Melanoma: câncer que afeta as células produtoras do pigmento da pele
Campanha Junho Preto reforça ações sobre o câncer de pele de menor incidência, porém o mais grave
Estudo do Instituto Nacional de Câncer – INCA prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos de câncer por ano até 2025, sendo que a maior parte deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste. O estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres e o câncer de pele não melanoma é o tumor mais comum no Brasil, representando 31,3% dos casos. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – SBCO, ocorre um melanoma no país a cada 20 cânceres de pele do tipo não melanoma.
No entanto, muitas pessoas pensam que os cuidados com a proteção da pele devem acontecer apenas no verão e se esquecem que durante os meses mais frios do ano essa atenção deve permanecer. Denominado Junho Preto, o mês foi escolhido para alertar e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce no combate ao melanoma, considerado entre os três tipos de câncer de pele (carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma) o mais agressivo deles.
O câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos, que são células que produzem a melanina, substância que determina a cor da pele, sendo mais frequente em adultos brancos. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais, inclusive nos olhos.
A médica rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que o prognóstico do melanoma pode ser considerado bom se detectado em sua fase inicial. “Com a evolução da ciência, nos últimos anos houve grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente no que diz respeito à detecção precoce do tumor e à introdução dos novos medicamentos, como os imunoterápicos, por exemplo.
Prevenção
As orientações para prevenção do melanoma incluem evitar a exposição excessiva e sem proteção à radiação ultravioleta, principalmente no período entre 10 e 16 horas. “No caso de exposição ao sol, recomenda-se o uso de chapéus e protetor solar, que deve ser reaplicado a cada duas horas e com fator de proteção solar de no mínimo 15. E o mais importante: se algum sinal aparecer, procure imediatamente um dermatologista”, expõe a médica Paula Soares.
O hábito de fumar é um dos maiores problemas de saúde do mundo
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência da nicotina presente nos produtos à base de tabaco, que é fator de risco para muitas doenças oncológicas e não oncológicas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o tabaco é responsável pela morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo. Desse total, mais de 7 milhões são resultado do uso direto desse produto e cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo. Pensando nesses números alarmantes, em 1987 a OMS criou o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. Ainda segundo a OMS, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
Dados do Instituto Nacional de Câncer — INCA mostram que o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil e é o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade. O levantamento ainda aponta que cerca de 13% de todos os casos novos de câncer são de pulmão. O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que a data tem como principal objetivo alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, entre elas o câncer. “Entre os tipos de neoplasias que apresentam o tabagismo como fator de risco estão: câncer de pulmão, câncer de estômago, câncer de cólon e reto, tumores de cabeça e pescoço, câncer de rim e ureter, câncer do colo do útero, câncer de esôfago, câncer de bexiga, câncer de pâncreas, câncer de fígado e leucemia mieloide aguda.”
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam o tabagismo como o responsável pela morte de mais de 150 mil pessoas a cada ano no Brasil. Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas são fumantes no país, mas, graças às campanhas feitas em território nacional nos últimos anos, este número está caindo. Campanhas para a população parar de fumar são fundamentais, ainda mais pelo fato de o tabagismo, segundo a OMS, ser considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. “Já é de conhecimento popular que o cigarro é um dos grandes agentes causadores de problemas pulmonares, cardíacos e também a associação do cigarro ao risco de mortalidade de câncer não só pulmonar, como em outras partes do corpo”, destaca Henrique Balloni.
O tabagismo na América Latina
Estudos mostram que nos últimos 12 anos a quantidade de fumantes no Brasil caiu mais de 40%, fazendo do país um exemplo mundial na redução do tabagismo. Várias medidas e campanhas foram implantadas para reduzir o consumo das substâncias derivadas do tabaco nas últimas décadas, principalmente a partir da década de 1990.
Enquanto apenas 11% da população brasileira fuma – com a maior prevalência no Sul e Sudeste e menor no Norte e Nordeste –, os nossos vizinhos chilenos lideram com a maior taxa de fumantes na América do Sul. No Chile, 36% da população faz uso do tabaco, seguido pelo Suriname, com 25%, Argentina, com 21%, e Uruguai, com 16%.
Vale o lembrete para parar de fumar, pois o risco de desenvolver diversas doenças diminui gradativamente e o organismo vai se restabelecendo. É fundamental procurar ajuda de um especialista para o sucesso desse processo.
Além do câncer, doenças do aparelho respiratório, por exemplo, doença pulmonar obstrutiva crônica e doenças cardiovasculares, como, por exemplo, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral, o tabagismo também contribui para o desenvolvimento de outras doenças, como impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata e ainda contribui para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos que podem ser fatais.
A prevenção e o diagnóstico precoce são as formas mais eficazes para proteger as mulheres contra esse tipo de tumor
Foi apresentado recentemente um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e publicado no International Journal Public Health (IJPH) que mostrou um aumento de 26% nos casos de câncer de mama nos estágios mais graves da doença. A rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, explica que um dos principais motivos desse avanço nos casos mais graves foi a pandemia da Covid-19. “Muitas pessoas deixaram de fazer os exames de rastreamento no momento correto devido ao medo de contrair o vírus durante seu período nas clínicas, mesmo as instituições e pacientes tomando todas as medidas de segurança contra a propagação do novo coronavírus.”
O medo tomou conta da população diante do novo coronavírus e isso acabou afetando o diagnóstico inicial de pacientes com câncer. O risco de um diagnóstico tardio se tornou determinante para se ter a cura ou não do câncer. O aumento de 26% diz respeito a tumores nos estágios III e IV. “São aqueles tumores mais avançados localmente ou com doença fora do local onde se originou”, aponta Paula Soares. Para chegar a essa porcentagem alarmante, os pesquisadores compararam dados entre 2013 a 2019 e 2020 a 2021, época mais difícil da pandemia. Para o estudo foram analisadas mulheres de 50 a 69 anos, a faixa etária de maior risco, que deveriam realizar esse exame periodicamente.
O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que 73.610 novos casos de câncer de mama serão diagnosticados até dezembro de 2023. “A prevenção e o diagnóstico precoce possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença. Por esse motivo, é fundamental manter os exames em dia e, sempre que perceber algo diferente no corpo, procurar um especialista. Quanto mais cedo diagnosticado, melhores as chances de cura”, ressalta Paula Soares, rádio-oncologista.
O ex-modelo e empresário Paulo Zulu revelou em suas redes sociais que passou por uma nova cirurgia para a retirada de um câncer na bexiga, sendo o segundo procedimento no mesmo órgão após dois anos da primeira intervenção cirúrgica. Mesmo com um estilo de vida saudável durante os seus 59 anos de vida, Paulo Zulu foi diagnosticado com esse tumor, o que mostra que além de manter hábitos saudáveis é fundamental ficar atento aos sinais e evitar os fatores de risco.
O Instituto Nacional de Câncer – INCA estimou, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, 11.370 novos casos de câncer de bexiga, sendo 7.870 casos em homens e 3.500 em mulheres. Um importante fator de risco modificável é o tabagismo, o qual aumenta também o risco de outras neoplasias e de doenças cardiovasculares. Desse total, 70% dos casos são diagnosticados em fase inicial, uma vez que o câncer de bexiga costuma dar sintomas ainda no começo.
O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o principal sintoma do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina (hematúria), comum a outras doenças do trato urinário, como pedra no rim e infecção urinária. Podem estar presentes também dor pélvica, sintomas irritativos para urinar, dentre outros. “Por não ser um tipo de câncer frequente, não há indicação para rastreamento periódico, como no caso da mamografia ou dos exames para checagem da próstata. Mas, em check-ups de rotina, o médico pode a pedir um ultrassom que já serve para avaliação da bexiga.”
Além da presença de sangue visível na urina, outro sinal de alerta é a alteração do padrão miccional, como aumento da frequência, necessidade de urinar com urgência, dor ou queimação ao urinar. Em casos avançados, a pessoa pode sentir dor e apresentar emagrecimento.
A escolha do tratamento mais adequado acontecerá depois do diagnóstico e da definição do estadiamento da doença. Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode envolver cirurgia – ressecção tumoral ou retirada total da bexiga (cistectomia), terapia intravesical, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Na maioria dos casos, poderá haver uma combinação desses tratamentos para um resultado mais assertivo. “A radioterapia é uma opção que, em pacientes selecionados, permite o tratamento do tumor aliado à preservação da bexiga”, aponta.
Assim como qualquer tipo de câncer, o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento menos agressivo e com melhores taxas de cura.
Receber o diagnóstico positivo para o câncer, para muitos, é um momento em que os sentimentos podem se misturar. A sensação de ficar sem chão, do medo de perder a vida, as tantas dúvidas e incertezas que podem surgir. Para muito além da doença, o câncer muda a perspectiva do indivíduo sobre a vida. Mas, hoje, além de poder contar com tratamentos modernos, tecnologia de ponta (equipamentos de última geração), novos tipos de terapia, duas palavras estão fazendo a diferença na vida dos pacientes oncológicos: acolhimento e humanização, visando ao atendimento integral.
Esse atendimento humanizado funciona como auxiliar no tratamento dos pacientes oncológicos. No Oncoville, essa prática já é considerada como o “DNA” da clínica e implementada pelos profissionais do corpo clínico, equipe de enfermagem, tecnólogos e demais colaboradores da instituição, desde a chegada do paciente na recepção.
O atendimento humanizado é aquele em que todos os envolvidos atuam para que o paciente tenha um tratamento digno e apropriado, sendo ouvido, respeitado, compreendido e aconselhado. Em poucas palavras, no lugar de dedicar todo o foco para o combate de uma enfermidade ou na condição de saúde na qual em que o paciente se encontra, os profissionais da clínica mantêm a atenção no indivíduo em si e nas suas necessidades.
“A humanização do cuidado é essencial para a promoção do bem-estar durante a estada do paciente no ambiente da clínica”, destaca Fernando Popovicz, Responsável Técnico da Enfermagem no Oncoville. Sobre acolhimento humanizado, ele explica que é a busca pelo equilíbrio entre um bom tratamento e uma boa experiência para o paciente. “O acolhimento cria vínculo, faz com que os profissionais possam se colocar no lugar do outro. Ao ouvir o que o paciente tem a falar, pode-se realizar um atendimento que contribua com o bem-estar do paciente e dos seus familiares. O estar próximo, conhecer e acolher de forma humanizada acalma o estigma cultural sobre a doença, a angústia, e auxilia o paciente nesta fase de tratamento. Isso acaba diminuindo a resistência dele diante do tratamento, aumentando as chances de melhora. Há ainda o estreitamento de laços entre o paciente e os componentes das equipes. O importante é o paciente se sentir bem e o resultado de seu tratamento o melhor possível”.
A força de um testemunho – de enfermeira a paciente
Cleusa Bastos Campregher mora em Jaguariúna, São Paulo, tem 83 anos e faz exames de rastreamento regularmente. Em (ano), foi diagnosticada com câncer de endométrio de alta malignidade, Grau lll. “Senti-me desabar, dolorida, perdida sobre como contar isso à família. Recebi apoio e esclarecimentos do meu médico e explicações detalhadas sobre o tratamento que faria. Tive muita fé, orei e me mantive otimista. Com ajuda de minha irmã, fiz em São Paulo uma cirurgia robótica chamada pan-histerectomia (retirada de ovários e trompas). Em dois dias, voltei para casa, sem nenhuma dor ou desconforto. Passada esta primeira fase, vinha mais uma etapa do tratamento, que era a radioterapia, devido à malignidade do tumor, mas não seria essa nossa conhecida e sim braquiterapia, quatro sessões.”
A escolha por fazer o tratamento de braquiterapia no Oncoville se deu em função de sua filha morar na cidade. A enfermeira aposentada, que viveu o “outro lado da moeda”, conta que em sua idade, viu renascer a esperança e percebeu como a ciência, a tecnologia e o conhecimento estavam ao seu alcance. Ela conclui com esta afirmação: “Ter tudo isso alinhado a um atendimento humanizado era exatamente o que eu precisava e encontrei aqui no Oncoville. Agora preciso aprender a celebrar a vida até quando Deus permitir”.
A cantora Rita Lee anunciou que estava em tratamento contra um câncer no pulmão esquerdo, diagnosticado em fase inicial durante a realização de exames de rotina. Após o tratamento, o tumor foi considerado eliminado, e até então não apresentou sinais de retorno. Com essa notícia, a palavra remissão vem sendo utilizada frequentemente, no entanto a remissão não se trata de uma fase final do tratamento do câncer. O termo está relacionado à eliminação da doença, mas não é o mesmo que cura.
Porém, é difícil afirmar quando o paciente está totalmente curado do câncer, uma vez que existem casos de tumores que voltam a aparecer, mesmo após a eliminação. Um exemplo recente desta situação foi o da jornalista Glória Maria, que teve metástases no cérebro após o tratamento contra um câncer de pulmão.
Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que o câncer de pulmão é o segundo tipo mais comum entre homens e mulheres no Brasil (exceção do câncer de pele não melanoma), atingindo cerca de 30 mil brasileiros anualmente. Em 90% dos casos esse tumor está relacionado ao tabagismo.
Tratamento assertivo é fundamental
O tratamento que Rita Lee realizou foi uma combinação de radioterapia e imunoterapia. As sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para aplicar a radiação no local afetado para o controle da doença, evitando o risco de metástase, que é quando o câncer se espalha pelo organismo atingindo outros órgãos.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que o tratamento do câncer é focado para que as células saudáveis não sejam atingidas, proporcionando mais qualidade de vida durante a radioterapia. “Hoje em dia, os serviços de radioterapia dispõem de alta tecnologia para estudar o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação. Neste estudo é possível entender como o tumor se movimenta durante o ciclo respiratório e assim irradiá-lo de forma focada, precisa e em poucas aplicações. A técnica utilizada é a SBRT (Radioterapia Estereotáxica do Corpo), onde muitos campos pequenos de irradiação são dispostos para entregar altas de doses de tratamento em até 5 frações ao volume-alvo no pulmão”, destaca Petchvist.
Já a imunoterapia, um dos tratamentos mais modernos e eficazes para o câncer de pulmão e que tem o seu uso aprovado há cerca de quatro anos no Brasil, será responsável para que o próprio sistema imunológico do organismo reconheça as células do câncer e inicie o combate contra elas. Assim como qualquer tumor, as chances de cura vão depender muito do tipo de câncer no pulmão, do estágio da doença e da resposta ao tratamento.
Mantenha hábitos saudáveis mesmo após o tratamento
Estudos indicam que a probabilidade de retorno da doença varia de acordo com o estágio, de 1 a 4, com o tipo de câncer e com os hábitos da pessoa. Essa possibilidade de o tumor voltar não é exclusivo do câncer de pulmão. No entanto, esses pacientes, em alguns casos, voltam a fumar após o tratamento, consequentemente têm mais chances de contrair a doença novamente. Mesmo depois do tratamento, é fundamental a pessoa manter hábitos saudáveis e não deixar de realizar os seus exames de rotina e indicados pelos seus médicos.
IGRT é a técnica de tratamento utilizada
Em questão de dias, o esporte brasileiro sofreu duas perdas. Primeiro, Pelé, o Atleta do Século, ocorrido em 29 de dezembro. No começo do ano (dia 8), foi a vez de Roberto Dinamite, ídolo do Vasco da Gama, clube que jogou por mais de 20 anos. A cantora Preta Gil, 48 anos, distribuiu um comunicado à imprensa informando que está em tratamento contra um câncer. Em comum, todos com câncer de intestino.
O câncer de intestino, também chamado colorretal, é um dos mais prevalentes no mundo e está entre os que registram o maior número de mortes. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, são esperados para cada ano do triênio (2023-2025) um total de 45.630 novos casos, sendo 23.660 em mulheres e 21.970 em homens.
Em geral, esse tipo de câncer costuma acometer pessoas com mais de 50 anos e pode surgir a partir da evolução de pólipos intestinais, que, caso não sejam removidos, podem se transformar em lesões malignas.
Fatores de risco
De acordo com o INCA, a maioria dos casos desse tipo de câncer não tem causa conhecida, porém, a doença poderá ocorrer com mais frequência em pessoas com idade superior a 50 anos. Entre os fatores de risco estão:
. Excesso de gordura corporal;
. Consumo excessivo de carnes vermelhas e processadas, como bacon, presunto, mortadela, salame, peito de peru defumado, salsicha e linguiça;
. Em geral, a pessoa tem uma alimentação pobre em fibras;
. Fumantes;
. Consumo de bebida alcoólica.
. História pessoal ou familiar de pólipos, doenças inflamatórias intestinais ou câncer de intestino.
Prevenção
Todos podem adotar ações de prevenção contra o câncer de intestino, para tanto, basta seguir as orientações abaixo:
. Praticar de atividades físicas – pelo menos 30 minutos por dia ou 150 minutos durante a semana;
. Evitar o consumo de carne processada;
. Diminuir o consumo de carne vermelha;
. Manter uma alimentação saudável, com o consumo de alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras, legumes e grãos;
. Evitar o tabagismo
. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
Diagnóstico e tratamento com IGRT
O exame de rastreamento é a colonoscopia, indicada regularmente a partir dos 50 anos. Porém, para quem tem parentes de primeiro grau com tumores desse tipo, doenças intestinais inflamatórias ou é portador de síndromes hereditárias, a colonoscopia poderá ser indicada de forma mais precocemente.
Em geral, o tratamento é a cirurgia, quimioterapia, terapia-alvo e radioterapia. “A radioterapia é mais indicada para o tratamento local do câncer de reto. Há estudos científicos que apontam aumento no controle da doença com o uso da radioterapia após cirurgia, especialmente nos tumores avançados, indica o rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville.
Ainda segundo o médico, a radioterapia com uso de técnicas avançadas de localização da lesão durante a aplicação da radiação como IGRT (radioterapia guiada por imagem) com monitorização do ciclo respiratório (4D) é possível ablação das metástases substituindo a ressecção cirúrgica dessas células doentes que já se espalharam para outras partes do corpo. “Geralmente, as metástases dos tumores de intestino afetam o fígado, os pulmões, ossos e cérebro”, salienta Henrique Balloni.
O Instituto Nacional de Câncer – INCA divulgou recentemente um estudo que prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos por ano até 2025, sendo que a maior parte dos casos deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste. O estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres e o câncer de pele não melanoma é o tumor mais comum no Brasil, representando 31,3% dos casos. Pensando em reforçar a prevenção contra os tumores de pele, o último mês do ano foi escolhido para promover a campanha Dezembro Laranja que, desde 2014, visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele.
A médica rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele ainda é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como a predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta. “Estatísticas mostram que a região Sul do país apresenta os maiores índices de câncer de pele, então, é de muita importância que o indivíduo tenha atenção com a própria pele, porque se trata de um dos tumores mais fácil para diagnosticar, pois está na parte exterior do corpo”, aponta.
Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Para esses pacientes com câncer de pele em estágio inicial, os casos têm mais de 90% de chances de cura. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce. “É muito simples a realização do autoexame. Basta se olhar sem roupa em frente ao espelho para verificar a presença de qualquer sinal de mancha diferente ou novas pintas acompanhadas ou não de coceiras e sangramentos. Ele deve ser feito mensalmente e se algum sinal aparecer, procure imediatamente um dermatologista”, expõe a médica Paula Soares.
Como funciona o tratamento do câncer de pele com radioterapia?
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que uma das formas de radioterapia de câncer de pele mais difundida no mundo é a Eletronterapia, uma técnica onde elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, são empregados para a irradiação superficial. “Normalmente a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica onde é possível então extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.”
O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. “Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Esta blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos”, complementa Paulo Petchevist.
Depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente no homem e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Mesmo com campanhas como a do Novembro Azul, ainda falta muita conscientização sobre a prevenção e os exames que ajudam no diagnóstico precoce do câncer de próstata, mas o tabu ainda é um dos fatores que fazem com que os homens evitem este assunto.
O Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelou dados que mostram que entre 2019 e 2021 foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo de tumor. Somente em 2021, mais de 16 mil homens morreram em consequência do câncer de próstata. Para 2022, o Instituto Nacional do Câncer – INCA estima mais de 65 mil novos casos.
O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata são fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença”, aponta.
Os tumores de próstata são silenciosos, por esse motivo é importante fazer exames regularmente para conferir se a saúde está em dia. A doença costuma apresentar sinais quando o câncer está em estágio avançado. A Sociedade Brasileira de Urologia – SBU recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.
Radioterapia externa para tratamento do câncer de próstata
A escolha do melhor tratamento vai depender de determinados aspectos, como o estado de saúde do paciente, estadiamento da doença, expectativa de vida e, em casos iniciais, da preferência do paciente.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que hoje em dia o câncer de próstata tem seu tratamento com radioterapia externa (Teleterapia) de forma segura, prática e em poucas aplicações. “A radioterapia de próstata aplicada em centros de excelência tem empregado esquemas de tratamento cada vez mais curtos com doses por aplicação cada vez maiores. Isso só é possível com a combinação de técnicas de localização de alta precisão obtida com Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT) e técnicas de modulação de dose, como Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) ou Radioterapia em Arco Modulada Volumetricamente (VMAT)”, cita.
O IGRT é muito importante uma vez que a próstata é um alvo de tratamento que se localiza entre estruturas móveis que podem estar total ou parcialmente preenchidas, como é o caso do reto e da bexiga, que levam a deslocamentos da próstata entre uma aplicação e outra. Por isso, visualizar radiologicamente a posição da próstata antes de iniciar a entrega de altas doses de radiação e poder efetuar uma correção de posição através da mesa robótica de tratamento é tão fundamental. “Com a correção submilimétrica da posição da próstata executada será então possível entregar a alta dose de tratamento por uma das técnicas de modulação (IMRT ou VMAT). No Oncoville, a combinação das técnicas de IGRT e VMAT tem mostrado grande êxito nos tratamentos hipofracionados de próstata feitos em 28 frações e em radiocirurgias de próstata feitas em cinco frações, duas vezes por semana”, destaca Paulo Petchevist.
Nas mulheres, exceto o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama representa 29,7% dos diagnósticos positivos. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA pontam que em 2022 são esperados aproximadamente 66 mil novos casos de câncer de mama. Com esses números alarmantes, cada vez mais é necessário que as mulheres se conscientizem sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. E o Outubro Rosa é um dos principais momentos para chamar a atenção, embora o ano todo deva ser dedicado à prevenção.
É fundamental que as mulheres se conscientizem sobre a prevenção e o diagnóstico precoce. A rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, reforça que com o diagnóstico inicial, ou seja, detectando a doença no começo, as chances de cura são maiores e possibilita um tratamento menos radical. “Em outubro, dedicamos em particular a orientação das pacientes sobre os cuidados que devem ter durante a vida em relação aos tratamentos, rastreamento e aos exames que precisam ser realizados regularmente.”
Radioterapia
Uma das formas de tratamento do câncer de mama é a radioterapia. Com o avanço da tecnologia, abriu-se a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações. “Com a evolução do tempo esse número pode baixar consideravelmente. Agora, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias nos casos que é possível, conforme avaliação do rádio- oncologista”, cita. Ainda haverá a possibilidade para algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias (conforme avaliação de cada caso especificamente) e o tempo de cada sessão é definido individualmente, mas poderá ficar em torno de 10 minutos ou até menos.
“A definição da melhor técnica de radioterapia a ser utilizada é definida para cada paciente, ou seja, de forma individual, e de acordo com uma avaliação efetuada pela equipe composta pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, que assegura a administração da radiação à paciente de forma segura e efetiva”, destaca Paula Soares.
Câncer de mama, excluindo neoplasia de pele não melanoma, é o tumor mais incidente em mulheres com estimativa de, aproximadamente, 66.000 casos por ano entre 2020 e 2022 de acordo com estimativas do INCA.
O tratamento costuma ser uma combinação de cirurgia, tratamento sistêmico e/ou radioterapia, de acordo com particularidades de cada caso.
Diversos tratamentos oncológicos têm risco de efeitos adversos cardíacos, dentre eles a radioterapia, que é um componente importante no tratamento adjuvante (pós-operatório) do tratamento curativo do tumor de mama em muitas situações beneficiando pacientes ao longo de muitas décadas.
É um fato conhecido de que a dose de radiação no coração tem relação com risco de efeitos colaterais. A Radioterapia vem evoluindo para reduzir cada vez mais a dose e a porção irradiada do coração durante o tratamento.
A radioterapia conformacional (3D) é um exemplo deste avanço. Nesta técnica se define os melhores campos de tratamento para proteger o coração de acordo com a anatomia individual do paciente. Outra forma, em casos apropriados, é a radioterapia parcial da mama.
Mais recentemente, os serviços que dispõem de alta precisão e tecnologia refinaram ainda mais este ganho implementando, para alguns casos, a técnica de “DEEP INSPIRATION BREATH HOLD” (DIBH). Esta técnica de tratamento se baseia no planejamento utilizando uma tomografia 4D que é feita previamente ao tratamento e, dependendo da capacidade da paciente em alternar respirações normais e pequenos intervalos de inspiração presa, é possível neste momento (quando o coração se distancia da parede torácica) efetuar a irradiação da mama e assim reduzir substancialmente as doses no coração.
O tratamento oncológico evoluiu muito ao longo das décadas e com a radioterapia não foi diferente.
Oncoville, radioterapia de excelência em Curitiba!
O Instituto Nacional de Câncer – INCA aponta que em 2022 deverão ocorrer no país cerca de 20.540 novos casos de câncer colorretal em homens e 20.470 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 para cada 100 mil mulheres. Para reforçar a importância da prevenção, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) promove a campanha Setembro Verde, com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos do câncer de intestino (colorretal – cólon e reto) e as formas de prevenção. Vale lembrar que diagnosticado na fase inicial esse tipo de tumor alcança índices de cura entre 90% e 95%.
Esse tipo de neoplasia, que vem crescendo no país, abrange tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon) e no reto. Os principais sintomas de alerta são sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, com presença de diarreia e prisão de ventre alternados, dor ou desconforto abdominal, sinais de fraqueza, anemia, perda de peso sem explicação e aparecimento de massa abdominal. Caso a pessoa tenha sintomas como os citados, deverá ser avaliada por um especialista o quanto antes.
As principais formas de prevenção são a adoção de um estilo de vida mais saudável aliada à prática de exercícios físicos, evitar o consumo de álcool e cigarro, estar atento ao histórico familiar bem como realizar exames preventivos de colonoscopia após os 45 anos, segundo algumas diretrizes atuais americanas. E o mais importante: diagnóstico precoce de lesão pré-maligna, pólipo com displasia de alto grau, pode evitar o desenvolvimento do câncer colorretal em alguns anos e com grandes chances de cura.
Fatores de risco
Saiba quais fatores de risco que devem ser levados em consideração:
- Idade superior a mais de 50 anos – embora tenha havido aumento de incidência em pacientes mais jovens nos últimos anos;
- Histórico pessoal e/ou familiar de câncer colorretal prévio ou pólipos com displasia de alto grau;
- Síndromes genéticas: Polipomatose familiar ou Síndrome de Lynch;
- Fatores ambientais também têm sido associados ao aumento do risco de tumores colorretais;
- Alimentação pobre em fibras e rica em gordura;
- Sedentarismo;
- Diabetes;
- Obesidade;
- Tabagismo;
- Alcoolismo.
Diagnóstico precoce aumenta as taxas de cura
Exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera para visualização da luz intestinal) são a escolha para rastreamento e diagnóstico desse tipo de tumor. Realiza-se uma biópsia, que é a análise de um pequeno pedaço de tecido removido da lesão suspeita, que é enviada para análise do médico patologista. Com o diagnóstico confirmado, a escolha do tratamento para o câncer colorretal depende de diversos fatores. A estratégia de tratamento deve ser discutida com a equipe multidisciplinar de cirurgia, oncologista clínico e radioterapia.
Radioterapia como forma de tratamento
O rádio-oncologista Henrique Balloni, da clínica Oncoville, cita que em tumores de reto iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. “O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia”, aponta o médico.
A radioterapia também pode ser empregada, em casos selecionados, na irradiação de metástases através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia)
O Oncoville, clínica de radioterapia, recebeu, em agosto, a visita de manutenção dos avaliadores do Instituto de Planejamento e Pesquisa para Acreditação em Serviços de Saúde – IPASS. Após reuniões com gestores de áreas, a IAC e a Organização Nacional de Acreditação – ONA mantiveram a certificação da Acreditação Nível 1 para a clínica.
A manutenção da Acreditação Nível 1 se deu em função de o Oncoville cumprir os critérios de segurança dos pacientes em suas áreas de atividade.
Parabenizamos nossos colaboradores, pois o nosso sucesso é também estendido a nossos pacientes, que nos pontuam com um alto nível de satisfação.
A Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anses) publicou recentemente um estudo que serve de alerta para a população sobre a relação entre os alimentos com nitrato e nitrito e o aumento para o risco de desenvolver câncer colorretal. Quanto maior a exposição a esses compostos, maior o risco de câncer na população e de outras doenças.
Segundo a publicação da Anses, o principal problema é a adição de nitrato em alimentos, principalmente nos embutidos e carnes processadas. Além desses alimentos, a sociedade também é exposta de maneira constante aos nitratos, que estão presentes, inclusive, na água e nos vegetais, uma vez que atividades humanas contribuem para aumentar a concentração do elemento em recursos hídricos ou solos.
A adição pelo mercado de alimento de nitratos e nitritos nos embutidos visa limitar o desenvolvimento de bactérias que causam doenças, como a salmonela. Para a Anses, a redução da utilização dessas substâncias pode acontecer com medidas adicionais para o controle do risco de contaminação por outros meios, sendo adaptadas a cada categoria de produto.
Fica a dica: a recomendação para o melhor do bem-estar da população é de que o consumo desses alimentos não seja de mais de 150 gramas por semana.
A campanha Agosto Branco tem como objetivo alertar e sensibilizar a população sobre o diagnóstico, fatores de risco e formas de tratamento do câncer de pulmão, um dos tumores mais comuns e o maior responsável pelas mortes decorrentes de câncer no mundo e especialmente no Brasil. Sua causa principal é o tabagismo e a exposição passiva, responsáveis por 85% dos diagnósticos. Além disso, há, também, fatores ligados à poluição do ar e à exposição a agentes químicos ou físicos.
Em 2023, serão diagnosticados 32.560 novos casos de câncer de pulmão no Brasil. Essas estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA reforçam a importância de conscientizar a população sobre esse tipo de câncer que afetará 18.020 em homens e 14.540 em mulheres. Uma das melhores formas de prevenção é evitar o consumo de tabaco e manter o distanciamento de pessoas que fumam, evitando a exposição passiva.
A rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, explica que os dois principais tipos de câncer de pulmão são o carcinoma de pequenas células e o carcinoma de não pequenas células. Eles se diferenciam pela aparência de suas células. “O carcinoma de pequenas células é o tipo mais agressivo de câncer e pode se disseminar rapidamente para outras partes do corpo, gerando metástases. Está fortemente vinculado ao consumo de tabaco. Já o carcinoma de não pequenas células é o tipo mais frequente, sendo responsável por 90% dos casos.”
Fique atento aos sintomas!
Os sintomas desse tipo de neoplasia costumam aparecer quando a doença já está em um estágio avançado, como tosse ou rouquidão persistentes, escarro com sangue, cansaço e falta de ar, dor no peito e perda de peso e apetite. “Ao sentir alguns desses sintomas, recomendamos que se busque orientação médica imediatamente, caso o diagnóstico da doença seja confirmado, é preciso dar início ao tratamento, visando um melhor prognóstico”, aponta Paula Regia Soares.
Pessoas que fumam devem estar em alerta e fazer os exames de rotina regularmente. Para fumantes acima de 50 anos é recomendado, como forma de rastreamento, a Tomografia Computadorizada de Tórax com baixa dose de radiação (TCBD), que deverá ser feita anualmente. A TCBD deverá ser indicada sob orientação médica.
Radioterapia é uma das formas de tratamento
Assim como qualquer tipo de câncer, o tratamento vai depender do estágio da doença, podendo ser utilizadas a cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. O físico-médico Paulo Petchvist, do Oncoville, explica que as sessões de radioterapia para esse tipo de tumor são para atingir o local afetado para o controle da doença, com o objetivo de reduzir os sintomas e diminuir a possibilidade de progressão.
“Ao realizar a programação do tratamento, que é feita inicialmente antes do tratamento propriamente dito, estudamos o movimento do tumor de pulmão no momento da tomografia computadorizada de simulação, assim é possível entender como ele se movimenta durante o ciclo respiratório e podemos irradiá-lo de forma focada, precisa e com poucas aplicações. Técnicas que conformam e/ou modulam o feixe de radiação quando associadas a técnicas de localização, como a IGRT (Radioterapia Guiada por imagem), trazem resultados muito consistentes pois têm a capacidade de entregar altas doses ao volume-alvo, preservando muito os tecidos e órgãos circunvizinhos a ele”, ressalta.
Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que anualmente são diagnosticados cerca de 43 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço que atingem principalmente boca (língua, assoalho da boca, palato duro, gengivas, mucosa da boca, lábio), orofaringe (região das amígdalas, base da língua, palato mole, parte lateral e posterior da garganta), demais regiões da faringe, laringe, etc. Para conscientizar a população sobre esses tipos de tumores, este mês é o escolhido para a Campanha Julho Verde, que tem como objetivo reforçar a importância da prevenção do câncer de cabeça e pescoço.
Quando os tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em fase inicial, as taxas de cura chegam a 95% e na doença avançada diminui para 30%. As sequelas da doença também são menores quando o tratamento é realizado precocemente. O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, explica que muitas vezes os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, o que leva à demora do diagnóstico. Garantir que a doença seja tratada em fase inicial é fundamental para o sucesso do tratamento. Porém, em 60% dos casos, o paciente chega com o tumor avançado, deixando sequelas para o indivíduo.
Os principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço são:
. Aparecimento de nódulo no pescoço;
. Manchas brancas ou avermelhadas na boca;
. Ferida que não cicatriza em duas semanas;
. Dor de garganta que não melhora em 15 dias;
. Dificuldade ou dor para engolir;
. Alterações na voz ou rouquidão por mais de 15 dias.
Havendo sintomas, a orientação é buscar um especialista.
Fatores de risco
Com medidas simples é possível evitar o desenvolvimento da doença, entre elas refrear ou abandonar os fatores de risco, como tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis por cerca de 90% dos casos. O HPV (papilomavírus humano) também pode ser o agente causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe. “Na fase inicial, o tratamento inclui uma única modalidade de tratamento, cirurgia ou radioterapia. Em casos avançados há sequelas como perda da voz, dificuldade ou impossibilidade de se alimentar, deformidades, entre outras. O tratamento inclui várias modalidades de terapia, algumas vezes radioterapia associada à quimioterapia, ou cirurgia associada à radioterapia”, destaca Dr. Daniel Neves.
Recentemente, o Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização da Organização Mundial da Saúde (OMS – SAGE) divulgou que apenas uma única dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), vírus que causa o câncer do colo do útero, é eficaz para a prevenção de 70% desse tipo de tumor feminino, fornecendo eficácia comparável à utilização de duas ou três doses.
A OMS aponta que o câncer do colo do útero afeta mais de 500 mil mulheres por ano no mundo. No Brasil, ele é o quarto tipo mais comum entre as mulheres. Até o momento, são conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por até 70% dos casos de colo uterino. O tipo 16 é conhecido como sendo de alta probabilidade de se desenvolver a doença – cerca de 400 vezes. Já o tipo 18 é considerado provável alto risco, com probabilidade de 50 vezes de se ter a doença.
A rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que o HPV, transmitido por meio de relações sexuais, pode ou não evoluir para o câncer, porém, em sua maioria, os casos de câncer do colo do útero resultam de infecção genital causada pelo HPV. “A vacina do HPV entra como uma das protagonistas e uma poderosa aliada contra o principal fator causal, o papilomavírus. Preventivas, as vacinas têm como função principal evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos. O exame papanicolau também é um forte aliado como exame de rastreamento para detecção precoce do câncer de colo do útero e visa detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença, sendo recomendado a todas as mulheres que já iniciaram atividade sexual.”
Desde 2014, o programa de vacinação brasileiro oferece a vacina para meninas de 9 a 15 anos e para meninos de 11 a 14 anos nos postos de saúde. Para o grupo da OMS, as campanhas de vacinação devem atualizar os esquemas de dose para HPV. O formato ideal indicado pela OMS é: uma ou duas doses de imunização primária para as meninas de 9 a 14 anos, uma ou duas doses para mulheres jovens entre 15 a 20 anos e duas doses com intervalo de 6 meses para as mulheres acima dos 21 anos. “Cada vez mais a ciência evolui para trazer novas alternativas para a prevenção de diversas doenças. É fundamental a população ter consciência da importância da vacinação contra o HPV”, destaca Paula Soares.
Publicado no American Journal of Managed Care – AJMC, em 22 de abril, artigo sobre “Review Highlights Progress and Potential in Immunotherapy Plus Radiotherapy for Cancer Treatment” que destaca como a imunoterapia e a radioterapia melhoraram as taxas de sobrevivência do câncer, e que as terapias combinadas têm potencial para serem ainda mais eficazes e reduzir a recidiva. Uma revisão recente publicada na Frontiers in Oncology analisou os mecanismos de imunoterapia e radioterapia e como eles podem ser combinados e administrados para máxima eficácia.
O artigo cita ainda que os avanços tecnológicos tornaram a radioterapia mais precisa e eficaz, com a terapia de íons pesados de prótons sendo a opção mais avançada no cenário atual do tratamento. “Com o avanço dos equipamentos e tecnologia de terapia de íons pesados, o declínio dos custos de tratamento e o avanço da pesquisa, a terapia de íons pesados será gradualmente popularizada em vários países do mundo”, escreveram os autores do estudo.
A leucemia tem o seu início na medula óssea, local onde são fabricadas as células sanguíneas e que dão origem às plaquetas, aos glóbulos vermelhos e aos glóbulos brancos. A doença é o 9º câncer mais comum no sexo masculino e o 11º no feminino. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que em 2022 serão diagnosticados mais de 10 mil novos casos de leucemia entre os brasileiros, sendo 5.920 em homens e de 4.890 em mulheres.
A leucemia é dividida em quatro tipos, sendo que cada uma das formas tem suas individualidades, tanto para o diagnóstico e tratamento. Outro ponto importante é que a leucemia não tem uma faixa etária de risco, pois ela poderá ser diagnosticada em todas as fases da vida. Por esse motivo, a campanha alerta para a conscientização do diagnóstico precoce e, em paralelo, sobre a importância de se tornar um doador de medula óssea. Saiba mais:
Leucemia Mieloide Aguda (LMA)
Pode acontecer em adultos e crianças, mas a incidência aumenta com o avanço da idade e tem o tempo de evolução curto, de poucas semanas. Para o diagnóstico é necessário verificar se existem alterações no paciente pela análise do exame de hemograma. Depois é feito o exame de medula óssea que comprovará o diagnóstico. Também poderão ser solicitados outros exames, como o mielograma, realizado pela punção óssea, a imunofenotipagem, para verificar a linhagem celular, a citogenética, que vai analisar os cromossomos, e, em alguns casos, também é realizada a análise molecular. O tratamento consiste em quimioterapia e, em casos com mau prognóstico, é indicado o transplante de medula óssea.
Leucemia Mieloide Crônica (LMC)
Na maioria dos casos a doença é diagnosticada em adultos na quinta década de vida. O tempo de evolução é mais longo e às vezes a pessoa fica sem ter conhecimento da doença por meses ou até mesmo anos. Como em muitos casos é assintomática, o paciente só descobrirá quando realizar um exame de rotina. No entanto, quando a pessoa perde peso sem explicação ou apresenta algum sintoma de anemia, é possível realizar hemograma para verificar se existe alguma alteração. Poderá ser solicitado o mielograma, imunofenotipagem, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea. O tratamento consiste em quimioterapia oral e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.
Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA)
Afeta as células linfoides e evolui de maneira rápida. Esse tipo é comum na infância e apresenta cerca de 80% de cura nessa fase da vida. Alguns adultos também podem ser diagnosticados com a doença. Avaliar os sintomas é fundamental, principalmente em se tratando de crianças. Palidez, cansaço, sonolência, hematomas, manchas roxas, sangramentos prolongados, dores de cabeça e óssea são alguns dos sinais que devem servir de alerta. O diagnóstico também será realizado pelo hemograma completo, mielograma, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea. O tratamento vai consistir em quimioterapia com medicamentos específicos para cada paciente e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.
Leucemia Linfocíta Crônica (LLC)
Afeta as células linfoides e tem desenvolvimento lento. Mais comum em idosos, estudos mostram que a LLC é uma doença dos glóbulos brancos adquirida ao longo da vida, mas ainda não se sabe os fatores para o seu surgimento. Esse tipo de leucemia muitas vezes também não apresenta sintomas e pode ser diagnosticada durante exames de rotina. Hemograma completo, mielograma, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea ajudarão no diagnóstico da doença. O tratamento vai consistir em quimioterapia com medicamentos específicos para cada paciente e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.
A radioterapia é a área da medicina que usa radiação para o tratamento de certos tipos de doenças e no caso do câncer ela tem a função de destruir as células neoplásicas. O tratamento pode ser realizado de forma isolada ou combinada com cirurgia e/ou quimioterapia. A radioterapia pode ser utilizada com finalidade curativa e, para alguns casos, para alívio dos sintomas, como dor, por exemplo.
Com o passar dos anos, a radioterapia vem se destacando pela sua alta precisão e diminuição da intensidade dos efeitos colaterais. Confira o que você precisa saber quando começa a fazer o tratamento oncológico com radioterapia:
– A intensidade dos efeitos da radioterapia irá depender da dose do tratamento, do local do corpo tratado, do tamanho da área irradiada e do tipo de radiação;
– Os cuidados com a pele precisam ser permanentes, principalmente, deve-se evitar a exposição solar durante o tratamento e, quando precisar se expor, cobrir a parte do corpo que recebeu a radiação;
– A parte da pele que recebeu a radiação poderá ficar avermelha, irritada, seca, descamar e também coçar. Nunca passe nenhum produto na pele sem perguntar para o seu rádio-oncologista;
– A alimentação do paciente deve ser mais leve. Sugere-se a variação dos componentes da dieta para melhorar o apetite. Em alguns casos acontece a perda de apetite e dificuldade para ingerir os alimentos;
– O cansaço pode aparecer em alguns pacientes, por isso é importante intercalar as atividades cotidianas com pausas para descanso.

