Histórias de superação e acolhimento marcam encerramento do Outubro Rosa no Oncoville
Programação inclui palestras sobre autoestima, saúde da mulher e bem-estar, além de depoimentos de pacientes
A campanha Outubro Rosa terá seu término com um evento muito especial que promete emocionar e inspirar. No dia 31 de outubro (sexta-feira), o Oncoville – clínica de radioterapia de Curitiba – abre as portas para uma tarde dedicada às suas pacientes, com foco no bem-estar, autoestima e no poder das histórias de vida. Será a primeira vez que a clínica realiza uma programação exclusiva voltada à saúde da mulher, unindo palestras, depoimentos e momentos simbólicos que reforçam a importância do tratamento radioterápico.
Para o enfermeiro Fernando Popovicz, responsável pelo Serviço de Enfermagem do Oncoville, a proposta é acolher as pacientes em um ambiente afetuoso. “Queremos que cada uma se sinta especial. Será uma tarde de cuidados e mimos, com um espaço para fotos e, principalmente, um clima de união. Mais do que informação, queremos oferecer acolhimento e esperança”, destaca.
Um dos pontos altos será a participação de pacientes que compartilharão suas experiências durante o tratamento e reflexões sobre vida, família e superação. Esses relatos, além de sensibilizar, reforçam a mensagem de que é possível enfrentar o câncer com coragem e apoio coletivo.
A programação inclui palestras inspiradoras como a da psicóloga Marcia Costa, que falará sobre “O poder da autoestima no processo de cura”. As rádio-oncologistas Dra. Paula Soares e Dra. Luana Guerreiro, do Oncoville, abordarão o tema “Saúde da mulher além do câncer”. Já a fisioterapeuta Vanessa Gasparin Casagrande destacará a importância do “Movimento, corpo e bem-estar”. O evento se encerra com uma palestra motivacional da psicóloga Marcia Costa sobre “Recomeços: celebrar a vida todos os dias”.
Programação
- 14h-14h30 | Local da recepção: Hall de entrada da Oncoville – Andar zero.
- 14h30–14h45 | Abertura oficial com o enfermeiro Fernando Popovicz e a dosimetrista Nayara Saty Murakami, seguida de depoimentos de pacientes sobre suas experiências durante o tratamento.
- 14h45-15h15 | Palestra com a psicóloga Marcia Costa – “O poder da autoestima no processo de cura”
- 15h15-15h45 | Palestra com as rádio-oncologistas Dra. Paula Soares e Dra. Luana Guerreiro – “Saúde da mulher além do câncer”
- 15h45-16h15 | Palestra com a fisioterapeuta Vanessa Gasparin Casagrande – “Movimento, corpo e bem-estar”
- 16h15-16h45 | Momento simbólico
- 16h45-17h15 | Palestra de encerramento motivacional, com a psicóloga Marcia Costa – “Recomeços: celebrar a vida todos os dias”
- 17h15-17h30 | Encerramento oficial
O Oncoville Meeting 2025, promovido pelo Oncoville – clínica referência em radioterapia no Sul do Brasil, foi destaque no portal do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).
Na matéria, Dr. Henrique Balloni, presidente do Meeting, reforça que o evento representa o compromisso do Oncoville com a integração multidisciplinar e o avanço científico contínuo na oncologia.
Saiba mais e inscreva-se gratuitamente: www.oncovillemeeting.com.br
Matéria completa em https://www.crmpr.org.br/Oncoville-realiza-encontro-cientifico-sobre-cancer-de-mama-e-tumores-ginecologicos-11-60611.shtml
Referência em radioterapia no Paraná, o Oncoville celebra seus 20 anos de atuação promovendo, no dia 15 de novembro, a 5ª edição do Oncoville Meeting, evento científico que reunirá especialistas de destaque nacional para discutir avanços e desafios no diagnóstico e tratamento do câncer de mama e dos tumores ginecológicos.
Com foco na abordagem multidisciplinar, o encontro reunirá cirurgiões oncológicos, oncologistas clínicos, radiologistas, patologistas, geneticistas e rádio-oncologistas para a discussão de casos clínicos complexos e compartilhamento de experiências da prática médica.
Entre os palestrantes confirmados estão nomes de grande relevância na oncologia brasileira, como os de mastologista Ruffo de Freitas Júnior, titular do Serviço de Ginecologia e Mama do Hospital Araújo Jorge (Associação de Combate ao Câncer em Goiás), que abordará “Manejo atual da axila no cenário de cirurgia up front e após neoadjuvância”; do cirurgião oncológico André Lopes de Farias e Silva, que faz parte do Departamento de Ginecologia do ICESP/HCFMUSP e do IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer/São Camilo Oncologia, com o tema “Indicações, dados e limitações do tratamento preservador de fertilidade em pacientes portadoras de tumor de colo uterino”; da patologista Filomena Marino Carvalho, que é também professora associada da Faculdade de Medicina da USP, que discutirá sobre “A importância do olhar do patologista sítio-específico na oncologia atual: caminhos para personalização terapêutica”; e do geneticista Eduardo Da Cás, que apresentará uma aula sobre o “Futuro da oncogenética e genômica: novas tecnologias no manejo de pacientes de alto risco”.
Segundo o médico rádio-oncologista Henrique Balloni, que é também presidente do Oncoville Meeting, o evento reflete a essência da instituição ao longo de duas décadas: “O Oncoville celebra 20 anos com um encontro científico que simboliza nosso compromisso com a integração multidisciplinar e o avanço contínuo da oncologia. Trazemos nomes de referência nacional para discutir casos reais e desafiadores que fazem parte do cotidiano da prática clínica”, destaca.
Além das palestras, o encontro contará com a presença na discussão de casos clínicos de um time de profissionais convidados, entre eles os oncologistas clínicos Ana Paula Dergham, João Nunes, os cirurgiões oncológicos Cícero Urban, Audrey Tsunoda, Fábio Fin e Cleverton Spautz, os radiologistas Linei Augusta Brolini Dellê Urban, Maria Helena Louveira, Maurício Zaparolli e Vitor Lopes Galvão Vieira, além dos rádio-oncologistas do Oncoville, Daniel Neves, Luana Guerreiro e Paula Soares.
O Oncoville Meeting 2025 é gratuito e voltado a profissionais, estudantes de medicina com interesse em oncologia. Além de atualização científica, o evento oferece uma oportunidade única para a vivência no dia a dia da prática clínica de todo oncologista. Inscrições no site do evento.
Serviço:
Evento: Oncoville Meeting 2025 – 5ª edição
Tema: Câncer de mama e tumores ginecológicos
Data: 15 de novembro de 2025 (sábado)
Horário: 7h às 13h30
Local: Auditório do Oncoville – BR 277, 1437, Ecoville, Curitiba-PR
Inscrições gratuitas: www.oncovillemeeting.com.br
A rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, participou do Jornal da Mix, na Rádio Mix Curitiba, sobre a importância da prevenção contra o câncer de mama e como é realizado o tratamento com radioterapia. Confira a entrevista completa
Campanha Outubro Rosa visa à conscientização da prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer de colo do útero
O câncer do colo do útero (também conhecido por câncer cervical) é um tumor maligno que se desenvolve na parte inferior do útero, chamada colo, que faz a comunicação entre o útero e a vagina. Ele geralmente começa a partir de alterações celulares progressivas causadas por uma infecção persistente pelo HPV (papilomavírus humano), especialmente pelos subtipos 16 e 18, que são os mais oncogênicos. Estatísticas apontam para o triênio 2023–2025 cerca de 17 mil novos casos por ano desse tipo de neoplasia, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA. No Paraná, para cada ano do triênio 2023-2025 são estimados cerca de 3.650 novos casos de câncer de mama. A faixa etária mais atingida são mulheres entre os 45 e 50 anos.
De acordo com a médica rádio-oncologista Luana Guerreiro, do Oncoville, clínica de radioterapia, o desenvolvimento do tumor se dá quando a mucosa do colo do útero é infectada pelo HPV, sendo, na maioria das vezes, adquirido por contato sexual. “Para grande parte das mulheres, o seu sistema imunológico consegue eliminar o vírus espontaneamente, porém, em alguns casos, a infecção persiste e causa alterações celulares chamadas de lesões precursoras. Com o passar dos anos ou décadas, pode evoluir para câncer invasivo se não for detectado e tratado precocemente”, aponta.
Uma das novidades neste ano diz respeito à Parte 1 das novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, do INCA, que é a recomendação do rastreamento utilizando testes moleculares capazes de detectar DNA de HPV (papilomavírus humano) oncogênico, responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero. Os testes estão em processo de distribuição, pelo Ministério da Saúde, a estados, entre eles o Paraná.
Os fatores de risco do câncer do colo do útero são comportamentais, como início precoce da atividade sexual; múltiplos parceiros sexuais (ou parceiro com múltiplas parceiras); relações sexuais desprotegidas. Mas também há fatores relacionados ao estilo de vida, como o tabagismo, capaz de duplicar o risco, pois facilita a persistência do HPV; uso prolongado de anticoncepcionais orais, baixa adesão ao rastreamento (falta de exames preventivos como o Papanicolau, por exemplo).
A prevenção desse tipo de tumor se dá pela vacina contra HPV, que deve ser tomada idealmente antes do início da vida sexual); testes moleculares; exames preventivos regulares, como Papanicolau e teste de HPV; uso de preservativo (reduz, mas não elimina totalmente o risco de infecção); não fumar; fazer o tratamento adequado quando houver lesões precursoras.
Tratamento com radioterapia
O tratamento é realizado pelas modalidades de Teleterapia ou Teleterapia com Braquiterapia associada. A Braquiterapia é um procedimento onde aplicadores específicos são introduzidos via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Os aplicadores impedem que haja qualquer contato físico da fonte radioativa em si com a paciente e que apenas a radiação proveniente dela entregue a dose prescrita à região-alvo. “Normalmente são necessárias quatro aplicações e cada uma delas tem em média duas horas de duração, explica o físico médico do Oncoville, Paulo Cesar Dias Petchevist.
Outra técnica de radioterapia usada é a Teleterapia, que consiste no emprego de feixes modulados de raios X à região-alvo, com a finalidade de entregar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures. A irradiação é feita de maneira indolor em 25 a 30 aplicações diárias com duração média de 15 minutos cada.
O evento reunirá especialistas renomados de diferentes áreas, promovendo uma discussão multidisciplinar de casos clínicos desafiadores. Uma oportunidade única de atualização científica com estudos de casos para oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, patologistas, rádio-oncologistas, radiologistas, geneticistas, residentes e acadêmicos de medicina.
5ª edição do Oncoville Meeting
Tema: Câncer de Mama e Tumores Ginecológicos
15 de novembro de 2025 (sábado)
Das 8h às 14h30
Auditório do Oncoville – Curitiba-PR
Participação gratuita
Inscrições em breve
Reconhecimento evidencia excelência em qualidade, segurança e gestão integrada nos serviços de saúde
O Oncoville, clínica de radioterapia de Curitiba que neste ano completa 20 anos de atividades, recebeu recentemente o selo de Nível 2 pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A Certificação Plena atesta o compromisso da clínica em manter os mais altos padrões de qualidade, segurança e gestão integrada dos processos, seguindo padrões internacionais, posicionando-a entre as melhores instituições de radioterapia do setor.
A avaliação foi realizada por especialistas do Instituto de Planejamento e Pesquisa para Acreditação em Serviços de Saúde – IPASS, Instituição Acreditadora Credenciada, em conformidade à Coleção dos Manuais Brasileiros de Acreditação Padronizada – versão 2022, Norma de Atendimento Oncológico, que reconheceu a implementação de processos e as práticas adotadas pela clínica.
A conquista vai além da certificação, é o compromisso e esforço conjunto de todos os que atuam no Oncoville, médicos, equipe multiprofissional e colaboradores que, com trabalho sério, dedicado e colaborativo conduziram a clínica ao novo Nível Pleno da ONA. Com isso, o Oncoville reforça, ainda mais, seu compromisso de cuidar com qualidade e segurança de todos os que passam pela clínica, incluindo pacientes, acompanhantes e os colaboradores. As equipes envolvidas no processo estão ainda mais motivadas para alcançar a acreditação em excelência, Nível 3.
A obtenção do Nível 2 – Acreditada Plena representa a superação de mais de 80% dos rigorosos padrões que são estabelecidos pelo Sistema Brasileiro de Acreditação. Tem validade de dois anos e ao longo do tempo será acompanhada por avaliadores por meio de visitas periódicas de manutenção.
O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Dourado, uma iniciativa que busca conscientizar a sociedade sobre o câncer infantojuvenil
O câncer infantojuvenil é o tipo de câncer que afeta crianças e adolescentes, geralmente até os 19 anos de idade. Esse tipo de câncer costuma se manifestar com sintomas muitas vezes confundidos com doenças comuns da infância e é a segunda causa de morte nessa faixa etária. Por isso, é essencial que pais, responsáveis e profissionais da saúde estejam atentos a sinais. O Instituto Nacional do Câncer – INCA estima que no triênio 2023/2025 ocorrerão, a cada ano, 7.930 novos casos de câncer em crianças e jovens de 0 a 19 anos.
A médica rádio-oncologista Luana Guerreiro, do Oncoville, clínica de radioterapia, explica que os tumores nessa faixa etária costumam surgir a partir de células em desenvolvimento, afetando tecidos como sangue, sistema nervoso central, ossos e músculos. Entre os principais sinais de alerta estão cansaço persistente, febre sem causa aparente, palidez, perda de peso inexplicada, dores ósseas, aumento de gânglios, manchas roxas pelo corpo, alterações na visão, manchas nos olhos ou convulsões. “Entre os tipos mais comuns de câncer estão as leucemias, tumores do sistema nervoso central, linfomas e retinoblastoma. Também existem casos de tumores ósseos, de partes moles e nos rins”, afirma a médica.
O papel da radioterapia no tratamento oncológico infantil
A radioterapia é usada de forma cuidadosa e individualizada, pois as crianças e adolescentes estão em fase de crescimento e desenvolvimento, o que exige atenção especial para reduzir efeitos colaterais a longo prazo.
Nos tratamentos pediátricos, os cuidados são redobrados. A equipe multidisciplinar acompanha o paciente e sua família desde o planejamento até o final do tratamento, garantindo acolhimento, conforto e segurança. As tecnologias avançadas e protocolos individualizados ajudam a reduzir os efeitos colaterais e garantir maior qualidade de vida durante o tratamento.
“Quando o diagnóstico é feito de forma precoce e realizado tratamento adequado, as chances de cura para os tumores juvenis estão acima dos 70%. Por isso, é fundamental disseminar informação de qualidade e incentivar o acompanhamento médico regular de crianças e adolescentes”, ressalta a médica Luana Guerreiro.
Estilo de vida e alimentação têm influência direta na prevenção e também no surgimento de várias doenças, entre elas o câncer. Entre os fatores de risco já comprovados, o consumo de bebidas alcoólicas se destaca como um dos mais nocivos à saúde.
A Organização Mundial da Saúde – OMS classifica o álcool como um agente carcinogênico do Grupo 1, o que significa que há evidências suficientes para considerá-lo um causador de câncer em humanos. Há de saber que esta classificação se baseia em estudos que demonstram uma associação entre o consumo de álcool e o aumento do risco de diversos tipos de câncer.
A razão principal está ligada à conversão do etanol (álcool puro) em acetaldeído, substância tóxica que interfere na replicação do DNA, o que leva a mutações celulares, aumentando, desta forma, o risco de um crescimento descontrolado de células cancerígenas.
“Vale lembrar, também, que o consumo de álcool provoca danos nos tecidos, tornando-os mais vulneráveis à absorção de outras substâncias cancerígenas”, aponta o médico rádio-oncologista Dr. Henrique Balloni, do Oncoville, clínica de radioterapia.
Pesquisas indicam uma relação dose-resposta entre o álcool e o câncer. Isso significa que quanto maior a quantidade ingerida regularmente, maior o risco de desenvolver a doença. Dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer – IARC mostram, por exemplo, que quase metade (46%) da população mundial consome álcool, com taxas mais altas em homens (54%) do que em mulheres (38%).
Tipos de câncer ligados ao consumo de álcool
Alguns tipos de câncer estão ligados diretamente à quantidade de álcool consumida, como tumor de mama, cabeça e pescoço, gastrointestinal e tumores de fígado.
No caso de câncer de intestino (colorretal), aproximadamente ¾ dos casos são causados por fatores modificáveis, como obesidade, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e alimentação pobre em fibras e rica em embutidos e ultraprocessados, e 1/3 dos casos por causas não modificáveis como predisposição genética, como polipose adenomatosa familiar e síndrome de Lynch.
O linfoma é um dos tipos mais comuns de câncer no sangue. Afeta os linfócitos, que são um tipo de glóbulo branco, que viajam pelo sangue e pelo sistema linfático para defender o corpo contra invasores estranhos. Os linfomas possuem altos índices de cura, porém, quanto mais cedo diagnosticados ou com estádio mais inicial da doença, melhores serão os resultados. A taxa de cura é grande, porém é de relevante importância que as pessoas fiquem atentas aos principais sintomas.
De acordo com a rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, a radioterapia é adotada como parte do tratamento para a maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin e consiste na radiação do órgão-alvo com doses fracionadas. “A radioterapia atua como tratamento adjuvante, ou seja, após a quimioterapia”, explica.
Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam, para o Linfoma de Hodgkin (LH), uma estimativa anual média de casos novos (triênio 2023–2025): 3.080 casos, sendo 1.500 em homens, 1.580 em mulheres, com taxa bruta de aproximadamente 1,4 casos por 100 mil habitantes para ambos os sexos. Para o Linfoma não Hodgkin (LNH), a estimativa anual média de casos novos é de 12.040 casos, sendo 6.420 em homens e 5.620 em mulheres. Esse tipo de LNH é o nono tipo de câncer mais frequente nos homens, e o nono em mulheres, excluindo tumores de pele não melanoma. O tratamento pode envolver radioterapia, quimioterapia e transplante de medula óssea.
Os linfomas geralmente se desenvolvem quando uma alteração ou mutação ocorre dentro de um linfócito, fazendo com que a célula anormal se replique mais rápido ou viva mais do que um linfócito normal. Como os linfócitos normais, os linfócitos cancerosos podem viajar pelo sangue e pelo sistema linfático e se espalhar e crescer em muitas partes do corpo, incluindo os gânglios linfáticos, baço, medula óssea e outros órgãos. São divididos em dois tipos: Linfoma de Hodgkin e Linfoma não-Hodgkin, sendo que ambos os tipos afetam os linfócitos.
O principal exame para diagnosticar o linfoma de Hodgkin é a biópsia de um dos linfonodos comprometidos. Caso seja confirmado, é preciso realizar mais exames para verificar extensão da doença ou o seu estadio.
Quais os sintomas?
Um sintoma característico de linfoma são os caroços ou nódulos, que são gânglios linfáticos inchados (glândulas). Outros sintomas do linfoma são febre, perda de peso, suor noturno.
Ainda não se sabe o que faz surgir um linfoma, mas existem alguns fatores que podem aumentar um pouco o risco de desenvolver a doença, como idade, sexo (já que costuma afetar um pouco mais os homens), história da família, imunidade reduzida e infecções.
Tratamento com IMRT
Os tratamentos para linfoma podem variar dependendo do tipo de linfoma e incluem quimioterapia, radioterapia e terapias direcionadas. “A decisão de usar radioterapia vai depender do tipo de linfoma, do estágio da doença, da resposta à quimioterapia bem como idade, condições gerais de saúde do paciente e da localização do tumor. Atualmente, são usadas técnicas modernas, como, por exemplo, a IMRT (Radioterapia de Intensidade Modulada), quando indicada. Essa técnica ajuda a proteger tecidos saudáveis e reduzir efeitos colaterais, conforme aponta Paulo Petchevist, físico médico do Oncoville.
A radioterapia tem como objetivo principal eliminar doenças residuais, consolidar a resposta ao tratamento, evitar recidivas locais, paliar sintomas (em doença avançada ou recidivada).
Em setembro, o Oncoville, clínica de radioterapia de Curitiba, celebra 20 anos de atuação dedicada à vida. Duas décadas marcadas por um compromisso constante com a excelência no tratamento do câncer por meio da radioterapia de alta precisão, aliando tecnologia de ponta a um cuidado humanizado. Recentemente, a Organização Nacional de Acreditação – ONA certificou o Oncoville com a Acreditação Plena por atender aos padrões e requisitos de segurança do paciente e gestão integrada dos processos, promovendo ações de melhoria entre as áreas. O selo, recebido em julho, coroou o trabalho sério, dedicado e colaborativo das equipes da instituição.
A clínica é referência em tratamento radioterápico no Sul do Brasil, com infraestrutura moderna, acolhedora e equipada com tecnologia de última geração, como o acelerador linear TrueBeam, que conta com os mais avançados recursos de radioterapia e radiocirurgia guiados por imagem, além de aparelhos de tomografia 4DCT e de Braquiterapia Ginecológica 3D, por exemplo. Com o uso de técnicas avançadas é possível reduzir o tempo de tratamento, o número de sessões e os efeitos colaterais, proporcionando uma jornada mais leve e eficaz, com conforto, segurança e qualidade de vida para os pacientes.
Para o diretor técnico do Oncoville, o médico rádio-oncologista Dr. Henrique Balloni, além de tratar diferentes tipos de câncer, os equipamentos também possibilitam o alívio da dor óssea em casos de metástases, contribuindo diretamente para o bem-estar dos pacientes. “Para que tudo aconteça, é preciso contar com um corpo médico e equipe multiprofissional altamente qualificados, visando proporcionar tratamento para o câncer de forma integral e individualizada, seguindo padrões internacionais de qualidade, com humanização, cuidado e carinho, que já fazem parte da filosofia de trabalho do Oncoville”, destaca o médico.
Índice de Satisfação
A confiança e o reconhecimento se refletem nos números que o setor de Qualidade divulga mensalmente. O índice médio de satisfação atinge 95%, mês após mês, um reflexo do cuidado integral que o Oncoville e seus profissionais oferecem a pacientes e acompanhantes.
A clínica passou por um processo de modernização estrutural que exigiu um investimento na ordem de R$ 2 milhões na ampliação e reforma de suas instalações, em uma área de 575 m². O setor de consultórios foi ampliado com o objetivo de acomodar o crescente número de consultas, possibilitando, assim, maior disponibilidade para os médicos atenderem seus pacientes. Todo o espaço foi pensado para acolher quem mais precisa, com respeito, dignidade e esperança.
Como parte das comemorações dos 20 anos, o Oncoville vai inaugurar, no final de outubro, um auditório com capacidade para mais de 80 pessoas, equipado para eventos científicos e meetings, além de novas áreas administrativas, totalizando 410 m² de infraestrutura.
São 20 anos de história, inovação e compromisso com a vida.
O Oncoville, clínica de radioterapia referência no sul do Brasil, realiza de 2 a 5 de setembro sua Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – Sipat 2025, voltada à prevenção de acidentes. Palestras na parte da manhã e à tarde compõem a grade de programação.
Violência Doméstica e Familiar foi o tema de abertura da Sipat 2025, que contou com as presenças das soldados PM Jennifer Soares e Giovanna Stefanuto, da Patrulha Maria da Penha, que faz parte do Programa Mulher Segura Paraná, da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Estado do Paraná.
A programação conta ainda com temas como, Educação financeira, Alimentação Saudável, Primeiros Socorros, além de temas atuais como, Inteligência Artificial, Situações de Segurança e Saúde Emocional.
Contando com a colaboração de órgãos e entidades como SESP-PR, Polícia Civil e SAMU, as palestras serão ministradas por profissionais externos e convidados internos do Oncoville.
A Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – Sipat é um momento essencial para reforçar a importância da prevenção, segurança e cuidado – valores que fazem parte da missão do Oncoville.
A Sociedade Brasileira de Radioterapia – SBRT disponibilizou em seu site oficial o Manual de Boas Práticas em Radioterapia, documento lançado neste mês de agosto e essencial para garantir a qualidade e segurança no tratamento de pacientes com câncer que se utilizam da radioterapia. No compêndio, há diretrizes e procedimentos padronizados para todas as etapas do tratamento, desde a simulação até a aplicação da radiação e o acompanhamento do paciente.
A médica rádio-oncologista Dra. Paula Soares contribuiu com o Capítulo 5 do Manual, pertencente ao Módulo 3, voltado ao Câncer de Cabeça e Pescoço, abordando o tema Tumores de Nasofaringe.
No capítulo, são abordados os tópicos sobre Epidemiologia, Fatores de Risco, Apresentação Clínica, Avaliação, Diagnóstico e Estadiamento, Patologia, Fatores Prognósticos, Tratamento e Evidências, Técnica de Radioterapia, Complicações e Seguimentos.
A edição do Manual de Boas Práticas em Radioterapia é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Radioterapia e contou com a preciosa colaboração de um rol de dedicados especialistas que esperam contribuir com informações recentes para um tratamento seguro e eficaz.
Para maiores informações acesse https://sbradioterapia.com.br/conteudos/documentos/Manual_Boas_Praticas_Radioterapia_SBRT.pdf
O diagnóstico precoce do câncer é um dos pilares mais importantes no enfrentamento da doença e traz vantagens significativas para o paciente oncológico, como maior chance de cura, tratamentos menos agressivos, menor tempo de tratamento e recuperação mais rápida, redução dos custos de tratamento, preservação das funções do organismo. Segundo a médica rádio-oncologista, Dra. Paula Soares, do Oncoville, para o paciente oncológico, isso significa ter maior expectativa e qualidade de vida assim como mais opções terapêuticas disponíveis, com menos efeitos colaterais. “Além dele ter maior autonomia no processo de decisão do tratamento a ser adotado”, explica.
A prevenção do câncer é dividida em dois grandes grupos: prevenção primária e prevenção secundária. Ambas são fundamentais para reduzir o número de casos e aumentar as chances de cura quando a doença é diagnosticada de forma precoce. O objetivo da prevenção é atuar antes que a doença possa surgir. A melhor forma é eliminar ou reduzir os chamados fatores de risco. Além disso, foco total em hábitos saudáveis e mudanças de comportamento, sempre que necessário.
Na prevenção primária é fundamental a adoção de medidas protetivas com a intenção de reduzir a incidência do chamado câncer prevenível, como não fumar; evitar consumo excessivo de álcool; ter alimentação saudável; evitar alimentos ultraprocessados; manter o peso adequado e praticar atividade física regularmente; usar proteção solar; evitar exposição excessiva ao sol; vacinar-se contra o HPV e a hepatite B – vírus ligados vários tipos de câncer; evitar exposição a substâncias cancerígenas.
Na prevenção secundária, o propósito é detectar o câncer ou lesões pré-cancerosas no início. “Para obter melhores resultados com os tratamentos”, explica Dra. Paula Soares. Por isso a importância da identificação precoce da doença com a realização de exames e rastreamento em pessoas que ainda não apresentam sintomas. Quanto mais cedo o câncer é detectado, maiores as chances de cura e tratamento menos agressivo.
Os principais exames da prevenção secundária são papanicolau, mamografia, exame de PSA e toque retal, colonoscopia ou pesquisa de sangue oculto nas fezes, autoexames e check-ups regulares.
A médica rádio-oncologista do Oncoville, Dra. Paula Soares, é uma das palestrantes no II Congresso Interdisciplinar em Oncologia – CiOnco promovido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, que acontece nos dias 14, 15 e 16 de agosto de 2025, no Auditório John Henry Newmann.
Dra. Paula Soares apresentará a palestra “O papel da radioterapia no tratamento oncológico” no dia 16 de agosto, às 10h35. Momento imperdível para ampliar os conhecimentos sobre essa especialidade que vem crescendo cada vez mais no cenário mundial.
O CiOnco é um congresso que visa proporcionar aprendizado, discussões inovadoras e oportunidades de networking com especialistas na área de oncologia.
O evento é dirigido a estudantes de Medicina, graduandos da área da saúde, médicos, profissionais da área oncológica, pesquisadores e especialistas em câncer e acontecerá no campus da PUCPR em Curitiba.
Embora existam diversas causas possíveis, o câncer está entre as mais importantes e graves
Para muitas pessoas, perder peso pode parecer algo positivo, principalmente em um país tropical como o Brasil, onde por muitos meses do ano usamos poucas roupas que expõem mais o corpo. No entanto, quando isso ocorre de forma rápida, significativa e sem motivo aparente, é importante acender o sinal de alerta.
Estudos mostram que a perda de peso involuntária pode ser um dos primeiros sinais de câncer, especialmente quando vem acompanhada de outros sintomas sutis. Recentemente, uma pesquisa realizada pelas universidades britânicas de Oxford e Exeter mostrou que cerca de 40% dos pacientes com câncer apresentaram esse sintoma de emagrecimento sem explicação logo após o diagnóstico. Já em casos mais avançados, os dados apontaram um aumento de mais de 80% pessoas atingidas. Isso indica uma relação direta entre o emagrecimento e a presença de tumores, especialmente os sólidos.
A pesquisa inglesa ainda apontou que os tipos de câncer mais frequentemente associados ao sintoma são os cânceres de pulmão, pâncreas, rins e colorretal. As mulheres com mais de 60 anos que apresentaram perda de peso aumentarem em 6,7% o risco de desenvolver câncer. Já entre os homens, esse risco foi superior, chegando a mais de 14%.
A médica rádio-oncologista do Oncoville, Luana Guerreiro, explica que a perda de peso repentina sem explicação pode, de fato, ser um sinal precoce alarmante de câncer, por isso é fundamental ficar atento aos sinais. A perda de peso relacionada ao câncer pode acontecer por vários motivos, incluindo o aumento do metabolismo, quando tumores podem liberar substâncias inflamatórias que aceleram o gasto energético do corpo, mesmo em repouso.
“A falta de apetite também deve ser um sinal de alerta, uma vez que alguns tipos de câncer afetam diretamente o apetite ou causam desconfortos digestivos que dificultam a alimentação. O indivíduo também deve ficar atento ao comprometimento da digestão e absorção de nutrientes, quando há mudança nessa questão é um sinal para tumores que afetam o estômago, intestino, pâncreas e fígado. Já quando o câncer estiver avançado pode ocorrer quadros de caquexia, que são um tipo grave de perda de peso e massa muscular”, explica a médica.
Se você ou alguém próximo apresentar perda de peso sem explicação, especialmente se acompanhada de outros sintomas, procure um profissional de saúde. O médico poderá solicitar exames laboratoriais e de imagem para investigar a causa e, se necessário, encaminhar para avaliação oncológica. “Cuidar da saúde é um ato de prevenção, por isso o diagnóstico precoce faz toda a diferença no sucesso do tratamento. Ignorar os sinais pode atrasar o cuidado em fases em que o câncer ainda seria tratável com maior chance de cura e tratamentos menos invasivos”, reforça Luana Guerreiro.
O marcapasso é um pequeno dispositivo eletrônico implantado no peito ou, em alguns casos, no abdômen, para ajudar a controlar os batimentos cardíacos. Ele emite impulsos elétricos que fazem o coração bater em um ritmo adequado, especialmente em pessoas que têm o coração batendo muito devagar ou de forma irregular.
Porém, muitas pessoas que possuem esse dispositivo e estão em tratamento oncológico ficam em dúvida se podem realizar a radioterapia. E sim, é possível fazer radioterapia mesmo com marcapasso, mas o tratamento exige cuidados especiais e planejamento individualizado.
A presença do marcapasso não impede o tratamento, mas exige um acompanhamento multidisciplinar rigoroso com oncologistas, cardiologistas e físicos médicos. Em alguns casos, o equipamento pode até ser reprogramado temporariamente.
Uma vez que o marcapasso é um dispositivo eletrônico sensível à radiação, a equipe médica precisa avaliar a posição do marcapasso em relação à área a ser tratada, o tipo e a dose de radiação envolvida e o modelo do dispositivo e suas recomendações específicas.
💡 Lembre-se: é essencial informar a equipe sobre o uso do marcapasso antes de iniciar a radioterapia. Ao concluir suas sessões, seu cardiologista continuará acompanhando você de perto.
Radioterapia é uma das modalidades terapêuticas mais importantes para esses tipos de tumor
O câncer de cabeça e pescoço é o quinto mais incidente no Brasil, em ambos os gêneros, causando cerca de 10 mil mortes ao ano. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que, em média, 76% dos casos só são diagnosticados em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e pode elevar a taxa de mortalidade.
A campanha Julho Verde visa à conscientização, prevenção e combate ao câncer de cabeça e pescoço; tipo de tumor maligno que se desenvolve na região da boca, orofaringe, laringe, nariz, seios nasais, nasofaringe, órbita, pescoço, tireoide, couro cabeludo, pele do rosto e do pescoço. A campanha foi criada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) em 2015.
Tratamento com Radioterapia
O câncer de cabeça e pescoço pode ser tratado com radioterapia, e essa é uma das modalidades terapêuticas mais importantes para esses tipos de tumor.
Ela pode ser usada:
- Como tratamento principal (definitivo), muitas vezes em associação com quimioterapia;
- Após cirurgia (adjuvante), com objetivo de reduzir o risco de recidiva local;
- Tratamento paliativo, para controlar sintomas em estágios avançados.
“A grande maioria dos nossos casos são tratados com a técnica de VMAT, que é basicamente o IMRT em arco (Radioterapia de Intensidade Modulada). Ela modula a intensidade da radiação em diferentes áreas do campo de tratamento, o que é essencial em regiões como cabeça e pescoço, onde há muitos órgãos sensíveis (glândulas salivares, medula espinhal, boca, garganta) e também ajuda a reduzir os efeitos colaterais como boca seca (xerostomia) e disfagia. Além disso, a equipe também acompanha a evolução do tratamento com sistemas de imagens que permitem saber se o tumor está respondendo e se precisamos fazer um replanejamento para readequar o mesmo a mudança anatômica que o paciente sofre durante o tratamento (geralmente emagrecem ou as lesões diminuem de tamanho”, aponta Hugo Veroneze Toledo, físico médico do Oncoville, clínica de radioterapia.
A escolha da técnica adotada depende da localização exata e estágio do tumor bem como o estado geral do paciente, além da verificação da existência de cirurgia prévia.
O estudo intitulado “Global, regional, and national trends in the burden of melanoma and non melanoma skin cancer: insights from the Global Burden of Disease Study 1990–2021” (Tendências globais, regionais e nacionais na carga de melanoma e câncer de pele não melanoma: insights do Estudo da Carga Global de Doenças 1990-2021), publicado no JAMA Dermatology em maio deste ano, teve como objetivo avaliar a carga global de câncer de pele entre adultos com 65 anos ou mais de 1990 a 2021 e projetar sua mudança até 2050.
Os principais achados no estudo mostraram que a incidência e carga (medidos em ASIR e ASDR) um aumento do câncer de pele devido ao envelhecimento da população, principalmente entre pessoas com 65 anos ou mais. O envelhecimento populacional mundial acaba alterando o perfil epidemiológico ao favorecer o predomínio de doenças crônicas e não transmissíveis, como o câncer.
De acordo com o estudo, a incidência de carcinoma basocelular (BCC) cresceu 61,3%, e a prevalência, 63,5%. Os dados para o carcinoma espinocelular (SCC) indicam um aumento de 42,5% na incidência e 49,6% na prevalência. Vale destacar o crescimento expressivo principalmente entre homens e em países com alto índice sociodemográfico (SDI).
Vale dizer que a tendência do aumento da doença em faixas etárias mais avançadas também foi observada, também, num estudo realizado no Japão, que identificou aumento na proporção de pacientes com mais de 70 anos entre os casos de câncer de pele: de 44% em 1989 para 74% em 2021. Esse dado corrobora a associação entre envelhecimento populacional e maior incidência da doença.
No ano de 2021, os dados globais mostraram 2,8 milhões de novos casos de BCC, 1,4 milhão de SCC e cerca de 154 mil melanomas em idosos. O carcinoma basocelular apresentou a maior taxa de incidência (372 por 100 mil habitantes), enquanto o carcinoma espinocelular foi responsável pelo maior número de mortes e pelo maior impacto em anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs).
Chama a atenção no estudo as disparidades significativas relacionadas ao gênero, ou seja, os homens apresentaram taxas de incidência e mortalidade substancialmente mais altas, especialmente para o SCC, cuja incidência foi quase 2,3 vezes superior à observada entre mulheres.
O estudo indica que essa diferença pode estar relacionada a uma menor adesão masculina a comportamentos preventivos, como o uso de protetor solar e consultas dermatológicas regulares, além de maior exposição devido ao tipo de trabalho ao sol. Outro dado que se destaca diz respeito à idade no controle do melanoma, que frequentemente resultam em subtratamento e acesso limitado a terapias cirúrgicas e médicas avançadas, especialmente entre os mais idosos. Além disso, os estudos mostram que os homens tendem a procurar atendimento médico em estágios mais avançados da doença, o que contribui para prognósticos não tão bons.
O artigo publicado não detalha a situação brasileira. O câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil e são estimadas para o triênio 2023-2025, de acordo como o Instituto Nacional de Câncer – INCA, maiores taxas de incidência em homens nas regiões Sul (135,86 por 100 mil), Sudeste (121,40) e Centro-Oeste (77,45). No Nordeste (68,97) e no Norte (17,69), segundo o INCA, o câncer de pele não melanoma aparece como o segundo tipo mais frequente entre diagnosticados em homens.
Para mais informações, acesse: https://jamanetwork.com/journals/jamadermatology/fullarticle/2834545
A radioterapia é uma ferramenta fundamental no tratamento de muitos tipos de câncer metastático, seja com o objetivo paliativo (para o controle da dor) ou de forma curativa ou ablativa (que é o controle local prolongado).
O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, clínica de radioterapia, explica que o câncer metastático pode ser tratado com radioterapia, porém, o objetivo e a forma de uso vão variar caso a caso. “A radioterapia é usada principalmente para aliviar sintomas causados pelas metástases, como dor óssea intensa, compressão da medula espinhal, sangramentos e obstruções, por exemplo, das vias aéreas ou intestinais. Na forma curativa, podemos usá-la em alguns casos muito específicos de oligometástases, ou seja, quando há poucas metástases em locais controláveis. O objetivo tanto na forma paliativa quanto curativa, é proporcionar melhora na qualidade e vida e prolongamento da sobrevida em alguns casos.”
Cânceres metastáticos frequentemente tratados com radioterapia
Metástases ósseas: dos cânceres de mama, próstata, pulmão, rim, tireoide. Neste caso, o principal objetivo é o controle da dor, prevenção de fraturas patológicas, melhora da função, geralmente em regiões como coluna, pelve, fêmur, costelas. As técnicas de radioterapia usadas são Radioterapia conformacional 3D (3D-CRT); IMRT ou SBRT para lesões únicas ou oligometastáticas.
Metástases cerebrais: com origem comum o pulmão, mama, melanoma, rim, o objetivo é o controle de sintomas neurológicos, edema, prevenção de sangramento ou progressão. As técnicas de radioterapia usadas são Radiocirurgia estereotáxica ou Irradiação cerebral total – para casos múltiplos ou difusos.
Metástases pulmonares (oligometastáticas): que têm origem comum os cânceres colorretal, mama, sarcoma, rim, o propósito é o controle local de poucas lesões (oligometástases). A técnica recomendada é a Radioterapia Corporal Estereotáxica (SBRT), com doses ablativas de alta precisão.
Metástases hepáticas: quando a cirurgia não é possível e as lesões são pequenas e isoladas. É usada a técnica SBRT, com controle local semelhante à ablação por radiofrequência.
Metástases em linfonodos distantes: como linfonodos retroperitoneais, mediastinais ou cervicais, são tratadas com radioterapia em contextos paliativo ou oligometastáticos. Usa-se a técnica é IMRT ou VMAT (modulação volumetria).
As sessões de radioterapia podem variar de dose única a múltiplas (frações), dependendo da localização, sintomas e estado geral do paciente. O tempo de cada sessão também varia de paciente a paciente.

