Avanços nos exames oncológicos: diagnóstico preciso e tratamentos personalizados transformam o cuidado ao paciente
INCA estima cerca de 704 mil novos casos de câncer em 2025. Evolução dos exames pode ser uma esperança para mudar estatísticas
Com o passar dos anos, tanto o tratamento quanto o diagnóstico do câncer evoluíram junto com a medicina. Agora, com diagnósticos mais rápidos e precisos de diferentes tipos de câncer, os médicos podem adotar estratégias cada vez mais personalizadas, melhorando a resposta ao tratamento e reduzindo intervenções invasivas. Além disso, exames preventivos mais acessíveis permitem a detecção precoce, essencial para aumentar as taxas de cura.
A médica rádio-oncologista do Oncoville, Dra. Paula Soares, explica que com a incorporação dessas novas tecnologias é possível transformar o cenário oncológico, proporcionando melhores prognósticos e qualidade de vida para os pacientes. “Com o uso de tecnologias inovadoras, como biópsias líquidas, exames de imagem de alta resolução e testes genéticos, os médicos podem identificar o câncer em estágios iniciais e definir terapias específicas para cada paciente.”
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que em 2025 sejam identificados cerca de 704 mil novos casos da doença. Por isso, em um cenário cada vez mais ameaçador, inovações para os diagnósticos podem dar uma nova chance para diversos pacientes. “A nova era do diagnóstico oncológico está revolucionando a forma como o câncer é detectado, tratado e prevenido. Com o avanço das tecnologias, os médicos conseguem identificar tumores em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de cura”, explica Dra. Paula Soares.
Principais avanços no diagnóstico do câncer
Biópsia líquida e DNA Tumoral Circulante: A biópsia líquida permite detectar fragmentos de DNA tumoral no sangue, proporcionando um diagnóstico menos invasivo e mais rápido. Essa tecnologia é particularmente útil para monitorar a progressão do câncer e ajustar o tratamento em tempo real.
Testes Genéticos e Biomarcadores: o sequenciamento genético de tumores tem possibilitado a identificação de alterações específicas em alguns genes permitindo a adoção de terapias-alvo que aumentam as chances de sucesso dos tratamentos.
“Os avanços nos exames oncológicos e nos métodos de tratamento estão transformando o cuidado ao paciente, tornando o diagnóstico mais rápido e preciso, e permitindo tratamentos cada vez mais personalizados. Com o avanço da tecnologia, a tendência é que esses métodos se tornem ainda mais acessíveis, ampliando as chances de cura e melhorando a qualidade de vida dos pacientes com câncer”, conclui Dra. Paula Soares.
Técnica leva em conta o movimento respiratório do paciente
A Tomografia Computadorizada 4D (4DCT) aliada à Radioterapia 4D é uma técnica de tratamento usada para melhorar a precisão do tratamento do câncer por radioterapia. Seu principal objetivo é levar em consideração o movimento dos órgãos e tumores (do tórax ou abdome) ao longo do tempo, especialmente aqueles que se deslocam devido à respiração, como os localizados no pulmão, fígado e abdômen.
“A Tomografia Computadorizada 4D (4DCT) capta imagens do tumor ao longo do ciclo respiratório do paciente, criando um mapeamento detalhado do deslocamento do tumor durante a respiração. Com isso, é possível fazer um planejamento mais preciso, reduzindo a exposição da radiação aos tecidos saudáveis”, explica o físico médico Hugo Veroneze Toledo, do Oncoville.
Além do planejamento mais preciso, essa técnica também possibilita o monitoramento do movimento tumoral, pois ajuda a adaptar o tratamento ao ciclo respiratório do paciente.
A técnica também é chamada de “gating respiratório ou rastreamento tumor-alvo”, pois faz a entrega de radiação sincronizada com a respiração, tornando o tratamento mais eficaz.
Entre os principais benefícios da Radioterapia 4D encontram-se:
- Redução da toxicidade, pois há menos radiação em tecidos saudáveis;
- Maior eficácia: o tumor recebe a dose de radiação correta, minimizando erros causados pelo movimento;
- Possibilidade de um menor número de sessões;
- Menos efeitos colaterais de longo prazo: como a radiação é melhor direcionada, há menor impacto nos órgãos adjacentes.
“Os avanços tecnológicos com recursos como temos aqui no Oncoville possibilitam eficácia, segurança e personalização do tratamento do câncer, que são cruciais os pacientes”, destaca o físico médico Hugo Toledo, do Oncoville.
Uma notícia pegou todos os amantes do rock nacional de surpresa. O guitarrista da banda Titãs, Tony Belloto, divulgou em suas redes sociais que foi diagnosticado com câncer de pâncreas durante exames de rotina. Na nota, o marido da atriz Malu Mader também comunicou que passará por uma cirurgia e ficará afastado dos palcos.
Para o triênio de 2023 a 2025, o Instituto Nacional de Câncer – INCA estima a ocorrência de 10.980 novos casos anuais de câncer de pâncreas. A detecção precoce é desafiadora devido à natureza silenciosa dos sintomas iniciais. Portanto, é fundamental estar atento aos fatores de risco e buscar orientação médica diante de quaisquer sinais suspeitos.
A radioterapia desempenha um papel significativo no tratamento desse tipo de câncer, que afeta ligeiramente mais os homens do que as mulheres. Em alguns casos, a radioterapia pode ser usada antes da cirurgia para tentar reduzir o tumor e aumentar as chances de uma remoção completa. No Oncoville utilizamos a técnica Radiocirurgia Estereotáxica Corpórea (SBRT).
Lembre-se: a escolha pelo uso da radioterapia depende de uma avaliação multidisciplinar entre oncologistas clínicos, cirurgiões e rádio-oncologistas. Seu papel depende do estágio da doença e das condições do paciente.

