Paciente com cateter pode fazer radioterapia?

Sim! Se você utiliza um dispositivo para infusão de medicamentos, como Port-a-Cath, PICC, Hickman ou outro tipo de cateter, não precisa se preocupar. Na maioria dos casos, ele não impede a realização da radioterapia e não sofre danos pela radiação utilizada no tratamento.

Ainda assim, alguns cuidados são importantes para garantir a segurança do dispositivo e o acompanhamento adequado pela equipe de saúde.

O enfermeiro responsável pela Enfermagem do Oncoville, Fernando Popovicz, destaca três orientações essenciais:

  1. Informe sua equipe de saúde
    Na primeira consulta, informe qual é o tipo de cateter que você utiliza e onde ele está localizado. Essas informações auxiliam no planejamento e acompanhamento do tratamento.
  2. Permita a avaliação da área
    Caso o dispositivo esteja próximo à região que receberá a radioterapia, a equipe multiprofissional realizará uma avaliação individualizada para garantir o melhor acompanhamento durante o tratamento.
  3. Observe sinais de alerta
    Mantenha os cuidados habituais com o seu cateter e informe a equipe caso observe vermelhidão, dor, calor local, inchaço, secreção ou qualquer alteração no funcionamento do dispositivo.

É importante lembrar que os cuidados com o cateter são os mesmos já recomendados para sua manutenção e segurança, não representando, na maioria dos casos, uma limitação para a realização da radioterapia.

Cada etapa do seu tratamento é cuidadosamente planejada e acompanhada por profissionais especializados, sempre com foco na sua segurança, conforto e qualidade de vida.

Sua segurança é a nossa prioridade. Conte com a equipe Oncoville!

Na radioterapia, um planejamento preciso faz toda a diferença no tratamento. É por isso que o Oncoville conta com um Tomógrafo Simulador, equipamento dedicado exclusivamente ao setor de radioterapia.

Com tecnologia multislice de 80 canais, o exame permite localizar o tumor com alta precisão e identificar estruturas próximas, como órgãos e tecidos saudáveis. “Essas informações são fundamentais para planejar um tratamento mais seguro, eficaz e personalizado”, aponta o físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, clínica de radioterapia.

Durante a simulação, também são confeccionados acessórios individualizados, como máscaras de imobilização, suportes e moldes anatômicos, que ajudam a manter o paciente na mesma posição em todas as sessões, aumentando a precisão da aplicação da dose.

Outro diferencial é o sistema RGSC com tecnologia 4DCT, capaz de captar movimentos naturais do corpo, especialmente em regiões torácicas e abdominais. “Isso permite um planejamento ainda mais preciso para tumores que se movimentam durante a respiração”, destaca o físico médico.

Brasil deve registrar mais de 12 mil novos casos de tumores do sistema nervoso central em 2026

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil deve registrar cerca de 12.060 novos casos de câncer do Sistema Nervoso Central (SNC) em 2026. No Paraná, são esperados aproximadamente 830 casos, sendo cerca de 150 em Curitiba. “Embora tenha incidência menor em comparação a outros tipos de câncer, os tumores cerebrais costumam causar grande impacto na qualidade de vida dos pacientes”, explica o rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville.

Os tumores cerebrais podem ser classificados como primários, quando se originam no próprio cérebro, ou secundários (metastáticos), quando surgem a partir da disseminação de um câncer localizado em outra parte do corpo.

Entre os tipos mais agressivos está o glioblastoma multiforme, tumor que se desenvolve nas células da glia, responsáveis por dar suporte e proteção aos neurônios. De acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), os gliomas variam do grau 1, considerado menos agressivo, ao grau 4, o mais maligno.

Embora possam ocorrer em qualquer idade, alguns tumores cerebrais são mais frequentes em determinadas faixas etárias. A incidência de tumores cerebrais primários tende a aumentar com o envelhecimento, especialmente após os 50 anos.

Entre os sintomas mais comuns desse tipo de câncer está a dor de cabeça persistente e progressiva. Também podem ocorrer náuseas e vômitos, alterações na visão ou audição, convulsões, dificuldade para falar, caminhar ou se concentrar, além de mudanças de comportamento, memória ou humor. Diante desses sinais, a avaliação médica é fundamental. Exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, são essenciais para identificar alterações no cérebro e auxiliar no diagnóstico.

Tratamento

O tratamento dos tumores cerebrais depende de fatores como tipo do tumor, localização e estágio da doença. As abordagens mais utilizadas incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia, podendo também envolver terapias-alvo e imunoterapia, conforme a indicação médica. Em alguns casos, o objetivo do tratamento pode ser controlar o crescimento do tumor e preservar a qualidade de vida do paciente, especialmente quando a cura não é possível.

Radioterapia como aliada no tratamento

A radioterapia é uma das principais opções terapêuticas tanto para tumores cerebrais primários, benignos ou malignos, quanto para metástases cerebrais. O tratamento utiliza feixes de radiação de alta energia para destruir ou impedir a multiplicação das células tumorais.

Entre as técnicas mais modernas está a Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT), que permite ajustar a dose de radiação de forma altamente precisa, de acordo com o formato e a localização do tumor.

“Com essa tecnologia, conseguimos direcionar a radiação com maior precisão, protegendo o tecido cerebral saudável ao redor e reduzindo possíveis efeitos colaterais do tratamento”, destaca o Dr. Henrique Balloni.

Tem notícia que nos motiva ainda mais a seguir em frente todos os dias.

Em março, nossa Pesquisa de Satisfação trouxe um resultado que nos enche de orgulho e gratidão: 98,4% dos pacientes relataram ter vivido uma experiência de acolhimento e confiança durante o tratamento.

Mais do que números, esses resultados refletem o compromisso do Oncoville em oferecer um cuidado que vai além da tecnologia e da excelência médica. Nossa missão é garantir que cada paciente se sinta acolhido, respeitado e seguro em todas as etapas do tratamento.

Esse olhar humanizado faz parte do DNA de todos os nossos colaboradores e está presente em cada atendimento, gesto e decisão.

O Oncoville agradece a todos os pacientes que compartilharam suas experiências. O retorno de vocês é fundamental para que possamos evoluir continuamente e oferecer um cuidado cada vez melhor.

Seguimos juntos, com ciência, tecnologia e, acima de tudo, humanidade.

O mês de maio é dedicado à conscientização sobre o melanoma, doença caracterizada pela formação de células malignas a partir dos melanócitos, que são as células responsáveis pela pigmentação da pele. “Trata-se de uma forma agressiva de câncer de pele que, em estágios mais avançados, pode se espalhar para outras partes do corpo”, aponta a rádio-oncologista Luana Guerreiro, do Oncoville.

Embora seja mais comum na pele, o melanoma também pode surgir nas membranas mucosas, como as camadas finas e úmidas de tecido que revestem superfícies como os lábios e nos olhos, onde recebe o nome de melanoma intraocular ou ocular.

Segundo a Associação Americana para Pesquisa do Câncer, o melanoma é mais frequente em homens do que em mulheres e ocorre com maior incidência em pessoas de pele clara. Entre os principais fatores de risco estão a presença de manchas incomuns na pele, a exposição prolongada à radiação solar natural ou artificial (uso de câmaras de bronzeamento) e o histórico familiar da doença.

Por isso, é fundamental observar a própria pele regularmente. Fique atento à presença de pintas, manchas ou sinais e a possíveis mudanças em sua aparência, pois essas alterações podem indicar a transformação em melanoma. Caso note alguma pinta ou mancha mudando de formato, tamanho ou cor, procure avaliação de um profissional de saúde.

Sinais de alerta e a regra do ABCDE

Para auxiliar na identificação de lesões suspeitas, dermatologistas utilizam a chamada regra do ABCDE:

A – Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra;
B – Borda: bordas irregulares, entalhadas ou mal definidas;
C – Cor: coloração desigual, podendo apresentar tons de preto, marrom, canela ou áreas esbranquiçadas, acinzentadas, avermelhadas ou azuladas;
D – Diâmetro: lesões com diâmetro maior que 5 milímetros;
E – Evolução: mudança no tamanho, forma, cor ou aparência da pinta, além de sintomas como coceira ou sangramento.

Melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele, mas tem uma forma de prevenção bem estabelecida: a proteção solar diária. “A exposição solar tem papel importante na nossa saúde física e mental, mas deve ser feita com consciência. Evitar horários de maior intensidade, usar proteção adequada e não se expor de forma prolongada são medidas essenciais”, destaca Dra. Luana Guerreiro.

Estudos científicos têm demonstrado que o álcool está associado a um aumento no risco de diversos tipos de câncer, entre eles mama, fígado, esôfago e colorretal. A Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) classifica o álcool como carcinogênico. O consumo de álcool também pode impactar negativamente as terapias oncológicas, potencialmente levando a eficácia prejudicada ou aumento do risco de toxicidades relacionadas ao tratamento.

Uma revisão sistemática com meta-análise publicada na revista científica BMC Cancer, em 2025, avaliou dezenas de estudos sobre consumo de álcool durante tratamentos oncológicos e a conclusão foi que os achados sugerem que o consumo de álcool pode ter um impacto negativo na radioterapia, enquanto seu impacto potencial na eficácia das terapias oncológicas sistêmicas (quimioterapia, terapia molecular direcionada, imunoterapia, terapia endócrina) não foi adequadamente estudado.

Bebidas alcoólicas podem irritar as mucosas, o que é prejudicial se a pessoa estiver fazendo radioterapia na região da boca, garganta ou pescoço, trazendo uma piora no caso de mucosite, feridas na boca e dor. Além disso, o álcool desidrata o corpo – o que intensifica a fadiga e a secura na boca, sintomas comuns durante o tratamento radioterápico – e interferir no metabolismo de medicamentos e prejudicar a cicatrização dos tecidos afetados pela radiação.

A recomendação dos médicos é que o consumo de bebida alcoólica depende do tipo de câncer e dos efeitos colaterais observados pelo paciente. Deste modo, pacientes oncológicos podem consumir moderadamente bebida alcóolica com algumas condições, principalmente se não tiver feridas na boca, laringe ou qualquer região do trato digestivo superior ou inferior, e se o tipo de câncer não tiver relação direta com o seu consumo, como o câncer de boca, o câncer de faringe ou laringe. Sugere-se, nestas circunstâncias, evitar o consumo.

Conversar com equipe médica que acompanha o tratamento e sanar as dúvidas é fundamental, pois poderão esclarecer se é possível ou não consumir bebida alcoólica durante e após o tratamento, especificamente para cada caso e cada paciente.

A Radiocirurgia Extracraniana, também chamada de Radioterapia Estereotáxica do Corpo (SBRT), é uma técnica avançada de radioterapia que trata tumores fora do cérebro, como nos pulmões, fígado e coluna.

Ela permite aplicar altas doses de radiação com extrema precisão, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor do tumor.

Como a SBRT funciona?

O tratamento é planejado com base em exames de imagem detalhados. Antes de cada sessão, o posicionamento do paciente é ajustado com grande precisão. Assim, os feixes de radiação são direcionados de vários ângulos e moldados ao formato do tumor, atingindo a lesão de forma precisa e protegendo os tecidos saudáveis.

Quando ela pode ser indicada?

A SBRT pode ser utilizada em situações como:

  • Tumores primários de pulmão
  • Metástases no fígado
  • Lesões na coluna

Quais são os principais benefícios?

  • Tratamento realizado em poucas sessões (geralmente até 5)
  • Alta precisão
  • Procedimento não invasivo
  • Preservação dos tecidos saudáveis
  • Recuperação rápida

Importante! A indicação e o planejamento do tratamento devem sempre ser feitos por uma equipe especializada, garantindo segurança e atendimento individualizado para cada paciente.

O TrueBeam é um acelerador linear de última geração que reúne precisão, automação e integração em um único sistema, oferecendo aos médicos recursos avançados para planejar e realizar tratamentos com alto grau de segurança.

A indicação da tecnologia utilizada em cada tratamento é sempre definida pela equipe médica, de acordo com as características do tumor e as necessidades de cada paciente.

Durante a sessão de radioterapia, sua mesa robótica inteligente permite corrigir automaticamente os ângulos da aplicação e identifica possíveis movimentações do paciente, garantindo que a radiação seja direcionada exatamente para a área planejada.

Essa tecnologia possibilita a realização de diversas técnicas modernas, como Radioterapia Superficial, Radioterapia Conformacional 3D, IMRT, VMAT, IGRT, gerenciamento respiratório, SBRT e SRS, indicadas inclusive para casos que exigem alta precisão, como tumores cerebrais ou lesões localizadas próximas a estruturas críticas e até mesmo em órgãos que se movimentam, como os pulmões.

Mais do que um avanço tecnológico, o TrueBeam representa um passo importante na evolução do cuidado oncológico, permitindo tratamentos cada vez mais precisos, seguros e centrados no que realmente importa, que é o paciente.

Abril Lilás é uma campanha de conscientização sobre o câncer de testículo, voltada principalmente para homens jovens entre 15 e 35 anos, faixa etária em que a doença é mais frequente. Criada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a iniciativa busca quebrar tabus relacionados à saúde masculina, incentivar o diálogo sobre o tema e alertar para sinais e sintomas que muitas vezes passam despercebidos.

A campanha também reforça a importância do diagnóstico precoce, já que, quando identificado nas fases iniciais, o câncer de testículo apresenta taxas de cura extremamente altas, podendo chegar a 99%.

O câncer de testículo ocorre quando células do órgão passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando tumores. Esses tumores podem se originar nas células germinativas, responsáveis pela produção dos espermatozoides, ou no estroma, tecido que produz hormônios.

Em alguns casos, o tratamento pode incluir radioterapia, especialmente em determinados tumores germinativos, como os seminomas, contribuindo para eliminar possíveis células tumorais remanescentes após outras abordagens terapêuticas.

Redução de efeitos colaterais

A Radioterapia Conformacional Tridimensional (3D) permite direcionar a radiação com grande precisão para a área a ser tratada. Essa tecnologia possibilita atingir as células cancerígenas de forma eficaz, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor e reduzindo o risco de efeitos colaterais.

No Oncoville, a Radioterapia Conformacional 3D é realizada com equipamentos modernos e equipe experiente, garantindo segurança e eficácia em cada etapa do tratamento.

A campanha Março Azul-Marinho é dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil e no mundo. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que serão 53.810 novos casos anuais no período 2026-2028. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a iniciativa reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e das opções de tratamento, entre elas a radioterapia, que desempenha papel essencial em diversos casos.

A rádio-oncologista do Oncoville, Luana Guerreiro, explica que o câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, geralmente a partir de pólipos, que são pequenas lesões que podem crescer lentamente ao longo dos anos e se tornar malignas.

Alguns fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolver a doença, entre eles a idade acima de 50 anos, histórico familiar de câncer colorretal, dieta rica em carnes processadas e pobre em fibras, sedentarismo, obesidade, doenças inflamatórias intestinais, tabagismo e consumo frequente de álcool. “A presença desses fatores não significa necessariamente que a doença irá surgir, mas indica a importância de acompanhamento preventivo.”

Em estágios iniciais, o câncer colorretal pode não causar sintomas. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem a mudança persistente no hábito intestinal, sangue nas fezes, dor abdominal frequente, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente, fadiga e anemia.

Importância da radioterapia

A radioterapia é uma das principais modalidades de tratamento, especialmente nos tumores de reto. Ela pode ser indicada em diferentes momentos. Antes da cirurgia serve para reduzir o tumor e facilitar o procedimento, após a cirurgia visa diminuir o risco de recidiva e, em situações específicas, busca o controle de sintomas e melhora da qualidade de vida. “Com técnicas modernas e equipamentos de ponta, a radioterapia permite tratamentos mais precisos e seguros, preservando tecidos saudáveis e reduzindo efeitos colaterais”, analisa Dra. Luana Guerreiro.

Assim como qualquer tipo de câncer, quando identificado precocemente, o câncer colorretal apresenta altas taxas de cura, podendo ultrapassar 90%. Os principais exames de rastreamento são pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia.

A recomendação geral é iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos ou antes para pessoas com fatores de risco ou histórico familiar.

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre quem está prestes a iniciar o tratamento.

A resposta mais honesta é: depende do caso, mas muitos pacientes conseguem manter suas atividades, às vezes com pequenos ajustes na rotina.

A radioterapia é um tratamento local e, com os avanços tecnológicos atuais, os efeitos colaterais tendem a ser mais controlados, já que a radiação é planejada de forma precisa para atingir o tumor e preservar ao máximo os tecidos saudáveis ao redor.

Ainda assim, alguns fatores influenciam diretamente na disposição para o trabalho:

  • Região do corpo tratada
  • Dose e número de sessões
  • Tipo de tumor
  • Condições clínicas do paciente
  • Resposta individual ao tratamento

A fadiga é um dos efeitos mais frequentes e pode causar cansaço persistente, mesmo sem esforço intenso. Dependendo da área irradiada, também podem surgir sintomas específicos, como alterações de pele, intestinais ou urinárias.

Em muitos casos, é possível seguir trabalhando normalmente. Em outros, pode ser necessário reduzir a carga horária ou até se afastar temporariamente.

Cada paciente é único. Por isso, a melhor decisão é sempre aquela tomada em conjunto com o médico responsável pelo tratamento.

Manter o diálogo aberto com a equipe de saúde ajuda a atravessar essa fase com mais segurança, equilíbrio e qualidade de vida.

Braquiterapia ginecológica é uma forma de tratamento que permite administrar a radiação diretamente na região afetada

A campanha de conscientização Março Lilás foi criada pelo Ministério da Saúde como forma de alertar sobre o câncer do colo do útero, chamado também de cervical, e a importância dos exames de rastreamento, métodos de prevenção e o diagnóstico precoce. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam, para o triênio 2026- 2028, uma média de 17 mil novos casos da doença por ano, sendo o terceiro mais incidente em mulheres no Brasil e que é considerado evitável.

A maioria dos casos de câncer do colo do útero estão relacionados à infecção por HPV (Papilomavírus humano), principalmente os tipos HPV-16 e o HPV-18, vírus transmitido com contato com pele e/ou mucosa, principalmente durante a relação sexual.

Como forma de prevenção da infecção, o rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, clínica de radioterapia, aponta “a vacinação contra o HPV como uma grande aliada na prevenção do câncer uterino”, lembrando também da importância de estar em dia com o exame preventivo de Papanicolau como forma de identificar, o mais precocemente, possíveis lesões que causam o câncer de colo do útero.

Os tipos mais comuns de câncer do colo do útero são o carcinoma de células escamosas, também chamado de carcinoma epidermoide, que é responsável por cerca de 80% dos casos, o adenocarcinoma, que é menos frequente e tem origem nas células glandulares da parte interna do colo, e o carcinoma adenoescamoso, que é uma combinação dos dois tipos citados anteriormente.

O que é braquiterapia

O tratamento desse tipo de câncer vai depender do estágio da doença, do tipo do tumor e das condições gerais de saúde da paciente, por isso é fundamental o acompanhamento médico. “Como opções terapêuticas, temos a cirurgia, radioterapia externa, braquiterapia, quimioterapia e imunoterapia. Estas modalidades de tratamento são avaliadas caso a caso visando à realização de tratamento oncológico baseado nas melhores evidências científicas atuais para cada paciente”, aponta o rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville.

Uma técnica importante para o melhor tratamento de pacientes com tumor localmente avançado, é a braquiterapia, a qual administra alta dose na região de risco. Na braquiterapia ginecológica 3D, o planejamento é feito baseado em tomografia, o que permite a avaliação de dose tanto na região tumoral, quanto nos órgãos normais próximos, potencialmente otimizando resultados e reduzindo risco de efeitos colaterais.

Cada vez mais evidências apontam que a saúde mental também exerce papel relevante na prevenção

Um estudo internacional publicado na revista científica The Lancet, uma das mais prestigiadas revistas científicas médicas do mundo, reforça uma mensagem central para a saúde pública global: grande parte das mortes por câncer poderia ser evitada com estratégias já conhecidas como prevenção, detecção precoce e tratamento.

A pesquisa da revista britânica analisou dados de 35 tipos de câncer em 185 países, oferecendo um panorama abrangente sobre o potencial de redução da mortalidade pela doença. Entre os seus resultados, um chamou bastante atenção ao revelar que quase metade das mortes por câncer poderia ser evitada. Dos 47,6% das mortes por câncer no mundo em 2022, cerca de 4,5 milhões eram potencialmente evitáveis. Isso significa que praticamente uma em cada duas mortes não precisaria ocorrer se medidas efetivas fossem amplamente implementadas.

Os pesquisadores classificam essas mortes em preveníveis, relacionadas à redução de fatores de risco, e as evitáveis por cuidado adequado, quando diagnóstico precoce e tratamento eficaz aumentariam as chances de sobrevivência. Entre as mortes consideradas preveníveis, destacam-se fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, infecções associadas ao câncer (como HPV e hepatites) e exposição à radiação ultravioleta.

Os resultados também reforçam que a detecção em fases iniciais e o acesso a tratamentos eficazes têm impacto direto na sobrevivência. Em nível global, 14,4% das mortes poderiam ser evitadas apenas com diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Saúde mental como forma de prevenção

A prevenção do câncer costuma ser associada a hábitos físicos, como alimentação saudável, prática de exercícios e abandono do tabagismo. No entanto, cada vez mais evidências apontam que a saúde mental também exerce papel relevante na redução de riscos e na promoção de comportamentos protetores. Cuidar da mente, portanto, é parte importante do cuidado integral com o corpo.

O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que a prevenção do câncer deve ser entendida de forma ampla. “Cuidar da saúde mental não apenas melhora a qualidade de vida, mas também favorece escolhas e comportamentos que reduzem fatores de risco. Integrar o cuidado emocional às estratégias de prevenção é um passo essencial para uma abordagem mais humana e eficaz da saúde.”

Embora a saúde mental não substitua medidas clássicas de prevenção, ela potencializa seus efeitos. Algumas ações recomendadas incluem manter uma rotina de sono adequada, praticar atividade física regularmente, cultivar relações sociais e apoio emocional, buscar ajuda profissional em casos de estresse, ansiedade ou depressão e adotar técnicas de relaxamento e manejo do estresse. “Essas práticas contribuem para o bem-estar e facilitam a manutenção de comportamentos saudáveis, fundamentais para reduzir o risco de câncer e outras doenças crônicas, destaca o rádio-oncologista Henrique Balloni.

IMRT significa Intensity-Modulated Radiation Therapy, ou seja, Radioterapia com Modulação da Intensidade, técnica avançada que permite moldar a dose de radiação de forma personalizada, ajustando a intensidade conforme a forma e a localização do tumor.

Como faz a diferença?

✨ Possibilita que a dose máxima atinja o alvo, enquanto os tecidos saudáveis ao redor recebam a menor quantidade de radiação possível.

🎯 Abordagem é indicada para diferentes tipos de câncer, especialmente aqueles em áreas próximas a órgãos e estruturas.

🧩 Tratamento adaptado ao formato exato do tumor.

Oncoville: precisão que trata. Cuidado que acolhe.

A atuação de anestesiologistas também impacta diretamente na qualidade técnica do tratamento

Embora muitas vezes associado a centros cirúrgicos, o médico anestesiologista desempenha um papel estratégico em diferentes ambientes. No Oncoville, clínica de radioterapia, sua atuação é fundamental para a segurança, imobilidade, conforto e eficácia do tratamento radioterápico em determinados perfis de pacientes.

Durante a radioterapia, é essencial que o paciente permaneça completamente imóvel por alguns minutos, garantindo a precisão da dose e a proteção dos tecidos saudáveis. Em situações específicas – como no caso de crianças, pacientes com tendência à ansiedade intensa, que podem apresentar sintomas como claustrofobia, dor importante ou limitações cognitivas –, essa condição de imobilidade só é possível com o suporte anestésico.

“As anestesiologistas do Oncoville são responsáveis pela avaliação pré-anestésica, identificando riscos clínicos, comorbidades e o uso de medicamentos contínuos. E a partir dessa análise será definida a estratégia de anestesia mais adequada, considerando que o tratamento radioterápico pode ocorrer em sessões diárias e repetidas”, aponta a médica anestesiologista Thays da Rosa Moreira, do Oncoville.

Ao longo de cada aplicação, a profissional realiza monitorização contínua dos sinais vitais, como frequência cardíaca, pressão arterial, oxigenação e ventilação, assegurando estabilidade clínica ao longo do procedimento. Além disso, está preparada para o manejo imediato de intercorrências, como reações adversas ou alterações respiratórias.

A atuação das anestesiologistas do Oncoville também impacta diretamente na qualidade técnica da radioterapia. Ao garantir conforto e imobilidade, contribui para um posicionamento preciso e reproduzível sempre que necessário, fator determinante para o sucesso do tratamento.

Dra. Thays Moreira destaca a importância da anestesia geral em crianças pequenas, uma vez que é preciso garantir que elas não se mexam durante a sessão de radioterapia e assim assegurar a qualidade do tratamento. De acordo com a médica, a anestesia também é bastante usada em procedimentos de braquiterapia, principalmente, no tratamento do câncer do colo do útero, do endométrio e de tumores ginecológicos localizados. “Como é realizada a inserção de aplicadores, que conduzirão a fonte radioativa até o local de tratamento (do tumor), o procedimento pode ser incômodo ou doloroso, por isso é recomendada a anestesia. A indicação dependerá do quadro clínico da paciente e também do tipo de procedimento”, cita.

Integradas à equipe multiprofissional do Oncoville, que inclui rádio-oncologistas, físicos médicos, enfermeiros, dosimetristas e tecnólogos, as anestesiologistas ampliam o acesso ao tratamento radioterápico, tornando possível a terapia em pacientes que, sem esse suporte, não conseguiriam realizá-la com segurança.

A técnica representa um importante avanço na oncologia moderna, unindo tecnologia, precisão e cuidado humanizado

A evolução da radioterapia trouxe avanços significativos para o tratamento do câncer, tornando os procedimentos cada vez mais precisos, eficazes e seguros. Entre essas inovações está a Braquiterapia 3D, uma técnica moderna que permite tratar tumores com alta precisão, preservando ao máximo os tecidos sadios ao redor.

O físico médico do Oncoville, Hugo Veroneze Toledo, explica que a braquiterapia é uma modalidade de radioterapia em que a fonte de radiação é colocada dentro ou muito próxima do tumor. Vale ressaltar que a indicação depende do tipo, estágio do tumor e das condições clínicas do paciente. “Diferente da radioterapia externa, nessa técnica a radiação age diretamente no local afetado, permitindo doses elevadas no tumor com menor impacto nas estruturas vizinhas. Ela é amplamente utilizada no tratamento de diferentes tipos de câncer, especialmente os ginecológicos, de próstata, mama, pele e alguns tumores de cabeça e pescoço.”

A Braquiterapia 3D utiliza recursos avançados de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, para planejar o tratamento em três dimensões. “Essa tecnologia permite a visualização detalhada do tumor, identificação precisa de órgãos e tecidos sadios, planejamento personalizado para cada paciente e maior controle da dose de radiação. Dessa forma, o tratamento é adaptado à anatomia individual do paciente, aumentando a eficácia e a segurança”, destaca o físico médico.

Todo o processo é feito com softwares específicos de alta precisão, garantindo um tratamento altamente controlado. Entre os principais benefícios da Braquiterapia 3D estão a precisão no tratamento, maior preservação dos tecidos sadios, menor risco de efeitos colaterais, tratamentos mais curtos e resultados clínicos mais eficazes. Os benefícios dessa técnica refletem diretamente na qualidade de vida do paciente durante e após o tratamento.

Considerada uma técnica segura e eficaz, a Braquiterapia 3D é realizada por uma equipe multiprofissional especializada. Todo o procedimento segue protocolos rigorosos de segurança e qualidade, garantindo precisão no tratamento e proteção ao paciente.

O câncer infantil é raro, mas quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas. Informação, atenção aos sinais e acesso ao tratamento adequado fazem toda a diferença na vida das crianças e de suas famílias.

E hoje, Dia Internacional de Luta contra o Câncer na Infância, é importante ressaltar que no combate contra as neoplasias infantis, cada gesto conta, como, por exemplo, o diagnóstico precoce, início do tratamento, acolhimento e cuidado humanizado.

Os pais ou responsáveis devem ficar atentos aos sinais que podem ser desde palidez persistente, febre prolongada, dor óssea frequente, manchas roxas sem causa aparente, até caroços ou inchaços e cansaço excessivo.

Quando identificado precocemente e tratado de forma adequada, as chances de cura podem ultrapassar 80%, dependendo do tipo do tumor.

Na radioterapia, a segurança do paciente é prioridade desde o primeiro atendimento até a última sessão.

O Oncoville segue protocolos rigorosos, realiza conferência diária dos tratamentos, possui uma equipe altamente qualificada e mantém monitoramento contínuo durante todo o processo.

Cuidar com segurança é essencial para oferecer um tratamento eficaz e confiável.

Muitas pessoas acreditam que a radioterapia muda completamente o dia a dia, mas, na maioria dos casos, a rotina pode ser mantida com alguns cuidados.

Iniciar a radioterapia pode gerar dúvidas e inseguranças, mas entender como ela impacta a rotina ajuda a passar por esse momento com mais tranquilidade. Confira:

⏱️As sessões costumam ser rápidas e realizadas em dias úteis, permitindo que muitos pacientes mantenham parte de suas atividades diárias.

😴 O cansaço pode aparecer ao longo do tratamento. Respeitar os limites do corpo e priorizar o descanso faz toda a diferença.

🥗💧Alimentação equilibrada e boa ingestão de líquidos ajudam na recuperação e no bem-estar durante o tratamento.

🧴A região tratada pode ficar sensível, exigindo hidratação e atenção redobrada conforme orientação médica.

💼📚 Sempre que possível, trabalho, estudos e tarefas leves podem continuar, respeitando, sempre, os limites do corpo.

Lembre-se: cada pessoa vive o tratamento de forma única. Converse sempre com seu médico e equipe multiprofissional sobre qualquer sintoma ou dúvida.

No Oncoville, acreditamos que cuidar bem também significa investir continuamente em tecnologia de ponta e em equipamentos modernos, capazes de oferecer mais segurança, eficácia e conforto aos nossos pacientes.
Com sistemas avançados de planejamento e máquinas de última geração, garantimos maior precisão na entrega da dose de radiação, proteção das áreas saudáveis ao redor do tumor e tratamentos mais rápidos, personalizados e confortáveis.

Tudo isso para que cada sessão seja realizada com máxima qualidade e tranquilidade, porque inovação também é uma forma de cuidado. Cada detalhe importa. Por isso, há mais de 20 anos, investimos continuamente em inovação e atualização tecnológica, garantindo que nossos pacientes recebam um tratamento moderno, eficiente e alinhado às melhores práticas da radioterapia.