Câncer infantojuvenil pode ter sintomas muitas vezes confundidos com doenças comuns da infância
O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Dourado, uma iniciativa que busca conscientizar a sociedade sobre o câncer infantojuvenil
O câncer infantojuvenil é o tipo de câncer que afeta crianças e adolescentes, geralmente até os 19 anos de idade. Esse tipo de câncer costuma se manifestar com sintomas muitas vezes confundidos com doenças comuns da infância e é a segunda causa de morte nessa faixa etária. Por isso, é essencial que pais, responsáveis e profissionais da saúde estejam atentos a sinais. O Instituto Nacional do Câncer – INCA estima que no triênio 2023/2025 ocorrerão, a cada ano, 7.930 novos casos de câncer em crianças e jovens de 0 a 19 anos.
A médica rádio-oncologista Luana Guerreiro, do Oncoville, clínica de radioterapia, explica que os tumores nessa faixa etária costumam surgir a partir de células em desenvolvimento, afetando tecidos como sangue, sistema nervoso central, ossos e músculos. Entre os principais sinais de alerta estão cansaço persistente, febre sem causa aparente, palidez, perda de peso inexplicada, dores ósseas, aumento de gânglios, manchas roxas pelo corpo, alterações na visão, manchas nos olhos ou convulsões. “Entre os tipos mais comuns de câncer estão as leucemias, tumores do sistema nervoso central, linfomas e retinoblastoma. Também existem casos de tumores ósseos, de partes moles e nos rins”, afirma a médica.
O papel da radioterapia no tratamento oncológico infantil
A radioterapia é usada de forma cuidadosa e individualizada, pois as crianças e adolescentes estão em fase de crescimento e desenvolvimento, o que exige atenção especial para reduzir efeitos colaterais a longo prazo.
Nos tratamentos pediátricos, os cuidados são redobrados. A equipe multidisciplinar acompanha o paciente e sua família desde o planejamento até o final do tratamento, garantindo acolhimento, conforto e segurança. As tecnologias avançadas e protocolos individualizados ajudam a reduzir os efeitos colaterais e garantir maior qualidade de vida durante o tratamento.
“Quando o diagnóstico é feito de forma precoce e realizado tratamento adequado, as chances de cura para os tumores juvenis estão acima dos 70%. Por isso, é fundamental disseminar informação de qualidade e incentivar o acompanhamento médico regular de crianças e adolescentes”, ressalta a médica Luana Guerreiro.
Estilo de vida e alimentação têm influência direta na prevenção e também no surgimento de várias doenças, entre elas o câncer. Entre os fatores de risco já comprovados, o consumo de bebidas alcoólicas se destaca como um dos mais nocivos à saúde.
A Organização Mundial da Saúde – OMS classifica o álcool como um agente carcinogênico do Grupo 1, o que significa que há evidências suficientes para considerá-lo um causador de câncer em humanos. Há de saber que esta classificação se baseia em estudos que demonstram uma associação entre o consumo de álcool e o aumento do risco de diversos tipos de câncer.
A razão principal está ligada à conversão do etanol (álcool puro) em acetaldeído, substância tóxica que interfere na replicação do DNA, o que leva a mutações celulares, aumentando, desta forma, o risco de um crescimento descontrolado de células cancerígenas.
“Vale lembrar, também, que o consumo de álcool provoca danos nos tecidos, tornando-os mais vulneráveis à absorção de outras substâncias cancerígenas”, aponta o médico rádio-oncologista Dr. Henrique Balloni, do Oncoville, clínica de radioterapia.
Pesquisas indicam uma relação dose-resposta entre o álcool e o câncer. Isso significa que quanto maior a quantidade ingerida regularmente, maior o risco de desenvolver a doença. Dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer – IARC mostram, por exemplo, que quase metade (46%) da população mundial consome álcool, com taxas mais altas em homens (54%) do que em mulheres (38%).
Tipos de câncer ligados ao consumo de álcool
Alguns tipos de câncer estão ligados diretamente à quantidade de álcool consumida, como tumor de mama, cabeça e pescoço, gastrointestinal e tumores de fígado.
No caso de câncer de intestino (colorretal), aproximadamente ¾ dos casos são causados por fatores modificáveis, como obesidade, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e alimentação pobre em fibras e rica em embutidos e ultraprocessados, e 1/3 dos casos por causas não modificáveis como predisposição genética, como polipose adenomatosa familiar e síndrome de Lynch.
O linfoma é um dos tipos mais comuns de câncer no sangue. Afeta os linfócitos, que são um tipo de glóbulo branco, que viajam pelo sangue e pelo sistema linfático para defender o corpo contra invasores estranhos. Os linfomas possuem altos índices de cura, porém, quanto mais cedo diagnosticados ou com estádio mais inicial da doença, melhores serão os resultados. A taxa de cura é grande, porém é de relevante importância que as pessoas fiquem atentas aos principais sintomas.
De acordo com a rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, a radioterapia é adotada como parte do tratamento para a maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin e consiste na radiação do órgão-alvo com doses fracionadas. “A radioterapia atua como tratamento adjuvante, ou seja, após a quimioterapia”, explica.
Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam, para o Linfoma de Hodgkin (LH), uma estimativa anual média de casos novos (triênio 2023–2025): 3.080 casos, sendo 1.500 em homens, 1.580 em mulheres, com taxa bruta de aproximadamente 1,4 casos por 100 mil habitantes para ambos os sexos. Para o Linfoma não Hodgkin (LNH), a estimativa anual média de casos novos é de 12.040 casos, sendo 6.420 em homens e 5.620 em mulheres. Esse tipo de LNH é o nono tipo de câncer mais frequente nos homens, e o nono em mulheres, excluindo tumores de pele não melanoma. O tratamento pode envolver radioterapia, quimioterapia e transplante de medula óssea.
Os linfomas geralmente se desenvolvem quando uma alteração ou mutação ocorre dentro de um linfócito, fazendo com que a célula anormal se replique mais rápido ou viva mais do que um linfócito normal. Como os linfócitos normais, os linfócitos cancerosos podem viajar pelo sangue e pelo sistema linfático e se espalhar e crescer em muitas partes do corpo, incluindo os gânglios linfáticos, baço, medula óssea e outros órgãos. São divididos em dois tipos: Linfoma de Hodgkin e Linfoma não-Hodgkin, sendo que ambos os tipos afetam os linfócitos.
O principal exame para diagnosticar o linfoma de Hodgkin é a biópsia de um dos linfonodos comprometidos. Caso seja confirmado, é preciso realizar mais exames para verificar extensão da doença ou o seu estadio.
Quais os sintomas?
Um sintoma característico de linfoma são os caroços ou nódulos, que são gânglios linfáticos inchados (glândulas). Outros sintomas do linfoma são febre, perda de peso, suor noturno.
Ainda não se sabe o que faz surgir um linfoma, mas existem alguns fatores que podem aumentar um pouco o risco de desenvolver a doença, como idade, sexo (já que costuma afetar um pouco mais os homens), história da família, imunidade reduzida e infecções.
Tratamento com IMRT
Os tratamentos para linfoma podem variar dependendo do tipo de linfoma e incluem quimioterapia, radioterapia e terapias direcionadas. “A decisão de usar radioterapia vai depender do tipo de linfoma, do estágio da doença, da resposta à quimioterapia bem como idade, condições gerais de saúde do paciente e da localização do tumor. Atualmente, são usadas técnicas modernas, como, por exemplo, a IMRT (Radioterapia de Intensidade Modulada), quando indicada. Essa técnica ajuda a proteger tecidos saudáveis e reduzir efeitos colaterais, conforme aponta Paulo Petchevist, físico médico do Oncoville.
A radioterapia tem como objetivo principal eliminar doenças residuais, consolidar a resposta ao tratamento, evitar recidivas locais, paliar sintomas (em doença avançada ou recidivada).
Em setembro, o Oncoville, clínica de radioterapia de Curitiba, celebra 20 anos de atuação dedicada à vida. Duas décadas marcadas por um compromisso constante com a excelência no tratamento do câncer por meio da radioterapia de alta precisão, aliando tecnologia de ponta a um cuidado humanizado. Recentemente, a Organização Nacional de Acreditação – ONA certificou o Oncoville com a Acreditação Plena por atender aos padrões e requisitos de segurança do paciente e gestão integrada dos processos, promovendo ações de melhoria entre as áreas. O selo, recebido em julho, coroou o trabalho sério, dedicado e colaborativo das equipes da instituição.
A clínica é referência em tratamento radioterápico no Sul do Brasil, com infraestrutura moderna, acolhedora e equipada com tecnologia de última geração, como o acelerador linear TrueBeam, que conta com os mais avançados recursos de radioterapia e radiocirurgia guiados por imagem, além de aparelhos de tomografia 4DCT e de Braquiterapia Ginecológica 3D, por exemplo. Com o uso de técnicas avançadas é possível reduzir o tempo de tratamento, o número de sessões e os efeitos colaterais, proporcionando uma jornada mais leve e eficaz, com conforto, segurança e qualidade de vida para os pacientes.
Para o diretor técnico do Oncoville, o médico rádio-oncologista Dr. Henrique Balloni, além de tratar diferentes tipos de câncer, os equipamentos também possibilitam o alívio da dor óssea em casos de metástases, contribuindo diretamente para o bem-estar dos pacientes. “Para que tudo aconteça, é preciso contar com um corpo médico e equipe multiprofissional altamente qualificados, visando proporcionar tratamento para o câncer de forma integral e individualizada, seguindo padrões internacionais de qualidade, com humanização, cuidado e carinho, que já fazem parte da filosofia de trabalho do Oncoville”, destaca o médico.
Índice de Satisfação
A confiança e o reconhecimento se refletem nos números que o setor de Qualidade divulga mensalmente. O índice médio de satisfação atinge 95%, mês após mês, um reflexo do cuidado integral que o Oncoville e seus profissionais oferecem a pacientes e acompanhantes.
A clínica passou por um processo de modernização estrutural que exigiu um investimento na ordem de R$ 2 milhões na ampliação e reforma de suas instalações, em uma área de 575 m². O setor de consultórios foi ampliado com o objetivo de acomodar o crescente número de consultas, possibilitando, assim, maior disponibilidade para os médicos atenderem seus pacientes. Todo o espaço foi pensado para acolher quem mais precisa, com respeito, dignidade e esperança.
Como parte das comemorações dos 20 anos, o Oncoville vai inaugurar, no final de outubro, um auditório com capacidade para mais de 80 pessoas, equipado para eventos científicos e meetings, além de novas áreas administrativas, totalizando 410 m² de infraestrutura.
São 20 anos de história, inovação e compromisso com a vida.
O Oncoville, clínica de radioterapia referência no sul do Brasil, realiza de 2 a 5 de setembro sua Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – Sipat 2025, voltada à prevenção de acidentes. Palestras na parte da manhã e à tarde compõem a grade de programação.
Violência Doméstica e Familiar foi o tema de abertura da Sipat 2025, que contou com as presenças das soldados PM Jennifer Soares e Giovanna Stefanuto, da Patrulha Maria da Penha, que faz parte do Programa Mulher Segura Paraná, da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Estado do Paraná.
A programação conta ainda com temas como, Educação financeira, Alimentação Saudável, Primeiros Socorros, além de temas atuais como, Inteligência Artificial, Situações de Segurança e Saúde Emocional.
Contando com a colaboração de órgãos e entidades como SESP-PR, Polícia Civil e SAMU, as palestras serão ministradas por profissionais externos e convidados internos do Oncoville.
A Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – Sipat é um momento essencial para reforçar a importância da prevenção, segurança e cuidado – valores que fazem parte da missão do Oncoville.

