Dra. Paula Soares escreve capítulo para Manual de Boas Práticas em Radioterapia
A Sociedade Brasileira de Radioterapia – SBRT disponibilizou em seu site oficial o Manual de Boas Práticas em Radioterapia, documento lançado neste mês de agosto e essencial para garantir a qualidade e segurança no tratamento de pacientes com câncer que se utilizam da radioterapia. No compêndio, há diretrizes e procedimentos padronizados para todas as etapas do tratamento, desde a simulação até a aplicação da radiação e o acompanhamento do paciente.
A médica rádio-oncologista Dra. Paula Soares contribuiu com o Capítulo 5 do Manual, pertencente ao Módulo 3, voltado ao Câncer de Cabeça e Pescoço, abordando o tema Tumores de Nasofaringe.
No capítulo, são abordados os tópicos sobre Epidemiologia, Fatores de Risco, Apresentação Clínica, Avaliação, Diagnóstico e Estadiamento, Patologia, Fatores Prognósticos, Tratamento e Evidências, Técnica de Radioterapia, Complicações e Seguimentos.
A edição do Manual de Boas Práticas em Radioterapia é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Radioterapia e contou com a preciosa colaboração de um rol de dedicados especialistas que esperam contribuir com informações recentes para um tratamento seguro e eficaz.
Para maiores informações acesse https://sbradioterapia.com.br/conteudos/documentos/Manual_Boas_Praticas_Radioterapia_SBRT.pdf
O diagnóstico precoce do câncer é um dos pilares mais importantes no enfrentamento da doença e traz vantagens significativas para o paciente oncológico, como maior chance de cura, tratamentos menos agressivos, menor tempo de tratamento e recuperação mais rápida, redução dos custos de tratamento, preservação das funções do organismo. Segundo a médica rádio-oncologista, Dra. Paula Soares, do Oncoville, para o paciente oncológico, isso significa ter maior expectativa e qualidade de vida assim como mais opções terapêuticas disponíveis, com menos efeitos colaterais. “Além dele ter maior autonomia no processo de decisão do tratamento a ser adotado”, explica.
A prevenção do câncer é dividida em dois grandes grupos: prevenção primária e prevenção secundária. Ambas são fundamentais para reduzir o número de casos e aumentar as chances de cura quando a doença é diagnosticada de forma precoce. O objetivo da prevenção é atuar antes que a doença possa surgir. A melhor forma é eliminar ou reduzir os chamados fatores de risco. Além disso, foco total em hábitos saudáveis e mudanças de comportamento, sempre que necessário.
Na prevenção primária é fundamental a adoção de medidas protetivas com a intenção de reduzir a incidência do chamado câncer prevenível, como não fumar; evitar consumo excessivo de álcool; ter alimentação saudável; evitar alimentos ultraprocessados; manter o peso adequado e praticar atividade física regularmente; usar proteção solar; evitar exposição excessiva ao sol; vacinar-se contra o HPV e a hepatite B – vírus ligados vários tipos de câncer; evitar exposição a substâncias cancerígenas.
Na prevenção secundária, o propósito é detectar o câncer ou lesões pré-cancerosas no início. “Para obter melhores resultados com os tratamentos”, explica Dra. Paula Soares. Por isso a importância da identificação precoce da doença com a realização de exames e rastreamento em pessoas que ainda não apresentam sintomas. Quanto mais cedo o câncer é detectado, maiores as chances de cura e tratamento menos agressivo.
Os principais exames da prevenção secundária são papanicolau, mamografia, exame de PSA e toque retal, colonoscopia ou pesquisa de sangue oculto nas fezes, autoexames e check-ups regulares.
A médica rádio-oncologista do Oncoville, Dra. Paula Soares, é uma das palestrantes no II Congresso Interdisciplinar em Oncologia – CiOnco promovido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, que acontece nos dias 14, 15 e 16 de agosto de 2025, no Auditório John Henry Newmann.
Dra. Paula Soares apresentará a palestra “O papel da radioterapia no tratamento oncológico” no dia 16 de agosto, às 10h35. Momento imperdível para ampliar os conhecimentos sobre essa especialidade que vem crescendo cada vez mais no cenário mundial.
O CiOnco é um congresso que visa proporcionar aprendizado, discussões inovadoras e oportunidades de networking com especialistas na área de oncologia.
O evento é dirigido a estudantes de Medicina, graduandos da área da saúde, médicos, profissionais da área oncológica, pesquisadores e especialistas em câncer e acontecerá no campus da PUCPR em Curitiba.
Embora existam diversas causas possíveis, o câncer está entre as mais importantes e graves
Para muitas pessoas, perder peso pode parecer algo positivo, principalmente em um país tropical como o Brasil, onde por muitos meses do ano usamos poucas roupas que expõem mais o corpo. No entanto, quando isso ocorre de forma rápida, significativa e sem motivo aparente, é importante acender o sinal de alerta.
Estudos mostram que a perda de peso involuntária pode ser um dos primeiros sinais de câncer, especialmente quando vem acompanhada de outros sintomas sutis. Recentemente, uma pesquisa realizada pelas universidades britânicas de Oxford e Exeter mostrou que cerca de 40% dos pacientes com câncer apresentaram esse sintoma de emagrecimento sem explicação logo após o diagnóstico. Já em casos mais avançados, os dados apontaram um aumento de mais de 80% pessoas atingidas. Isso indica uma relação direta entre o emagrecimento e a presença de tumores, especialmente os sólidos.
A pesquisa inglesa ainda apontou que os tipos de câncer mais frequentemente associados ao sintoma são os cânceres de pulmão, pâncreas, rins e colorretal. As mulheres com mais de 60 anos que apresentaram perda de peso aumentarem em 6,7% o risco de desenvolver câncer. Já entre os homens, esse risco foi superior, chegando a mais de 14%.
A médica rádio-oncologista do Oncoville, Luana Guerreiro, explica que a perda de peso repentina sem explicação pode, de fato, ser um sinal precoce alarmante de câncer, por isso é fundamental ficar atento aos sinais. A perda de peso relacionada ao câncer pode acontecer por vários motivos, incluindo o aumento do metabolismo, quando tumores podem liberar substâncias inflamatórias que aceleram o gasto energético do corpo, mesmo em repouso.
“A falta de apetite também deve ser um sinal de alerta, uma vez que alguns tipos de câncer afetam diretamente o apetite ou causam desconfortos digestivos que dificultam a alimentação. O indivíduo também deve ficar atento ao comprometimento da digestão e absorção de nutrientes, quando há mudança nessa questão é um sinal para tumores que afetam o estômago, intestino, pâncreas e fígado. Já quando o câncer estiver avançado pode ocorrer quadros de caquexia, que são um tipo grave de perda de peso e massa muscular”, explica a médica.
Se você ou alguém próximo apresentar perda de peso sem explicação, especialmente se acompanhada de outros sintomas, procure um profissional de saúde. O médico poderá solicitar exames laboratoriais e de imagem para investigar a causa e, se necessário, encaminhar para avaliação oncológica. “Cuidar da saúde é um ato de prevenção, por isso o diagnóstico precoce faz toda a diferença no sucesso do tratamento. Ignorar os sinais pode atrasar o cuidado em fases em que o câncer ainda seria tratável com maior chance de cura e tratamentos menos invasivos”, reforça Luana Guerreiro.
O marcapasso é um pequeno dispositivo eletrônico implantado no peito ou, em alguns casos, no abdômen, para ajudar a controlar os batimentos cardíacos. Ele emite impulsos elétricos que fazem o coração bater em um ritmo adequado, especialmente em pessoas que têm o coração batendo muito devagar ou de forma irregular.
Porém, muitas pessoas que possuem esse dispositivo e estão em tratamento oncológico ficam em dúvida se podem realizar a radioterapia. E sim, é possível fazer radioterapia mesmo com marcapasso, mas o tratamento exige cuidados especiais e planejamento individualizado.
A presença do marcapasso não impede o tratamento, mas exige um acompanhamento multidisciplinar rigoroso com oncologistas, cardiologistas e físicos médicos. Em alguns casos, o equipamento pode até ser reprogramado temporariamente.
Uma vez que o marcapasso é um dispositivo eletrônico sensível à radiação, a equipe médica precisa avaliar a posição do marcapasso em relação à área a ser tratada, o tipo e a dose de radiação envolvida e o modelo do dispositivo e suas recomendações específicas.
💡 Lembre-se: é essencial informar a equipe sobre o uso do marcapasso antes de iniciar a radioterapia. Ao concluir suas sessões, seu cardiologista continuará acompanhando você de perto.

