radioterapia é um dos principais tratamentos curativos dos tumores de cabeça e pescoço. De acordo com Fabíola Weber, Enfermeira Responsável Técnica pelo Setor e especialista em Gerenciamento dos Serviços de Enfermagem do Oncoville, os pacientes que realizam tratamento de radioterapia na região de Cabeça e Pescoço exigem alguns cuidados. “A equipe de Enfermagem do Oncoville avalia diariamente os pacientes orientando cuidados bem como apoio fundamental à equipe médica”.
Saiba sobre os possíveis efeitos colaterais a depender do tipo de tumor tratado:
- Perda ou alteração de paladar; Dor ou dificuldade para engolir;
- Xerostomia (ressecamento da boca provocado por diminuição ou ausência do fluxo salivar);
- Presença de muco site ou aftas na mucosa oral;
- Alteração na pele da região do pescoço (vermelhidão, dor e descamação).
Orientações de enfermagem:
- Evitar exposição direta à região de tratamento ao sol;
- Não utilizar cremes ou pomadas antes da sessão de radioterapia;
- Utilizar o hidratante ou pomada indicados pela equipe de Enfermagem sempre após a sessão de radioterapia;
- Evitar fazer a barba durante o tratamento;
- Utilizar escova dental de cerdas macias;
- Utilizar enxague bucal e spray hidratante para a mucosa oral indicados pela equipe de Enfermagem várias vezes ao dia;
- Acompanhamento com o serviço de Odontologia para laser terapia a fim de evitar e minimizar o incômodo das aftas. O Oncoville disponibiliza serviço de laser terapia a todos os pacientes.
- Realizar acompanhamento com um serviço de Nutrição para o controle do peso corporal e orientações sobre a alimentação;
- Manter-se hidratado durante o tratamento, ingerir pelo menos 2 litros de água por dia.
O serviço de Enfermagem do Oncoville está à disposição caso tenha alguma dúvida sobre os cuidados com a pele e mucosa oral. “O serviço de Enfermagem atua na prevenção, avaliação e indicação do tratamento adequado, de acordo com as características individuais do paciente”, cita Fabíola.
A Campanha Julho Verde visa conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer de cabeça e pescoço. Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que anualmente são diagnosticados cerca de 43 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço que atingem principalmente boca (língua, assoalho da boca, palato duro, gengivas, mucosa da boca, lábio), orofaringe (região das amígdalas, base da língua, palato mole, parte lateral e posterior da garganta), demais regiões da faringe, laringe, etc.
Diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Porém, em 60% dos casos, o paciente chega com o tumor avançado, deixando sequelas para o indivíduo. O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, explica que muitas vezes os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, o que leva à demora do diagnóstico. “Por ser uma doença curável, fica o alerta para a importância da detecção precoce. Estes tumores possuem grandes chances de prevenção e com medidas simples é possível evitar o desenvolvimento da doença, entre elas refrear ou abandonar os fatores de risco, como o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis por cerca de 90% dos casos. O HPV (papilomavírus humano) também pode ser o agente causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe”, aponta.
Os sintomas mais comuns do câncer de cabeça e pescoço são a presença de feridas que não cicatrizam, nódulos no pescoço, rouquidão e outras alterações da voz, dificuldade de engolir e emagrecimento sem motivo.
Taxas de cura e radioterapia
Quando diagnosticado em fase inicial, as taxas de cura chegam a 95% e na doença avançada diminui para 30%. As sequelas da doença também são menores quando o tratamento é realizado precocemente. Na fase inicial o tratamento inclui uma única modalidade de tratamento, cirurgia ou radioterapia. Em casos avançados há sequelas como perda da voz, dificuldade ou impossibilidade de se alimentar, deformidades, dentre outras. O tratamento inclui várias modalidades de terapia, algumas vezes radioterapia associada à quimioterapia, ou cirurgia associada à radioterapia.
O físico-médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que o tratamento radioterápico de cabeça e pescoço é complexo, pois essa localização possui muitas estruturas sadias circunvizinhas à região alvo de tratamento. Por isso se faz necessário adotar técnicas de modulação de feixe como IMRT (Radioterapia de Intensidade Modulada) ou VMAT (Terapia em Arco Volumétrico), que permitem entregar doses altas à região tumoral e reduzir muito a irradiação das estruturas sadias ao redor. “A modulação do feixe de tratamento é feita através de dispositivos acoplados ao cabeçote do acelerador linear chamados de Colimadores multilâminas (MLC). Como o próprio nome diz, eles são compostos de várias lâminas que se movimentam de forma independente umas das outras e permitem que hora o feixe de radiação passe por elas, atingindo o volume alvo, hora não passe, poupando as estruturas sadias. Tudo isso é feito de forma dinâmica e quase imperceptível no momento da aplicação, já que o paciente apenas perceberá o acelerador linear girando ao seu redor sem qualquer contato físico.”
Para garantir a eficiência e reprodutibilidade na aplicação dessas técnicas de modulação é preciso também que o paciente seja bem imobilizado por máscaras termoplásticas confeccionadas de forma personalizada. Esta imobilização associada a dispositivos de imagem, acoplados ao acelerador linear, permite checar o posicionamento da região alvo antes de iniciar a entrega da dose em cada fração e assim garantir dose alta ao que necessita e dose baixa ao que se deve proteger.
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Postado no Facebook na quarta-feira, 7 de julho de 2021
Sobre o Oncoville
O Oncoville é uma clínica de excelência em radioterapia que oferece tratamento para o câncer de forma integral e personalizada, seguindo padrões internacionais de qualidade. O centro de oncologia dispõe de uma infraestrutura ampla e moderna para garantir bem-estar e conforto aos pacientes. Dispõe de equipamentos modernos e com tecnologia de ponta, como aparelhos de imagem IGRT, IMRT e Braquiterapia em 3D, de alta precisão, que, aliados a uma equipe multidisciplinar especializada, garantem um tratamento oncológico de qualidade com alto nível de satisfação. A clínica mantém uma equipe de profissionais especializados e atualizados para aplicar técnicas altamente avançadas como Radiocirurgia craniana, Radioterapia com Intensidade Modulada – IMRT, Radioterapia Guiada por Imagens – IGRT e Braquiterapia em 3D. A conjugação de um tratamento eficaz aliado à excelência do atendimento de uma equipe altamente especializada é nosso maior referencial.
Recentemente, a cantora Rita Lee anunciou que está em tratamento contra um câncer no pulmão esquerdo. O tumor está em fase inicial e foi diagnosticado após a realização de exames de rotina. Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que o câncer de pulmão é o segundo tipo mais comum entre homens e mulheres no Brasil (exceção do câncer de pele não melanoma), atingindo cerca de 30 mil brasileiros anualmente. Em 90% dos casos esse tumor está relacionado ao tabagismo.
O tratamento que a cantora está realizando é uma combinação de radioterapia e imunoterapia, segundo comunicado divulgado em seu perfil na rede social. As sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para aplicar a radiação no local afetado para o controle da doença, evitando o risco de metástase, que é quando o câncer se espalha pelo organismo atingindo outros órgãos.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que o tratamento do câncer é focado para que as células saudáveis não sejam atingidas, proporcionando mais qualidade de vida durante a radioterapia. “Hoje em dia, os serviços de Radioterapia, como os do Oncoville, dispõem de alta tecnologia para estudar o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação. Neste estudo é possível entender como o tumor se movimenta durante o ciclo respiratório e assim irradiá-lo de forma focada, precisa e em poucas aplicações. A técnica utilizada é a SBRT (Radioterapia Estereotáxica do Corpo), onde muitos campos pequenos de irradiação são dispostos para entregar altas de doses de tratamento em até 5 frações ao volume-alvo no pulmão”, destaca Petchvist.
Já a imunoterapia, um dos tratamentos mais modernos e eficazes para o câncer de pulmão e que tem o seu uso aprovado há cerca de quatro anos no Brasil, será responsável para que o próprio sistema imunológico do organismo reconheça as células do câncer e inicie o combate contra elas. Assim como qualquer tumor, as chances de cura vão depender muito do tipo de câncer no pulmão, do estágio da doença e da resposta ao tratamento.
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco, que é fator de risco para muitas doenças oncológicas e não oncológicas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o tabaco é responsável pela morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo. Desse total, mais de 7 milhões são resultado do uso direto desse produto e cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo. Pensando nesses números alarmantes, em 1987 a OMS criou o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio.
A data tem como principal objetivo alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, entre elas o câncer. Dentre os tipos de neoplasias que apresentam o tabagismo como fator de risco estão: câncer de pulmão, câncer de estômago, câncer de cólon e reto, tumores de cabeça e pescoço, câncer de rim e ureter, câncer do colo do útero, câncer de esôfago, câncer de bexiga, câncer de pâncreas, câncer de fígado e leucemia mieloide aguda.
Além do câncer, doenças do aparelho respiratório, por exemplo, doença pulmonar obstrutiva crônica, e doenças cardiovasculares, como, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral, o tabagismo também contribui para o desenvolvimento de outras doenças, como impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata e ainda contribui para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos que podem ser fatais.
Estimativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa apontam o tabagismo como o responsável pela morte de mais de 150 mil pessoas a cada ano no Brasil. Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas são fumantes no país, mas, graças às campanhas feitas em território nacional nos últimos anos, este número está caindo. Campanhas para a população parar de fumar são de extrema importância, ainda mais pelo fato de o tabagismo, segundo a OMS, ser considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
Lembre-se: ao parar de fumar o risco de desenvolver diversas doenças diminui gradativamente e o organismo vai se restabelecendo. É fundamental procurar ajuda de um especialista para o sucesso desse processo.
Com a evolução da tecnologia em radioterapia é possível reduzir o tempo total do tratamento do câncer de mama e com isso aumentar o conforto da paciente. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações. Com a evolução do tempo esse número pode baixar consideravelmente.
“A grande maioria das pacientes de câncer de mama poderá fazer o tratamento mais curto, porém, isso vai depender da avaliação individual de cada caso, que será definida pelo médico que acompanha a paciente e irá individualizar o seu tratamento”, aponta a rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, clínica de radioterapia de Curitiba.
O avanço da tecnologia abriu a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Uma das técnicas usadas é chamada de hipofracionamento, na qual poderá ser realizado o tratamento do câncer de mama. Mas doutora Paula Soares alerta: “A definição da melhor técnica a ser utilizada é definida individualmente, ou seja, para cada paciente, e de acordo com uma avaliação efetuada pela equipe composta pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, que assegura a administração da radiação (dose) ao paciente de forma segura e efetiva”, destaca.
De acordo com a médica, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias e o tempo de cada sessão é definido especificamente para cada paciente, mas poderá ficar em torno de 10 minutos ou até menos. Quanto aos efeitos colaterais, eles não se modificam quando comparados com os tratamentos mais longos do câncer de mama, sendo as reações de pele um dos mais frequentes.
A principal vantagem da realização de um tratamento mais curto é ficar menos tempo no Serviço de Radioterapia, principalmente para pacientes que residem longe do local onde será realizado o tratamento. Com isso, é possível evitar viagens longas e preservar ainda mais a qualidade dos dias durante o período em que estão realizando a radioterapi
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que no triênio 2020 a 2022 serão diagnosticados 625 mil novos casos de câncer a cada ano. O câncer de pele não melanoma será o mais incidente, com 177 mil casos, seguido pelos cânceres de mama e próstata, com 66 mil ocorrências cada, cólon e reto 41 mil, pulmão 30 mil e estômago 21 mil casos. No entanto, é fundamental ficar em alerta sobre os outros tipos de câncer, entre eles o melanoma.
O mês de maio foi escolhido para reforçar a importância da conscientização da população em relação à prevenção do melanoma, um tipo raro de câncer de pele, mas uma das formas mais agressivas e fatais da doença devido à sua alta possibilidade de provocar metástase. Segundo o INCA, em 2020, foram diagnosticados 8.450 novos casos, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres.
Assim como qualquer outro tipo de neoplasia, as chances de cura do melanoma são maiores quando o melanoma é descoberto nos estágios iniciais. Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Saiba mais sobre as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento:
Fatores de risco
Entre os principais fatores de risco estão a exposição prolongada e repetida ao sol, realização excessiva de bronzeamento artificial, ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Outro fator é ter história familiar ou pessoal de câncer de pele.
Diagnóstico
O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, pelo exame clínico. Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos exigem uma biópsia.
Tratamento
A cirurgia é o tratamento mais indicado para os pacientes com melanoma. No entanto, dependendo do estágio da doença, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser indicadas. Em casos de metástase, o melanoma é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico, uma vez que nos últimos anos novos medicamentos imunoterápicos foram introduzidos no tratamento.
ABCDE do câncer de pele
Para descobrir sinais de um possível tumor de pele, foi adotada a regra internacional “ABCDE”:
Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;
Bordas irregulares: contorno mal definido;
Dados apontam que cerca de dois terços dos pacientes portadores de câncer apresentarão metástases ósseas, mais comumente para a coluna vertebral. Uma metástase ocorre quando as células do câncer se espalham pelo corpo e invadem ossos, órgãos e tecidos adjacentes. Qualquer tipo de câncer é capaz de gerar metástase óssea, porém os que mais causam são justamente alguns dos mais incidentes na população brasileira, como os de mama, próstata e pulmão.
“A ocorrência de metástase óssea poderá ser em poucos meses ou até mesmo depois de anos a partir do diagnóstico da doença. A radioterapia tem um papel fundamental no tratamento da metástase óssea, que pode ser ablativo (curativo) da lesão óssea (geralmente em pacientes com poucas lesões) ou, às vezes, para alívio da dor causada pela lesão óssea. Usualmente, são tratamentos ambulatoriais muito efetivos, de curta duração e realizados em uma a cinco sessões, cita o rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, clínica de radioterapia.
Um dos problemas também apresentados pela metástase óssea é a dor e o risco de fraturas que podem ser minimizados quando submetidos à radioterapia local.
Técnicas de radioterapia
“Existem diversas técnicas de radioterapia que podem ser utilizadas no tratamento das metástases ósseas. A definição da melhor técnica e do número de sessões dependem das condições clínicas do paciente, do tipo de tumor, da localização da lesão óssea bem como dos tratamentos associados de quimioterapia, hormonioterapia ou imunoterapia utilizados pelo paciente”, cita Dr. Balloni.

