Quando a radioterapia é utilizada de forma paliativa?

A maioria dos pacientes oncológicos necessitará de radioterapia em alguma fase da doença. A forma do tratamento dependerá do tipo de tumor, localização e estágio, bem como as condições gerais do paciente.

Uma das formas em que a radioterapia é utilizada, é aquela que chamamos de radioterapia paliativa que embora não vise a cura da doença, pode ser indicada para a redução ou alívio de sintomas, como dor, sangramento ou compressão sobre alguns órgãos.

É importante ressaltar que a indicação e o momento desse tratamento é definido em conjunto com a equipe que assiste o paciente. Geralmente são tratamentos com duração de poucos dias e com doses mais elevadas, com o objetivo de manter o paciente por menos tempo possível na estrutura hospitalar, assim como alívio mais rápido dos sintomas.

A radioterapia paliativa é utilizada em situações específicas. E esta, quando realizada, busca trazer ao paciente uma melhora na sua qualidade de vida e bem-estar.

Estilo de vida equilibrado é um aliado poderoso na luta contra os tipos de câncer mais frequentes nas mulheres

O câncer é uma das principais causas de mortalidade no mundo, e algumas variações da doença afetam predominantemente as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, para 2025, estima-se que o Brasil registre cerca de 704 mil novos casos de câncer, sendo que aproximadamente 244 mil desses casos ocorrerão em mulheres (excluindo câncer de pele não melanoma). A conscientização e o diagnóstico precoce são essenciais para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.

A médica rádio-oncologista do Oncoville, Luana Guerreiro, conta que os três tumores femininos mais comuns, em ordem de incidência, são o câncer de mama, o mais frequente entre as mulheres no mundo todo. Geralmente detectado por nódulos na mama, alterações na pele ou secreção anormal. Em segundo lugar está câncer colorretal, que afeta tanto mulheres quanto homens. Esse tipo de tumor está relacionado à dieta, sedentarismo e histórico familiar. Já o câncer de colo do útero, tumor associado ao HPV, ocupa a terceira posição e pode ser prevenido com a vacina e detectado precocemente pelo exame Papanicolau.

“O que todos têm em comum é a prevenção, que inclui hábitos saudáveis e a realização de exames preventivos, como mamografia, exame Papanicolau e a vacinação contra o HPV. Em algumas situações, o acompanhamento genético em casos familiares também é recomendado. Um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, não consumo de álcool e evitar o tabagismo são aliados poderosos na luta contra a doença. Mulheres, priorizem sua saúde e realizem seus exames preventivos. O cuidado com a vida começa pela informação e pela prevenção”, reafirma Dra. Luana Guerra.