Máscara termoplástica: precisão, segurança e acolhimento no tratamento radioterápico
Quando falamos em radioterapia para câncer de cabeça e pescoço, cada detalhe faz diferença para garantir a eficácia e a segurança do tratamento. Entre os recursos utilizados nessa etapa está a máscara termoplástica, um acessório fundamental para o sucesso das sessões.
Mas, afinal, o que é a máscara termoplástica?
A máscara termoplástica é um dispositivo personalizado, confeccionado diretamente no rosto do paciente durante a tomografia de planejamento da radioterapia. Após ser moldada, ela passa a fazer parte de todas as etapas do tratamento, acompanhando o paciente em cada sessão.
O objetivo principal é garantir que o posicionamento seja exatamente o mesmo todos os dias, permitindo que a radiação seja direcionada com máxima precisão para a área a ser tratada.
Por que a máscara é tão importante?
A utilização da máscara termoplástica oferece benefícios essenciais para o tratamento, como, por exemplo:
Precisão no direcionamento da radiação: a radioterapia exige um alto grau de precisão. A máscara ajuda a manter o paciente na posição correta durante todas as sessões, garantindo que a radiação alcance exatamente a região-alvo planejada pela equipe médica.
Segurança para os tecidos saudáveis: além da precisão, a máscara também promove maior segurança. Ao reduzir movimentos involuntários durante a aplicação da radiação, ela ajuda a evitar a exposição desnecessária dos tecidos saudáveis que estão ao redor da área tratada.
Manter a mesma posição do início ao fim: como cada sessão de radioterapia faz parte de um planejamento cuidadosamente elaborado, manter o mesmo posicionamento é fundamental. Por isso, a máscara acompanha o paciente durante todo o tratamento, contribuindo para que cada aplicação seja realizada de forma consistente e eficaz.
Um cuidado especial para as crianças
O Oncoville acredita que acolhimento também faz parte do tratamento. Pensando no conforto emocional dos pequenos pacientes, nossa equipe de técnicos confecciona e personaliza as máscaras com os personagens favoritos de cada criança. Homem-Aranha, Peppa Pig, unicórnios e muitos outros personagens ganham vida nas máscaras, transformando um momento que poderia gerar ansiedade em uma experiência mais leve e acolhedora.
Mais do que personalizar um acessório, essa iniciativa visa criar vínculos, estimular a imaginação e proporcionar mais conforto durante o tratamento.
O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, clínica de radioterapia, é um dos convidados do VI Simpósio GBOT Sul que acontece nos dias 31 de julho e 1º de agosto em Porto Alegre – RS.
Dr. Daniel Neves participa no sábado (dia 1º) do Time 2, da sessão intitulada “Batalha 2 – Doença Oligometastática sem driver”, quando, então, discutirá o papel da Radioterapia nesse tipo de doença.
O Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica – GBOT foi idealizado por médicos dedicados ao diagnóstico e tratamento das neoplasias torácicas, com o propósito de desenvolver e disseminar o conhecimento na área da oncologia torácica. A missão do GBOT é promover o avanço contínuo da pesquisa, educação e práticas clínicas, além de gerar dados epidemiológicos, que auxiliem na compreensão da realidade brasileira e contribuam para o avanço da Oncologia Torácica no Brasil e no mundo.
Inscrições abertas em https://forms.gle/Jak2LbyasZaoLiv69
Sim! Se você utiliza um dispositivo para infusão de medicamentos, como Port-a-Cath, PICC, Hickman ou outro tipo de cateter, não precisa se preocupar. Na maioria dos casos, ele não impede a realização da radioterapia e não sofre danos pela radiação utilizada no tratamento.
Ainda assim, alguns cuidados são importantes para garantir a segurança do dispositivo e o acompanhamento adequado pela equipe de saúde.
O enfermeiro responsável pela Enfermagem do Oncoville, Fernando Popovicz, destaca três orientações essenciais:
- Informe sua equipe de saúde
Na primeira consulta, informe qual é o tipo de cateter que você utiliza e onde ele está localizado. Essas informações auxiliam no planejamento e acompanhamento do tratamento. - Permita a avaliação da área
Caso o dispositivo esteja próximo à região que receberá a radioterapia, a equipe multiprofissional realizará uma avaliação individualizada para garantir o melhor acompanhamento durante o tratamento. - Observe sinais de alerta
Mantenha os cuidados habituais com o seu cateter e informe a equipe caso observe vermelhidão, dor, calor local, inchaço, secreção ou qualquer alteração no funcionamento do dispositivo.
É importante lembrar que os cuidados com o cateter são os mesmos já recomendados para sua manutenção e segurança, não representando, na maioria dos casos, uma limitação para a realização da radioterapia.
Cada etapa do seu tratamento é cuidadosamente planejada e acompanhada por profissionais especializados, sempre com foco na sua segurança, conforto e qualidade de vida.
Sua segurança é a nossa prioridade. Conte com a equipe Oncoville!
Na radioterapia, um planejamento preciso faz toda a diferença no tratamento. É por isso que o Oncoville conta com um Tomógrafo Simulador, equipamento dedicado exclusivamente ao setor de radioterapia.
Com tecnologia multislice de 80 canais, o exame permite localizar o tumor com alta precisão e identificar estruturas próximas, como órgãos e tecidos saudáveis. “Essas informações são fundamentais para planejar um tratamento mais seguro, eficaz e personalizado”, aponta o físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, clínica de radioterapia.
Durante a simulação, também são confeccionados acessórios individualizados, como máscaras de imobilização, suportes e moldes anatômicos, que ajudam a manter o paciente na mesma posição em todas as sessões, aumentando a precisão da aplicação da dose.
Outro diferencial é o sistema RGSC com tecnologia 4DCT, capaz de captar movimentos naturais do corpo, especialmente em regiões torácicas e abdominais. “Isso permite um planejamento ainda mais preciso para tumores que se movimentam durante a respiração”, destaca o físico médico.

