Oncoville investe em modernização de suas instalações e reforça missão de prestar atendimento com excelência
O Oncoville, clínica de Radioterapia localizada em Curitiba-PR, completa neste ano 20 anos de atuação e comemora a nova fase com ampliação e reforma de suas instalações. A obra levou cerca de seis meses para ser entregue, envolvendo um grande número de fornecedores e parceiros. Ao todo, são 575 m² que garantem mais conforto e bem-estar a pacientes, familiares e colaboradores.
Para a Direção do Oncoville, a busca por melhorias constantes faz parte do planejamento da clínica para seguir como referência em atendimento. A modernização de seus ambientes, ambulatorial e administrativo, teve um custo aproximado de R$ 2 milhões. Desta forma, a clínica proporcionará mais comodidade e conforto, além da tecnologia de ponta de seus equipamentos, para os pacientes clínicos e cirúrgicos que procuram o Oncoville para prevenção e cuidados com a sua saúde.
Antonio Abrão, do Escritório de Arquitetura responsável pelo planejamento e execução da obra, conta que a concepção do projeto teve como foco central readequar as instalações da clínica para atender pacientes e usuários com maior comodidade, para tanto, foram criados novos fluxos de serviço e de setorização.
Mudanças permitem maior conforto aos usuários
O arquiteto destaca que o setor administrativo, que antes ficava no meio da área de consultórios, foi deslocado para uma ala exclusiva, contemplando agora um número maior de salas. “Essa mudança permite acomodar com conforto os colaboradores e facilita o acesso tanto para recebimento de medicamentos e atendimento de fornecedores quanto para os demais setores do complexo Oncoville”. O antigo espaço de recepção e espera dos pacientes recebeu especial atenção: o ambiente foi ampliado e totalmente reconfigurado por meio da criação de novas áreas de atendimento, espera e sanitários. Com essa mudança, os usuários, além de contarem com um ambiente mais confortável, podem contemplar o belo visual do jardim externo. O Oncoville destinou à estrutura novos mobiliários, para que o design, ergonomia, conforto, cores e estética se harmonizassem ao restante do espaço, dialogando com a identidade institucional da clínica.
Nova área destinada aos pacientes
O setor de consultórios também foi ampliado com o objetivo de acomodar o crescente número de consultas, possibilitando, assim, maior disponibilidade para os médicos atenderem seus pacientes. Além disso, toda a infraestrutura técnica (parte elétrica, iluminação, climatização, pisos e forros, por exemplo) foi atualizada e modernizada para funcionar adequadamente por muitos anos.
Já o setor de Enfermagem conta agora com seis boxes para atendimento, destinados a pacientes que se submetem a tratamento de radioterapia e procedimentos cirúrgicos de pequeno porte. As instalações sanitárias também foram ampliadas, agora o setor ganhou um número maior de banheiros, amplos e acessíveis para todos os tipos de pacientes.
O coordenador de Enfermagem do Oncoville, Fernando Popovicz, conta que os boxes para atendimentos contemplam a admissão de pacientes para tomografia de planejamento da radioterapia; vestiário para os pacientes que já estão em tratamento; aferição de sinais vitais; administração de medicamentos endovenosos; punção venosa para exames com contraste; recuperação pós-anestésica para pacientes que se submetem a tratamentos com sedação; admissão de pacientes internados que realizam radioterapia de emergência (sangramento, compressão medular, dor).
A ampliação do setor de Enfermagem possibilita à equipe prestar um atendimento ainda mais humanizado e individualizado, o que reforça o compromisso do Oncoville em oferecer conforto e segurança aos pacientes e seus familiares durante o período do tratamento radioterápico. Essa melhoria confere um caráter mais positivo à experiência do paciente durante sua estada na clínica.
Sobre o Oncoville
O Oncoville, fundado em 1º de setembro de 2005, é uma clínica de excelência em radioterapia que oferece tratamento para o câncer de forma integral e personalizada, seguindo padrões internacionais de qualidade. Dispõe de uma infraestrutura ampla e moderna para garantir bem-estar, segurança e conforto aos pacientes.
Em 2024, o Oncoville recebeu o prêmio Mais Saúde TOPVIEW na categoria Melhor Clínica de Radioterapia do Paraná. Esse reconhecimento, dado por voto popular, é uma conquista pela dedicação de todos os profissionais que atuam na clínica.
Liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford, o estudo publicado no British Journal of Sports Medicine em abril de 2025 destaca a importância da caminhada na prevenção de 13 tipos de câncer. A pesquisa acompanhou mais de 85 mil adultos durante seis anos no Reino Unido e os resultados são animadores.
Munidos de acelerômetros de pulso, que medem a atividade física e o comportamento sedentário e registram a aceleração do movimento do corpo ao longo do tempo, os participantes, durante uma semana, armazenaram os dados que estimaram a intensidade, duração e frequência da atividade física, ajudando a entender a atividade diária e seus efeitos na saúde.
Após o acompanhamento médio de 5,8 anos, aproximadamente 2.600 participantes foram diagnosticados com um dos 13 tipos de câncer analisados, incluindo os de mama, cólon, reto, fígado, pulmão, estômago, esôfago, rim, bexiga, endométrio, cabeça e pescoço, mieloma e leucemia mieloide.
O estudo chegou a resultados que impactam diretamente na saúde, como:
1 – Indivíduos com a maior quantidade total de atividade física diária tiveram um risco 26% menor de desenvolver câncer do que indivíduos que tiveram a menor quantidade de atividade física diária.
2 – A atividade física de intensidade leve e moderada a vigorosa foi associada a menor risco de câncer, reforçando os benefícios potenciais de movimentos diários leves.
3 – Contagens diárias de passos mais altos, mas não o seu ritmo, foram associadas a uma menor possibilidade de desenvolvimento de câncer, cujo risco pareceu se estabilizar em aproximadamente 9.000 passos por dia.
4 – O risco de câncer foi 11% menor para os participantes que deram 7.000 passos por dia em comparação com aqueles que deram 5.000 passos diários, e 16% menor para os que deram 9.000 passos por dia.
5 – O comportamento sedentário por si só não foi diretamente associado ao risco de câncer, mas a substituição do tempo sedentário por atividade física contribuiu para níveis de risco mais baixos.
Essencial é se movimentar
O estudo reforça a importância de incorporar mais movimento no dia a dia, mesmo que em intensidades leves. Atividades simples como uma caminhada, fazer compras ou até mesmo tarefas domésticas podem contribuir significativamente para a redução do risco de o organismo desenvolver câncer.
O professor de informática biomédica na Oxford Population Health e autor sênior do artigo, Aiden Doherty, afirma que a pesquisa realizada “destaca a importância de todas as formas de movimento. Seja aumentando os passos diários, praticando atividades leves ou incorporando exercícios moderados a vigorosos, qualquer nível de atividade física parece contribuir para diminuir o risco de câncer”.
*A rádio-oncologista Dra. Luana Guerreiro, do Oncoville, clínica de radioterapia, cita que a prática de exercícios físicos é fundamental para a saúde como um todo, atuando na prevenção de diversas doenças. “Atualmente, a recomendação é que os adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 minutos de atividade física vigorosa, ou uma combinação de ambas. Também é recomendado que os adultos pratiquem exercícios de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares em dois ou mais dias da semana para se evitar a perda muscular. Pacientes oncológicos devem conversar com os seus médicos para ter a liberação para a prática de exercícios”.
A utilização de equipamentos modernos também é um ponto positivo para potencializar os tratamentos
A radioterapia é uma das principais ferramentas no tratamento de diversos tipos de câncer, utilizando radiação para destruir células tumorais. Quando aplicada corretamente, é um tratamento altamente eficaz. No entanto, devido à complexidade e aos riscos envolvidos, a segurança e o controle de qualidade são essenciais para garantir que os pacientes recebam o tratamento de maneira eficaz e segura.
A radioterapia, apesar de eficaz, envolve o uso de radiação, o que pode gerar preocupações quanto à segurança. Para minimizar riscos e maximizar os benefícios, a segurança do paciente deve ser priorizada em todas as etapas do tratamento. O físico médico Hugo Veroneze Toledo, do Oncoville, reforça que a precisão na administração da radiação é de grande importância. “É essencial que a radiação seja direcionada com precisão para o tumor, minimizando a exposição aos tecidos saudáveis ao redor. Para garantir essa precisão, são utilizados métodos como imagens de planejamento que permitem aos profissionais de saúde mapear com exatidão o tumor e áreas adjacentes.”
A dose de radiação também deve ser cuidadosamente calculada para garantir que seja suficiente para destruir as células tumorais, mas sem causar danos significativos aos tecidos saudáveis. O controle da dosagem envolve equipamentos avançados e tecnologias de monitoramento contínuo que irão realizar verificações regulares para garantir que a radiação está sendo administrada corretamente. Por esse motivo, antes do início do tratamento, é realizado um planejamento detalhado que inclui exames de imagem e simulações de radioterapia. Esse planejamento é crucial para definir a melhor abordagem, a dose correta de radiação e a forma de minimizar os efeitos colaterais.
Toda a equipe está envolvida para o sucesso do tratamento
O controle de qualidade é um processo contínuo que envolve a avaliação constante dos equipamentos e técnicas de tratamento, com o objetivo de assegurar que a radioterapia seja realizada dentro dos padrões de segurança e eficácia. A implementação rigorosa de programas de controle de qualidade ajuda a garantir a funcionalidade dos equipamentos, assim como treinamento contínuo da equipe que participará do tratamento do paciente, como os rádio-oncologistas, físicos médicos, dosimetristas e enfermeiros. “O controle de qualidade também envolve o monitoramento contínuo dos resultados do tratamento, permitindo que os profissionais acompanhem a resposta do paciente à radioterapia e façam ajustes conforme necessário”, cita o físico médico Hugo Veroneze Toledo.
Com o avanço da tecnologia de radioterapia novas técnicas têm sido incorporadas, como a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) e a radioterapia guiada por imagem (IGRT). Essas técnicas permitem a administração de radiação de forma ainda mais precisa, reduzindo os danos aos tecidos saudáveis. A utilização de equipamentos modernos também é um ponto positivo para potencializar os tratamentos. Entre eles está o equipamento de radioterapia de última geração chamado TrueBeam, um acelerador linear que utiliza tecnologias avançadas para personalizar o tratamento e garantir a precisão da aplicação da radiação.
“A radioterapia é uma ferramenta poderosa no tratamento de câncer, mas sua eficácia e segurança dependem de uma combinação de fatores. Ao garantir a segurança e o controle de qualidade em todas as etapas do tratamento, é possível oferecer aos pacientes uma terapia eficaz e com mínimos riscos de complicações”, conclui Hugo Veroneze Toledo.
A rádio-oncologista Dra. Paula Soares, do Oncoville – clínica de radioterapia, será uma palestrantes no Simpósio de Cirurgia Mamária que acontece no dia 24 de maio (sábado), na sede da SOGIPA – Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná.
Com o tema “Omissão de Cirurgia Axilar”, Dra. Paula Soares irá expor aos participantes do evento sob o ponto de vista da rádio-oncologia.
O evento científico, que acontece das 8h às 12h, é voltado mastologistas, cirurgiões oncológicos, oncologistas, rádio-oncologistas, patologistas e ginecologistas.
O câncer causado pelo tabagismo não afeta apenas a saúde física, mas também compromete a qualidade de vida do paciente
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco é responsável por cerca de 22% das mortes por câncer em nível mundial. O tabagismo é uma das principais causa de morte evitável em todo o mundo. Além de afetar o sistema respiratório, o uso do tabaco está diretamente relacionado a uma série de doenças graves, sendo uma delas o câncer. O principal componente responsável pelos malefícios do cigarro é a nicotina, substância viciante que cria a dependência, além de mais de 7 mil substâncias químicas, muitas delas cancerígenas.
A rádio-oncologista do Oncoville, Dra. Paula Soares, explica que o consumo de tabaco está diretamente associado ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, sendo o câncer de pulmão o mais comum entre os fumantes. Estudos da Sociedade Americana de Câncer estimam que cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão sejam causados pelo tabagismo. Outros tipos de câncer também têm forte ligação com o tabagismo, como o câncer de boca e faringe, esôfago, pâncreas, bexiga, fígado, rim, entre outros.
Impacto na qualidade de vida
O câncer causado pelo tabagismo não afeta apenas a saúde física, mas também compromete a qualidade de vida do paciente. Os riscos de complicações também aumentam. A principal forma de prevenção contra esses tipos de câncer relacionados ao tabagismo é não fumar ou parar de fumar. A conscientização sobre os riscos do tabagismo e os benefícios de parar de fumar são essenciais para reduzir a incidência de cânceres relacionados ao tabaco.
“O tabagismo continua sendo uma das maiores ameaças à saúde pública, e seu impacto no desenvolvimento de câncer é imenso e devastador. A prevenção, por meio da não utilização de tabaco e da cessação do fumo, é a melhor forma de evitar o câncer relacionado ao tabagismo. Se você é fumante, procure ajuda para parar de fumar. A informação e o apoio adequado podem ser a chave para melhorar sua saúde e garantir um futuro mais saudável”, finaliza Dra. Paula Soares.
Benefícios de parar de fumar
Nunca é tarde para parar de fumar. Conheça os benefícios de abandonar o tabagismo e que podem ocorrer logo após parar de fumar:
- 20 minutos após parar de fumar: a pressão arterial e a frequência cardíaca diminuem;
- 12 horas: os níveis de monóxido de carbono no sangue retornam ao normal;
- 2 semanas a 3 meses: a função pulmonar melhora, reduzindo a falta de ar;
- 1 ano: o risco de doença coronária é reduzido pela metade;
- 5 anos: o risco de câncer de boca, garganta, esôfago e bexiga diminui pela metade.
O câncer cerebral pode afetar pessoas de todas as idades, mas existem faixas etárias mais suscetíveis a determinados tipos de tumores cerebrais. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA indicam que cerca de 11 mil novos casos de câncer do Sistema Nervoso Central (SNC), que inclui o cérebro e a medula espinhal, são diagnosticados anualmente.
O câncer cerebral pode usar radioterapia como parte do tratamento, dependendo do tipo, localização e estágio do tumor. Ela pode ser usada após a cirurgia, para eliminar células cancerígenas remanescentes, como tratamento principal, quando a cirurgia não é possível por causa da localização do tumor, para controle de sintomas, especialmente em casos avançados ou de metástase cerebral e, dependendo do tipo do tumor, em conjunto com quimioterapia.
O quinto mês do ano foi escolhido para a campanha Maio Cinza, que visa conscientizar a população sobre o câncer cerebral e a importância do diagnóstico precoce. Também serve como alerta sobre os sintomas da doença, que podem ser dores de cabeça persistentes, convulsões, tontura, perda de equilíbrio, alterações visuais, problemas de fala e mudanças comportamentais.
Assim como qualquer tipo de câncer, quanto antes diagnosticado, melhores as chances de cura e tratamentos menos invasivos. Por isso, ao perceber qualquer sintoma suspeito e que persiste, procure um especialista.
A maioria dos pacientes oncológicos necessitará de radioterapia em alguma fase da doença. A forma do tratamento dependerá do tipo de tumor, localização e estágio, bem como as condições gerais do paciente.
Uma das formas em que a radioterapia é utilizada, é aquela que chamamos de radioterapia paliativa que embora não vise a cura da doença, pode ser indicada para a redução ou alívio de sintomas, como dor, sangramento ou compressão sobre alguns órgãos.
É importante ressaltar que a indicação e o momento desse tratamento é definido em conjunto com a equipe que assiste o paciente. Geralmente são tratamentos com duração de poucos dias e com doses mais elevadas, com o objetivo de manter o paciente por menos tempo possível na estrutura hospitalar, assim como alívio mais rápido dos sintomas.
A radioterapia paliativa é utilizada em situações específicas. E esta, quando realizada, busca trazer ao paciente uma melhora na sua qualidade de vida e bem-estar.
Estilo de vida equilibrado é um aliado poderoso na luta contra os tipos de câncer mais frequentes nas mulheres
O câncer é uma das principais causas de mortalidade no mundo, e algumas variações da doença afetam predominantemente as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, para 2025, estima-se que o Brasil registre cerca de 704 mil novos casos de câncer, sendo que aproximadamente 244 mil desses casos ocorrerão em mulheres (excluindo câncer de pele não melanoma). A conscientização e o diagnóstico precoce são essenciais para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.
A médica rádio-oncologista do Oncoville, Luana Guerreiro, conta que os três tumores femininos mais comuns, em ordem de incidência, são o câncer de mama, o mais frequente entre as mulheres no mundo todo. Geralmente detectado por nódulos na mama, alterações na pele ou secreção anormal. Em segundo lugar está câncer colorretal, que afeta tanto mulheres quanto homens. Esse tipo de tumor está relacionado à dieta, sedentarismo e histórico familiar. Já o câncer de colo do útero, tumor associado ao HPV, ocupa a terceira posição e pode ser prevenido com a vacina e detectado precocemente pelo exame Papanicolau.
“O que todos têm em comum é a prevenção, que inclui hábitos saudáveis e a realização de exames preventivos, como mamografia, exame Papanicolau e a vacinação contra o HPV. Em algumas situações, o acompanhamento genético em casos familiares também é recomendado. Um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, não consumo de álcool e evitar o tabagismo são aliados poderosos na luta contra a doença. Mulheres, priorizem sua saúde e realizem seus exames preventivos. O cuidado com a vida começa pela informação e pela prevenção”, reafirma Dra. Luana Guerra.
INCA estima cerca de 704 mil novos casos de câncer em 2025. Evolução dos exames pode ser uma esperança para mudar estatísticas
Com o passar dos anos, tanto o tratamento quanto o diagnóstico do câncer evoluíram junto com a medicina. Agora, com diagnósticos mais rápidos e precisos de diferentes tipos de câncer, os médicos podem adotar estratégias cada vez mais personalizadas, melhorando a resposta ao tratamento e reduzindo intervenções invasivas. Além disso, exames preventivos mais acessíveis permitem a detecção precoce, essencial para aumentar as taxas de cura.
A médica rádio-oncologista do Oncoville, Dra. Paula Soares, explica que com a incorporação dessas novas tecnologias é possível transformar o cenário oncológico, proporcionando melhores prognósticos e qualidade de vida para os pacientes. “Com o uso de tecnologias inovadoras, como biópsias líquidas, exames de imagem de alta resolução e testes genéticos, os médicos podem identificar o câncer em estágios iniciais e definir terapias específicas para cada paciente.”
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que em 2025 sejam identificados cerca de 704 mil novos casos da doença. Por isso, em um cenário cada vez mais ameaçador, inovações para os diagnósticos podem dar uma nova chance para diversos pacientes. “A nova era do diagnóstico oncológico está revolucionando a forma como o câncer é detectado, tratado e prevenido. Com o avanço das tecnologias, os médicos conseguem identificar tumores em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de cura”, explica Dra. Paula Soares.
Principais avanços no diagnóstico do câncer
Biópsia líquida e DNA Tumoral Circulante: A biópsia líquida permite detectar fragmentos de DNA tumoral no sangue, proporcionando um diagnóstico menos invasivo e mais rápido. Essa tecnologia é particularmente útil para monitorar a progressão do câncer e ajustar o tratamento em tempo real.
Testes Genéticos e Biomarcadores: o sequenciamento genético de tumores tem possibilitado a identificação de alterações específicas em alguns genes permitindo a adoção de terapias-alvo que aumentam as chances de sucesso dos tratamentos.
“Os avanços nos exames oncológicos e nos métodos de tratamento estão transformando o cuidado ao paciente, tornando o diagnóstico mais rápido e preciso, e permitindo tratamentos cada vez mais personalizados. Com o avanço da tecnologia, a tendência é que esses métodos se tornem ainda mais acessíveis, ampliando as chances de cura e melhorando a qualidade de vida dos pacientes com câncer”, conclui Dra. Paula Soares.
Técnica leva em conta o movimento respiratório do paciente
A Tomografia Computadorizada 4D (4DCT) aliada à Radioterapia 4D é uma técnica de tratamento usada para melhorar a precisão do tratamento do câncer por radioterapia. Seu principal objetivo é levar em consideração o movimento dos órgãos e tumores (do tórax ou abdome) ao longo do tempo, especialmente aqueles que se deslocam devido à respiração, como os localizados no pulmão, fígado e abdômen.
“A Tomografia Computadorizada 4D (4DCT) capta imagens do tumor ao longo do ciclo respiratório do paciente, criando um mapeamento detalhado do deslocamento do tumor durante a respiração. Com isso, é possível fazer um planejamento mais preciso, reduzindo a exposição da radiação aos tecidos saudáveis”, explica o físico médico Hugo Veroneze Toledo, do Oncoville.
Além do planejamento mais preciso, essa técnica também possibilita o monitoramento do movimento tumoral, pois ajuda a adaptar o tratamento ao ciclo respiratório do paciente.
A técnica também é chamada de “gating respiratório ou rastreamento tumor-alvo”, pois faz a entrega de radiação sincronizada com a respiração, tornando o tratamento mais eficaz.
Entre os principais benefícios da Radioterapia 4D encontram-se:
- Redução da toxicidade, pois há menos radiação em tecidos saudáveis;
- Maior eficácia: o tumor recebe a dose de radiação correta, minimizando erros causados pelo movimento;
- Possibilidade de um menor número de sessões;
- Menos efeitos colaterais de longo prazo: como a radiação é melhor direcionada, há menor impacto nos órgãos adjacentes.
“Os avanços tecnológicos com recursos como temos aqui no Oncoville possibilitam eficácia, segurança e personalização do tratamento do câncer, que são cruciais os pacientes”, destaca o físico médico Hugo Toledo, do Oncoville.
Uma notícia pegou todos os amantes do rock nacional de surpresa. O guitarrista da banda Titãs, Tony Belloto, divulgou em suas redes sociais que foi diagnosticado com câncer de pâncreas durante exames de rotina. Na nota, o marido da atriz Malu Mader também comunicou que passará por uma cirurgia e ficará afastado dos palcos.
Para o triênio de 2023 a 2025, o Instituto Nacional de Câncer – INCA estima a ocorrência de 10.980 novos casos anuais de câncer de pâncreas. A detecção precoce é desafiadora devido à natureza silenciosa dos sintomas iniciais. Portanto, é fundamental estar atento aos fatores de risco e buscar orientação médica diante de quaisquer sinais suspeitos.
A radioterapia desempenha um papel significativo no tratamento desse tipo de câncer, que afeta ligeiramente mais os homens do que as mulheres. Em alguns casos, a radioterapia pode ser usada antes da cirurgia para tentar reduzir o tumor e aumentar as chances de uma remoção completa. No Oncoville utilizamos a técnica Radiocirurgia Estereotáxica Corpórea (SBRT).
Lembre-se: a escolha pelo uso da radioterapia depende de uma avaliação multidisciplinar entre oncologistas clínicos, cirurgiões e rádio-oncologistas. Seu papel depende do estágio da doença e das condições do paciente.
A Organização Mundial da Saúde – OMS fez um alerta importante no Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro): a cada minuto, 40 pessoas são diagnosticadas com a doença em todo o mundo e submetidas a tratamentos oncológicos.
O diretor-geral da entidade mundial, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a OMS trabalha com parceiros para criar coalisões globais, catalisar ações locais e amplificar as vozes de pessoas afetadas pelo câncer. A OMS atua em diversas áreas, desde o fornecimento de medicações para tratamentos oncológicos pediátricos até campanhas globais para a eliminação do câncer cervical. “Estamos trabalhando para melhorar a vida de milhões de pessoas”, disse Tedros.
Veja as orientações publicadas pela OMS para reduzir o risco de câncer:
√ Não fumar;
√ Praticar atividade física regularmente;
√ Comer frutas e verduras;
√ Manter um peso corporal saudável;
√ Limitar o consumo de álcool.
→ E não se esqueça: consulte o médico regularmente, faça check-up anual e exames preventivos. Sua saúde agradece.
Mesmo sendo um dos tipos mais comum no mundo, é um dos mais curáveis quando detectado precocemente
O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é um tipo de tumor que afeta o cólon e o reto, partes do intestino grosso. Ele é um dos tipos de câncer mais comuns no mundo e uma das principais causas de morte por câncer, mas é altamente tratável quando diagnosticado precocemente. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, são esperados um total de 45.630 novos casos em 2025, sendo 23.660 em mulheres e 21.970 em homens.
O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, explica que a prevenção contra o câncer de intestino combina hábitos simples com check-ups regulares para cuidar da sua saúde. Entre as ações que ajudam no combate está a alimentação saudável como forma de proteção. “Os alimentos com fibras são aliados, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais, que ajudam a manter o intestino saudável. Reduza carnes processadas e vermelhas. Opte por peixes, aves e proteínas vegetais. A hidratação também é importante. Beba água regularmente para facilitar a digestão. As atividades físicas devem fazer parte de prevenção. 30 minutos de exercícios por dia reduzem o risco e melhoram o bem-estar geral. Combinação de dieta equilibrada e exercícios afasta não só o câncer, mas diversas doenças. Evite riscos como o tabagismo e o alcoolismo. O tabaco danifica o corpo todo, incluindo o intestino, já o excesso de bebidas alcoólicas aumenta o perigo.”
Os principais fatores que aumentam o risco de câncer colorretal incluem a idade, já que é um tipo de tumor mais comum após os 50 anos, histórico familiar, com parentes de primeiro grau com câncer colorretal ou pólipos. Doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, também podem servir para reforçar os cuidados e ficar atento aos exames regulares.
Nos estágios iniciais, o câncer colorretal pode ser assintomático, mas alguns sinais podem indicar que há algo de errado. Os sintomas podem variar dependendo da localização e do estágio do tumor. Entre os mais comuns estão alteração no hábito intestinal, sangue nas fezes ou fezes escurecidas, dor ou desconforto abdominal persistente, sensação de evacuação incompleta, perda de peso não intencional, fraqueza e cansaço e ainda anemia, que pode ser detectada em exames de sangue.
Como é o rastreamento e o tratamento?
O exame de rastreamento é a colonoscopia, indicada regularmente a partir dos 50 anos. Porém, para quem tem parentes de primeiro grau com tumores desse tipo, doenças intestinais inflamatórias ou é portador de síndromes hereditárias, a colonoscopia poderá ser indicada de forma mais precocemente.
Em geral, o tratamento é a cirurgia, quimioterapia, terapia-alvo e radioterapia. No entanto, cada paciente pode seguir diferentes tipos de tratamento, dependendo do tipo, estágio e localização do câncer, além das condições gerais de saúde. Os tratamentos podem ser combinados e personalizados para oferecer as melhores chances de cura ou controle da doença. A radioterapia é mais indicada para o tratamento local do câncer de reto. Há estudos científicos que apontam aumento no controle da doença com o uso da radioterapia após cirurgia, especialmente nos tumores avançados.
Ainda segundo o médico rádio-oncologista, com a radioterapia que utiliza técnicas avançadas de localização da lesão durante a aplicação da radiação, como IGRT (radioterapia guiada por imagem) com monitorização do ciclo respiratório (4D), é possível ablação das metástases substituindo a ressecção cirúrgica dessas células doentes que já se espalharam para outras partes do corpo. “Geralmente, as metástases dos tumores de intestino afetam o fígado, os pulmões, ossos e cérebro”, salienta Henrique Balloni.
A rádio-oncologista do Oncoville, Dra. Paula Soares, é uma das convidadas para realizar uma apresentação científica na primeira edição do Breast Update Curitiba que acontecerá no dia 15 de fevereiro. A palestra da Dra. Paula será às 12h30 com o tema “Descalonamento de Radioterapia Adjuvante – O que temos de novo?”.
O evento, que tem como público-alvo oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, mastologistas, rádio-oncologistas, patologistas e médicos residentes, irá abordar as atualizações no tratamento dos tumores mamários nas áreas da oncologia clínica, cirurgia e radioterapia.
Participar de eventos científicos, como o Breast Update Curitiba, mostra a relevância que os médicos do corpo clínico do Oncoville têm para a troca de informações e experiências sobre o que existe de mais moderno nos tratamentos oncológicos para o benefício dos pacientes.
Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que anualmente mais de 530 mil novos casos de câncer do colo do útero ocorrem no mundo e mais de 16 mil somente em mulheres brasileiras, sendo o quarto tumor feminino mais comum e o primeiro câncer ginecológico com a maior incidência no Brasil. Para reforçar a importância do diagnóstico precoce, o primeiro mês do ano foi escolhido para a campanha Janeiro Verde.
O câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical, é uma doença que se desenvolve no revestimento do colo do útero, sendo mais comum o surgimento em mulheres da faixa etária entre os 45 e 50 anos. A médica rádio-oncologista do Oncoville, Luana Guerreiro, explica que esse tipo de tumor está fortemente associado à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns. “São conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo uterino. Esta infecção pode, ou não, evoluir para o câncer sendo que, na maioria das vezes, ocorre a eliminação do vírus devido resposta imunológica da pessoa.”
Além da prevenção contra o HPV, realizar o exame preventivo, chamado de Papanicolau (exame de rastreamento), é fundamental para a detecção precoce do câncer de colo do útero. Vale ressaltar que, assim como outros tipos de câncer, quando diagnosticado em estágios iniciais as chances de cura e tratamentos menos invasivos aumentam. “O Papanicolau é recomendado a quem possui colo do útero, já iniciou atividade sexual e está na faixa etária entre 25 e 64 anos. O exame tem como objetivo detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença”, explica a rádio-oncologista do Oncoville.
O câncer de colo de útero pode ser assintomático nas fases iniciais, por isso é importante manter os exames em dia. Com a progressão da doença, os principais sintomas podem ser sangramento vaginal anormal, fora do período menstrual, após relações sexuais ou na pós-menopausa. Corrimento vaginal anormal e dor pélvica ou durante as relações sexuais também devem ser um sinal de alerta. “Se a mulher notar algum desses sintomas, é necessário procurar um especialista imediatamente. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.”
Radioterapia é indicada como forma de tratamento
O tratamento do câncer de colo de útero irá depender do estágio da doença. Em fase inicial é indicada a cirurgia, em fase avançada poderá ser feita a combinação de radioterapia, quimioterapia e/ou braquiterapia. Já em estágios avançados ou metastáticos a paciente poderá passar pelos cuidados paliativos, associados a terapias específicas.
O câncer de colo uterino tem seu tratamento com radioterapia através das modalidades de Teleterapia ou Teleterapia com Braquiterapia associada. A Braquiterapia é um procedimento onde aplicadores específicos são introduzidos via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Os aplicadores impedem que haja qualquer contato físico da fonte radioativa em si com a paciente e que apenas a radiação proveniente dela entregue a dose prescrita à região-alvo. Normalmente são necessárias quatro aplicações e cada uma delas tem em média duas horas de duração.
Já Teleterapia consiste no emprego de feixes modulados de raios X à região-alvo, com a finalidade de entregar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures. A irradiação é feita de maneira indolor em 25 a 30 aplicações diárias com duração média de 15 minutos cada. A paciente é posicionada na mesa de tratamento com alguns suportes específicos que garantirão a reprodutibilidade do posicionamento diariamente. Após a localização da região-alvo ser feita por imagem radiológica, a irradiação da região iniciará. A paciente verá apenas a máquina girar em torno dela sem qualquer dor ou contato físico durante a aplicação.
Lembrete a todas as mulheres
A conscientização sobre a prevenção e o rastreamento é essencial, afinal, quando detectado precocemente, o câncer de colo de útero tem altas taxas de cura. Procure realizar sempre os exames de rotina e consultar médicos especialistas para evitar o avanço da doença.
A campanha Janeiro Branco foi criada com o intuito de disseminar a importância sobre a saúde mental e trazer conhecimento sobre o assunto. Idealizada pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, a campanha teve seu início janeiro de 2014, quando um grupo de psicólogos de Uberlândia, Minas Gerais, levantou a bandeira para falar sobre saúde mental, saúde emocional, sentido de vida, qualidade de vida e harmonia nas relações humanas.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a “saúde é um completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. O mês dedicado a esse cuidado, o Janeiro Branco, visa conscientizar sobre a importância da saúde mental com a promoção e a compreensão de que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo.
Durante o mês, também é reforçada a importância de combater preconceitos relacionados a transtornos mentais e à busca por ajuda psicológica, já que muitos têm vergonha de procurar ajuda para falar sobre esses tipos de problemas. Por isso, Janeiro Branco é um convite para que todos reflitam sobre suas vidas, priorizem o bem-estar e ajudem a construir uma sociedade mais aberta e acolhedora para discutir sobre a saúde mental.
A radioterapia é a terapêutica que utiliza radiações ionizantes para matar as células cancerígenas, podendo ser usada nos estágios iniciais do câncer ou depois que ele começou a se espalhar. Como forma de tratamento, ela pode ser usada para tentar curar o câncer completamente (radioterapia curativa); tornar outros tratamentos mais eficazes, como, por exemplo, pode ser combinada com quimioterapia ou usada antes da cirurgia (radioterapia neoadjuvante); reduzir o risco de o câncer voltar após a cirurgia (radioterapia adjuvante); aliviar os sintomas se a cura não for possível (radioterapia paliativa).
A maioria dos pacientes com câncer necessitará de radioterapia em alguma fase da doença, a depender do tipo de tumor, localização e estágio, bem como as condições gerais do paciente. Entre a equipe multidisciplinar que faz parte do tratamento do paciente também existem os tecnólogos em radioterapia, que são peças fundamentais no processo terapêutico.
A tecnóloga em radioterapia do Oncoville, Maria Eduarda Araújo Alberti, conta que os tecnólogos são os profissionais responsáveis por garantir que o tratamento seja executado de acordo com o planejado pelo médico rádio-oncologista a cada paciente. “Como durante a radioterapia são utilizadas radiações ionizantes, é fundamental a importância do profissional responsável a entregar as doses de radiação ao local de tratamento”, sentencia.
Após o paciente passar por consulta com o médico rádio-oncologista, o planejamento do tratamento deverá ser feito e, uma vez aprovado, o paciente estará pronto para iniciar o tratamento. “No primeiro dia de tratamento, os tecnólogos recebem o paciente na Enfermagem, conferimos a pulseira de identificação e levamos para a sala de tratamento. Lá, localizamos o paciente seguindo todas as orientações de posicionamento e imobilização definidos na tomografia de simulação e que foram utilizados para se construir o plano de tratamento”, explica Maria Eduarda.
Depois do correto posicionamento, o físico médico é chamado para a conferência. Após esse momento, são feitas imagens de verificação do posicionamento e uma nova conferência. Após a aprovação do médico, é iniciada a irradiação do local a ser tratado. A tecnóloga explica que o paciente permanece sozinho e imóvel, sendo monitorado pelos sistemas de áudio e vídeo enquanto a execução do tratamento começa com o acompanhamento da sala de comando.
Maria Eduarda ressalta a atuação da equipe: “A atuação dos tecnólogos é muito importante para que o tratamento seja executado de forma precisa, segura, reprodutível e humanizada. Por que de nada adiantaria a melhor prescrição médica e o melhor planejamento se não forem executados com a mesma competência. Além de realizar um tratamento seguro, nos dedicamos a tornar o tratamento mais acolhedor, pois sabemos que não é um momento fácil para o paciente e seus familiares”.
Muitas pessoas ficam em dúvida sobre a diferença entre esses dois tipos comuns de câncer de pele: o melanoma e não melanoma. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, o câncer de pele não melanoma é o câncer com maior incidência no mundo, mas o de menor mortalidade se tratado adequadamente.
Desses dois tipos, o não melanoma, com 95% dos casos, tem por característica surgir nas células basais ou nas escamosas. Já o câncer de pele melanoma tem a sua origem nos melanócitos, que são as células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele. Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Por isso, fique atento a pintas, manchas ou outros sinais em sua pele.
Uma das formas de radioterapia para o tratamento do câncer de pele mais difundida no mundo é a Eletronterapia, uma técnica onde elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, são empregados para a irradiação superficial. Normalmente, a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica, onde é possível, então, extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.
O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Essa blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos.
Pensando em reforçar a prevenção contra os tumores de pele, o último mês do ano foi escolhido para promover a campanha Dezembro Laranja que, desde 2014, visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele. O Instituto Nacional de Câncer – INCA divulgou recentemente um estudo que prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos por ano até 2025, sendo que a maior parte dos casos deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste. O estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres e o câncer de pele não melanoma é o tumor mais comum no Brasil, representando 31,3% dos casos.
Um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele ainda é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como a predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta.
Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Para esses pacientes com câncer de pele em estágio inicial, os casos têm mais de 90% de chances de cura. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce. É muito simples a realização do autoexame. Basta se olhar sem roupa em frente ao espelho para verificar a presença de qualquer sinal de mancha diferente ou novas pintas acompanhadas ou não de coceiras e sangramentos. Ele deve ser feito mensalmente e se algum sinal aparecer, deve-se procurar imediatamente um dermatologista.

