Serviço de Farmácia do Oncoville: eficácia e qualidade do cuidado ao paciente
O Serviço de Farmácia desempenha um papel fundamental na assistência aos pacientes em tratamento radioterápico, contribuindo diretamente para a segurança, a eficácia terapêutica e a qualidade do cuidado oncológico oferecido pelo Oncoville.
A clínica possui Certificação Plena Nível 2, reconhecimento que atesta seu compromisso com elevados padrões de qualidade, segurança e gestão integrada de processos. A certificação posiciona o Oncoville entre as instituições de destaque no setor de radioterapia. O Serviço de Farmácia atua de forma multidisciplinar e alinhada aos rigorosos padrões de qualidade adotados pela instituição.
A farmacêutica Michelle Ramanzin, responsável técnica do serviço, explica que a Farmácia Clínica é uma das áreas mais importantes da farmácia, onde o farmacêutico pode conhecer um pouco melhor o estado geral de saúde do paciente, seus medicamentos de uso contínuo e avaliar se esses medicamentos terão algum tipo de interação com os que serão utilizados por ele durante seu tratamento com radioterapia.
Dispensação de medicamentos
O processo de dispensação de medicamentos é totalmente digitalizado. Com o uso de código de barras, é possível garantir a rastreabilidade dos medicamentos dispensados, aumentando a segurança no uso dos medicamentos, evitando assim erros de dispensação e administração dos medicamentos.
Michelle Ramanzin destaca que o farmacêutico utiliza um formulário padronizado onde as informações dos pacientes são coletadas, como estado de saúde geral, medicamentos que já utiliza (MUC), dose, via, frequência e outros dados que possam ajudar a identificar uma possível interação medicamentosa ou algum evento adverso.
“Quando identificamos algum risco potencial ao paciente, entramos em contato com o médico responsável para discutir a melhor conduta. Essa integração entre os profissionais é fundamental para garantir a segurança do tratamento, o bem-estar do paciente e o uso racional dos medicamentos”, explica Michelle Ramanzin.
O Serviço de Farmácia constitui um importante componente da assistência oncológica, atuando de forma integrada e humanizada para garantir que os pacientes recebam um tratamento seguro, eficaz e centrado em suas necessidades.
Mais frequente em crianças, adolescentes e adultos jovens, o câncer ósseo exige atenção aos sintomas e acompanhamento especializado
O câncer ósseo ocorre quando células cancerígenas se desenvolvem nos ossos, comprometendo o tecido saudável. O tipo primário tem origem no próprio osso e é mais frequente em crianças, adolescentes e adultos jovens, principalmente na região do joelho, úmero (osso do braço) e bacia. Já o câncer ósseo secundário ou metastático é aquele que começa em órgãos ou outras partes do corpo e pode acometer qualquer tecido ósseo. Poderá ocorrer em casos de câncer de mama, próstata ou câncer de pulmão, mais frequentemente” explica a rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville.
A campanha Julho Amarelo busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença. No Brasil, a iniciativa é apoiada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), que promove ações educativas sobre os sinais de alerta e a necessidade de acompanhamento especializado.
Os principais tipos de câncer ósseo são o osteossarcoma, mais comum em crianças e adolescentes; o condrossarcoma, que afeta principalmente adultos acima dos 40 anos; e o sarcoma de Ewing, que pode se desenvolver nos ossos e tecidos moles ao redor.
Entre os sintomas mais frequentes estão dor persistente, geralmente mais intensa à noite, inchaço na região afetada, dificuldade de movimentação, rigidez articular, fraturas sem causa aparente e sintomas neurológicos, como dormência, formigamento ou fraqueza nos membros.
O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames de imagem e biópsia. Tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea também podem ser utilizadas para investigar a extensão da doença.
Radioterapia para diminuir o tumor e tratar metástases
A radioterapia é uma das opções de tratamento e pode ser utilizada antes ou após a cirurgia, dependendo das características do tumor. Também desempenha papel importante no tratamento de metástases ósseas, ajudando a aliviar a dor, reduzir a compressão de nervos e diminuir o risco de fraturas.
“Para o tratamento de tumores ósseos são utilizadas duas técnicas de Radioterapia Externa (Teleterapia) principais: a Convencional, com pequenas doses diárias e várias sessões, ou através de Radioterapia Estereotáxica Corporal (SBRT), feita em até cinco aplicações, com altas doses entregues com alta precisão para atingir áreas específicas e preservar os tecidos saudáveis adjacentes”, destaca o físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville.

