Fique atento aos sinais do câncer de próstata

O câncer de próstata é o que mais afeta os homens no Brasil.  Dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA mostram que são mais 65 mil casos de câncer de próstata no país anualmente. No entanto, mesmo com altas taxas de diagnóstico, muitos homens ainda não realizam os exames preventivos.

O rádio-oncologista do Oncoville, Henrique Balloni, explica que o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame digital da próstata são fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. “O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença.”

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento contra o câncer de próstata a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.

Os tumores de próstata são silenciosos, por esse motivo é importante fazer exames regularmente para conferir se a saúde está em dia. A doença costuma a apresentar sinais quando o câncer está em estágio avançado. Confira os principais sinais de alerta para o câncer de próstata:

O tratamento ideal para o câncer de próstata localizado ainda causa muita dúvida entre os pacientes e depende de vários fatores como doenças preexistentes do paciente, expectativa de vida e características do câncer de próstata. Saiba mais sobre os tratamentos com radioterapia: https://oncoville.com.br/blog/novembro-azul-alerta-para-diagnostico-e-tratamento-do-cancer-de-prostata/

Contar com uma equipe multidisciplinar altamente especializada assegura a excelência no tratamento e com isso os resultados podem ser mais assertivos. A radioterapia é considerada um dos pilares no enfrentamento do câncer, juntamente com a cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e a imunoterapia. O Oncoville, clínica especializada em radioterapia, conta com uma equipe composta por médicos, físicos médicos, enfermeiros, tecnólogos de radioterapia. Também fazem parte as dosimetristas, que participam ativamente das etapas que antecedem a execução do tratamento radioterápico, sendo um elo de ligação e complementação do fluxo de trabalho de médicos, físicos e tecnólogos de radioterapia.

Tanto a American Association of Medical Dosimetrists – AAMD e a Associação Brasileira dos Dosimetristas – ABD definem o dosimetrista como um membro da equipe de radioterapia que tem conhecimento das características gerais e relevância clínica das máquinas e equipamentos de tratamento. O profissional está ciente dos procedimentos comumente usados na teleterapia e braquiterapia e tem a educação e perícia necessárias para gerar distribuições de dose (planejamentos) e cálculos de dose com a supervisão do físico médico e do rádio-oncologista.

No Oncoville, as dosimetristas realizam a simulação do tratamento radioterápico, delineamentos dos órgãos que estão próximos à região de tratamento, fusão das imagens e cálculo de dose.

De acordo com a dosimetrista Nayara Saty Murakami, do Oncoville, “Na etapa da simulação, confeccionamos os acessórios imobilizadores para conforto do paciente e marcações na pele para a reprodutibilidade do posicionamento em todos os dias do tratamento.  Após a confecção dos acessórios e das marcações, realizamos o exame de tomografia computadorizada (TC) da região de tratamento”.

Confecção dos acessórios imobilizadores para tratamentos radioterápicos

Para fazer uma sessão de radioterapia são necessários acessórios imobilizadores, a depender da localização do tumor. São usados, por exemplo, colchão a vácuo confeccionado de forma individual para tratamentos na região do tórax, abdome, pelve e extremidades; suporte para joelho e pés, para tratamentos na região pélvica; máscara termoplástica para posicionamento e imobilização da região de cabeça e pescoço.

Vale ressaltar que existem outros acessórios imobilizadores, porém quem determinará qual o melhor a ser usado durante o tratamento será a equipe médica na etapa da simulação. “Lembrando que todos os acessórios imobilizadores ficam no Oncoville e só o paciente poderá usar”, cita Nayara.

Delineamento dos órgãos de risco

Após a realização da tomografia computadorizada de planejamento, as imagens são inseridas no sistema de planejamento e as dosimetristas delineiam os órgãos sadios que estão próximos da região de tratamento para, posteriormente, o médico delinear o local que irá tratar.  

Fusão das imagens

Em muitos casos, para que o médico desenhe o local de tratamento, são necessários outros exames de imagem, como ressonância magnética e PET-CT, por exemplo, e é função do dosimetrista colocar esses exames no sistema de planejamento. “Por isso, é importante que o paciente traga seus exames no dia da simulação, pois poderemos utilizá-los para o planejamento”, cita Thayna Lechenacoski Kreknicki, também dosimetrista do Oncoville.

Cálculo de dose

O dosimetrista, com a supervisão do físico médico, pode inserir a melhor composição de campos de tratamento no sistema de planejamento, para que a dose prescrita pelo médico seja entregue na região de tratamento, minimizando a dose nos tecidos circunvizinhos.

Quando os tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em fase inicial, as taxas de cura chegam a 95% e na doença avançada diminui para 30%. As sequelas da doença também são menores quando o tratamento é realizado precocemente. Dados estatísticos do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que anualmente são diagnosticados cerca de 43 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço que atingem principalmente boca (língua, assoalho da boca, palato duro, gengivas, mucosa da boca, lábio), orofaringe (região das amígdalas, base da língua, palato mole, parte lateral e posterior da garganta), demais regiões da faringe, laringe, etc.

O rádio-oncologista Daniel Neves, do Oncoville, explica que muitas vezes os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, o que leva à demora do diagnóstico. Garantir que a doença seja tratada em fase inicial é fundamental para o sucesso do tratamento. Porém, em 60% dos casos, o paciente chega com o tumor avançado, deixando sequelas para o indivíduo. “Os sintomas mais comuns do câncer de cabeça e pescoço são a presença de feridas que não cicatrizam, nódulos no pescoço, rouquidão e outras alterações da voz, dificuldade de engolir e emagrecimento sem motivo.” 

Com medidas simples é possível evitar o desenvolvimento da doença, entre elas refrear ou abandonar os fatores de risco, como o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis por cerca de 90% dos casos. O HPV (papilomavírus humano) também pode ser o agente causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe. “Na fase inicial o tratamento inclui uma única modalidade de tratamento, cirurgia ou radioterapia. Em casos avançados há sequelas como perda da voz, dificuldade ou impossibilidade de se alimentar, deformidades, entre outras. O tratamento inclui várias modalidades de terapia, algumas vezes radioterapia associada à quimioterapia, ou cirurgia associada à radioterapia”, finaliza.