Tire as suas dúvidas sobre a vacinação contra a COVID-19 para pacientes oncológicos

A vacinação contra o novo coronavírus teve início oficial no último dia 20 de janeiro em todo o Brasil. A primeira fase da vacinação está em andamento contemplando os profissionais de saúde e idosos institucionalizados. A partir da segunda fase, a população geral será imunizada começando pelos grupos de maior risco.

No mundo atual, onde é possível encontrar informações em todas as partes, é primordial que os dados estejam corretos, principalmente quando nos deparamos com as inúmeras fake news ou comentários nas redes sociais e aplicativos de mensagem que não são – e não devem ser – fontes confiáveis. A partir de hoje, faremos uma série de postagens para tirar as dúvidas sobre a vacinação da Covid-19 em pacientes oncológicos. 

Mesmo com o diagnóstico positivo de câncer eu devo me vacinar?
Sim, inclusive os que estão em tratamento, abrindo exceção apenas para casos de contraindicação a um dos componentes do imunizante.

Se eu faço radioterapia posso me vacinar?
Sim, inclusive a recomendação para os pacientes que fazem radioterapia é que não é obrigatório distanciar a vacina das sessões. 

Em caso de dúvidas, informe-se com o seu médico para ter maiores indicações sobre a fase do seu tratamento e o período recomendado para aplicação da vacina contra a COVID-19.

No passado eu já tive câncer e não estou mais em tratamento. Devo me vacinar?
Sim, basta verificar o calendário oficial de vacinação da sua região para saber em qual fase você deverá ser imunizado. 

Pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, diabetes, cirrose, pressão alta, cardiopatia, epilepsia ou tatuagem podem se vacinar?
Sim, não existe nenhuma proibição para indivíduos nessas situações.

Em relação à febre? Eu estou com febre, tive febre nas últimas 24 horas ou se tive febre há mais de um dia?
Quando você está com febre NÃO deve tomar a vacina.
Se você teve febre nas últimas 24 horas NÃO deve tomar a vacina.
Se a febre foi há mais de um dia, então você PODE tomar a vacina.  

Já tive alergia a outras vacinas. E agora?
É fundamental saber se você tem alergia a qualquer um dos componentes da vacina: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio.

Se o paciente toma corticoide, imunossupressor, imunobiológico (os anticorpos monoclonais) ou imunoglobulina pode se vacinar?
Sim, não existe nenhuma proibição para pessoas nessas situações.

Se o paciente é transplantado ou possui uma doença autoimune está apto para a vacinação?
Sim, a pessoa está apta para tomar a vacina quando chegar a sua vez no plano de imunização da região onde mora. 

A radioterapia está entre os principais tratamentos oncológicos, além de ajudar na destruição das células cancerígenas, é uma grande aliada para oferecer procedimentos de forma integral, personalizada, com mais assertividade e sessões mais rápidas. No entanto, além dos rádio-oncologistas, é preciso contar com uma equipe multiprofissional altamente especializada. Entre esses profissionais fundamentais para o sucesso dos tratamentos com radioterapia estão os físicos médicos.  As áreas mais importantes onde esse profissional pode atuar são a radioterapia, medicina nuclear ou radiodiagnóstico. Sempre pensando nos melhores resultados para os pacientes, o Oncoville possui dois físicos médicos, Otávio Riani de Oliveira e Paulo Cesar Dias Petchevist. 

De acordo com o físico médico Otávio Riani, entre as principais funções dos físicos médicos está a dosimetria clínica, ou seja, o monitoramento para que as doses de radiação durante o tratamento sejam entregues de maneira precisa na área determinada pelo rádio-oncologista. “Mesmo utilizando aparelhos com alta tecnologia, como o TrueBeam, é fundamental que todo o controle seja feito para que o paciente receba a radiação somente no tumor, preservando os órgãos próximos. Também é necessário que seja realizado um controle de qualidade eficaz para evitar erros no processo e riscos que envolvam a utilização de qualquer tipo de radiação.”

O físico médico Paulo Petchevist explica que a rotina no Oncoville é bem dinâmica pois cada planejamento é único, individual e personalizado. O planejamento para cada tratamento é feito em conjunto com o rádio-oncologista uma vez que é preciso conciliar o “o que fazer” com o “como fazer”. O radio-oncologista dá as diretrizes do que quer para o plano de tratamento e o físico médico encontra as formas de alcançar esse objetivo. Juntos eles constroem o melhor plano de tratamento e avaliam se a dose prevista foi entregue em todo o volume alvo e se os limites de dose nos demais órgãos sadios foram respeitados, de acordo com os mais atuais protocolos científicos internacionalmente aceitos. 

A física médica evoluiu muito desde a descoberta dos Raios X e da radioatividade em 1890 e, cada vez mais, novas formas de tratamento e técnicas estão surgindo e contribuem para o avanço dos diagnósticos e tratamento sempre com o mesmo objetivo: o melhor para o paciente.

O diagnóstico de um câncer muitas vezes é um baque para o paciente e seus familiares, principalmente por não terem conhecimento do que poderá acontecer durante o tratamento. Alguns são casos mais leves e outros necessitam de mais cuidados e atenção especial. Entre os principais procedimentos para o tratamento do câncer está a radioterapia, que vem se destacando cada vez mais pela sua alta precisão e diminuição da intensidade dos efeitos colaterais.

Saiba um pouco mais sobre o tratamento com a radioterapia:

– A intensidade dos efeitos da radioterapia irá depender da dose do tratamento, do local do corpo tratado, do tamanho da área irradiada e do tipo de radiação;

– Os cuidados com a pele devem ser permanentes, principalmente deve-se evitar a exposição solar durante o tratamento e, quando precisar se expor, cobrir a parte do corpo que recebeu a radiação;

– A parte da pele que recebeu a radiação poderá ficar avermelha, irritada, seca, descamar e também coçar. Nunca passe nenhum produto na pele sem perguntar para o seu rádio-oncologista; 

– A alimentação do paciente deve ser mais leve. Sugere-se a variação dos componentes da dieta para melhorar o apetite. Em alguns casos acontece a perda de apetite e dificuldade para ingerir os alimentos;

– O cansaço pode aparecer em alguns pacientes, por isso é importante intercalar as atividades cotidianas com pausas para descanso.