Importância da farmácia no tratamento com radioterapia
Durante o tratamento com radioterapia toda a equipe multiprofissional fica envolvida com o paciente. Além do médico radioterapeuta, oncologista clínico, físico médico, nutricionista, enfermagem, entre outros, a equipe da Farmácia também é parte primordial para o sucesso de um tratamento oncológico com uso da radioterapia.
O Oncoville possui a recertificação de Acreditado Nível 1 – Acreditado, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), sendo assim, a Farmácia trabalha obedecendo padrões de certificação, de forma multidisciplinar e multissetorial, visando garantir a segurança e a qualidade no atendimento oferecido. A farmacêutica responsável técnica do Oncoville, Michelle Ramanzin, explica que a Farmácia Clínica é uma das áreas mais importantes da farmácia, onde o farmacêutico pode conhecer um pouco melhor o estado geral de saúde do paciente, seus medicamentos de uso contínuo e avaliar se esses medicamentos terão algum tipo de interação com os que serão utilizados por ele durante seu tratamento com radioterapia.
A farmácia é responsável por toda a cadeia de insumos, desde a sua aquisição até a sua dispensação final aos setores de destinos e pacientes. “Todos os nossos fornecedores são qualificados seguindo critérios rigorosos de especificação e constantes avaliações de desempenho e qualidade. Na Farmácia são preparados os kits de materiais e medicamentos necessários para o tratamento do paciente. Esses kits são personalizados de acordo com o tratamento radioterápico que o paciente irá receber”, ressalta a farmacêutica do Oncoville.
Processo totalmente digitalizado
O processo de dispensação de medicamentos é totalmente digitalizado. Com o uso de código de barras, é possível garantir a rastreabilidade dos medicamentos dispensados, aumentando a segurança no uso dos medicamentos, evitando assim erros de dispensação e administração dos medicamentos.
Michelle Ramanzin destaca que para a farmácia clínica o farmacêutico utiliza um formulário padronizado onde as informações são coletadas: sobre o estado de saúde geral, medicamentos que já utiliza (MUC), como dose, via, frequência e outros dados que possam ajudar a identificar uma possível interação medicamentosa ou algum evento adverso.
Caso seja identificado algum risco potencial ao paciente, o farmacêutico entra em contato com o médico para um posicionamento, se altera o item ou se esse item é mantido. “O farmacêutico sempre trabalha em conjunto com a equipe multiprofissional, garantindo a segurança do paciente, de seu tratamento, bem-estar e promovendo o uso racional dos medicamentos”, finaliza Michelle Ramanzin.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que são esperados 704 mil casos novos de câncer no Brasil para 2024, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência. Estudos mostram que um estilo de vida com hábitos saudáveis pode reduzir o risco de quase todos os tipos de câncer. Além de manter os exames periódicos em dia, o INCA aponta que as estratégias mais eficazes para prevenir o câncer são: a prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada, peso corporal adequado e manter hábitos saudáveis, como não fumar e evitar o consumo do álcool.
É importante lembrar que manter hábitos saudáveis é uma das maneiras para ajudar no combate ao desenvolvimento de doenças como o câncer. Já é de conhecimento que uma parte significativa dos tumores está associada a fatores de risco modificáveis, ou seja, aqueles que podem ser evitados. Saiba o que fazer para reduzir o risco de desenvolver um câncer:
Movimente-se e deixe o sedentarismo de lado
A prática de atividade física regular é uma estratégia importante para se manter saudável, independentemente da idade. Segundo estudos, a atividade física pode diminuir o risco de certos tipos de câncer, além de impactar na redução de uma série de outras condições médicas sérias e comuns. A recomendação é 150 minutos por semana ou 30 minutos por dia.
O seu peso corporal está ideal?
Estudos populacionais sugerem que a obesidade e o sobrepeso estão ligados a um aumento geral do risco de desenvolver diversos tipos de tumores. Entre eles, destaque para o câncer de mama, principalmente em mulheres que estão na pós-menopausa, câncer colorretal, de endométrio, de esôfago e de fígado.
Evite o excesso de bebidas alcoólicas
O uso de álcool é responsável por cerca de 6% de todos os cânceres e 4% de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos. O consumo excessivo está relacionado a tumores de cabeça e pescoço (boca, garganta), esôfago, fígado e mama, entre outros. Por isso, a recomendação é tolerância zero para bebidas alcoólicas.
Pare de fumar! O uso do tabaco continua sendo uma das principais causas de mortes evitáveis em todo mundo. Em média, as pessoas que fumam morrem cerca de 10 anos mais cedo do que as pessoas que nunca fumaram. Além de aumentar o risco de câncer, fumar pode causar várias doenças, como infecções respiratórias, impotência sexual, osteoporose, catarata, entre outras, e danificar quase todos os órgãos do corpo.
O Oncoville, clínica de radioterapia, recebeu na noite da última terça-feira, dia 2 de abril, o Prêmio Consagração Pública Municipal, proposto pelo vereador Alexandre Leprevost (Solidariedade), como forma de homenagem em relação à excelência aos serviços prestados, desde 2005, para a população de Curitiba e outras regiões do estado e do Brasil. A premiação faz parte das celebrações do aniversário da cidade e Câmara legislativa, celebrados no dia 29 de março.
A homenagem foi realizada pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no Palácio Rio Branco, localizado na região central da capital paranaense. Para Otávio Riani de Oliveira, físico-médico do Oncoville que representou a clínica na premiação, esse reconhecimento é muito importante, pois reafirma o trabalho que é realizado para oferecer tratamento para o câncer de forma integral, personalizada e, acima de tudo, humanizada.
Imagem: Carlos Costa/CMC
O artigo intitulado “Meta-Análise da radiodifusão corporal Stereotática em metástases ósseas não espinhais”, publicado no International Journal of Radiation Oncology, Biology, Physics, em janeiro deste ano, teve como propósito mostrar a eficácia e segurança da radiação corporal estereotáxica (SBRT) para pacientes com metástases ósseas não espinhais. Foi realizada, também, uma revisão sistemática metanálise para avaliar os resultados do tratamento da SBRT na NSBM.
Dados agrupados mostraram que a radioterapia estereotáxica corporal (SBRT) é um tratamento seguro e eficaz, tem baixas taxas de falhas locais e fraturas, bem como toxicidade grave mínima.
“A SBRT adota vários conceitos empregados em radiocirurgia craniana para lesões extracranianas. A utilização de campos de radiação estreitos, altas doses em poucas sessões (de uma até cinco) utilizando técnicas de localização estereotáxica são algumas das características que tornam possível tratar lesões localizadas principalmente em pulmão, fígado e vértebra”, aponta o físico-médico Paulo Petchevist, da clínica de Radioterapia Oncoville.
Os pesquisadores do estudo realizaram uma metanálise de sete ensaios, incluindo 807 pacientes com 1.048 metástases ósseas não espinhais tratados com radiação corporal estereotáxica. Os indivíduos tiveram período de acompanhamento mediano de 7,6 a 26,5 meses.
Informação relevante destaca que os ossos são locais comumente afetados por metástase neoplásicas, e as lesões não espinhais são cerca de 30% das metástases ósseas. A radiação corporal estereotáxica pode ser uma opção de tratamento viável, mas, neste cenário, a segurança e a eficácia desse tratamento em longo prazo são limitadas.
O estudo destaca que os locais mais comuns para realização da SBRT foram pelve (39,2%), costelas (25,8%), fêmur (16,7%) e região do úmero/ombro (8,7%). A dose mediana biologicamente eficaz de SBRT foi de 56,7 Gy, correspondendo a uma dose de 33 a 34 Gy em cinco frações ou 28 a 29 Gy em três frações. Foi utilizada a metarregressão para examinar fatores clínicos e de tratamento associados a desfechos de interesse, como falha local, fratura patológica, sobrevida global, sobrevida livre de progressão e toxicidade.
Uma das conclusões que o estudo apresenta é que embora a metanálise demonstre segurança e eficácia da SBRT com toxicidades “incomuns” de grau 3, os autores enfatizam que “a consideração cuidadosa do volume-alvo é crucial devido à sua associação com um maior risco de fratura”.
Sobre o estudo
A pesquisa foi liderada pelo Dr. Fabio Ynoe Moraes, Ph.D., afiliado à Divisão de Radioterapia Oncológica do Kingston General Hospital, no Canadá.
O desenho retrospectivo da maioria dos estudos levou à heterogeneidade na amostra de pacientes, com diferentes volumes-alvo de tratamento, dose/fracionamento da SBRT e locais tratados. Não houve avaliação do alívio da dor com a radioterapia, principalmente devido a uma alta taxa de lesões ósseas não espinhais assintomáticas tratadas.
A conscientização é a chave para uma abordagem preventiva dos tumores femininos. Para detectar o câncer em fase inicial, quando há maior chance de cura e os tratamentos são menos agressivos, é importante realizar os exames de prevenção periodicamente. Embora as mulheres tenham hoje maior consciência quanto à importância da prevenção de doenças como o câncer de mama, por exemplo, este é o que mais atinge as brasileiras, com cerca de 29,7% dos casos. Em segundo lugar estão os tumores de cólon e reto com 9,2%. Na terceira posição, os casos de colo do útero com 7,5%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA.
Saiba mais como é a prevenção e o tratamento com a radioterapia dos principais tipos de câncer femininos:
Câncer de mama
O autoexame mensal das mamas e a mamografia são os principais aliados no diagnóstico precoce do câncer de mama. O avanço da tecnologia trouxe a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia durante os tratamentos dessas pacientes, em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade.
Hoje, o número total de dias de tratamento pode variar entre 5 e 16 dias, conforme avaliação do rádio-oncologista. Há, ainda, a possibilidade de algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias, de acordo com uma avaliação caso a caso, cujo tempo de cada sessão também é definido individualmente, podendo se dar em torno de 10 minutos ou até menos.
Câncer de colon e reto
O diagnóstico é realizado com exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera de luz para visualização da mucosa dos segmentos intestinais a serem investigados). A colonoscopia é o exame pelo qual é possível retirar materiais para biópsias e é importantíssimo na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal.
Em casos iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia. A radioterapia também pode ser empregada em alguns casos na irradicação de metástases, por exemplo, através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia).
Câncer do colo do útero
Causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV, o câncer do colo do útero é uma doença que normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. O câncer de colo uterino tem seu tratamento em radioterapia feito pelas modalidades de Teleterapia exclusiva ou Teleterapia com Braquiterapia associada.
A Braquiterapia é um procedimento em que aplicadores específicos são introduzidos por via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Já a Teleterapia consiste no emprego de feixes de raios x à região-alvo, com a finalidade de administrar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures.
Quando alguém recebe o diagnóstico positivo para algum tipo de câncer começa a pensar em diversas mudanças na vida e como deve manter a sua rotina com os hábitos para conciliar com os tratamentos com quimioterapia ou radioterapia, por exemplo. Porém, o que muitos não imaginam é que também devem dar atenção à saúde bucal durante o período de tratamento. O câncer não precisa ser necessariamente em região de boca ou face para causar complicações diretamente na cavidade oral durante e após o tratamento oncológico.
A cirurgiã-dentista Aristilia P. Tahara Kemp, do Oncoville, clínica de radioterapia, ressalta a importância de os pacientes que serão submetidos à quimioterapia e/ou radioterapia serem avaliados e orientados por um cirurgião-dentista especializado antes da terapia oncológica ser iniciada, para implementação de medidas preventivas das complicações bucais. “A odontologia, assim como na área médica, apresenta várias especialidades que habilitam o profissional que optar seguir com excelência no atendimento especializado na área onco-hematológica. Para o especialista é indispensável o conhecimento das terapias onco-hematológicas disponíveis para o reconhecimento das complicações bucais que podem se manifestar em decorrência do tratamento e, assim, definir condutas a partir de protocolos internacionalmente reconhecidos e validados por centros de estudos de referência mundial.”
O papel do cirurgião-dentista, nessa área de atuação específica, está na prevenção, diagnóstico e tratamento das complicações bucais inerentes ao tipo de tratamento proposto. Na fase aguda, podemos ter como efeitos colaterais a mucosite (aftas), disgeusia (alteração do paladar), disfagia (dificuldade na deglutição), infecções oportunistas (fúngicas ou virais), trismo (limitação na abertura bucal) e, na fase tardia, xerostomia (boca seca), osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos, osteorradionecrose e cárie de radiação.
“As complicações bucais agudas e tardias do tratamento oncológico podem ser prevenidas ou minimizadas se o paciente for corretamente orientado e assistido. Isso pode causar um impacto significativo em sua qualidade de vida”, ressalta a cirurgiã-dentista Aristilia P. Tahara Kemp.
Embora não vise a cura, pode ser indicada para redução de sintomas
A radioterapia é a terapêutica que utiliza radiação ionizante em algumas etapas do tratamento oncológico. A maioria dos pacientes oncológicos necessitará de radioterapia em alguma fase da doença. A forma do tratamento dependerá do tipo de tumor, localização e estágio, bem como as condições gerais do paciente.
Uma das formas em que a radioterapia é utilizada, é aquela que chamamos de radioterapia paliativa que embora não vise a cura da doença, pode ser indicada para a redução ou alívio de sintomas, como dor, sangramento ou compressão sobre alguns órgãos.
A rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que a indicação e o momento desse tratamento é definido em conjunto com a equipe que assiste o paciente. “Geralmente são tratamentos com duração de poucos dias e com doses mais elevadas, com o objetivo de manter o paciente por menos tempo possível na estrutura hospitalar, assim como alívio mais rápido dos sintomas.”
Dra. Paula Soares destaca que a radioterapia paliativa é utilizada em situações específicas. E esta, quando realizada busca trazer ao paciente melhora na sua qualidade de vida.
Com o início de um novo ano, muitos criam metas para cumprir durante os próximos 366 dias que virão em 2024. Independente do que a pessoa deseja para os próximos meses, é preciso que ela também se lembre de cuidar da saúde, principalmente quando falamos sobre a prevenção contra o câncer. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que são esperados 704 mil casos novos da doença no Brasil para 2024, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência.
Com esses números elevados, é mais uma chance de ressaltar a importância de se ter hábitos saudáveis. O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que já é de conhecimento que uma parte significativa dos tumores está associada a fatores de risco modificáveis, ou seja, aqueles que podem ser evitados. Dentre eles destacamos o excesso de peso como fator de risco para desenvolvimento de algumas causa de câncer no Brasil.
O uso do tabaco também continua sendo uma das principais causas de mortes evitáveis em todo mundo. Em média, as pessoas que fumam morrem cerca de 10 anos mais cedo do que as pessoas que nunca fumaram. Além de aumentar o risco de câncer, fumar pode causar várias outras doenças, como infecções respiratórias, impotência sexual, osteoporose, catarata, por exemplo, e danificar quase todos os órgãos do corpo. “Outro hábito, muitas vezes associado ao tabagismo, é o uso de álcool. O etilismo é responsável por cerca de 6% de todos os cânceres e 4% de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos. Por isso, a recomendação, quando pensamos em fatores associados a câncer, é tolerância zero para bebidas alcoólicas”, salienta.
A prática de atividade física regular é uma estratégia importante para se manter saudável, independentemente da idade. Segundo estudos, a atividade física pode diminuir o risco de certos tipos de câncer, além de impactar na redução de uma série de outras condições médicas sérias e comuns. A recomendação é 30 minutos por dia, podendo ser atividades domésticas, caminhadas ou mesmo optar por subir escadas ao invés do uso de elevadores. Outro cuidado fundamental que a população deve ter está relacionado à exposição solar. “Como vivemos em um país tropical, é preciso evitar exposição ao sol, sobretudo no horário compreendido entre 10h e 16h, usar protetor solar, com FPS mínimo de 30, usar óculos escuros com proteção UV, roupas que protegem o corpo (proteção UV), chapéus, bonés. A maioria dos cânceres de pele está intimamente relacionada à exposição aos raios ultravioleta da luz solar ou de fontes artificiais, as já conhecidas câmaras de bronzeamento.”
Para finalizar, Henrique Balloni lembra que alguns tipos de tumores sólidos podem estar ligados a infecções virais prévias, como o câncer de colo do útero e à infecção por HPV; o hepatocarcinoma (tipo de câncer do fígado) e à infecção por vírus da hepatite B ou C. Existem vacinas contra vários desses vírus, então, recomenda-se dar a devida atenção à carteira de vacinação e deixar tudo em dia.
A radioterapia também é uma forma de tratamento para esse tipo de neoplasia que representa 31,3% dos casos totais
O último mês do ano foi escolhido, em 2014, para promover a campanha Dezembro Laranja, instituída pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBDhttps://sbdpr.com.br/), que visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele, tipo mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores, por isso, pacientes com câncer de pele em estágio inicial têm mais de 90% de chances de cura.
Estudo do Instituto Nacional de Câncer – INCA prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos por ano até 2025, sendo que a maior parte deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste. O estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres e o câncer de pele não melanoma – tumor mais comum no Brasil – representa 31,3% dos casos.
Um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta. Estatísticas mostram que a região Sul do país apresenta os maiores índices de câncer de pele, por isso é fundamental que a pessoa preste atenção à própria pele, porque se trata de um tumor mais fácil para diagnosticar, pois está na parte exterior do corpo.
Tratamento com radioterapia
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que uma das técnicas de radioterapia mais difundidas no mundo para o tratamento do câncer de pele é a Eletronterapia, que usa elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, empregados para a irradiação superficial. “Normalmente, a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica, onde é possível então extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.”
O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. “Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Esta blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos”, complementa Paulo Petchevist.
Muito se fala em como se detectar precocemente e prevenir o câncer de próstata com a realização de exames periódicos, entre os mais difundidos estão o toque retal, o exame físico do urologista e o exame de sangue que também é feito para detectar os tumores de próstata: o conhecido PSA. A sigla em inglês para Prostate-Specific Antigens significa Antígeno Prostático Específico. Porém, muitos não sabem quando de fato ele deve ser realizado.
O médico rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame do PSA detecta a proteína que a próstata expressa no sangue e, dependendo do nível da proteína, quanto mais alta estiver no sangue maior a probabilidade de ter câncer de próstata. “No entanto, existem casos onde o exame apresenta números elevados, mas não significa que pode ser câncer de próstata, uma vez que o indivíduo que tem a próstata grande pode ter um PSA elevado. Esse exame não é específico do câncer de próstata, mas sim da próstata.”
O PSA é um dos primeiros exames solicitados quando o paciente apresenta sintomas do câncer ou quando o médico deseja pesquisar a existência da doença e examinar a saúde da próstata. “É importante que a análise do exame seja feita por um profissional que esteja habilitado para analisar o contexto da próstata e do valor do PSA. É muito comum alguns pacientes com o PSA um pouco mais elevado ficarem preocupados achando que estão com câncer de próstata, mas não. A detecção do câncer é feita pela realização de uma biopsia, não necessariamente uma elevação do PSA significa um câncer de próstata”, expõe o médico.
Por outro lado, têm pacientes que tem câncer próstata e apresentam um PSA baixo, mas isso é uma exceção. Também existem pessoas com PSA normal, mas quando é realizado o toque ou exame de imagem esse paciente é diagnosticado com o câncer de próstata, apesar de ter um PSA baixo. “No contexto do rastreamento, da identificação e da análise do câncer de próstata, é muito importante ter um especialista qualificado que consiga juntar esse quebra-cabeça para que se peça ou se faça exames desnecessários ou deixe o paciente preocupado com um exame isolado pensando que é um câncer”, destaca Henrique Balloni.
Outras doenças que utilizam o exame de PSA
Uma das principais funções do exame de PSA é auxiliar no diagnóstico de alterações existentes na próstata. Entre as doenças que o exame é um aliado estão:
A prostatite, uma inflamação na próstata, que provoca um crescimento desordenado do órgão e causa dor, desconforto e impede a passagem da urina. A prostatite pode ser aguda ou crônica.
A hiperplasia benigna da próstata (HBP) também pode ser analisada através do exame de PSA. Trata-se de uma das doenças benignas mais comuns entre os homens, geralmente acima dos 50 anos. É fundamental o diagnóstico precoce, pelo fato de ser uma doença progressiva, que se caracteriza por provocar um aumento do volume da próstata.
Depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente no homem e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Dados do Instituto Nacional de Câncer — INCA mostram que são mais 65 mil casos de câncer de próstata no país anualmente.
Mesmo com campanhas como a do Novembro Azul, ainda falta muita conscientização sobre a prevenção e os exames que ajudam no diagnóstico precoce do câncer de próstata, mas o tabu ainda é um dos fatores que fazem com que os homens evitem este assunto.
O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata são fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença.”
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.
Radioterapia é opção de tratamento do câncer de próstata
A escolha do melhor tratamento vai depender de determinados aspectos, como o estado de saúde do paciente, estadiamento da doença, expectativa de vida e, em casos iniciais, da preferência do paciente.
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que hoje em dia o câncer de próstata tem seu tratamento com radioterapia externa (Teleterapia) de forma segura, prática e em poucas aplicações. “A radioterapia de próstata aplicada em centros de excelência tem empregado esquemas de tratamento cada vez mais curtos com doses por aplicação cada vez maiores. Isso só é possível com a combinação de técnicas de localização de alta precisão obtida com Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT) e técnicas de modulação de dose, como Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) ou Radioterapia em Arco Modulada Volumetricamente (VMAT)”, cita.
O IGRT é muito importante uma vez que a próstata é um alvo de tratamento que se localiza entre estruturas móveis que podem estar total ou parcialmente preenchidas, como é o caso do reto e da bexiga, que levam a deslocamentos da próstata entre uma aplicação e outra. Por isso, visualizar radiologicamente a posição da próstata antes de iniciar a entrega de altas doses de radiação e poder efetuar uma correção de posição através da mesa robótica de tratamento é tão fundamental. “Com a correção submilimétrica da posição da próstata executada será então possível entregar a alta dose de tratamento por uma das técnicas de modulação (IMRT ou VMAT). No Oncoville, a combinação das técnicas de IGRT e VMAT tem mostrado grande êxito nos tratamentos hipofracionados de próstata feitos em 28 frações e em radiocirurgias de próstata feitas em cinco frações, duas vezes por semana”, destaca Paulo Petchevist.
A prevenção e o diagnóstico precoce possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença
O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que 73.610 novos casos de câncer de mama serão diagnosticados até dezembro de 2023. Com a chegada de mais um Outubro Rosa, é o momento certo para reforçar a importância da prevenção contra esse tipo de tumor que afeta as mulheres e homens, mesmo em casos raros. Nas mulheres, exceto o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama representa 29,7% dos diagnósticos positivos.
A médica rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, explica que é fundamental que as mulheres se conscientizem sobre a prevenção e o diagnóstico precoce. “Em outubro, dedicamos em particular a orientação das pacientes sobre os cuidados que devem ter durante a vida em relação aos tratamentos, rastreamento e aos exames que precisam ser realizados regularmente. Com o diagnóstico inicial, ou seja, detectando a doença no começo, as chances de cura são maiores – cerca de 95% – e possibilita um tratamento menos radical.”
Diagnóstico em pessoas jovens
Mulheres com mais Idade , principalmente a partir da quinta década de vida, têm maior risco de desenvolver câncer de mama. Porém, recentemente, a Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM destacou que houve um aumento de casos da doença entre mulheres abaixo dos 35 anos. Além dos fatores de risco, como obesidade, etilismo e tabagismo, também é necessário ficar atento à pré-disposição genética. “Se existem casos de câncer de mama em parentes próximos, como mãe, irmãs, avós, tias ou primas, é preciso que a mulher inicie os exames de rastreamento precocemente, possibilitando que o diagnóstico seja realizado com a doença em estádio inicial”.
Tratamento com radioterapia
Uma das formas de tratamento do câncer de mama é a radioterapia. Com o avanço da tecnologia, abriu-se a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações.
Com a evolução, novos estudos mostraram que esse número pode baixar consideravelmente. Agora, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias nos casos que é possível, conforme avaliação do rádio-oncologista”, cita Dra. Paula Soares. Ainda haverá a possibilidade para algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias (conforme avaliação de cada caso especificamente) e o tempo de cada sessão é definido individualmente.
“A prevenção e o diagnóstico precoce possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença. Por esse motivo, é fundamental manter os exames em dia e, sempre que perceber algo diferente no corpo, procurar um especialista. Quanto mais cedo diagnosticado, melhores as chances de cura”, reforça Dra. Paula Soares.
O câncer juvenil é a principal causa de mortalidade na faixa de 5 a 19 anos no Brasil
O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que para cada ano do triênio, de 2023 a 2025, sejam diagnosticados 7.930 novos casos, sendo 4.230 meninos e 3.700 meninas. A campanha Setembro Dourado foi criada para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. Os três tipos de câncer mais frequentes em crianças são as leucemias, os linfomas e os tumores cerebrais e do sistema nervoso central (26%). O câncer infantojuvenil é também associado a alterações genéticas e a malformações congênitas, as síndromes.
Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando é diagnosticado precocemente e realizado tratamento adequado as chances de cura para os tumores juvenis são de até 80%. O INCA ainda aponta que o câncer é a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes – representam de 1 a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados. O câncer juvenil é a principal causa de mortalidade na faixa de 5 a 19 anos no Brasil.
Os sintomas do câncer infantojuvenil podem ser confundidos muitas vezes com os de outras doenças comuns na infância, por isso é fundamental procurar um especialista quando aparecerem sintomas ou sinais que não acabam ou desaparecem. O tratamento do câncer do infantojuvenil vai depender do diagnóstico, estadiamento e evolução do tumor, mas é baseado em cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Tratamento com radioterapia
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, centro de radioterapia, conta que o tratamento radioterápico em crianças e adolescentes deve ser realizado com muito critério, pelo fato de poderem apresentar maiores possibilidades de efeitos colaterais nos tecidos e órgãos em desenvolvimento. “O devido posicionamento e a imobilização do paciente garante que a região-alvo a ser tratada receba a dose prescrita e que os órgãos de risco circunvizinhos sejam protegidos segundo o planejamento radioterápico aprovado.”
Quando se trata de um caso infanto-juvenil, a preocupação com o posicionamento aumenta, uma vez que o entendimento da necessidade de ficar imóvel durante a aplicação radioterápica se torna um desafio extra. “Nesses casos, a humanização empregada na clínica Oncoville através da confecção de suportes e imobilizadores personalizados, como as máscaras temporárias de personagens mostradas abaixo, têm ajudado muito no êxito dos tratamentos de alta precisão. Com esses dispositivos desenvolvidos a criança/adolescente se sente mais confiante e segura para se manter imóvel pelo tempo necessário.”
Esse tipo de neoplasia abrange tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon) e no reto
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam para 2023 mais de 45 mil novos casos de câncer de intestino, sendo que desse total 18% serão na população da região Sul. Os dados colocam este tipo de câncer como o terceiro mais prevalente em homens e mulheres. Com esses números alarmantes, a campanha Setembro Verde, promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), torna-se muito relevante, pois visa conscientizar a população sobre os riscos do câncer de intestino (colorretal – cólon e reto) e as formas de prevenção.
Esse tipo de neoplasia, que vem crescendo no país, abrange tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon) e no reto. O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, explica que os principais sintomas de alerta são sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, com presença de diarreia e prisão de ventre alternados, dor ou desconforto abdominal, sinais de fraqueza, anemia, perda de peso sem explicação e aparecimento de massa abdominal.
Vale lembrar que diagnosticado na fase inicial esse tipo de tumor alcança índices de cura entre 90% e 95%. “Exame endoscópico de colonoscopia (aparelho flexível com câmera para visualização da luz intestinal) é a escolha para rastreamento e diagnóstico desse tipo de tumor. Realiza-se uma biópsia, que é a análise de um pequeno pedaço de tecido removido da lesão suspeita, que será enviada para análise de um médico patologista. Com o diagnóstico confirmado, a escolha do tratamento para o câncer colorretal depende de diversos fatores. A estratégia de tratamento deve ser discutida em equipes multidisciplinares de cirurgia, oncologista clínico e radioterapia”, expõe.
Em tumores de reto iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. “O objetivo é reduzir o tamanho do tumor e melhorar o resultado da cirurgia. A radioterapia também pode ser empregada, em casos selecionados, na irradiação de metástases através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia)”, aponta o rádio-oncologista.
Prevenção é a grande aliada
Adoção de um estilo de vida mais saudável aliada à prática de exercícios físicos, evitar o consumo de álcool e cigarro, estar atento ao histórico familiar, bem como realizar exames preventivos de colonoscopia após os 45 anos, segundo algumas diretrizes atuais americanas. E o mais importante: diagnóstico precoce de lesão pré-maligna, pólipo com displasia de alto grau, pode evitar o desenvolvimento do câncer colorretal em alguns anos ou mesmo quando diagnosticado na fase inicial, com chances de cura muito grandes. Também é fundamental ficar atento aos fatores de risco. Entre eles:
- Idade superior a mais de 50 anos – embora tenha havido aumento de incidência em pacientes mais jovens nos últimos anos;
- Histórico pessoal e/ou familiar de câncer colorretal prévio ou pólipos com displasia de alto grau;
- Síndromes genéticas: Polipomatose Familiar ou Síndrome de Lynch;
- Fatores ambientais também têm sido associados ao aumento do risco de tumores colorretais;
- Alimentação pobre em fibras e rica em gordura;
- Sedentarismo;
- Diabetes;
- Obesidade;
- Tabagismo;
- Alcoolismo.
A radiocirurgia é uma técnica de tratamento usada em tumores pequenos localizados no cérebro ou no sistema nervoso central. O procedimento, considerado não invasivo, conta com altas doses de radiação enquanto minimiza a exposição ou acometimento dos tecidos sadios ou estruturas importantes próximas da região do alvo do tratamento.
Com a fusão de imagens de ressonância magnética e/ou PET_CT com a tomografia de planejamento, o médico rádio-oncologista localizará e delimitará a região a ser tratada. Após a realização do planejamento pelo físico-médico e sua aprovação pelo médico rádio-oncologista, o plano é exportado para a máquina de tratamento onde o paciente será posicionado. O processo permite tratar alvos em locais de difícil acesso com altas doses e em poucas sessões.
Segundo o físico-médico Paulo Cesar Dias Petchevist, do Oncoville, “com a radiocirurgia é possível tratar lesões em locais muitas vezes inacessíveis cirurgicamente, irressecáveis pela proximidade com as estruturas críticas ao redor da lesão ou quando os pacientes são inoperáveis pelo risco cirúrgico que representam individualmente”.
Onde pode ser usada a radiocirurgia?
- Para tratar lesões benignas ou alvos que não são oncológicos, tumores malignos e metástases.
- Lesões malignas: astrocitomas, glioblastomas e metástases de tumores primários de outros locais fora do sistema nervoso central.
- Lesões benignas: adenomas de hipófise, neurinoma de acústico (schwannomas), neurofibromas, meningiomas, malformações arteriovenosas, entre outras formas não malignas em que o uso da radioterapia tem efeito comprovado.
A radiocirurgia também pode ser empregada em locais fora do crânio, ou seja, extracraniana, que é conhecida como radioterapia estereotática ablativa (SBRT ou SABR).
Outros órgãos também podem usufruir da técnica
Tórax: pulmão
Gastrointestinal: fígado
Sistema genitourinário: próstata
Coluna: cervical, toráxica ou lombar
Outros locais: linfonodos, reirradiação de locais previamente irradiados e metástases ósseas.
Segundo informações do Ministério da Saúde, são esperados 704 mil casos novos de câncer no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência. As informações são da publicação Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, lançada pelo Instituto Nacional de Câncer – INCA.
Por isso, vale ressaltar a importância de se ter hábitos saudáveis. Já é de conhecimento que uma parte significativa dos tumores está associada a fatores de risco modificáveis, ou seja, aqueles que podem ser evitados. Saiba o que fazer para reduzir o risco de desenvolver um câncer
Tabagismo
O uso do tabaco continua sendo uma das principais causas de mortes evitáveis em todo mundo. Em média, as pessoas que fumam morrem cerca de 10 anos mais cedo do que as pessoas que nunca fumaram. Além de aumentar o risco de câncer, fumar pode causar várias outras doenças, como infecções respiratórias, impotência sexual, osteoporose, catarata, entre outras, e danificar quase todos os órgãos do corpo.
Obesidade e sobrepeso
Estudos populacionais sugerem que a obesidade e o sobrepeso estão ligados a um aumento geral do risco de desenvolver diversos tipos de tumores. Entre eles, destaque para o câncer de mama, principalmente em mulheres que estão na pós-menopausa, câncer colorretal, de endométrio, de esôfago e de fígado.
Bebida alcoólica
O uso de álcool é responsável por cerca de 6% de todos os cânceres e 4% de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos. O consumo excessivo está relacionado a tumores de cabeça e pescoço (boca, garganta), esôfago, fígado e mama, entre outros. Por isso, a recomendação é tolerância zero para bebidas alcoólicas.
Sedentarismo
A prática de atividade física regular é uma estratégia importante para se manter saudável, independentemente da idade. Segundo estudos, a atividade física pode diminuir o risco de certos tipos de câncer, além de impactar na redução de uma série de outras condições médicas sérias e comuns. A recomendação é 150 minutos por semana ou 30 minutos por dia.
Exposição solar excessiva
A maioria dos cânceres de pele está intimamente relacionada à exposição aos raios ultravioleta da luz solar ou de fontes artificiais, as já conhecidas câmaras de bronzeamento. Como medida de prevenção, é preciso evitar exposição ao sol, sobretudo no horário compreendido entre 10h e 16h, usar protetor solar, com FPS mínimo de 30, usar óculos escuros com proteção UV, roupas que protegem o corpo (proteção UV), chapéus, bonés. E é importante reaplicar o protetor solar a cada três ou horas ou de duas em duas horas em casos de transpiração excessiva, exposição solar prolongada ou mesmo depois de molhar a pele (piscina, mar).
Infecções virais e câncer
Alguns tipos de tumores sólidos podem estar ligados a infecções virais prévias, como o câncer de colo do útero e a infecção por HPV; ou o hepatocarcinoma (tipo de câncer do fígado) e a infecção por vírus da hepatite B ou C. Existem vacinas contra vários desses vírus, então, recomenda-se dar a devida atenção à carteira de vacinação e deixar tudo em dia.
5 efeitos perigosos de ter alimentos queimados ou carbonizados
Pesquisadores descobriram recentemente que comer alimentos cozidos em altas temperaturas, como carne vermelha e frituras, eleva o risco de câncer. O suposto culpado disso é o DNA danificado pelo processo de cozimento, ou seja, a comida processada.
Por isso, para reduzir o risco de câncer, é recomendável evitar queimar ou cozinhar demais os alimentos. Uma orientação é cozinhá-los em temperaturas mais baixas por longos períodos de tempo.
- Vários estudos sugerem que consumir alimentos queimados pode aumentar o risco de certos tipos de câncer. Quando o alimento é cozido em excesso ou queimado, ele pode formar compostos chamados aminas heterocíclicas (HCAs) e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HPAs), que são carcinógenos conhecidos. Estes compostos têm sido associados a um aumento do risco de câncer de cólon, estômago e pâncreas.
- Problemas respiratórios: a queima de alimentos pode liberar fumaças prejudiciais, o que pode irritar o sistema respiratório e causar problemas.
- Problemas digestivos: alimentos queimados ou carbonizados podem ser difíceis de digerir e podem causar problemas gastrointestinais como náuseas, vômitos e diarreias.
- Aumento do risco de doenças cardíacas: consumir alimentos queimados ou carbonizados regularmente pode aumentar o risco de doenças cardíacas, promovendo inflamação no corpo e aumentando os níveis de estresse oxidativo.
- Perda de nutrientes: o cozimento excessivo ou a queima de alimentos podem levar à perda de nutrientes, o que pode ter um impacto negativo na saúde e no bem-estar em geral
O Oncoville Atendimento Oncológico Integral promove no dia 24 de agosto (quinta-feira) seu meeting sobre câncer de cabeça e pescoço a partir das 19h, com transmissão ao vivo via plataforma digital. Intitulado “CEC de orofaringe HPV positivo: implicações prognósticas e seu racional nas evoluções terapêuticas”, o evento traz grandes expoentes no cenário nacional voltados ao tratamento do câncer de cabeça e pescoço.
Dr. Daniel Neves, coordenador do encontro e rádio-oncologista do Oncoville, destaca a importância da promoção desse tipo de evento para fomentar a discussão científica entre os profissionais que atuam no tratamento do paciente com câncer: “O objetivo desse meeting é discutir o melhor balanço para o paciente entre opções terapêuticas e risco de efeitos colaterais, visando não só conciliar a melhor taxa possível de controle, mas também a melhor qualidade de vida”.
Entre os temas debatidos neste evento está a palestra “Mudança de perfil epidemiológico de CEC de orofaringe e suas implicações terapêuticas”, que será realizada pelo oncologista clínico Thiago Bueno, do A.C. Camargo Cancer Center.
O tema “Papel da cirurgia robótica no tratamento radical de CEC de orofaringe HPV induzido?” também será discutido e para falar sobre o assunto o Oncoville traz o cirurgião oncológico Renan Bezerra Lira, do A.C. Camargo Cancer Center e do Hospital Albert Einstein.
Para encerrar a programação de palestras, o rádio-oncologista do Hospital do Amor (Barretos) Alexandre Arthur Jacinto aborda “Radioterapia em CEC de orofaringe HPV+: avanços atuais e perspectivas futuras”.
Apresentação casos clínicos
Com o objetivo de discutir aspectos modernos do tratamento de CEC de orofaringe HPV positivo e visando agregar conhecimento e experiência, será realizada também apresentação de casos clínicos, feita pela cirurgiã de cabeça e pescoço Paola. A. G. Pedruzzi, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, e pelo oncologista clínico Bruno Ribeiro Batista, do Centro de Oncologia do Paraná – COP.
O evento é voltado para médicos cirurgiões, oncologistas clínicos, rádio-oncologistas, residentes e acadêmicos de medicina, que poderão interagir virtualmente durante as discussões dos trabalhos.
As inscrições são gratuitas, com vagas limitadas e podem ser feitas pelo link https://www.sympla.com.br/evento-online/evento-oncoville-cabeca-e-pescoco-meeting/2071413
Radioterapia de cabeça e pescoço teve grande avanço com a implementação de técnicas de IMRT e VMAT
Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que anualmente são diagnosticados cerca de 43 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço que atingem principalmente boca (língua, assoalho da boca, palato duro, gengivas, mucosa da boca, lábio), orofaringe (região das amígdalas, base da língua, palato mole, parte lateral e posterior da garganta), demais regiões da faringe, laringe, etc. A Campanha Julho Verde foi idealizada justamente para conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer de cabeça e pescoço.
O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, explica que muitas vezes os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, o que leva à demora do diagnóstico e isso é um problema, já que o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Porém, em 60% dos casos, o paciente chega com o tumor avançado, deixando sequelas para o indivíduo. “Por ser uma doença curável, fica o alerta para a importância da detecção precoce. Estes tumores possuem grandes chances de prevenção e com medidas simples é possível evitar o desenvolvimento da doença, entre elas refrear ou abandonar os fatores de risco, como o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis por cerca de 90% dos casos. O HPV (papilomavírus humano) também pode ser o agente causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe”, aponta.
Os principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço são: aparecimento de nódulo no pescoço, manchas brancas ou avermelhadas na boca, ferida que não cicatriza em duas semanas, dor de garganta que não melhora em 15 dias, dificuldade ou dor para engolir e alterações na voz ou rouquidão por mais de 15 dias. Qualquer sinal de alerta é fundamental procurar um especialista.
Tratamento do câncer de cabeça e pescoço tem suas particularidades
A região de cabeça e pescoço possui diversas estruturas funcionais muito próximas umas das outras, como é o caso da cavidade oral, mandíbula, medula, parótidas, glândulas submandibulares, laringe, esôfago, tireoide, etc. O físico médico do Oncoville, Paulo Petchevist, explica que é por isso “quando um tratamento radioterápico precisa ser feito neste local é necessário uma apropriada imobilização para que o paciente não se mova e por consequência as estruturas que desejamos proteger não entrem na região de tratamento. Isso é feito através de uma máscara termoplástica moldada ao rosto do paciente no momento da tomografia de planejamento. Quando encaixada ao rosto diariamente, a máscara permitirá que a região da cabeça e do pescoço do paciente fique posicionada e alinhada para o tratamento.”
A radioterapia de cabeça e pescoço teve um avanço muito grande com a implementação de feixes modulados como nas técnicas de IMRT – Radioterapia de Intensidade Modulada e mais recentemente pelo VMAT – Arcoterapia Volumétrica Modulada. O uso dessas técnicas possibilita entregar doses altíssimas à região-alvo reduzindo ao máximo as doses em estruturas sadias circunvizinhas. “Uma boa imobilização com máscaras termoplásticas, aliada a técnicas de irradiação moduladas, como IMRT ou VMAT, completam-se com a utilização de técnicas refinadas de imagem pré-tratamento (IGRT –
Radioterapia Guiada por Imagem). Com ela é possível fazer imagens do local que está sendo tratado, antes do início de cada sessão, e fundi-la com aquelas de planejamento. Quando qualquer discrepância entre as imagens, por mais que seja submilimétrica, é corrigida pela mesa robótica que o paciente está deitado. A aplicação dessa técnica de imagem garante a reprodutibilidade necessária para a correta entrega de dose ao volume tumoral diariamente.”
Participação dos dosimetristas durante o tratamento
A garantia de que a máquina de radioterapia entregará a dose prescrita pelo médico rádio-oncologista à região-alvo do paciente depende diretamente do controle de qualidade e dosimetria que os físicos médicos da instituição realizam continuamente. As estruturas sadias na região de cabeça e pescoço são muito próximas umas às outras e para concentrar a dose alta de radiação ao volume-alvo, com a menor irradiação possível dos órgãos sadios, é necessário que a máquina responda elétrica, dosimétrica e mecanicamente ao que se espera dela. Para isso, testes de desempenho diários, mensais, trimestrais e anuais são feitos para garantir a precisão de posicionamento e entrega de dose ao paciente. “Além disso, um desses testes de controle de qualidade para feixes modulados é feito de forma personalizada, avaliando se a distribuição de dose que foi planejada será entregue precisamente ao paciente. Isso é feito anteriormente ao primeiro dia de tratamento, trazendo ainda mais segurança na execução de irradiação para cada caso”, destaca Paulo Petchevist.
Instituição conta com a Acreditação Nível 1 que atesta a segurança do paciente e a qualidade na assistência prestada
O Oncoville Atendimento Oncológico Integral recebeu no dia 30 de maio a acreditação ONA Nível 1, Acreditado, que avalia a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada, considerando os recursos disponíveis e sua complexidade.
O Oncoville foi avaliado pela Instituição Acreditadora Credenciada Instituto de Planejamento e Pesquisa para Acreditação em Serviços de Saúde – IPASS, de acordo com o manual Brasileiro de Acreditação – Versão 2022, e recebeu a recertificação como um reconhecimento de que a instituição atende aos rigorosos padrões que a metodologia exige.
“Estamos muito satisfeitos com a recertificação da ONA, sinal de que estamos todos empenhados em continuar trabalhando, tanto para conquistar novos níveis da Certificação como para desenvolver e implementar ações de melhoria contínua em toda a instituição, visando, sempre, a segurança do paciente”, destaca Allan Moraes, supervisor Operacional do Oncoville.

