Dicas para uma boa alimentação nas festas do final de ano
Chegou o momento tão aguardado: as comemorações de final de ano estão chegando e com elas as delícias típicas do Natal e Ano Novo. Mas aqui vai um alerta para pacientes em tratamento de câncer que fazem quimioterapia e/ou radioterapia: cautela na hora de se alimentar. É preciso evitar os excessos durante a alimentação, como, por exemplo, comidas gordurosas, que podem potencializar alguns efeitos colaterais.
Para a ceia:
1. Faça refeições ao longo do dia
Coma normalmente ao longo do dia, independente do horário da ceia. Ficar sem comer ao longo do dia pode fazer com que você coma exageradamente ou até mesmo de forma compulsiva.
2. Escolha carnes magras como lombo, peru ou tender;
3. Dê preferência aos pratos assados, mas atenção com a gordura na hora do preparo;
4. Evite o uso de embutidos (linguiça, bacon, presunto) no preparo da tradicional farofa. Imperdível nas festividades!
5. E como a estação do ano propicia verduras e muitas frutas, capriche na salada, de preferência bem colorida. Opte por alimentos mais saudáveis como verduras e legumes, mas pode dar aquela incrementada colocando algumas frutas, como maçã, manga, pêssego ou outras de sua preferência e que você tolere ao se alimentar;
6. Na hora do brinde, prefira sucos naturais. Este é o momento ideal para experimentar drinks sem álcool e com frutas variadas. Importante: evite tomar refrigerantes.
7. O que temos para sobremesa? Frutas! Elas darão o toque final a uma ceia bem balanceada.
Aproveite!
Hoje, 21 de dezembro, é o início do verão, a estação mais quente do ano. É fundamental cuidar da pele para evitar problemas futuros. Esses cuidados devem ser redobrados quando o paciente está em tratamento radioterápico. Confira algumas dicas para se proteger do sol e manter a pele saudável:
1) Evite ao máximo a exposição solar, principalmente das 10h às 16h. Se for preciso ir para um local com sol, utilize protetor solar. É importante que o mesmo seja indicado por um especialista que irá verificar qual é a sua necessidade. Também lembre-se de utilizar acessórios, como bonés, chapéus e camisetas de proteção solar UV;
2) Evite expor as áreas que estão em tratamento radioterápico aos raios solares;
3) Não é recomendado utilizar perfumes, cremes e loções com álcool na composição. Usar somente, se for o caso, cremes indicados pelos médicos que acompanham o seu tratamento;
4) Opte por roupas largas para evitar lesões por fricção, ou seja, o atrito da pele com a roupa;
Importante: as marcas de caneta sobre a pele (área demarcada) ou adesivos colocados sobre a pele durante a programação do seu tratamento não podem ser retirados, mas caso aconteça delas apagarem ou os adesivos caírem, eles não devem ser retocados ou recolocados. Em sua próxima sessão, a equipe de Enfermagem do Oncoville se encarregará de fazer.
Aproveite o verão, mas com responsabilidade!
último mês do ano foi escolhido para promover a campanha Dezembro Laranja que, desde 2014, visa alertar a população sobre as principais formas de prevenção contra o câncer de pele, tipo mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Assim como qualquer outro tipo de câncer, quando descoberto no início, as chances de cura são maiores. Para esses pacientes com câncer de pele em estágio inicial, os casos têm mais de 90% de chances de cura. A campanha nacional é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A médica rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, explica que um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele ainda é a exposição solar, porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento desse tumor é uma associação de fatores, como a predisposição genética e características do próprio indivíduo, entre elas, as pessoas com peles claras, que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios ultravioleta. “Estatísticas mostram que a região Sul do país apresenta os maiores índices de câncer de pele, então, é de muita importância que o indivíduo tenha atenção com a própria pele, porque se trata de um tumor mais fácil para diagnosticar, pois está na parte exterior do corpo.”
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que para cada ano do triênio 2020/2022 sejam diagnosticados no Brasil 176.930 novos casos de câncer de pele basocelular e espinocelular, sendo 83.770 em homens e 93.160 em mulheres. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce. “É muito simples a realização do autoexame. Basta se olhar sem roupa em frente ao espelho para verificar a presença de qualquer sinal de mancha diferente ou novas pintas acompanhadas ou não de coceiras e sangramentos. Ele deve ser feito mensalmente e se algum sinal aparecer, procure imediatamente um dermatologista”, expõe a médica Paula Soares.
Tratamento com radioterapia
O físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville, explica que uma das formas de radioterapia de câncer de pele mais difundida no mundo é a Eletronterapia, uma técnica onde elétrons de alta energia, provenientes do acelerador linear, são empregados para a irradiação superficial. “Normalmente a estimativa da extensão em profundidade da lesão é dada pela imagem tomográfica onde é possível então extrair a informação de qual energia dos elétrons deverá ser selecionada. Quanto mais profunda for a lesão, maior será a necessidade de empregar elétrons de maior energia.”
O processo de planejamento da Eletronterapia é bastante simples. O paciente é conduzido à simulação, que é a tomografia da região a ser tratada, após a confecção de suportes e imobilizadores necessários, já na posição em que o tratamento será feito, para que a imagem tridimensional local seja obtida. “Nessa imagem o médico rádio-oncologista desenhará a lesão que será tratada, a melhor angulação de tratamento do acelerador linear e então será confeccionada uma blindagem personalizada a ser acoplada ao Gantry do acelerador linear a cada dia de tratamento do paciente. Esta blindagem permitirá irradiar apenas a lesão e poupar os tecidos sadios circunvizinhos. O tempo de irradiação leva em torno de um a dois minutos”, complementa Paulo Petchevist.
Conheça o ABCDE do câncer de pele
Com o objetivo de facilitar para a população a percepção de alterações em manchas e pintas ou algum sinal diferente na pele, foi criada uma regra chamada de ABCDE, que consiste na avaliação de cinco características distintas que podem aparecer na pele. Confira:
- Assimetria: verifique se os lados opostos de uma pinta são iguais;
- Bordas: veja se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme;
- Cor: verifique se a pinta ou mancha apresenta várias tonalidades: negro, vermelho, marrom, cinza, azul aumentam muito o risco de melanoma;
- Diâmetro: preste atenção no tamanho da pinta ou mancha, geralmente o melanoma está em lesões maiores de 6 mm;
- Evolução: caso uma pinta ou mancha cresça de forma rápida, mude de cor ou formato, procure um médico especialista na área.

