Conheça a importância do tecnólogo em tratamentos com radioterapia
A radioterapia é a terapêutica que utiliza radiações ionizantes para matar as células cancerígenas, podendo ser usada nos estágios iniciais do câncer ou depois que ele começou a se espalhar. Como forma de tratamento, ela pode ser usada para tentar curar o câncer completamente (radioterapia curativa); tornar outros tratamentos mais eficazes, como, por exemplo, pode ser combinada com quimioterapia ou usada antes da cirurgia (radioterapia neoadjuvante); reduzir o risco de o câncer voltar após a cirurgia (radioterapia adjuvante); aliviar os sintomas se a cura não for possível (radioterapia paliativa).
A maioria dos pacientes com câncer necessitará de radioterapia em alguma fase da doença, a depender do tipo de tumor, localização e estágio, bem como as condições gerais do paciente. Entre a equipe multidisciplinar que faz parte do tratamento do paciente também existem os tecnólogos em radioterapia, que são peças fundamentais no processo terapêutico.
A tecnóloga em radioterapia do Oncoville, Maria Eduarda Araújo Alberti, conta que os tecnólogos são os profissionais responsáveis por garantir que o tratamento seja executado de acordo com o planejado pelo médico rádio-oncologista a cada paciente. “Como durante a radioterapia são utilizadas radiações ionizantes, é fundamental a importância do profissional responsável a entregar as doses de radiação ao local de tratamento”, sentencia.
Após o paciente passar por consulta com o médico rádio-oncologista, o planejamento do tratamento deverá ser feito e, uma vez aprovado, o paciente estará pronto para iniciar o tratamento. “No primeiro dia de tratamento, os tecnólogos recebem o paciente na Enfermagem, conferimos a pulseira de identificação e levamos para a sala de tratamento. Lá, localizamos o paciente seguindo todas as orientações de posicionamento e imobilização definidos na tomografia de simulação e que foram utilizados para se construir o plano de tratamento”, explica Maria Eduarda.
Depois do correto posicionamento, o físico médico é chamado para a conferência. Após esse momento, são feitas imagens de verificação do posicionamento e uma nova conferência. Após a aprovação do médico, é iniciada a irradiação do local a ser tratado. A tecnóloga explica que o paciente permanece sozinho e imóvel, sendo monitorado pelos sistemas de áudio e vídeo enquanto a execução do tratamento começa com o acompanhamento da sala de comando.
Maria Eduarda ressalta a atuação da equipe: “A atuação dos tecnólogos é muito importante para que o tratamento seja executado de forma precisa, segura, reprodutível e humanizada. Por que de nada adiantaria a melhor prescrição médica e o melhor planejamento se não forem executados com a mesma competência. Além de realizar um tratamento seguro, nos dedicamos a tornar o tratamento mais acolhedor, pois sabemos que não é um momento fácil para o paciente e seus familiares”.
Muitas pessoas ficam em dúvida sobre a diferença entre esses dois tipos comuns de câncer de pele: o melanoma e não melanoma. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, o câncer de pele não melanoma é o câncer com maior incidência no mundo, mas o de menor mortalidade se tratado adequadamente.
Desses dois tipos, o não melanoma, com 95% dos casos, tem por característica surgir nas células basais ou nas escamosas. Já o câncer de pele melanoma tem a sua origem nos melanócitos, que são as células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele. Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Por isso, fique atento a pintas, manchas ou outros sinais em sua pele.
Uma das formas de radioterapia para o tratamento do câncer de pele mais difundida no mundo é a Eletronterapia, uma técnica onde elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, são empregados para a irradiação superficial. Normalmente, a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica, onde é possível, então, extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.
O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Essa blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos.
Pensando em reforçar a prevenção contra os tumores de pele, o último mês do ano foi escolhido para promover a campanha Dezembro Laranja que, desde 2014, visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele. O Instituto Nacional de Câncer – INCA divulgou recentemente um estudo que prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos por ano até 2025, sendo que a maior parte dos casos deve ocorrer nas regiões Sul e Sudeste. O estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres e o câncer de pele não melanoma é o tumor mais comum no Brasil, representando 31,3% dos casos.
Um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele ainda é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como a predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta.
Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Para esses pacientes com câncer de pele em estágio inicial, os casos têm mais de 90% de chances de cura. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce. É muito simples a realização do autoexame. Basta se olhar sem roupa em frente ao espelho para verificar a presença de qualquer sinal de mancha diferente ou novas pintas acompanhadas ou não de coceiras e sangramentos. Ele deve ser feito mensalmente e se algum sinal aparecer, deve-se procurar imediatamente um dermatologista.

