O que você precisa saber quando começa o tratamento com radioterapia

A radioterapia é a área da medicina que usa radiação para o tratamento de certos tipos de doenças e no caso do câncer ela tem a função de destruir as células neoplásicas. O tratamento pode ser realizado de forma isolada ou combinada com cirurgia e/ou quimioterapia. A radioterapia pode ser utilizada com finalidade curativa e, para alguns casos, para alívio dos sintomas, como dor, por exemplo. 

Com o passar dos anos, a radioterapia vem se destacando pela sua alta precisão e diminuição da intensidade dos efeitos colaterais. Confira o que você precisa saber quando começa a fazer o tratamento oncológico com radioterapia:

– A intensidade dos efeitos da radioterapia irá depender da dose do tratamento, do local do corpo tratado, do tamanho da área irradiada e do tipo de radiação;

– Os cuidados com a pele precisam ser permanentes, principalmente, deve-se evitar a exposição solar durante o tratamento e, quando precisar se expor, cobrir a parte do corpo que recebeu a radiação;

– A parte da pele que recebeu a radiação poderá ficar avermelha, irritada, seca, descamar e também coçar. Nunca passe nenhum produto na pele sem perguntar para o seu rádio-oncologista; 

– A alimentação do paciente deve ser mais leve. Sugere-se a variação dos componentes da dieta para melhorar o apetite. Em alguns casos acontece a perda de apetite e dificuldade para ingerir os alimentos;

– O cansaço pode aparecer em alguns pacientes, por isso é importante intercalar as atividades cotidianas com pausas para descanso.

A braquiterapia é mais uma modalidade de tratamento radioterápico que as pacientes podem utilizar dependendo da indicação do rádio-oncologista. É utilizada principalmente nos tumores ginecológicos, como colo do útero e endométrio. Dependendo do estágio da doença, a braquiterapia pode ser usada de maneira isolada ou após tratamento com quimioterapia e radioterapia.

Muitas clínicas e hospitais que prestam o serviço de radioterapia não dispõem da braquiterapia, tendo a necessidade de direcionar seu paciente durante ou após a teleterapia para que execute a braquiterapia. No entanto, o ideal é que tudo ocorra no mesmo local, uma vez que o mesmo rádio-oncologista estará respondendo e acompanhando a paciente em ambos os procedimentos e manejando possíveis efeitos colaterais. O Oncoville possui ambas as modalidades de tratamento o que possibilita maior conforto, comodidade e segurança que esta combinação exige. 

O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica mais sobre como é o tratamento com a braquiterapia. Confira:

Quando a braquiterapia é utilizada?

A indicação cabe ao médico rádio-oncologista que, durante a consulta, fará a análise dos exames trazidos pela paciente e se baseará no estadio clínico para prescrever a braquiterapia exclusiva ou combinada com teleterapia.   

Como é realizado o tratamento com a braquiterapia?

Normalmente são realizadas quatros sessões e o processo é dividido em: 1) Inserção dos aplicadores que conduzirão a fonte radioativa até o local de tratamento; 2) Imagem local do aplicador inserido na paciente (pode ser raio-x Anterior e Lateral ou Tomografia); 3) Planejamento do tratamento feito sobre as imagens obtidas; 4) Conexão dos tubos de transferência entre a unidade de tratamento e o(s) aplicador(es) por onde a fonte radioativa alcançará as posições necessárias de tratamento dentro do(s) aplicador(es).    

Quais os principais benefícios?

São vários os benefícios da braquiterapia, mas o principal é o reforço de dose na região de tratamento, o que muitas vezes é inviável de ser alcançado com teleterapia exclusiva. A braquiterapia age localmente, uma vez que os aplicadores levam as fontes radioativas até muito próximo, senão, até mesmo dentro da região tumoral, e isso faz com que as regiões sadias ao redor recebam menos dose do que receberiam com feixe externo de teleterapia.

Maio foi escolhido para ser o Mês Internacional de Combate ao Melanoma, um tipo raro de câncer de pele e uma das formas mais agressivas e fatais das neoplasias da pele devido à sua alta possibilidade de provocar metástase. Por isso, é fundamental conhecer os fatores de risco e as formas de diagnóstico. 

Confira os fatores de risco, como fazer o diagnóstico e as indicações de tratamento:

Fatores de risco: entre os principais fatores de risco estão a exposição prolongada e repetida ao sol, realização excessiva de bronzeamento artificial, ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Outro fator é ter história familiar, cerca de 10% dos casos são hereditários, ou se a pessoa já teve câncer de pele.

Diagnóstico precoce: o diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, pelo exame clínico. Também pode ser necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos exigem uma biópsia e testes genéticos.

Tratamento individualizado: a cirurgia é o tratamento mais indicado para os pacientes com melanoma. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser indicadas, dependendo do estágio da doença. Quando ocorre a metástase, o melanoma pode ser tratado com novos medicamentos ou radioterapia. Esses novos medicamentos, são os imunoterápicos que foram introduzidos nos últimos anos para o tratamento dessas doenças.