Tabagismo é fator de risco para diversos tipos de câncer
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco, que é fator de risco para muitas doenças oncológicas e não oncológicas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o tabaco é responsável pela morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo. Desse total, mais de 7 milhões são resultado do uso direto desse produto e cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo. Pensando nesses números alarmantes, em 1987 a OMS criou o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio.
A data tem como principal objetivo alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, entre elas o câncer. Dentre os tipos de neoplasias que apresentam o tabagismo como fator de risco estão: câncer de pulmão, câncer de estômago, câncer de cólon e reto, tumores de cabeça e pescoço, câncer de rim e ureter, câncer do colo do útero, câncer de esôfago, câncer de bexiga, câncer de pâncreas, câncer de fígado e leucemia mieloide aguda.
Além do câncer, doenças do aparelho respiratório, por exemplo, doença pulmonar obstrutiva crônica, e doenças cardiovasculares, como, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral, o tabagismo também contribui para o desenvolvimento de outras doenças, como impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata e ainda contribui para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos que podem ser fatais.
Estimativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa apontam o tabagismo como o responsável pela morte de mais de 150 mil pessoas a cada ano no Brasil. Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas são fumantes no país, mas, graças às campanhas feitas em território nacional nos últimos anos, este número está caindo. Campanhas para a população parar de fumar são de extrema importância, ainda mais pelo fato de o tabagismo, segundo a OMS, ser considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
Lembre-se: ao parar de fumar o risco de desenvolver diversas doenças diminui gradativamente e o organismo vai se restabelecendo. É fundamental procurar ajuda de um especialista para o sucesso desse processo.
Com a evolução da tecnologia em radioterapia é possível reduzir o tempo total do tratamento do câncer de mama e com isso aumentar o conforto da paciente. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações. Com a evolução do tempo esse número pode baixar consideravelmente.
“A grande maioria das pacientes de câncer de mama poderá fazer o tratamento mais curto, porém, isso vai depender da avaliação individual de cada caso, que será definida pelo médico que acompanha a paciente e irá individualizar o seu tratamento”, aponta a rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville, clínica de radioterapia de Curitiba.
O avanço da tecnologia abriu a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Uma das técnicas usadas é chamada de hipofracionamento, na qual poderá ser realizado o tratamento do câncer de mama. Mas doutora Paula Soares alerta: “A definição da melhor técnica a ser utilizada é definida individualmente, ou seja, para cada paciente, e de acordo com uma avaliação efetuada pela equipe composta pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, que assegura a administração da radiação (dose) ao paciente de forma segura e efetiva”, destaca.
De acordo com a médica, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias e o tempo de cada sessão é definido especificamente para cada paciente, mas poderá ficar em torno de 10 minutos ou até menos. Quanto aos efeitos colaterais, eles não se modificam quando comparados com os tratamentos mais longos do câncer de mama, sendo as reações de pele um dos mais frequentes.
A principal vantagem da realização de um tratamento mais curto é ficar menos tempo no Serviço de Radioterapia, principalmente para pacientes que residem longe do local onde será realizado o tratamento. Com isso, é possível evitar viagens longas e preservar ainda mais a qualidade dos dias durante o período em que estão realizando a radioterapi
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que no triênio 2020 a 2022 serão diagnosticados 625 mil novos casos de câncer a cada ano. O câncer de pele não melanoma será o mais incidente, com 177 mil casos, seguido pelos cânceres de mama e próstata, com 66 mil ocorrências cada, cólon e reto 41 mil, pulmão 30 mil e estômago 21 mil casos. No entanto, é fundamental ficar em alerta sobre os outros tipos de câncer, entre eles o melanoma.
O mês de maio foi escolhido para reforçar a importância da conscientização da população em relação à prevenção do melanoma, um tipo raro de câncer de pele, mas uma das formas mais agressivas e fatais da doença devido à sua alta possibilidade de provocar metástase. Segundo o INCA, em 2020, foram diagnosticados 8.450 novos casos, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres.
Assim como qualquer outro tipo de neoplasia, as chances de cura do melanoma são maiores quando o melanoma é descoberto nos estágios iniciais. Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Saiba mais sobre as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento:
Fatores de risco
Entre os principais fatores de risco estão a exposição prolongada e repetida ao sol, realização excessiva de bronzeamento artificial, ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Outro fator é ter história familiar ou pessoal de câncer de pele.
Diagnóstico
O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, pelo exame clínico. Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos exigem uma biópsia.
Tratamento
A cirurgia é o tratamento mais indicado para os pacientes com melanoma. No entanto, dependendo do estágio da doença, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser indicadas. Em casos de metástase, o melanoma é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico, uma vez que nos últimos anos novos medicamentos imunoterápicos foram introduzidos no tratamento.
ABCDE do câncer de pele
Para descobrir sinais de um possível tumor de pele, foi adotada a regra internacional “ABCDE”:
Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;
Bordas irregulares: contorno mal definido;

